quinta-feira, outubro 28, 2004

sad luna


O próximo eclipse só ocorre em 2007.

As fases do eclipse também visto na Malásia, no Canadá... enfim por todo o lado, mas a horas diferentes devido ao movimento normal da Terra.

A lua é tapada pela sombra da Terra durante o eclipse lunar total presenciado no México, na cidade do México, ontem à noite. A tonalidade catanha e cor de laranja verifica-se quando a última parte da lua entra na penumbra, ou sombra de Terra e é aí que o eclipse total começa. Este eclipse também foi visto em Portugal, nesta madrugada, mas de uma forma diferente.
Foto: Daniel Aguilar/Reuters

::esquilo::


Um esquilo entre folhas no chão, no parque de Moscovo na Rússia.
Foto: Reuters

domingo, outubro 24, 2004

terça-feira, outubro 19, 2004

::Rainy Days::


Não se enganem. Não. Não é Lisboa. É São Francisco (EUA) que também tem estado com algumas tempestades. Aqui turistas agarram-se ao chapéu de chuva a observar a encharcada ponte Golden Gate. Fotografia tirada hoje, dia 19 de Outubro.
Foto: AP Photo/Paul Sakuma


Os dias de chuva. Vento e muita água por todo o lado. Uma viagem junto ao rio Tejo do Parque das Nações a Algés pode ser uma autêntica aventura bem perigosa!! Numa scooter um temporal atinge dimensões ainda mais preocupantes. A sensação de que a mota vai tombar pelas constantes rajadas de um lado e de outro é intensa. Ainda para mais com muita muita chuva. Calhaus de chuva. O vento de frente impede bastante a marcha reduzindo a velocidade possível uns bons quilómetros. O piso escorregadio mais parece feito de manteiga com os pneus facilmente a escorregarem em algumas curvas (e não só!) mantendo-me sem cair com equilibrio como se estivesse autenticamente a patinar no gelo. O vento é tão forte que caso não me agache na mota o meu corpo pode ser projectado para trás com violência com algumas rajadas mais fortes, além da mota andar muito pouco se me mantivesse na posição habitual. Depois de uma subida algo protegido do vento por alguns carros, na descida pronunciada logo a seguir a mota começou a andar ainda menos... incrível, numa descida! Tal era o vento... São dias difíceis e molhados e que exigem muito esforço físico (!!) na condução e bastante concentração. Escusado será dizer que fiquei encharcado, se bem que tirando o casaco impermeável apenas as calças ficaram em mau estado. Curioso é o facto da perna do lado direito ter ficado totalmente encharcada e a do perna direita das calças ter ficado muito menos molhada. Porquê? Devido primeiro ao vento vir mais do lado do rio, lado direito pela direcção em que ia, e pelo rio estar no lado direito (picado como o nunca o vi) vinha muita água mesmo do rio que era projectada até à estrada em gotas bem grandes. Enfim... custou mas sobrevivi.

A nossa vida organizada e orientada para dinheiro, posses, empregos é totalmente vulnerável às condições que o planeta nos oferece. Aliás, é só o planeta estar um pouco mais para baixo do que o habitual que em vez de Outuno chuvoso temos um final de Verão vigoroso com sol. Tudo depende do planeta e como está orientado para o sol. UuuuUUUuuuUUUHMMmmmM


The Rainy Day
The day is cold, and dark, and dreary
It rains, and the wind is never weary;
The vine still clings to the mouldering wall,
But at every gust the dead leaves fall,
And the day is dark and dreary.

My life is cold, and dark, and dreary;
It rains, and the wind is never weary;
My thoughts still cling to the mouldering Past,
But the hopes of youth fall thick in the blast,
And the days are dark and dreary.

Be still, sad heart! and cease repining;
Behind the clouds is the sun still shining;
Thy fate is the common fate of all,
Into each life some rain must fall,
Some days must be dark and dreary.
por Henry Wadsworth Longfellow


To venerate the simple days
To venerate the simple days
Which lead the seasons by,
Needs but to remember
That from you or I,
They may take the trifle
Termed mortality!
por Emily Dickinson


Poem In October
It was my thirtieth year to heaven
Woke to my hearing from harbour and neighbour wood
And the mussel pooled and the heron
Priested shore
The morning beckon
With water praying and call of seagull and rook
And the knock of sailing boats on the net webbed wall
Myself to set foot
That second
In the still sleeping town and set forth.

My birthday began with the water-
Birds and the birds of the winged trees flying my name
Above the farms and the white horses
And I rose
In rainy autumn
And walked abroad in a shower of all my days.
High tide and the heron dived when I took the road
Over the border
And the gates
Of the town closed as the town awoke.

