sábado, dezembro 04, 2004

fazer sentido, ou não


Conduzir a vida... nem sempre faz sentido...

Nada faz mais sentido do que não fazer sentido nenhum. Aliás, o que será fazer sentido? Há o sentido comunitário, ou de uma sociedade em particular, mas o sentido acaba por ser bem mais pessoal. Quer-se queira quer não, não fazer sentido algum até que FAZ ALGUM SENTIDO. Ora, porquê? Vejamos: estamos perante uma situação dificil nas nossas vidas, algo que condiciona totalmente o nosso modo de vida até um certo momento - - - agora, porquê é que pode fazer mais sentido, esta situação aparentemente sem sentido?

Exactamente porque nem sempre tomamos as opções de vida que nos enriquecem mais, que nos tornam mais vivos, mais despertos para o que são as nossas vontades e desejos mais íntimos. Talvez, e apenas talvez, se nos acontecer algo totalmente sem sentido, que muda as nossas vidas, da forma como era, que nos abana completamente e até magoa, podemos arriscar mais, ser mais audazes nos nossos desejos. Ou pelo menos devíamos. A verdade é que como seres humanos queixamo-nos muito. Só que quando acontece o inesperado, o pior, conseguimos aguentar com mais do que julgávamos. Claro que nos invade alguma tristeza, mas pode resultar num «acordar» de paixões, desejos e vontade de arriscar. Comigo, espero que consiga que seja assim. Se não for? Cá continuarei aquilo que não terminei.

quinta-feira, dezembro 02, 2004

ba´s



Bryan Adams, que estará em Portugal a 30 de Janeiro, actua nesta foto na Suíça, em Basel, esta noite... 2 Dezembro. Mr. Badams will soon rock Portugal.

Novidade Tinha ouvido num o proprio Bryan Adams dizer no final de Outubro, num chat que frequento, que estava em negociacoes para vir a Albufeira na passagem de ano dar um concerto, tive a confirmacao esta semana que vai-se mesmo realizar em Albufeira esse concerto no ultimo dia do ano. Num mes dois concertos, em grande...

terça-feira, novembro 30, 2004

e tudo acabou - - -

Porque é que nos apegamos tanto a certas coisas materiais?!?!?!?

Não, não estou propriamente a falar das coisas que são mais caras, que custaram-nos mais dinheiro ou que têm mais qualidade...

Estou mais a referir-me às pequenas coisas, que não só já não tem grande valor, como têm problemas provocados pela muita utilização e a velhice. Aquelas COISAS que têm um valor sentimental, não por serem queridinhas ou fofinhas, mas por fazerem parte da nossa história, de diferentes percursos que fomos tomando nas nossas vidas. São COISAS a que nunca pensámos ficar apegados, não propriamente bonitos e muito menos motivo de orgulho, mas que estiveram lá, em tantos momentos, foram importantes e atravessaram diferentes épocas das nossas vidas.

E o que é que é, neste caso em particular?
História de uma motinha (coisa) que mudou uma vida
Uma pequena Scooter, velha, gasta, feia e que pede há muito tempo pela reforma. Nascida no ano de 1994, com matricula LRS - respeitante ao concelho de Loures -, teve uma vida difícil. A sua dona (residente em Póvoa de Santa Iria da Azóia), ao cair com ela, numa rotunda, decidiu não pegar mais nela e acabou por deixá-la guardada durante um ano ou dois, após isso surgiu um rapaz que acabou por ser obrigado a comprá-la, quando nem era aquela que tinha em mente. Era verde escura, nada bonita e muito menos estilosa. Apesar de não ser a mota dos seus sonhos, o jovem novo dono sentia-se bem por ter um meio de transporte para poder ir para a sua Escola Secundária Raúl Proença, nas Caldas da Rainha, sem a boleia dos pais todos os dias, para ir, e vir. Era uma liberdade fantástica, para além de poder andar de mota acabar por ter sido uma paixão que descobriu. Teve de tirar a carta numa escola de condução, de mota de 125 cilindrada, para poder ficar logo com o código para a carta de carro, já feita. Depois de passear numa bonita e nova mota de 125 cilindrada, o jovem voltou à sua motinha para o dia a dia. Certo dia o jovem foi viver para Lisboa, para poder tirar uma licenciatura numa universidade que até se chama nova. Deixou a sua mota, na cidade natal, onde só a utilizava de meses em meses por brincadeira. A irmã do jovem, mais nova, começou a tentar conduzi-la, apenas por poucos metros. Terminado o curso, passados 4 anos, o jovem vai estagiar para uma rádio lisboeta, que gosta de se ver relacionada com as telefonias sem fios. Devido à rádio ficar numa zona junto ao rio, chamada Matinha, com poucos transportes públicos, o jovem decide abraçar a velhinha mota e trazê-la para Lisboa. Durante um ano e dois meses o jovem andou todos os dias com ela, em Lisboa, por entre sol, chuva, temporal, muito vento, pisos escorregadios, muito trânsito...
nos últimos meses, desde Março, o jovem fazia por dia de 50 a 80 km com a sua pequena motinha. Desde Março, manteve várias vezes, em muitos meses, dois empregos, pelo que a distância e o número de horas que andava de motinha por dia ia aumentando. Desde Setembro o jovem passou a andar diariamente num cubo lisboeta, entre Benfica, Arroios, Parque das Nações e Algés - que a meio de Novembro se tornou Carnaxide. Tudo destinos bem afastados.

