segunda-feira, outubro 03, 2005

conselho da semana


Eu aconselho a todos terem cuidado com a mudança de temperatura que existe neste momento em Portugal. As noites e manhãs estão frias, os dias quentes,
CUIDADO COM AS CONSTIPAÇÕES!!

Um conselho patrocinado pelo genério, Coça Aqui o Meu Pézinho

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Segundo conselho:
Acordem cedo; 8h30, e ponham-se a olhar para o céu!! É o eclipse anular lunar!

Ver aqui em directo emissão na Internet.

domingo, outubro 02, 2005

direito à escolha

Filha (7 anos): Porque é que não podes ficar comigo?
Pai (Michael Douglas): O pai tem de ir trabalhar.
Filha: Porque é que tens de ir trabalhar?


Este pequeno diálogo, acabei de visionar num filme na SIC. E, apesar de ser uma pergunta inocente coloca em causa algumas das regras da 'nossa' sociedade. Aquela que não escolhemos e temos de cumprir. Tal como no livro Admirável Mundo Novo, do visionário Aldous Huxley, deveriamos de ter ilhas para as pessoas que não queriam viver nesta sociedade, tal como ela é. E deveria de haver um direito à escolha.

quinta-feira, setembro 29, 2005

it´s a dog world

No mercado de trabalho, a competição é comum. Por isso, temos de saber não dar oportunidades para os outros tentarem a todo o custa desvalorizar a nossa competência ou o nosso trabalho. Por vezes, quando dizemos o que nos vai na mente, sem ponderar, há pessoas que aproveitam isso...

segunda-feira, setembro 26, 2005

bizarrias e encantos

Uma manhã na cidade. Uma chegada de fim-de-semana difícil. Uma hora no trânsito. Caos.

7h45. serEmot levanta-se da cama com o objectivo de apanhar o autocarro das 8h35 das Caldas da Rainha para Lisboa. 7h50, lava-se a cara, ouve-se a "madre" e arruma-se os últimos pormenores da mala. 8h. Toma-se o pequeno almoço. 8h05. Despede-se das crianças Pedro e Rita, e da "madresita". Off i go.


Jovem negro, autocarro 26. Roupas muito largas de uma qualquer equipa de basquetebol norte-americana, e um boné à moda. Cheiro nauseabundo a sémen, parece quase de cavalo.

Jovem negra com mamas de 30 kg cada. Uma enormidade. Encosta-se a mim, quase sufocando-me. Nunca pensei que uma situação destas pudesse ser, desagradável!


Passagem por rapaz, das obras, com o cú à mostra. Será que ele nunca ouviu as inumeras piadas sobre os homens das obras com o cú à mostra?? Ele é jovem, por isso menos desculpa tem.

Rapariga. Loura. Saia. Mocassins. Blusa azul bebé e bandelete a condizer. Encantos...

terça-feira, setembro 20, 2005

Pergunta da semana:
Porque é que o mau cheiro é superior ao cheiro perfumado???

Exemplo: autocarros da Carris. O mau cheiro abunda em muito. Será que os portugueses são mal cheirosos?

segunda-feira, setembro 12, 2005

sono

Quando estamos com algum problema físico a nossa mente começa a arranjar soluções ao desbarato, com esperança de que passe o problema. Por exemplo. Uma noite mal dormida, onde se morre de um profundo sono e se batalha para que as pálpebras se mantenham abertas, pode fazer com que comecemos a comer que nem alarves. A nossa mente explica ao corpo que falta alguma coisa; o corpo, por consequência, tenta arranjar solução. Quando não nos podemos deitar e dormir como o corpo exigia, ou porque temos que trabalhar ou porque temos que fazer alguma coisa estranhamente importante, o corpo começa a buscar outras fontes de se satisfazer. Por isso comemos que nem alarves. Estamos cheios e queremos comer MAIS e MAIS e MAIS. Tudo porque não podemos dormir, logo o corpo tenta-se 'encher' com outras coisa, na esperança secreta de que páre de ter sonoo oonnondsfidadosfodafnidnsdnf dsnifonfafofodsfasodfnodasnifoidasnf

Oops. A minha cabeça acabou de cair em cima do teclado. I wonder why.
Espreguiço-me de forma pronunciada e esticada para tentar afugentar o sono...

quarta-feira, setembro 07, 2005

locais e regressos

É perturbante voltar a um local em concreto onde perdemos alguma coisa importante para nós. O local onde nos foi roubado o nosso único meio de transporte (uma mota, por exemplo), que modificou por completo a vertente temporal da nossa vida nos últimos tempos é um exemplo de um bem material muito útil e que faz mesmo muita falta. Passar por esse local causa-nos um calafrio, um engolir em seco que nos perturba e irrita, especialmente nos primeiros tempos. Depois, mais tarde, quando passamos de autocarro, olhamos para o local com algum tristeza, com uma secreta esperança de ainda podermos recuperar o bem roubado, extropiado, levado de forma cruel e injusta. São sentimentos fortes, mas muito diferentes de quando perdemos num local, em particular, algo mais importante na vida, sentimentos e pessoas.