A springful of larks in a rolling
Cloud and the roadside bushes brimming with whistling
Blackbirds and the sun of October
Summery
On the hill's shoulder,
Here were fond climates and sweet singers suddenly
Come in the morning where I wandered and listened
To the rain wringing
Wind blow cold
In the wood faraway under me.
(ver o resto)
por Dylan Thomas

segunda-feira, outubro 18, 2004

Arco Iris... tão útil para o espiríto


Um arco iris forma-se por cima do Hotel Monte Washington em Breton Woods, Nova Iorque. O arco iris é dos fenómenos da natureza do nosso planeta mais bonitos. Engraçado como algo que supostamente não aparenta grande utilidade prática na natureza é tão mágico e especial...
Foto: AP Photo/Jim Cole

quarta-feira, outubro 13, 2004

Como estás na tua vida diária. Sentes-te mais feliz que infeliz? Ou sentes-te mais indiferente?
Não te sintas demasiado indiferente, não faz bem a ninguém.


Estar na vida é um acontecimento bastante bizarro. Especialmente do modo como o ser humano mudou o seu estado mais natural.

Sim, continuamos a querer comer, fazer as necessidades fisiológicas, a ter ciumes, invejas, a lutarmos pacifica e agressivamente. A AMAR, a ODIAR, a DESPREZAR, a estar OBCECADOS com objectos pessoas ou mitos criados. Continuamos a acreditar numa existência suprema para lá de nós, apesar de nos tempos que correm cada vez mais da humanidade começam a enquadrar-se no agnosticismo, que é onde me encontro também. Somos ainda dependentes uns dos outros. Continuamos, como no inicio da humanidade (pelo que os arqueólogos conseguiram explorar), a regermo-nos por regras que criamos baseadas em moralidades que queremos muito atingir mas que acabamos sempre por infringir. Gostamos ainda de ser idealistas e acima de tudo... preocupamo-nos com tudo o que se passa à nossa volta.

Agora já temos muitas explicações, muitos cientistas... mas o que se descobre cada vez mais é que percebemos cada vez menos disto. Na antiguidade para as estrelas haviam explicações aceitáveis para a altura de um ponto de vista de crenças religiosas e de lógica da época. Hoje parece que sabemos muito mais sobre o universo, mas afinal apenas para perceber que não entendemos mesmo nada, nem podemos mesmo perceber. Tudo é possível e por isso nem interessa tentar perceber, visto que a nossa passagem por este mundo é uma brisa tão insignificante que está fora da nossa imaginação.

O cómico é que todos trabalhamos por algo chamado dinheiro. Juntar para comprar. Juntar para comprar. Juntar para comprar. Podemos ter trabalhos muito bonitos e agradáveis, podemos estudar muito e depois formular teorias sobre o universo. Mas só o fazemos porque temos uma empresa que paga para estudarmos isso com afinco. Claro que o planeta é tão grande que existem muitas excepções a esta situação. No geral, no entanto, é totalmente assim. Estamos condenados a este modo de vida. Foi assim que as sociedades ocidentais evoluiram, depois de muitas guerras e imposições de grandeza económica. Os regimes comunistas vieram provar que apesar da estar na nossa natureza ter boas intenções mentalmente, na prática seremos sempre assim, condenados à nossa humanidade.

A vida pacata existe ainda, mas é rara e muito menos aliciante... é só ligar a tv. Temos de comprar tudo e existe sempre alguém a querer vender. Existem tantos produtos novos, que apenas servem para podermos comprarmos mais. Para não estagnar a novidade, porque as nossas mentes desejam ardentemente a novidade e o que está IN. Tem tudo a ver com a nossa psicologia é não vale a pena fugir muito a ela.

Psxiu...
Psxiu...


Tudo está bem. Vamos vivendo sob a superfície da terra. Ocupando a terra o máximo possível. Nós que estamos por aqui só vamos mesmo conhecer isto. Portanto aproveitem a vidinha como quiserem. Uns merecem mais. Outros menos. Uns têm mais outros muito menos. Os motivos são infinitos. Todos respiramos o mesmo ar e comemos comidinha, só nos diferencia o carácter psicológico, com pouco ou muito.

THE VILLAGE. Vamos viver para uma vila isolada de tudo? Tudo pode acontecer. A casa que temos é construida por todos. Nas reparações participam todos. Shiuuu. Não digam a ninguém que estamos aqui. Fazemos uma comunidade que não existe. O que comemos vem da nossa terra. O que sentimos vem de imagens reais à nossa volta. "A vida é como uma caixa de chocolates". E eu adoro chocolates.
Let´s make it last for life. We´re flying. Feels just like flying...