02h20m
Numa certa madrugada de Domingo para Segunda, o jovem vem com a sua motinha de Carnaxide, desesperado para ir para casa, após ter estado a trabalhar até tarde no jornal (o seu segundo emprego, desde Setembro), a pensar nos seus lençóis na Calçada de Arroios. Todo o seu percurso de anos, entre si e a sua motinha muda quando, numa ponte matreira, com socalcos altos entre as junções das diferentes placas da ponte em Algés, o jovem ao começar a descer - ia devagar - num dos socalcos, a motinha derrapa no piso molhado, pela chuva de há uns minutos atrás, e o jovem vem embrulhado com a mota uns bons metros a escorregar pela descida de pequena ponte. A motinha fiel e companheira de tantos anos, e momentos, ficou com a roda da frente totalmente torta e em muito mal estado. O jovem, que veio a descer embrulhado nela, não queria acreditar, como a mota escorregou e saiu debaixo do seu corpo, arrastando-o durante alguns metros. Ao contrário do que aconteceu à mota, o jovem teve a sorte - bem grande - de não ter tido sequer um arranhão. Teve a sorte de vir com luvas polares, que protegeram-lhe as mãos, que esfregaram durante uns metros no alcatrão. Ficou com um bolso das calças destruido e pouco mais. Se viesse depressa o jovem teria embatido com estrondo nos rails da ponte, que ao descer ainda fazia uma curva, e teria-se magoado a sério. Imobilizado no meio da ponte, com a mota ao seu lado, o jovem olha para trás e só pensa em TRÊS coisas --- "ISTO NÃO ME ESTÁ A ACONTECER... COMO É QUE ISTO ACONTECEU?!?... SE NÃO SAIO DAQUI DEPRESSA COM A MOTA, VOU SER ATROPELADO...
Com este pensamento o jovem utiliza todas as forças que lhe restam, que nem sabia que tinha, para pegar na mota pesada até uma zona onde exista lancil, de forma a sair do meio da estrada. Com as rodas imobilizadas, sem rodar nem ajudar, o jovem teve de pegar e arrastar a mota. Apenas ficou com o corpo durido da queda, e do essencialmente do arrastar da mota. Ficou no jovem uma adrenalina negativa impressionante, com o sangue a correr pelas veias com uma força imensa. Uns exercícios, no meio da relva, mesmo junto à Torre de Belém, para tentar ver se estava todo inteiro e o resto foi reboque e tristeza. Ao olha para a mota, o jovem sente-se triste, não só por deixar de ter transporte, tão importante para a quantidade de coisas que fazia, como também por olhar para a mota, agora, como algo morto. Que morreu... estava ali, aleijada e como que inutilizada. Ao deitar-se à 4h da manhã, daquele dia 29 de Novembro, o jovem sentiu-se diferente, como se tivesse acordado para um outro estado de consciência. Algo mudou na sua vida, e a sua pequena motinha, mais parece agora um ser, que viveu e acabou por morrer naquela noite.

E como a vida dele ainda continuou, às 8h30 do mesmo dia, o jovem estava a entrar no seu primeiro emprego do dia, na bonita Vodafone.

sábado, novembro 27, 2004

fan ta sia - ma gia

AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHAHHHHHHH AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHH!
AHAHAH!!!!
Ah! Ah! Ah!

Ah Ah Ah Ah Ah Ah Ah!

Um momento de loucura instantânea é sempre de salutar.

Junta-se um pouco de cria tividade. Uma pitada animosidade e uma enorme amálgama de FANTASIA!
Temos, serEmot

fotos by emot

A procura incessante de Raquel

by serEmot

A sala está cheia de pessoas com os olhos arregalados, a observar avidamente para as peças de roupa que começam a diminuir de minuto a minuto. A secção feminina é sempre a mais requisitada nesta altura natalícia (e não só) e também a mais extensa numa sala com tantos atractivos decorativos próprios da publicidade mágica e ilusória que enche todas as paredes, fazendo com que pareça que não se está numa sala qualquer.

"Raquel, anda lá! Não consigo continuar a andar de roupa em roupa, estou farto de tanta compra, vamos!", persiste um jovem que tenta convencer a namorada a parar. A concentrada Raquel nem olha para o seu "mais que tudo", mantém os olhos "colados" nas meias de marca neste expositor, nas malas lá ao fundo, nas luvas que estão mesmo ali ao lado, nas collants que lhe parecem tão engraçadas e dão tão bem com aquele conjunto. Nada a demove do objectivo de comprar o que esteticamente está mais na "moda", nada lhe tira o pequeno sorriso ao olhar para todas aquelas riquezas que custam dinheiro mas lhe dão felicidade.

Para Raquel é como procurar um qualquer Santo Graal. Ao descobrir uma peça que junta todos os requisitos o sorriso estende-se numa alegria imensa que preenche aqueles segundos de concretização.
É uma alegria éfemera, a de Raquel. Há sempre algo mais a comprar, a completar e a abrilhantar. Não existe propriamente uma concretização final na procura incessante consumista feminina.

O namorado da intensa Raquel vai bufando com cara de poucos amigos, entre uns olhares para o tecto e para o chão... lá acaba por sorrir levemente quando a companheira lhe mostra com o maior contentamento do mundo aquela camisola que procurava há tantas semanas, que combina com uma tal saia azul que lhe ofereceram no aniversário. Raquel e o namorado saem pela saída principal deste centro consumista espanhol com nome de influências inglesas. Ela leva dois sacos na mão, respeitantes às suas novas meias até ao joelho com características quentes para esta altura tão fria do ano e à sua nova blusa justa e fina a pensar nas estações do ano que se avizinham, ele leva uma seca descomunal que aguentou quanto possível. Ambos levam também duas horas de procura incessante...




domingo, novembro 14, 2004

:: o caminhar do contador de histórias ::



> Na passada quinta-feira, passou na Dois no programa do Clube de Jornalistas uma entrevista bastante "apetitosa" a Miguel Sousa Tavares, que nem costuma aparecer em programas que não lhe pagam ou que têm pouco protagonismo. O jornalista/escritor não só explicou que adora escrever, contar histórias - disso é exemplo os vários comentários, crónicas e livros que já lançou em domínios tão distintos - como falou no jornalismo actual e na sociedade actual.