21 GRAMAS
Neste filme de Alejandro González Iñárritu existe uma cena bastante perturbante [existem muitas, mas esta chamou a minha atenção, quando revi o filme esta noite na RTP1]. A personagem interpretada pela brilhante actriz Naomi Watts, Cristina Peck, vai ao local onde o marido e as duas filhas morreram atropelados por um carro há uns meses. O sofrimento de tanta perda numa vida que, antes, corria um certo rio alegre e feliz; o significado de um lugar tão especifíco e que trouxe tanto mal, mágoa e tristeza intensa é brutal. São sensações demasiado emotivas e significativas para serem banalizadas, e esse mesmo local torna-se num pequeno santuário da memória dor, da visualização mental da morte de pessoas tão importantes na vida de uma outra, que lhe davam um rumo e significado.
O ser humano dá o significado que a sua mente quer e necessita, a pessoas, locais e situações. Nesta cena do filme pessoas, locais e situações concentram-se em toda uma cena, em toda uma memória de dor e de perda.
A vida humana é feita destas pequenas grandes coisa, pequenas grandes mudanças de rumos de uma vida. Cada acontecimento desencadeia outros sucessivos, uns mais determinantes que o outro. Não nos podemos esquecer que, a qualquer momento, poderemos viver/atravessar um momento determinante, um oportunidade ou desgraça charneira na nossa vida; mas também não podemos viver obcecados com isso, senão é como não vivessemos verdadeiramente.

sexta-feira, setembro 02, 2005

Revolta do espírito, tristeza da mente

Sinto-me revoltado com a vida, com a forma com que a sociedade está organizada, como existe tanta incompetência de empresas e pessoas em Portugal, como tenho tido tanto AZAR - SE É QUE ISSO EXISTE -, como nada parece correr bem, como tudo é confuso e nublado.

Para onde vamos depois da morte, para onde se encaminha este universo longínquo, são questões mais existenciais e impossíveis de resposta objectiva e que, ultimamente, raramente têm pairado o ser de serEmot. Nada está provado nesse campo, no entanto, é claro que vamos morrer, o nosso corpo não aguenta os anos. Li algures que o cérebro humano aguenta mais os anos, por si próprio, que o resto do corpo. Qualquer dia, poderemos ter cérebros a serem retirados de corpos já moribundos e colocados em corpos sem vida clonados (exagero, sem dúvida), para pessoas ricas prolongarem a vida.

Remembrance die with the dead,
Hope die with lack of trust in ourselves
Saddness breads in uncertainty

quarta-feira, agosto 24, 2005

As primeiras sensações que um ser humano pensante tem quando entra pela primeira vez num metropolitano são intensas e confusas. Como é que estas pessoas todas andam aqui ao lado de carris assustadores como se nada fosse? Pergunta a mente frágil e ainda a tentar encaixar os mecanismos que a circundam...

segunda-feira, agosto 22, 2005

reticências

2005

Ora aí um ano em que, até agora, muito foi aquilo que correu mal. Entre o roubo de uma mota nova e a habitual frustração por não ver um futuro risonho, a vida parece nunca mais descolar... Como depois da tempestade vem a bonança, a esperança é que isso também aconteça na minha vida.

PS: Se alguém souber a chave do próximo Euromilhões, é favor enviar para seremot@gmail.com

William Blake, The Red Dragon.

sexta-feira, agosto 19, 2005

let it roll in the light of the night



Numa noite de Verão sobra tempo para a reflexão. Para as experiências e para ideias iluminadas e sonhos esperançados mas pouco reais. A vida corre, percorre as feridas da sobrevivência e da vivência social ocidental. Let it roll baby, all night long...

sexta-feira, agosto 12, 2005

10 anos, a mudança de amigos

serEmot aos 8 anos, acho eu...


Puto Sinal aos 9 anos.