____________

SSSSSEEEEEEEENNNNNNNNNNNNNNTTTTTTTTTTTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE

SerEmot
Lembras-te do olhar pela janela... para o amanhecer. Reminiscências das teorias que tinhas sobre o céu. Sobre as plantas do quintal. Sobre a origem do mundo. Sobre a razão das coisas serem como são. Chegavas sempre à conclusão de... continuar a viver a vida que os humanos de hoje vivem. A escola. A aprendizagem. Por vezes a aprendizagem tocava neste ponto. Astronomia, geografia, filosofia... faziam-te pensar e questionar. Pena os professores não terem respostas para as tuas perguntas... até tu tinhas mais respostas para eles... o que não estava nos livros, os outros porquês.
Vamos viajar pela autoestrada da saudade? Queres falar com aquele rapaz que foste e dizer-lhe como pode ser mais feliz? Mas será que sabes mesmo como poderias ter sido mais feliz? Ou preferes apenas observá-lo e deixá-lo crescer?
Imagina-se demais neste mundo. So do I.

Ártico


[É incrivel as alterações no planeta que vão ocorrer. Não deveremos estar cá para ver, mas é um planeta em transformação e apesar de pensarmos que dominamos a situação por aqui, a natureza é muito mais vasta, por baixo, por cima e mesmo onde estamos, nem que seja nos oceanos e zonas geladas. Adaptação é o que se pretende.]

> Um estudo elaborado pelo Conselho do Ártico e publicado, esta terça-feira, pelo jornal «Dagens Nyheter» revela que o gelo acumulado no Círculo Polar Ártico deverá desaparecer quase na totalidade durante os Verões e inícios de Outono do final do presente século.

quinta-feira, outubro 07, 2004

garfield


Garfield gosta de comer. Garfield gosta de estar à vontade, que não lhe digam o que não pode fazer.

terça-feira, outubro 05, 2004

A comunidade da Berlenga

E que tal um mundo fictício, mas imaginativo e agradável. Uma comunidade activa e divertida naquele mundinho tão perto e ao mesmo tempo tão longe que são os arquipélagos das Berlengas. A ilha de Saturno. Neste caso o site Cabeça de Pescada, que se referiu aqui ao meu mundinho, é essa comunidade da ilha da Berlenga que tem notícias frescas e criativas sobre uma comunidade que não existe mas bem que podia e deveria existir, porque não. Especialmente por ser nas fantásticas Berlengas.


Foto tirada por mim, serEmot.

Ver no Pensa (mentos) melhor, dois posts sobre as Berlengas - primeiro e segundo

Aproveito e deixo aqui este link para uma reportagem que fiz este ano sobre as Berlengas, see it.

domingo, outubro 03, 2004

universo - out there


Clica na foto, para maior.

Par e galáxias em interligação. O Universo está lá fora... imune a nós. Totalmente. Nós é que não estamos nada imunes a ele, pertencemos a ele e nem temos bem a noção disso.

Follow the handle of the Big Dipper away from the dipper's bowl, until you get to the handle's last bright star. Then, just slide your telescope a little south and west and you'll likely find this stunning pair of interacting galaxies, the 51st entry in Charles Messier's famous catalog. Perhaps the original spiral nebula, the large galaxy with well defined spiral structure is also cataloged as NGC 5194. Its spiral arms and dust lanes clearly sweep in front of its companion galaxy (left), NGC 5195. The pair are about 37 million light-years distant and officially lie within the boundaries of the small constellation Canes Venatici.

terça-feira, setembro 28, 2004

o outro lado do paraíso 2

Frescas e Boas é uma pequena janela para o nosso planeta... na maior parte dos casos, vista à luz das notícias que são escolhidas para cativar, um público... e dessas escolhe-se as que são mais ou menos apetecíveis.

Esta é uma janela para o universo, celeste e meu...
Aproveitem a vossa breve estadia pela Terra.

Às vezes apetece abandonar tudo. Ir pelo mundo fora sem destino... sem razão. Sem trabalho, nem tempos. Viver por viver solto e totalmente livre. Ir morar para uma das ilhas mais escondidas do pacífico, ou do atlântico.
Let´s go away to nowhere, forever and ever. And then... let´s come back where we started... anytime.
serEmot

BeingEmot
Being Me


..."Life is an Open Road"...

i'm sitting at the wheel / i got a green light / not afraid of nothin' cuz heart and soul /
i'm built for life /
so let the engine roar /
push the pedal down /
i want the white lines on the highway /
to lead me out of town /
i'm rolling on and on and on /
who knows where i'm goin'? /
life is an open road - it's the best story never told /
it's an endless sky - it's the deepest sea /
life is an open road to me /
life is an open road to me /
i got headlights /
to guide me thru the night /
i got the window down and the radio playing /
it makes me feel alive
..................................................
Por isso ... eu gosto de cinema.