Lá pelo meio falou por livre iniciativa (sem responder a nenhuma pergunta) na insuficiência de apoio e educação que os jovens jornalistas têm nas redacções actualmente. Deu o exemplo do seu tempo, em que havia um apoio incondicional para explicar como contar histórias, como sentir a escrita e colocar-nos do ponto de vista do leitor, nem que seja a ler de uma forma diferente (mesmo físicamente) o seu próprio texto, para ver se corresponde ao que é a sua própria concepção de uma história bem contada. Apesar do talento ser interior também é preciso apurá-lo e a orientação é fundamental, ora, MST explicou que nada disso acontece nas redacções agora, onde os jovens são "colocados de pára-quedas" sem qualquer apoio. É sempre positivo e interessante ver esta perspectiva de um homem que se admira pela sua versatilidade e talento cria tivo.

in Clube de Jornalistas (site): "O escritor e o jornalista: "(...) O jornalismo ensinou-me como é que se conta uma história (...). Gosto de escrever (...) nem que seja fazer palavras cruzadas (...). Um dos grandes problemas do jornalismo é o abandono miserável dos jornalistas novos nas Redacções (...)."
______________________________

Há duas frases de Miguel Sousa Tavares, que não só me fascinam como uma delas se tornou de tal forma célebre que hoje é utilizada por muitas pessoas. O engraçado (que não tem piada nenhuma) é que a grande parte das pessoas que conheço sabem que é de Miguel Sousa Tavares, mas uns dizem que foi uma homenagem que ele fez depois da mãe, a poetisa Sofia de Mello Breyner morrer este ano, outros não fazem ideia de onde vem...

"Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."

A verdade é que esta citação é do livro de crónicas de MST "Não te deixarei morrer David Crockett", e por acaso desde o momento em que a li (no ano em que saiu o livro) que me ficou na memória...

"Se o que tens a dizer não é mais belo que o silêncio, cala-te."

Esta é outra frase do mesmo livro que não esqueci ... e nem tenho muito o hábito de fixar citações...

E porque não ver uma entrevista feita por mim a MST para o suplemento do Público Y, em Janeiro deste ano... isto depois de uma tentativa de inquérito (não quis responder naquela altura) após a saída de Marcelo da TVI em Outubro, e um inquérito que consegui fazer já em Novembro sobre outras questões.
- Miguel Sousa Tavares... e o seu Deserto Interior

in Estagiários Jornalismo, by serEmot

quinta-feira, novembro 11, 2004

o futuro no polo norte


Vemos aqui o Polo Norte (às escuras) e as zonas circundantes repletas de luz das cidades... uma visão fascinante numa imagem da NASA.


Um barco de pesca navega por Ilulissat fjord, 250km a norte do ciclo Ártico. O degelo da superfície gelada do Ártico pode no futuro abrir uma nova via marítima, ao criar uma rota para os navios navegarem entre a Europa e a Ásia e poderá tornar-se num abrigo da pirataria e do terrorismo.
Foto: AFP/File/Slim Allagui

terça-feira, novembro 02, 2004

1000


Talvez como um touro galopante continue... aqui.

Este meu pequeno cantinho já atingiu 1000 visitantes (dos quais 990 devo ser eu... maybe). A quantidade não importa, mas como balanço, que até poderia ter feito quando o blog fez um ano no início de Agosto, não pensei que durasse tanto!
É verdade. Chegados ao final de 2004 a vida continua a ser imprevisível. A confiança já foi mais elevada e já fiz coisas mais interessantes. Mas não se está mal de todo. Há que organizar e acreditar no futuro:

Poeta
Letrista
vocalista
realizador de cinema/spots/videoclips - actor - director fotografia - cameraman - sonoplasta - produtor...
Criativo - publicidade - textos humoristícos - argumentos de cinema
livro (literatura, my way)
jornalista - programa de entrevistas (música, cinema, viagens, arquitectura) - opinião... TUDO.

Benvindos ao meu pequenino universo...

Ártico visto do espaço


Reparem nas luzes das cidades na zona para baixo do Ártico.

This undated composite image from NASA shows a fully dark (city lights) full disk image centered on the South Pole. Greenhouse gases have contributed to a gradual warming of the ecologically-fragile Arctic region, causing massive climate changes, including melting glaciers and sea ice, according to a soon-to-be-released environmental study.(AFP/NASA/File)

quinta-feira, outubro 28, 2004

sad luna


O próximo eclipse só ocorre em 2007.

As fases do eclipse também visto na Malásia, no Canadá... enfim por todo o lado, mas a horas diferentes devido ao movimento normal da Terra.

A lua é tapada pela sombra da Terra durante o eclipse lunar total presenciado no México, na cidade do México, ontem à noite. A tonalidade catanha e cor de laranja verifica-se quando a última parte da lua entra na penumbra, ou sombra de Terra e é aí que o eclipse total começa. Este eclipse também foi visto em Portugal, nesta madrugada, mas de uma forma diferente.
Foto: Daniel Aguilar/Reuters

::esquilo::


Um esquilo entre folhas no chão, no parque de Moscovo na Rússia.
Foto: Reuters

domingo, outubro 24, 2004

terça-feira, outubro 19, 2004

::Rainy Days::


Não se enganem. Não. Não é Lisboa. É São Francisco (EUA) que também tem estado com algumas tempestades. Aqui turistas agarram-se ao chapéu de chuva a observar a encharcada ponte Golden Gate. Fotografia tirada hoje, dia 19 de Outubro.
Foto: AP Photo/Paul Sakuma