O meu irmão mais novo tem agora 10 anos, está a iniciar um novo rumo na sua vida ao entrar para o 'ciclo' e ao ir para uma escola diferente onde irá estar numa turma nova.
Um percurso que atravessei com algumas dificuldades iniciais. Foi a primeira grande mudança que tive na minha vida. De amigos, escola, conhecimentos... enfim, de muita coisa. 10 anos é uma idade mítica, especialmente para esta sociedade em que, se tudo correr normalmente, se muda de ensino.

1991. Eu tive 10 anos em 1991. Foi um ano estupendo em que terminei a quarta classe com uma paixão por história, entrevistas e teatro, muito graças à Dona Esperança, minha professora durante quatro anos que, já em final de carreira, deu ânimo às aulas com várias iniciativas. A Dona Esperança, infelizmente, morreu há cerca de dois ou três anos, mas as memórias ficam. A meio do ano de 1991 aconteceu o impensável, mudei de escola. Era altura de ir para o 'ciclo', crescer mais um bocadinho e deixar amigos, histórias e memórias da primária para trás. Mas custou muito. Na altura não conseguia conceber a mudança de amigos, não sabia como conseguiria arranjar novos, tinha medo de perder os amigos, a professora e as memórias que tinha recolhido até ali, assim como as experiências boas. Recordo-me de chorar na cama, sem ninguém saber, por causa disto...
A verdade é que começando a escola, em Setembro de 1991, no 'ciclo' tudo isto se esquece um pouco. Também tive a sorte de ter seis (!!) pessoas da minha turma da primária no 5ºA, da Escola Preparatória das Caldas da Rainha - apesar de só me dar bem com algumas raparigas neste grupo de seis. Foi um período único e que não se volta a trás. Fiz novos amigos, senti-me bem, senti-me mal e aprendi que as mudanças são sempre mais difíceis antes de se concretizarem (depende um pouco).

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Uma pequena memória que surge com a entrada do meu irmão mais novo, Pedro (Puto Sinal) no 'ciclo'. Tanta coisa mudou no mundo desde há 14 anos atrás, mas as emoções são muito semelhantes...

sábado, agosto 06, 2005

fogo sem barreiras


ver fotos aqui.

[Os links para o FOTOLOG estavam incorrectos, já corrigi: www.flickr.com/photos/seremot]

É uma sensação de desolação, tristeza e impotência perante um fogo que não conhece limites.

Cheguei hoje a casa, nas Caldas da Rainha e deparei-me com um cenário que não imaginava. Isto apesar de já me terem contado vários pormenores do incêndio que aconteceu na quinta-feira, pouco depois das 13h e se prolongou durante algumas horas devastando a vegetação, pinhais, eucaliptais e mato que existem ao longo da zona do Casal do Lavradio, mesmo bem perto do centro da cidade das Caldas da Rainha. O hipermercado do Fonte Nova esteve em perigo, bem como restaurantes e, pelo menos, quatro fábricas e muitas moradias. Centenas de hectares foram reduzidos a cinzas.

A nível pessoal recordações guardadas numa Casa do Pinhal que era uma arrecadação foram queimadas e dizimadas pelo fogo, ficam agora apenas na memória.

Ontem a minha tia desmaiou com os nervos, tal foi a proximidade do fogo à minha casa e à casa dos meus tios. Os meus pais tiveram de fugir da sua própria casa, rodeada de chamas, e pensavam mesmo ter perdido a sua casa de sempre, onde eu vivi toda a minha vida, até aos 18 anos. As chamas e o fumo tapavam por completo a casa... mas, felizmente, a casa não foi queimada apesar do fogo ter estado a três metros da casa, salva em cima do momento pelos muito poucos e MUITO ATRASADOS bombeiros, familiares, amigos, vizinhos e desconhecidos.

Hoje o cenário era desolador, com tudo em cinzas. O que antes era uma vegetação rica, um ambiente puro e natural, passou para um ar repleto de cinza e destruição.

Perdi a Casa do Pinhal, onde mantinha uma bicicleta e livros da primário, bem como móveis antigos e louças antigas - que desapareceram por completa, dizimados pelo fogo. Ao lado dessa casa estava um barracão de madeira, totalmente destruído, onde viviam três rolas, até agora apenas uma foi encontrada.

Não tenho linha telefónica, visto ter sido queimada pelo fogo que circundou a casa em três lados, apenas um dos lados não teve frentes de fogo.