A movie for us. let´s dream in a screen.
Nesta foto está Ethan Hawke, num dos filmes que mais gostei de ver dos últimos tempos, "Tape", integralmente passado num quarto e com três personagens - mais info em MagaCINE.

segunda-feira, setembro 27, 2004

deste lado do paraíso



Hoje passou um bom documentário, ou pequena aula, sobre o universo... a história das galáxias...
OU MELHOR. Recomeçando: O nosso planeta. O sistema solar. Os biliões de sistemas com muitos mais planetas e estrelas do que o nosso pequeno sistema numa das espirais da Via Láctea. O núcleo da nossa galáxia, que aglomera enorme quantidade de estrelas por milhão de quilómetro. Os biliões de outras galáxias que existem no cosmos celeste (eu gosto de chamar Celeste ao cosmos, é mais humano assim) - e o resto é imaginação. Ah, as galáxias estão-se a afastar umas das outras, como que a ir para o infinito...

Os cientistas dizem que as galáxias têm formas diferentes pelo simples facto de já poderem ter havido choques entre galáxias...
Todo o movimento entre sistemas e galáxias, que andam a milhares de quilómetros por minuto, só é visível (que houve movimento) de milhões em milhões de anos. Algo extraordinário e que ultrapassa a minha, a tua, a deles... ULTRAPASSA a NOSSA COMPREENSÃO. É tudo o que nos rodeia. Enfim.


[O documentário era apresentado por Peter Seleck, vá-se lá saber até apresentou bem... pelo teleponto, mas bem. E é de 1993.]



IMAGINATIVO sou eu. Por isso desde tenra idade, quando comecei a perceber um pouco que o mundo não eram apenas as Caldas da Rainha, nem Portugal, muito menos a Europa ou a Terra, comecei a magicar... a sonhar. OK, existem os átomos. Que têm características em muito semelhantes ao sistema dos planetas e até das galáxias. Uma semelhança fascinante e estranha. Então imaginemo-nos inseridos em átomos, como que se fosse a nossa galáxia, por exemplo. Então. O que está para lá das galáxias?? Porque não um ecossistema de vida em que somos nós que vivemos entre os átomos. E lá por cima no outro ecossistema as galáxias, são aquilo que os átomos são para nós. É inimiginável... talvez... mas que nos meus sonhos de miúdo de 13 anos isso aparecia, sem dúvida. Quem sabe... já outras ideias me passaram pela reflexão. Pelo meu cérebrozito que pensa que pensa.

PERTURBA-ME um pouco pensar em toda a vastidão deste universo. Foi essa perturbação que me fez na escola, aos 13/14 anos, quando comecei a aprender mais coisas sobre o universo a pôr em causa a existência de um qualquer deus. Sou agnóstico desde daí, oficialmente. Ao ver tanto sobre o universo... onde está deus? O mais perto de deus que me posso chegar é aproximar-me de um qualquer crente. Nas missas protestantes, ou missas católicas, já fui às duas, se bem que as protestantes sejam mais interessantes. Há algo que ressalta. Já ouvi por diversas vezes, o padre ou pastor dizer que "deus está dentro de cada um de nós, dentro dos nossos corações, e temos de o encontrar dentro de nós..."
NÃO PODIA ESTAR MAIS DE ACORDO. Fruto do homem... que necessita de uma explicação suprema, mágica para a sua existência e do que o rodeia. Enfim... quero ser crente... é bom acreditar... mas de momento só consigo acreditar em ti e mim. Em nós.

O UNIVERSO ESTENDE-SE PELO INFINITO. Se o nosso planeta é literalmente uma gota no oceano, o que seremos nós? O que fazemos cá? Qual o propósito de existir vida? Porque morre? Os planetas morrem, será que sentem. Sei que há mais vida no universoooooooooo. Como será por lá??????
CONHECIMENTO PRECISA-SE. Talvez me volte a converter. Ou dê em muslim, como o Cat Stevens. Ou da Cientologia de Tom Cruise e também o excelente Val Kilmer. Tudo vale.
Enfim. Ao que parece vou continuar a viver a minha vidinha, num canto de Portugal...
Talvez me torne conhecido pela televisão ou cinema. Seja visto e apreciado por milhões. E o que é e importa isso para o universo? Nada.