Os dias de chuva. Vento e muita água por todo o lado. Uma viagem junto ao rio Tejo do Parque das Nações a Algés pode ser uma autêntica aventura bem perigosa!! Numa scooter um temporal atinge dimensões ainda mais preocupantes. A sensação de que a mota vai tombar pelas constantes rajadas de um lado e de outro é intensa. Ainda para mais com muita muita chuva. Calhaus de chuva. O vento de frente impede bastante a marcha reduzindo a velocidade possível uns bons quilómetros. O piso escorregadio mais parece feito de manteiga com os pneus facilmente a escorregarem em algumas curvas (e não só!) mantendo-me sem cair com equilibrio como se estivesse autenticamente a patinar no gelo. O vento é tão forte que caso não me agache na mota o meu corpo pode ser projectado para trás com violência com algumas rajadas mais fortes, além da mota andar muito pouco se me mantivesse na posição habitual. Depois de uma subida algo protegido do vento por alguns carros, na descida pronunciada logo a seguir a mota começou a andar ainda menos... incrível, numa descida! Tal era o vento... São dias difíceis e molhados e que exigem muito esforço físico (!!) na condução e bastante concentração. Escusado será dizer que fiquei encharcado, se bem que tirando o casaco impermeável apenas as calças ficaram em mau estado. Curioso é o facto da perna do lado direito ter ficado totalmente encharcada e a do perna direita das calças ter ficado muito menos molhada. Porquê? Devido primeiro ao vento vir mais do lado do rio, lado direito pela direcção em que ia, e pelo rio estar no lado direito (picado como o nunca o vi) vinha muita água mesmo do rio que era projectada até à estrada em gotas bem grandes. Enfim... custou mas sobrevivi.

A nossa vida organizada e orientada para dinheiro, posses, empregos é totalmente vulnerável às condições que o planeta nos oferece. Aliás, é só o planeta estar um pouco mais para baixo do que o habitual que em vez de Outuno chuvoso temos um final de Verão vigoroso com sol. Tudo depende do planeta e como está orientado para o sol. UuuuUUUuuuUUUHMMmmmM


The Rainy Day
The day is cold, and dark, and dreary
It rains, and the wind is never weary;
The vine still clings to the mouldering wall,
But at every gust the dead leaves fall,
And the day is dark and dreary.

My life is cold, and dark, and dreary;
It rains, and the wind is never weary;
My thoughts still cling to the mouldering Past,
But the hopes of youth fall thick in the blast,
And the days are dark and dreary.

Be still, sad heart! and cease repining;
Behind the clouds is the sun still shining;
Thy fate is the common fate of all,
Into each life some rain must fall,
Some days must be dark and dreary.
por Henry Wadsworth Longfellow


To venerate the simple days
To venerate the simple days
Which lead the seasons by,
Needs but to remember
That from you or I,
They may take the trifle
Termed mortality!
por Emily Dickinson


Poem In October
It was my thirtieth year to heaven
Woke to my hearing from harbour and neighbour wood
And the mussel pooled and the heron
Priested shore
The morning beckon
With water praying and call of seagull and rook
And the knock of sailing boats on the net webbed wall
Myself to set foot
That second
In the still sleeping town and set forth.

My birthday began with the water-
Birds and the birds of the winged trees flying my name
Above the farms and the white horses
And I rose
In rainy autumn
And walked abroad in a shower of all my days.
High tide and the heron dived when I took the road
Over the border
And the gates
Of the town closed as the town awoke.

A springful of larks in a rolling
Cloud and the roadside bushes brimming with whistling
Blackbirds and the sun of October
Summery
On the hill's shoulder,
Here were fond climates and sweet singers suddenly
Come in the morning where I wandered and listened
To the rain wringing
Wind blow cold
In the wood faraway under me.
(ver o resto)
por Dylan Thomas

segunda-feira, outubro 18, 2004

Arco Iris... tão útil para o espiríto


Um arco iris forma-se por cima do Hotel Monte Washington em Breton Woods, Nova Iorque. O arco iris é dos fenómenos da natureza do nosso planeta mais bonitos. Engraçado como algo que supostamente não aparenta grande utilidade prática na natureza é tão mágico e especial...
Foto: AP Photo/Jim Cole

quarta-feira, outubro 13, 2004

Como estás na tua vida diária. Sentes-te mais feliz que infeliz? Ou sentes-te mais indiferente?
Não te sintas demasiado indiferente, não faz bem a ninguém.


Estar na vida é um acontecimento bastante bizarro. Especialmente do modo como o ser humano mudou o seu estado mais natural.

Sim, continuamos a querer comer, fazer as necessidades fisiológicas, a ter ciumes, invejas, a lutarmos pacifica e agressivamente. A AMAR, a ODIAR, a DESPREZAR, a estar OBCECADOS com objectos pessoas ou mitos criados. Continuamos a acreditar numa existência suprema para lá de nós, apesar de nos tempos que correm cada vez mais da humanidade começam a enquadrar-se no agnosticismo, que é onde me encontro também. Somos ainda dependentes uns dos outros. Continuamos, como no inicio da humanidade (pelo que os arqueólogos conseguiram explorar), a regermo-nos por regras que criamos baseadas em moralidades que queremos muito atingir mas que acabamos sempre por infringir. Gostamos ainda de ser idealistas e acima de tudo... preocupamo-nos com tudo o que se passa à nossa volta.

Agora já temos muitas explicações, muitos cientistas... mas o que se descobre cada vez mais é que percebemos cada vez menos disto. Na antiguidade para as estrelas haviam explicações aceitáveis para a altura de um ponto de vista de crenças religiosas e de lógica da época. Hoje parece que sabemos muito mais sobre o universo, mas afinal apenas para perceber que não entendemos mesmo nada, nem podemos mesmo perceber. Tudo é possível e por isso nem interessa tentar perceber, visto que a nossa passagem por este mundo é uma brisa tão insignificante que está fora da nossa imaginação.

O cómico é que todos trabalhamos por algo chamado dinheiro. Juntar para comprar. Juntar para comprar. Juntar para comprar. Podemos ter trabalhos muito bonitos e agradáveis, podemos estudar muito e depois formular teorias sobre o universo. Mas só o fazemos porque temos uma empresa que paga para estudarmos isso com afinco. Claro que o planeta é tão grande que existem muitas excepções a esta situação. No geral, no entanto, é totalmente assim. Estamos condenados a este modo de vida. Foi assim que as sociedades ocidentais evoluiram, depois de muitas guerras e imposições de grandeza económica. Os regimes comunistas vieram provar que apesar da estar na nossa natureza ter boas intenções mentalmente, na prática seremos sempre assim, condenados à nossa humanidade.