A vida continua, mas o memória não apaga um susto enorme e uma desolação imensa por um pinhal maravilhoso totalmente consumido pelo fogo. Foram vários os pinhais, na zona, dizimados pelo fogo que se julga ter sido fogo posto, por ter aparecido em quatro locais distintos, mais ou menos ao mesmo tempo.


Poderão ver no Fotolog SEREMOT fotos da tragédia nas Caldas da Rainha e, mais especificamente, nas imediações da minha casa.

é triste

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Raposeira, Colmeias - LEIRIA.
[É uma das sensações piores... vermos a nossa casa a arder mesmo à nossa frente, sem podermos fazer nada para o impedir. Mangueiras, baldes, enchadas, tudo serve para ajudar, mas se o vento estiver desfavorável e o fogo forte não há hipótese. Hoje grande parte do país esteve em chamas. Inclusivé a minha zona, Caldas da Rainha. O fogo esteve a dois metros da casa onde vivi 18 anos da minha vida. Um dos barracões onde tinha brincado, andado a cavalo, guardado livros escolares antigos, recordações e vivências foi dizimado pelo fogo. Caiu o telhado, ardeu tudo, ficou tudo em cinzas. Restam as recordações. Pergunto-me... como??? Pode acontecer a qualquer um.]

Ponto de situação das 17h52
Mais de 3000 bombeiros combatem 31 incêndios em onze distritos
O Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) informa que, às 17h52, são 2794 os bombeiros que combatem os 31 incêndios activos em onze distritos.
Governo Civil de Leiria pede reforços para combater 18 incêndios

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Arderam 68 mil hectares
Mais de 52 mil hectares de floresta arderam em Portugal Continental em Julho, o pior mês desde o início do ano, elevando para 68 290 hectares a área destruída pelos incêndios nos primeiros sete meses de 2005.
Os dados constam do último relatório da Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF), segundo o qual se registaram 20 061 focos de incêndio desde o início do ano, 7 070 dos quais no mês de Julho.
Só no mês de Julho as chamas queimaram 52 538 hectares, o pior mês de 2005. Em Junho tinham já ardido 9 549 hectares e em Março 3.979.
Quanto ao número de ocorrências registadas, num total de 7 070 em Julho, 1 383 são incêndios florestais e 5.687 fogachos (menos de um hectare de área ardida).
Desde o início de 2005 esta entidade já registou 4 353 incêndios florestais e 15 708 fogachos.Relativamente a igual período do ano passado, a área ardida em 2005 diminui, visto que em 2004 a DGRF tinha registado 105 161 hectares de área ardida no final de Julho.
in Expresso


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Leiria.
Fotos: Lusa/Paulo Cunha

quinta-feira, agosto 04, 2005

Pensa mentos tristes. Quando pensamos que já nos aconteceu muito de mau, algo de pior acontece...

Ser humano é isso mesmo, às vezes.

Fogo. Cruel e impiedoso.

segunda-feira, agosto 01, 2005

noites da treta, na rtp

O que é que se passa com os programas da RTP? Esta noite voltaram a mostrar mais um programa imbecil de variedades com assuntos parvos e interesse nulo. Não entretém, de modo algum. Já ontem, sábado, voltou a dar um programa do qual nunca consegui ver mais do que 60 segundos de seguida - quando o comando teima em não mudar de canal com facilidade - com o Pedro Miguel Rameiro (Ramos) e a Merche Romerda (Romero) produzido pela Teresa Guilherme, mas com sem qualquer tipo de interesse, é mesmo parvo. Até as Cantigas da Rua, com um formato também e rua e produzido pela Teresa, era bem melhor...
Enfim, é a televisão generalista que nós temos...

domingo, julho 31, 2005

ser professor

A forma como um jovem se adequa, ou tenta adequar à sua profissão extravassa o dominío da maneira como desempenha a o trabalho. O jovem é impelido a vestir-se conforme a profissão que tem. Um professor, por exemplo - não sendo de educação física que têm modos muito especifícos - tem tendência a vestir-se de um modo clássico mas nã demasiado capitalista. Por isso, uma camisola beta, umas calças caqui betas e uns sapatos de vela são um bom tipo de roupa de professor. As meias devem ser sempre escuros e nunca brancas, um bom professor deve dar o exemplo...

segunda-feira, julho 25, 2005

diablo


The Voice of the Devil
All Bibles or sacred codes have been the causes of the following Errors:--
1. That Man has two real existing principles, viz. a Body and a Soul.
2. That Energy, call'd Evil, is alone from the Body; and that Reason, call'd Good, is alone from the Soul.
3. That God will torment Man in Eternity for following his Energies.
William Blake