HÁ COISAS QUE SEI. A sociedade ensinou-me. Tenho de trabalhar para ganhar dinheiro para comer, comprar roupas da moda generalista, trabalhar anos a fio para comprar casa e carro... Tenho de conseguir um bom emprego, que dê prestigio e dinheiro para me sentir bem comigo. Tenho de amar uma mulher, preferencialmente, para supostamente me sentir completo. Tenho de sentir e apreciar as coisas por vezes, deprimir-me e odiar-me, tem vezes...
OK. Não seria melhor uma comunidade género Amish? Que é mais próximo da alguma antiguidade remota. Queres sitio para viver. Vamos todos construir uma casa, e tu ajudas na nossa. Queres comer. Fazer a comida que comes. Sobra-te imenso tempo para pensar na tua mísera existência. Namoriscar. Amar. Partilhar uma vida com outras pessoas e uma mulher em especial, se possível. Ah, e morrer.

NÃO. Já no secundário me davam estas pancadas... Especialmente antes de testes de história. Memorizava muita informação e na véspera do teste punha-me a pensar no universo, na nossa existência e o porquê de estar a estudar, instruir-me para contribuir para a minha maravilhosa comunidade. Trabalhar na comunidade sobrelotada. Viver na comunidade. Dinheiro. Morte - vai lá sempre dar. Enfim. Lá tentava calar os meus Pensa (mentos) melhor (ou não), e acalmar-me tentando arranjar um minimo de vontade para ir estudar - depois lá conseguia tirar uns 19´s. E volto ao ponto de onde parti: vou esquecer tudo novamente. Dormir para amanhã ir trabalhar, em jornalismo... talvez daqui uns dias me dê a pancada novamente. Tudo pode acontecer.


Ora, galáxias de um lado... nós num quarto no planeta Terra... a reflectir. A querer saber o que eles não dizem... está fora da compreensão, mas nós só queremos algo em que acreditar.



this side of paradise
i'm ridin' in the back seat - nine years old /
starin' out the window countin' the highway poles /
and then i get to thinkin' - that it don't seem real /
i'm flyin' through the universe in a '69 oldsmobile /

i just want something to believe in /
ah - it's a lonely, lonely road we're on /
this side of paradise /
there ain't no crystal ball - there ain't no santa claus /
there ain't no fairy tales /
there ain't no streets of gold /
there ain't no chosen few - ya it's just me and you /
and that's all we got ya...that's all we got to hold on to /
ya this side of paradise /

i remember bein' a little boy in the backseat - nine years old /
always askin' questions - never did what I was told /
and then i get to thinkin' like i always do /
we wander 'round in the darkness but every now and then /
a little light shines through /
BA

terça-feira, setembro 21, 2004

Bryan Adams - Room Service


O cantautor. Músico. Fotógrafo profissional. Até já participou em filmes.

Vejam aqui o excelente site que funciona como booklet das músicas do album. Muito bom. Excelentes imagens.





Flying

‘ROOM SERVICE’
Álbum: 20 de Setembro de 2004
‘OPEN ROAD’Single: 13 de Setembro de 2004

Neste Outono, vai ser editado o tão aguardado novo álbum de Bryan Adams. Lançado pela Polydor no dia 20 de Setembro, Room Service era o álbum que faltava na discografia do artista.

Produzido por Bryan Adams e misturado por Bob Clearmountain, Room Service foi maioritariamente gravado em quartos de hotéis e em backstages nos últimos dois anos em que Bryan Adams andou em tour por toda a Europa, e onde se incluiu Portugal.

Open Road é o primeiro single do disco (a ser lançado dia 13 de Setembro) e é um clássico gravado num só take e com uma frescura desarmante, tanto nas suas letras como na sua voz. Flying é uma balada arrebatadora enquanto I Was Only Dreamin é um tema sobre despedidas e a dificuldade em dizer adeus, tema que inclui um arranjo de cordas e oboé dum amigo e colaborador de longa data de Bryan Adams, Michael Kamen, que morreu no ano passado. Qualquer faixa deste álbum tem uma história para contar: um momento em que os olhares se cruzam entre dois estranhos que se encontram numa grande cidade (East Side Story), uma análise sobre uma relação afectiva (She´s A Little Too Good For Me)… A faixa que dá título ao disco, Room Service, faz todo o sentido visto Bryan Adams passar tanto tempo em tour e reflecte bem o quão intímo consegue ser um quarto de hotel quando se está longe de casa.