A vida pacata existe ainda, mas é rara e muito menos aliciante... é só ligar a tv. Temos de comprar tudo e existe sempre alguém a querer vender. Existem tantos produtos novos, que apenas servem para podermos comprarmos mais. Para não estagnar a novidade, porque as nossas mentes desejam ardentemente a novidade e o que está IN. Tem tudo a ver com a nossa psicologia é não vale a pena fugir muito a ela.

Psxiu...
Psxiu...


Tudo está bem. Vamos vivendo sob a superfície da terra. Ocupando a terra o máximo possível. Nós que estamos por aqui só vamos mesmo conhecer isto. Portanto aproveitem a vidinha como quiserem. Uns merecem mais. Outros menos. Uns têm mais outros muito menos. Os motivos são infinitos. Todos respiramos o mesmo ar e comemos comidinha, só nos diferencia o carácter psicológico, com pouco ou muito.

THE VILLAGE. Vamos viver para uma vila isolada de tudo? Tudo pode acontecer. A casa que temos é construida por todos. Nas reparações participam todos. Shiuuu. Não digam a ninguém que estamos aqui. Fazemos uma comunidade que não existe. O que comemos vem da nossa terra. O que sentimos vem de imagens reais à nossa volta. "A vida é como uma caixa de chocolates". E eu adoro chocolates.
Let´s make it last for life. We´re flying. Feels just like flying...

____________

SSSSSEEEEEEEENNNNNNNNNNNNNNTTTTTTTTTTTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE

SerEmot
Lembras-te do olhar pela janela... para o amanhecer. Reminiscências das teorias que tinhas sobre o céu. Sobre as plantas do quintal. Sobre a origem do mundo. Sobre a razão das coisas serem como são. Chegavas sempre à conclusão de... continuar a viver a vida que os humanos de hoje vivem. A escola. A aprendizagem. Por vezes a aprendizagem tocava neste ponto. Astronomia, geografia, filosofia... faziam-te pensar e questionar. Pena os professores não terem respostas para as tuas perguntas... até tu tinhas mais respostas para eles... o que não estava nos livros, os outros porquês.
Vamos viajar pela autoestrada da saudade? Queres falar com aquele rapaz que foste e dizer-lhe como pode ser mais feliz? Mas será que sabes mesmo como poderias ter sido mais feliz? Ou preferes apenas observá-lo e deixá-lo crescer?
Imagina-se demais neste mundo. So do I.

Ártico


[É incrivel as alterações no planeta que vão ocorrer. Não deveremos estar cá para ver, mas é um planeta em transformação e apesar de pensarmos que dominamos a situação por aqui, a natureza é muito mais vasta, por baixo, por cima e mesmo onde estamos, nem que seja nos oceanos e zonas geladas. Adaptação é o que se pretende.]

> Um estudo elaborado pelo Conselho do Ártico e publicado, esta terça-feira, pelo jornal «Dagens Nyheter» revela que o gelo acumulado no Círculo Polar Ártico deverá desaparecer quase na totalidade durante os Verões e inícios de Outono do final do presente século.

quinta-feira, outubro 07, 2004

garfield


Garfield gosta de comer. Garfield gosta de estar à vontade, que não lhe digam o que não pode fazer.

terça-feira, outubro 05, 2004

A comunidade da Berlenga

E que tal um mundo fictício, mas imaginativo e agradável. Uma comunidade activa e divertida naquele mundinho tão perto e ao mesmo tempo tão longe que são os arquipélagos das Berlengas. A ilha de Saturno. Neste caso o site Cabeça de Pescada, que se referiu aqui ao meu mundinho, é essa comunidade da ilha da Berlenga que tem notícias frescas e criativas sobre uma comunidade que não existe mas bem que podia e deveria existir, porque não. Especialmente por ser nas fantásticas Berlengas.


Foto tirada por mim, serEmot.

Ver no Pensa (mentos) melhor, dois posts sobre as Berlengas - primeiro e segundo

Aproveito e deixo aqui este link para uma reportagem que fiz este ano sobre as Berlengas, see it.

domingo, outubro 03, 2004

universo - out there


Clica na foto, para maior.

Par e galáxias em interligação. O Universo está lá fora... imune a nós. Totalmente. Nós é que não estamos nada imunes a ele, pertencemos a ele e nem temos bem a noção disso.

Follow the handle of the Big Dipper away from the dipper's bowl, until you get to the handle's last bright star. Then, just slide your telescope a little south and west and you'll likely find this stunning pair of interacting galaxies, the 51st entry in Charles Messier's famous catalog. Perhaps the original spiral nebula, the large galaxy with well defined spiral structure is also cataloged as NGC 5194. Its spiral arms and dust lanes clearly sweep in front of its companion galaxy (left), NGC 5195. The pair are about 37 million light-years distant and officially lie within the boundaries of the small constellation Canes Venatici.

terça-feira, setembro 28, 2004

o outro lado do paraíso 2

Frescas e Boas é uma pequena janela para o nosso planeta... na maior parte dos casos, vista à luz das notícias que são escolhidas para cativar, um público... e dessas escolhe-se as que são mais ou menos apetecíveis.

Esta é uma janela para o universo, celeste e meu...
Aproveitem a vossa breve estadia pela Terra.