Definition: Devil

Diabo
do Lat. diabolu

fig.,
pessoa má, de mau génio;
pessoa muito feia;
indivíduo desordeiro;
turbulento;
pessoa travessa (nas acepções figurativas grafa-se com inicial minúscula).
fazer o - a quatro: praticar desatinos;
dar ao -: maldizer de;
pobre -: homem inofensivo, que não faz bem nem mal;
trazer o - no ventre: ser origem de desgraças.

até sempre



É muito estranho quando nos habituamos às pessoas, mesmo quando pensávamos não criar qualquer tipo de hábito. Quando se mora com alguém, facilmente isso acontece. Mas há pessoas que marca mais do que outras. Recentemente alguém que com quem partilhava casa e que não conhecia antes de ele vir para o apartamento foi-se embora. Terminou um doutoramento em Química. Hoje cheguei bem tarde a casa, como se costume em dias de fecho, e senti a falta das conversas pelo noite dentro. Conversas interessantes, onde se aprendia bastante e animadas. Enfim. A vida continua, mas as memórias ficam.

Normalmente dizemos sempre, até à próxima. Combinamos depois qualquer coisa... a verdade é que nunca mais se costuma ver estas pessoas. É muito raro e, quando acontece, é tão furtuito.

A imaginação sem limites

Admirável Mundo Novo
Romance

Aldous Huxley

Uma daquelas obras marcantes. Que nos guia por uma sociedade única e misteriosa. Original e interessante. E se o último propósito do ser humano fosse condicionar-se ao máximo para ser feliz? E se a sociedade decidisse no papel e nas leis que, afinal, de facto, não somos todos iguais perante as regras impostas pela comunidade? E se nenhum de nós nascesse do ventre de uma mãe, aliás, a palavra mãe era nojenta e pornográfica, e a de pai apenas muito inconveniente?

E se todos os seres humanos tivessem de ter vários parceiros sexuais (poligamia obrigatória) – não haveria casamento (algo considerado ridículo)? Aliás, ter apenas um mesmo parceiro durante algum tempo seria muito mal visto e condenado, especialmente para pessoas com menos de 30 anos.

E se houvesse regras específicas na sociedade para criar seres humanos diferentes, alguns até que se chamariam semi-abortos? Haveriam divisões na constituição desses seres humanos, com divisões de inteligência, altura, cor de pele – tudo isso era realizado com pormenor cientifico em gigantescos edifícios. As pessoas seriam criadas em provetas, e teriam uma certa ternura por esses tubos de ensaio.

E se a solidão fosse proibida? E quem se sentisse só visto com desdém.

E se houvesse uma espécie de droga e medicamento, chamado soma, que colocaria as pessoas sempre felizes, quando algo de problemático acontecia?

Este é o mundo criado por Aldous Huxley, pouco antes de 1932, altura em que o livro foi publicado. Este mundo de inspiração serviu de força motora para pessoas como Jim Morrison. Mas neste mundo estas são as premissas, a história e enredo vai mostrar as falhas das várias sociedades, a nossa, vista com uma longitude difícil de imaginar, e a construção da sociedade do Nosso Ford, uma espécie de criador, humano e inspirado. Huxley vai ao ponto de imaginar os pormenores de criação cientifica em diversas castas e da fabulosa educação por hipnopedia, que traz a todos estes seres humanos diferentes de nós, condicionamentos que lhes ficam marcados para sempre. Uma educação impressionante e imaginativa, a fazer lembrar que o mundo mais evoluído pode ser como nunca o imaginámos, em vários aspectos.

Golfe de obstáculos
Cinema Sensorial

"Havia umas coisas chamadas pirâmides, por exemplo. E um homem chamado Shakespeare. Nunca ouviram falar dele, naturalmente… Tais são as vantagens de uma educação verdadeiramente cientifica. Havia, como já disse, uma coisa chamada cristianismo…»"

«Por amor de Ford!» ... «Ford me ajude».

ler o livro online aqui.
www.huxley.net
Huxley no Wikipédia
Site sobre o autor
Citações do autor
Artigo sobre Huxley
Site português
A obra completa
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Conhecer Aldous Huxley
Aldous Leonard Huxley (July 26, 1894November 22, 1963) was a British writer who emigrated to the United States. He was a member of the famous Huxley family who produced a number of brilliant scientific minds. Best known for his novels and wide-ranging output of essays, he also published short stories, poetry, and travel writing. Through his novels and essays, Huxley functioned as an examiner and sometimes critic of social morés, societal norms and ideals, and possible misapplications of science in human life. While his earlier concerns might be called "humanist," ultimately, he became quite interested in "spiritual" subjects like parapsychology and mystically based philosophy, which he also wrote about. By the end of his life, Huxley was considered, in certain learned circles, a 'leader of modern thought'.