Com mais de 25 anos de carreira, Bryan Adams continua a dar espectáculos e segue para a Europa este Outono para os seguintes concertos:

19 de Setembro - Dornbirn, Eishalle
21 de Setembro - Antwerp, Sportpaleis
22 de Setembro - Rotterdam, Ahoy
21 de Outubro - Aberdeen, AECC
22 de Outubro - Manchester, Arena
23 de Outubro - Newcastle, Arena
24 de Outubro - Sheffield, Arena
26 de Outubro - Birmingham, NEC
28 de Outubro - Nottingham, Arena
29 de Outubro - London, Wembley `
30 de Outubro - London, Wembley
31 de Outubro - Brighton, Centre
1 de Novembro - Cardiff, Arena
25 de Novembro - Munich, Olympia
26 de Novembro - Nurnberg, Arena
27 de Novembro - Leipzig, Arena
29 de Novembro - Berlin, Max Schmeling Halle
30 de Novembro - Braunschweig, VW Halle
2 de Dezembro - Basel, St. Jakobshalle
3 de Dezembro - Stuttgart, Schleyerhalle
4 de Dezembro - Frankfurt, Festhalle
5 de Dezembro - Brussels, National Forest
in Universal Music.pt

hi garfield



Se calhar devia sair mais vezes. Convidar alguém desconhecido. Do nada. Vamos viajar?
Sem nada a perder vamos embora? Decidem na hora ir juntos viajam pelas cidades, países, sem destino mas com espírito de aventura que nunca tinham tido dessa forma. Conhecem-se e conhecem outros povos, culturas e mundos. Outras formas de viver. E nada será como antes. Ou será que tudo foi um sonho...

terça-feira, setembro 14, 2004

flocos de neve


paz
(Sul da Finlândia)


Gelo, água e neve

http://www.crh.noaa.gov/mkx/photogallery.php
http://photo.artmam.com/search_snow_1.htm

ma donna



American popstar Madonna performs on stage during her 'Re-Invention' world tour (PORTUGAL). Organisers of Madonna's spiritual retreat to Israel requested that Jewish photographers do not cover her visit so they don't break religious laws and that all journalists wear white.

Gostava de ter ido... ao concerto da Madonna de ontem ou hoje. Ouvi no Telejornal que a doida ontem, depois do concerto, foi para uma discoteca lisboeta onde esteve a dançar... o que dirá o Guy Richie sobre isso?




Ao contrário de Britney Spear, Madonna não cantou em playback. Até o primeiro-ministro esteve presente... quer dizer, é o Pedro Santana Lopes, é normal.

domingo, setembro 12, 2004

código de agnosticismo


Fidel Castro, numa visita ao Louvre, fez questão de ver o quadro falado no livro de Dan Brown.

Acabei de ler o livro, Código da Vinci. Extraordinário. Dá uma perspectiva diferente que parece ter algumas verdades... para um agnóstico como eu é bastante enriquecedor. Para um crente cristão católico talvez seja uma revelação, depende da perspectiva.



artigo...
The Da Vinci Code is about Robert Langdon, a symbologist from Harvard University, who goes to Paris for a conference. Late one night, he is contacted by the police because the man he was supposed to meet the next day was found shot dead at the Louvre Museum, surrounded by cryptographic clues.

Langdon teams up with the deceased's granddaughter, who is a cryptologist, to find out what really happened. They discover a trail of clues that leads them on a veritable treasure hunt through Europe, on which Langdon uncovers deadly assassins, secret societies, and a mystery of biblical proportions.

inspired by genius
Just what inspired Brown to write such a story? For starters, it's a follow-up to Angels & Demons, the first Robert Langdon adventure, about how he saves the Vatican from annihilation.
Brown first learned about Leonardo da Vinci when he was studying art history at the University of Seville in Spain. Then, while doing research for Angels & Demons, he encountered the Da Vinci enigma once again.

To learn more about the genius that was Da Vinci, he flew to Paris to tour the private archives of the Louvre Museum, and discuss his paintings with its world-renowned art historians. This is where the author conceived his idea for a thriller based on Da Vinci's genius.

fact or fiction?
While The Da Vinci Code is a work of fiction, created to capture the reader's imagination; all the organizations, locations, documents, and paintings do, in fact, exist and are a matter of historical record.