Às vezes apetece abandonar tudo. Ir pelo mundo fora sem destino... sem razão. Sem trabalho, nem tempos. Viver por viver solto e totalmente livre. Ir morar para uma das ilhas mais escondidas do pacífico, ou do atlântico.
Let´s go away to nowhere, forever and ever. And then... let´s come back where we started... anytime.
serEmot

BeingEmot
Being Me


..."Life is an Open Road"...

i'm sitting at the wheel / i got a green light / not afraid of nothin' cuz heart and soul /
i'm built for life /
so let the engine roar /
push the pedal down /
i want the white lines on the highway /
to lead me out of town /
i'm rolling on and on and on /
who knows where i'm goin'? /
life is an open road - it's the best story never told /
it's an endless sky - it's the deepest sea /
life is an open road to me /
life is an open road to me /
i got headlights /
to guide me thru the night /
i got the window down and the radio playing /
it makes me feel alive
..................................................
Por isso ... eu gosto de cinema.

A movie for us. let´s dream in a screen.
Nesta foto está Ethan Hawke, num dos filmes que mais gostei de ver dos últimos tempos, "Tape", integralmente passado num quarto e com três personagens - mais info em MagaCINE.

segunda-feira, setembro 27, 2004

deste lado do paraíso



Hoje passou um bom documentário, ou pequena aula, sobre o universo... a história das galáxias...
OU MELHOR. Recomeçando: O nosso planeta. O sistema solar. Os biliões de sistemas com muitos mais planetas e estrelas do que o nosso pequeno sistema numa das espirais da Via Láctea. O núcleo da nossa galáxia, que aglomera enorme quantidade de estrelas por milhão de quilómetro. Os biliões de outras galáxias que existem no cosmos celeste (eu gosto de chamar Celeste ao cosmos, é mais humano assim) - e o resto é imaginação. Ah, as galáxias estão-se a afastar umas das outras, como que a ir para o infinito...

Os cientistas dizem que as galáxias têm formas diferentes pelo simples facto de já poderem ter havido choques entre galáxias...
Todo o movimento entre sistemas e galáxias, que andam a milhares de quilómetros por minuto, só é visível (que houve movimento) de milhões em milhões de anos. Algo extraordinário e que ultrapassa a minha, a tua, a deles... ULTRAPASSA a NOSSA COMPREENSÃO. É tudo o que nos rodeia. Enfim.


[O documentário era apresentado por Peter Seleck, vá-se lá saber até apresentou bem... pelo teleponto, mas bem. E é de 1993.]



IMAGINATIVO sou eu. Por isso desde tenra idade, quando comecei a perceber um pouco que o mundo não eram apenas as Caldas da Rainha, nem Portugal, muito menos a Europa ou a Terra, comecei a magicar... a sonhar. OK, existem os átomos. Que têm características em muito semelhantes ao sistema dos planetas e até das galáxias. Uma semelhança fascinante e estranha. Então imaginemo-nos inseridos em átomos, como que se fosse a nossa galáxia, por exemplo. Então. O que está para lá das galáxias?? Porque não um ecossistema de vida em que somos nós que vivemos entre os átomos. E lá por cima no outro ecossistema as galáxias, são aquilo que os átomos são para nós. É inimiginável... talvez... mas que nos meus sonhos de miúdo de 13 anos isso aparecia, sem dúvida. Quem sabe... já outras ideias me passaram pela reflexão. Pelo meu cérebrozito que pensa que pensa.

PERTURBA-ME um pouco pensar em toda a vastidão deste universo. Foi essa perturbação que me fez na escola, aos 13/14 anos, quando comecei a aprender mais coisas sobre o universo a pôr em causa a existência de um qualquer deus. Sou agnóstico desde daí, oficialmente. Ao ver tanto sobre o universo... onde está deus? O mais perto de deus que me posso chegar é aproximar-me de um qualquer crente. Nas missas protestantes, ou missas católicas, já fui às duas, se bem que as protestantes sejam mais interessantes. Há algo que ressalta. Já ouvi por diversas vezes, o padre ou pastor dizer que "deus está dentro de cada um de nós, dentro dos nossos corações, e temos de o encontrar dentro de nós..."
NÃO PODIA ESTAR MAIS DE ACORDO. Fruto do homem... que necessita de uma explicação suprema, mágica para a sua existência e do que o rodeia. Enfim... quero ser crente... é bom acreditar... mas de momento só consigo acreditar em ti e mim. Em nós.

O UNIVERSO ESTENDE-SE PELO INFINITO. Se o nosso planeta é literalmente uma gota no oceano, o que seremos nós? O que fazemos cá? Qual o propósito de existir vida? Porque morre? Os planetas morrem, será que sentem. Sei que há mais vida no universoooooooooo. Como será por lá??????
CONHECIMENTO PRECISA-SE. Talvez me volte a converter. Ou dê em muslim, como o Cat Stevens. Ou da Cientologia de Tom Cruise e também o excelente Val Kilmer. Tudo vale.
Enfim. Ao que parece vou continuar a viver a minha vidinha, num canto de Portugal...
Talvez me torne conhecido pela televisão ou cinema. Seja visto e apreciado por milhões. E o que é e importa isso para o universo? Nada.

HÁ COISAS QUE SEI. A sociedade ensinou-me. Tenho de trabalhar para ganhar dinheiro para comer, comprar roupas da moda generalista, trabalhar anos a fio para comprar casa e carro... Tenho de conseguir um bom emprego, que dê prestigio e dinheiro para me sentir bem comigo. Tenho de amar uma mulher, preferencialmente, para supostamente me sentir completo. Tenho de sentir e apreciar as coisas por vezes, deprimir-me e odiar-me, tem vezes...
OK. Não seria melhor uma comunidade género Amish? Que é mais próximo da alguma antiguidade remota. Queres sitio para viver. Vamos todos construir uma casa, e tu ajudas na nossa. Queres comer. Fazer a comida que comes. Sobra-te imenso tempo para pensar na tua mísera existência. Namoriscar. Amar. Partilhar uma vida com outras pessoas e uma mulher em especial, se possível. Ah, e morrer.

NÃO. Já no secundário me davam estas pancadas... Especialmente antes de testes de história. Memorizava muita informação e na véspera do teste punha-me a pensar no universo, na nossa existência e o porquê de estar a estudar, instruir-me para contribuir para a minha maravilhosa comunidade. Trabalhar na comunidade sobrelotada. Viver na comunidade. Dinheiro. Morte - vai lá sempre dar. Enfim. Lá tentava calar os meus Pensa (mentos) melhor (ou não), e acalmar-me tentando arranjar um minimo de vontade para ir estudar - depois lá conseguia tirar uns 19´s. E volto ao ponto de onde parti: vou esquecer tudo novamente. Dormir para amanhã ir trabalhar, em jornalismo... talvez daqui uns dias me dê a pancada novamente. Tudo pode acontecer.


Ora, galáxias de um lado... nós num quarto no planeta Terra... a reflectir. A querer saber o que eles não dizem... está fora da compreensão, mas nós só queremos algo em que acreditar.



this side of paradise
i'm ridin' in the back seat - nine years old /
starin' out the window countin' the highway poles /
and then i get to thinkin' - that it don't seem real /
i'm flyin' through the universe in a '69 oldsmobile /

i just want something to believe in /
ah - it's a lonely, lonely road we're on /
this side of paradise /
there ain't no crystal ball - there ain't no santa claus /
there ain't no fairy tales /
there ain't no streets of gold /
there ain't no chosen few - ya it's just me and you /
and that's all we got ya...that's all we got to hold on to /
ya this side of paradise /

i remember bein' a little boy in the backseat - nine years old /
always askin' questions - never did what I was told /
and then i get to thinkin' like i always do /
we wander 'round in the darkness but every now and then /
a little light shines through /
BA

terça-feira, setembro 21, 2004

Bryan Adams - Room Service


O cantautor. Músico. Fotógrafo profissional. Até já participou em filmes.

Vejam aqui o excelente site que funciona como booklet das músicas do album. Muito bom. Excelentes imagens.





Flying

‘ROOM SERVICE’
Álbum: 20 de Setembro de 2004
‘OPEN ROAD’Single: 13 de Setembro de 2004

Neste Outono, vai ser editado o tão aguardado novo álbum de Bryan Adams. Lançado pela Polydor no dia 20 de Setembro, Room Service era o álbum que faltava na discografia do artista.

Produzido por Bryan Adams e misturado por Bob Clearmountain, Room Service foi maioritariamente gravado em quartos de hotéis e em backstages nos últimos dois anos em que Bryan Adams andou em tour por toda a Europa, e onde se incluiu Portugal.

Open Road é o primeiro single do disco (a ser lançado dia 13 de Setembro) e é um clássico gravado num só take e com uma frescura desarmante, tanto nas suas letras como na sua voz. Flying é uma balada arrebatadora enquanto I Was Only Dreamin é um tema sobre despedidas e a dificuldade em dizer adeus, tema que inclui um arranjo de cordas e oboé dum amigo e colaborador de longa data de Bryan Adams, Michael Kamen, que morreu no ano passado. Qualquer faixa deste álbum tem uma história para contar: um momento em que os olhares se cruzam entre dois estranhos que se encontram numa grande cidade (East Side Story), uma análise sobre uma relação afectiva (She´s A Little Too Good For Me)… A faixa que dá título ao disco, Room Service, faz todo o sentido visto Bryan Adams passar tanto tempo em tour e reflecte bem o quão intímo consegue ser um quarto de hotel quando se está longe de casa.

Com mais de 25 anos de carreira, Bryan Adams continua a dar espectáculos e segue para a Europa este Outono para os seguintes concertos:

19 de Setembro - Dornbirn, Eishalle
21 de Setembro - Antwerp, Sportpaleis
22 de Setembro - Rotterdam, Ahoy
21 de Outubro - Aberdeen, AECC
22 de Outubro - Manchester, Arena
23 de Outubro - Newcastle, Arena
24 de Outubro - Sheffield, Arena
26 de Outubro - Birmingham, NEC
28 de Outubro - Nottingham, Arena
29 de Outubro - London, Wembley `
30 de Outubro - London, Wembley
31 de Outubro - Brighton, Centre
1 de Novembro - Cardiff, Arena
25 de Novembro - Munich, Olympia
26 de Novembro - Nurnberg, Arena
27 de Novembro - Leipzig, Arena
29 de Novembro - Berlin, Max Schmeling Halle
30 de Novembro - Braunschweig, VW Halle
2 de Dezembro - Basel, St. Jakobshalle
3 de Dezembro - Stuttgart, Schleyerhalle
4 de Dezembro - Frankfurt, Festhalle
5 de Dezembro - Brussels, National Forest
in Universal Music.pt

hi garfield



Se calhar devia sair mais vezes. Convidar alguém desconhecido. Do nada. Vamos viajar?
Sem nada a perder vamos embora? Decidem na hora ir juntos viajam pelas cidades, países, sem destino mas com espírito de aventura que nunca tinham tido dessa forma. Conhecem-se e conhecem outros povos, culturas e mundos. Outras formas de viver. E nada será como antes. Ou será que tudo foi um sonho...

terça-feira, setembro 14, 2004

flocos de neve


paz
(Sul da Finlândia)


Gelo, água e neve

http://www.crh.noaa.gov/mkx/photogallery.php
http://photo.artmam.com/search_snow_1.htm

ma donna



American popstar Madonna performs on stage during her 'Re-Invention' world tour (PORTUGAL). Organisers of Madonna's spiritual retreat to Israel requested that Jewish photographers do not cover her visit so they don't break religious laws and that all journalists wear white.

Gostava de ter ido... ao concerto da Madonna de ontem ou hoje. Ouvi no Telejornal que a doida ontem, depois do concerto, foi para uma discoteca lisboeta onde esteve a dançar... o que dirá o Guy Richie sobre isso?




Ao contrário de Britney Spear, Madonna não cantou em playback. Até o primeiro-ministro esteve presente... quer dizer, é o Pedro Santana Lopes, é normal.

domingo, setembro 12, 2004

código de agnosticismo


Fidel Castro, numa visita ao Louvre, fez questão de ver o quadro falado no livro de Dan Brown.