If these shocking facts are indeed true, then why aren't they taught in history classes? Why aren't they widely known? The answer is simple: history is always written by the victors. It is the triumphant ones who impose their belief systems on the defeated.
Brown argues that since Christianity came to rule Western civilization over 1,500 years ago, the Church was able to rewrite historical facts in order to favor itself and make its past actions seem righteous. Brown, along with many other historians, believes that history must be studied, while keeping in mind that what we regard as true may not necessarily be so. He even goes so far as to question whether or not our version of history even occurred in the first place.
Find out what the cryptic messages in Leonardo da Vinci's paintings reveal... Next >>

torres de luz



11 de Setembro, em Nova Iorque. 2004. Dois focos de luz iluminam o céu, em memória das Torres Gémeas que ali se erguiam e dos ataques ao World Trade Center, em 2001 (há três anos e um dia). Engraçado como um ataque à maior potência do mundo influência tantos outros países no planeta. Se tivesse sido em Portugal seriam escassos os países que teriam imagens na televisão sobre o assunto e não teria o impacto que teve nos Estados Unidos. Porquê? Talvez porque como já ouvi alguém dizer, somos todos americanizados, especialmente na Europa. Na ásia muitos países para lá caminham. Oh well... America, America, America...



Be Well, Stay Better...

sexta-feira, setembro 10, 2004

pôr do sol e cavalos



Quando o sol se põe sobre o mar Mediterrâneo, um palestiniano dá banho ao seu cavalo na praia da cidade de Gaza (tão afligida por confrontos israel-palestinianos, há décadas). Fotografia tirada anteontem.

Welcome to Portugal, land of the goodness, kindom of badness



A imagem do dia: Um carro da PSP, parado no meio de uma avenida em Lisboa com o triângulo a sinalizar os outros condutores e o capô levantado, onde um polícia tentava por o seu carro, aquele com as sirenes e tudo, a funcionar. O lamento: não levava a minha máquina digital para eternizar o momento. A comparação: nos EUA normalmente os carros da polícia param por perseguições que resultam mal, por agressões de alguma revolta ou algo do género. Em Portugal basta sair para a rua e o carro pode muito bem empanar. Se alguém cometesse uma irregularidade de trânsito mesmo em frente àquele policia, ele só podia mesmo tentar ver a matricula, se conseguisse...

Oh well...

Centro de Saúde da Alameda
Já agora aproveito para retratar o que uma pessoa em Lisboa pode ter que ultrapassar.
Para já deveria de haver um mini curso para que qualquer português possa saber como utilizar os serviços de saúde. É que não basta ir a um centro de saúde mais perto e dizer: "estou muito doente". Nã... isso não serve. Alguém nos pergunta: "Está cá registado?". Ao que respondo: "vivo cá, mas sou das Caldas da Rainha, mas tenho cartão da caixa". A resposta da pouco simpática secretária: "então não ou tem um comprovativo de morada daqui, ou não vai ser atendido". A minha inocente questão: "Serve alguma carta oficial, ou assim?". A inocente resposta da senhora: "não. Tem de ter um documento oficial. Por isso não pode estar aqui". A minha insistência: "Mas e se eu estivesse mesmo com algo muito grave?". A resposta cordial da senhora: "As urgências são lá para a noite [isto quando são 11h da manhã]". Uhmmm. Ao que eu pergunto novamente: "isso quer dizer que tenho de ir a um hospital, é isso?". A resposta mais uma vez cordial, para alguém que quase que não conseguia falar de rouquidão: "Boa viagem! [com ironia]". E depois ainda dizem que a nossa qualidade de vida é má... nada disso, melhor do que isto não há. Aliás, só nos EUA é que o sistema de seguros é capaz de ser pior, para quem não tem seguros.


Hospital S. José
Ah, depois de uma viagem à procura do Hospital S. José, lá encontrei. Fui muito bem atendido, rapidamente e com profissionalismo. Até me desejaram as melhoras, estaria no mesmo país??? Pois é. Num local onde há doentes mesmo à porta da morte, com situações bem graves e vindos de todos os locais desejam-me as melhoras e tratam-me com cuidado. Num local onde os doentes são os velhotes das redondezas que aparecem lá todos os dias e que não há um doente sequer com uma situação minimamente grave somos tratados como cães abandonados (alguns, porque há cães abandonados que são melhor tratados)... uhmmm.

quinta-feira, setembro 02, 2004

Arm Strong



Lance Armstrong monta uma mota ("chopper") especialmente desenhada e fabricada para comemorar as suas vitórias consecutivas no "Tour de France". Esta moto tem características de bicicleta. Na foto em baixo Armstron aparece no programa de Jay Leno, Tonight Show em Burbank, na Califórnia (NBC). Armstrong venceu a histórica prova de ciclismo 6 vezes consecutivas e actualmente namora com Sheryl Crow.

quarta-feira, setembro 01, 2004

dúvida existencial



A dúvida existencial de... Garfield!

Descobertos dois novos planetas semelhantes à Terra


Astrónomos acreditam existir planetas extra-solares iguais ao nosso. Estes descobertos são os mais pequenos de sempre, excluindo com a Terra - os mais pequenos também são dificeis de localizar no espaço celeste.