Acabei de ler o livro, Código da Vinci. Extraordinário. Dá uma perspectiva diferente que parece ter algumas verdades... para um agnóstico como eu é bastante enriquecedor. Para um crente cristão católico talvez seja uma revelação, depende da perspectiva.



artigo...
The Da Vinci Code is about Robert Langdon, a symbologist from Harvard University, who goes to Paris for a conference. Late one night, he is contacted by the police because the man he was supposed to meet the next day was found shot dead at the Louvre Museum, surrounded by cryptographic clues.

Langdon teams up with the deceased's granddaughter, who is a cryptologist, to find out what really happened. They discover a trail of clues that leads them on a veritable treasure hunt through Europe, on which Langdon uncovers deadly assassins, secret societies, and a mystery of biblical proportions.

inspired by genius
Just what inspired Brown to write such a story? For starters, it's a follow-up to Angels & Demons, the first Robert Langdon adventure, about how he saves the Vatican from annihilation.
Brown first learned about Leonardo da Vinci when he was studying art history at the University of Seville in Spain. Then, while doing research for Angels & Demons, he encountered the Da Vinci enigma once again.

To learn more about the genius that was Da Vinci, he flew to Paris to tour the private archives of the Louvre Museum, and discuss his paintings with its world-renowned art historians. This is where the author conceived his idea for a thriller based on Da Vinci's genius.

fact or fiction?
While The Da Vinci Code is a work of fiction, created to capture the reader's imagination; all the organizations, locations, documents, and paintings do, in fact, exist and are a matter of historical record.

If these shocking facts are indeed true, then why aren't they taught in history classes? Why aren't they widely known? The answer is simple: history is always written by the victors. It is the triumphant ones who impose their belief systems on the defeated.
Brown argues that since Christianity came to rule Western civilization over 1,500 years ago, the Church was able to rewrite historical facts in order to favor itself and make its past actions seem righteous. Brown, along with many other historians, believes that history must be studied, while keeping in mind that what we regard as true may not necessarily be so. He even goes so far as to question whether or not our version of history even occurred in the first place.
Find out what the cryptic messages in Leonardo da Vinci's paintings reveal... Next >>

torres de luz



11 de Setembro, em Nova Iorque. 2004. Dois focos de luz iluminam o céu, em memória das Torres Gémeas que ali se erguiam e dos ataques ao World Trade Center, em 2001 (há três anos e um dia). Engraçado como um ataque à maior potência do mundo influência tantos outros países no planeta. Se tivesse sido em Portugal seriam escassos os países que teriam imagens na televisão sobre o assunto e não teria o impacto que teve nos Estados Unidos. Porquê? Talvez porque como já ouvi alguém dizer, somos todos americanizados, especialmente na Europa. Na ásia muitos países para lá caminham. Oh well... America, America, America...



Be Well, Stay Better...

sexta-feira, setembro 10, 2004

pôr do sol e cavalos



Quando o sol se põe sobre o mar Mediterrâneo, um palestiniano dá banho ao seu cavalo na praia da cidade de Gaza (tão afligida por confrontos israel-palestinianos, há décadas). Fotografia tirada anteontem.

Welcome to Portugal, land of the goodness, kindom of badness



A imagem do dia: Um carro da PSP, parado no meio de uma avenida em Lisboa com o triângulo a sinalizar os outros condutores e o capô levantado, onde um polícia tentava por o seu carro, aquele com as sirenes e tudo, a funcionar. O lamento: não levava a minha máquina digital para eternizar o momento. A comparação: nos EUA normalmente os carros da polícia param por perseguições que resultam mal, por agressões de alguma revolta ou algo do género. Em Portugal basta sair para a rua e o carro pode muito bem empanar. Se alguém cometesse uma irregularidade de trânsito mesmo em frente àquele policia, ele só podia mesmo tentar ver a matricula, se conseguisse...

Oh well...

Centro de Saúde da Alameda
Já agora aproveito para retratar o que uma pessoa em Lisboa pode ter que ultrapassar.
Para já deveria de haver um mini curso para que qualquer português possa saber como utilizar os serviços de saúde. É que não basta ir a um centro de saúde mais perto e dizer: "estou muito doente". Nã... isso não serve. Alguém nos pergunta: "Está cá registado?". Ao que respondo: "vivo cá, mas sou das Caldas da Rainha, mas tenho cartão da caixa". A resposta da pouco simpática secretária: "então não ou tem um comprovativo de morada daqui, ou não vai ser atendido". A minha inocente questão: "Serve alguma carta oficial, ou assim?". A inocente resposta da senhora: "não. Tem de ter um documento oficial. Por isso não pode estar aqui". A minha insistência: "Mas e se eu estivesse mesmo com algo muito grave?". A resposta cordial da senhora: "As urgências são lá para a noite [isto quando são 11h da manhã]". Uhmmm. Ao que eu pergunto novamente: "isso quer dizer que tenho de ir a um hospital, é isso?". A resposta mais uma vez cordial, para alguém que quase que não conseguia falar de rouquidão: "Boa viagem! [com ironia]". E depois ainda dizem que a nossa qualidade de vida é má... nada disso, melhor do que isto não há. Aliás, só nos EUA é que o sistema de seguros é capaz de ser pior, para quem não tem seguros.


Hospital S. José
Ah, depois de uma viagem à procura do Hospital S. José, lá encontrei. Fui muito bem atendido, rapidamente e com profissionalismo. Até me desejaram as melhoras, estaria no mesmo país??? Pois é. Num local onde há doentes mesmo à porta da morte, com situações bem graves e vindos de todos os locais desejam-me as melhoras e tratam-me com cuidado. Num local onde os doentes são os velhotes das redondezas que aparecem lá todos os dias e que não há um doente sequer com uma situação minimamente grave somos tratados como cães abandonados (alguns, porque há cães abandonados que são melhor tratados)... uhmmm.