[Quando um português descobre o primeiro planeta mais parecido com a Terra, com superfície rochosa e não gasosa (que tem menos hipóteses de ter vida), vêm os americanos (quem mais...) e descobrem logo dois, neste caso a 35 anos-luz e gravitam em redor da estrela 55 Cancri. Mas a descoberta do grupo europeu parece mais credível, digo eu...]

Astrónomos norte-americanos descobriram dois novos planetas fora do nosso sistema solar, com uma massa muito pouco densa, equiparável à de Neptuno. Terão, por isso, uma densidade 15 a 20 vezes superior à Terra, mas de tamanho pouco superior, o que leva os cientistas a acreditar que existem planetas extra-solares iguais ao nosso.

"Descobrimos dois planetas com uma massa 15 a 20 vezes superiores à da Terra" e com "diâmetros comparáveis ao da Terra", anunciou ontem um dos autores da descoberta, Geoffrey Marcy, da Universidade da Califórnia, em conferência de imprensa organizada pela NASA.

Os dois planetas "estão em órbita em redor de estrelas que se encontram a apenas 35 anos-luz" da Terra, acrescentou o astrónomo norte-americano que trabalhou em conjunto com Barbara McArthur, da Universidade de Texas.

Um dos dois planetas orbita em redor da estrela 55 Cancri, astro que se sabe "albergar" outros três gigantes planetas gasosos, que se encontram a 41 anos-luz, na constelação de Caranguejo. Este planeta recém descoberto tem uma massa 18 vezes superior à da Terra.

Quanto ao segundo, descreve uma órbita em redor da estrela Gliese 436, a 30 anos-luz da Terra, na constelação de Leão, e tem uma massa cerca de 20 vezes superior à da Terra.

"Com estes dois planetas, estamos prontos para a próxima etapa, ou seja, descobrir planetas que tenham massa idêntica à da Terra", afirmou Geoffrey Marcy, acrescentando que, no entanto, "estes são muito difíceis de detectar".
in SicOnline

fim com fogo de artifício



E assim foi a cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos 2004, na Grécia. Muito fogo de artifício. Bonito.

terça-feira, agosto 31, 2004

Lixo ou lixo artístico?



Uma mulher admira um quadro de Turner, na galeria britânica Tate. A peça do artista alemão Gustav Metzger teve uma sorte diferente e chegou mesmo a estar no lixo. Uma empregada da limpeza desta galeria britânica pôs no lixo a peça que é formada por sacos de plástico com jornais, cartões e outros items semelhantes. A arte assume formas estranhas, sem dúvida, e o que para uns é lixo inútil para outros é... lixo útil que constitui arte e acaba por ser bem caro.


Fica aqui um exemplo, que não se tratando da peça que foi parar ao lixo anterior também tem características peculiares. É um monte de lixo, mas a sombra tem algo de interessante. Está no Museu de Arte Israelita, sugestão da Lua.

Apoios e prémios nos Jogos Olímpicos



Sérgio Paulinho, por este quadro de atribuição, pela sua medalha de prata (na primeira participação nos JO) vai ganhar 22.500 euros mais uma bolsa de 1.250 euros por mês até aos próximos JO, portanto são quatro anos com esta bolsa (ordenado).

[Acho que me vou tornar atleta olímpico, que tal?]

Há duas maneiras de o Estado dar dinheiro a atletas, obedecendo a filosofias distintas. A primeira é recompensar a conquista de uma medalha em grandes competições, como Mundiais e Jogos Olímpicos. Neste caso, a verba surge exactamente como um prémio, que é pago de uma só vez - em Atenas, uma medalha de ouro valia 30.000 euros, a prata 22.500 e o bronze 17.500.
Mas estas são verbas de contingência, que não permitem a um atleta fazer uma carreira desportiva. Para garantir algum conforto financeiro a quem dedica muitas horas da sua vida ao desporto (muitos fazem-no mesmo em exclusividade e não têm emprego), o Estado tem um sistema de bolsas para a alta competição.

Os medalhados nos Jogos Olímpicos recebem 1250 euros por mês durante os quatro anos da Olimpíada subsequente, os finalistas (classificações até ao 8º lugar) ficam com 1000 e os semifinalistas (até ao 16º) têm direito a 750 euros. Mas estes apenas durante dois anos, durante os quais terão de mostrar resultados, sob pena de o apoio lhes ser retirado ao fim desse período. Existe ainda um quarto nível de bolsas, no valor de 360 euros mensais, para outros integrantes do projecto olímpico, nomeadamente jovens promessas em que é feita uma aposta mesmo antes de terem obtido resultados relevantes a nível internacional.
in Público - L.F., Atenas