Later years

He started meditating and became a vegetarian. Thereafter, his works were strongly influenced by mysticism and his experiences with the hallucinogenic drug mescaline, to which he was introduced by the psychiatrist Humphry Osmond in 1953. Huxley's psychedelic drug experiences are described in the essays The Doors of Perception (the title deriving from some lines in a poem by William Blake) and Heaven and Hell. The title of the former became the inspiration for the naming of the rock band, The Doors. Some of his writings on psychedelics became frequent reading among early hippies.


Foto de 1960. Huxley nasceu em 1864 e morreu em 1963. Foto1 ; 2 ; 3 ; 4 ; 5 ;

The Doors of Perception is a 1954 book by Aldous Huxley detailing his hallucinatory experiences when taking mescaline. The title comes from a quote from William Blake:

"If the doors of perception were cleansed everything would appear to man as it is, infinite."
Based on this quotation, Huxley assumes that the human brain filters reality in order not to let pass all impressions and images, which would be unbearable to process. According to his view, drugs can reduce this filter, or "open these doors of perception," as he puts it metaphorically. In order to verify his theory, Huxley takes mescaline and writes down his thoughts and feelings. What he notices is that everyday objects lose their functionality and suddenly exist "as such." Space and dimension become irrelevant and the perception seems to be enlarged, overwhelming and at times even offending because the person is unable to cope with the enormous amount of impressions.

Huxley, Aldous, "The Doors of Perception". (HTML file format).

Site sobre o livro


Aldous Huxley

segunda-feira, julho 18, 2005

janela aberta para a reflexão



Foto de Gordon Mitchell.

reminiscências recentes

Justiça. O mundo é, de facto, um local injusto e que nos perturba em vários aspectos. Mesmo as coisas mais materiais podem perturbar-nos bastante. No meu caso perturbam mais quando são muito utilitárias, e a minha vida muda considerávelmente com a falta de determinado bem material. É frustrante, revoltante e mete nojo mesmo. Agora, sempre que venho de viagem da minha base central, Caldas da Rainha, para minha base emprestada, Lisboa, não consigo deixar de pensar no dia em que alguém me roubou e minha pequena mota. Um investimento grande que significou sacrificios. Não consigo deixar de pensar nesta injustiça que me fizeram, sem motivo que eu considere válido.

quinta-feira, julho 14, 2005

where are the feast we were promised



O descanso para a vida. A paragem cria tiva. O desespero mental. Quem se sente a parar, a estagnar, só pode estar a passar ao lado da vida. Tudo pode ser encontrado, mas a adversidade é um inimigo poderoso. Encosta-nos à cadeira de embalar da vida. Aquela que não se importa, nos ignora e é lenta. Aquela que mata a vivacidade. Momento a momento estamos a envelhecer. Porque não aproveitar o tutano da vida, se não temos mais nenhuma?
A feast of friends.

domingo, julho 10, 2005

mudanças emotenses

O template deste blog já estava muito ultrapassado e até criava alguns problemas, por isso, mudei definitivamente o aspecto gráfico do dito cujo. Os temas continuam a ser os mesmos: assuntos e pensamentos introspectivos ou de inspiração celeste. Será? Talvez.

Os objectivos do blog mantêm-se, uma forma do seremot expor algumas ideias pessoais, neste cantinho que pretende manter-se bem sossegado e introspectivo...

sábado, julho 09, 2005

moon of sorrow

in a night of warmth, i seek the sleep, that langly gets far away from me. Moon of sorrow, please let me find the way to dreams. make them strong, make them inspired. i seem to know you. it´s all right. all your pain is here. let go. sorrow. no connection. please chase me to the valley of sheets, but make them comfort my lose mind. go to dreams. go to death. moon of sorrow, lead me now, and i will follow.

the beginning of something as peaceful as mutated. the change of a lifeline...
moon... the morning is near

quinta-feira, junho 30, 2005



É tão frustrante quando nos roubam algo tão útil quanto um meio de transporte - roubaram-me a minha motinha. Um investimento que se perdeu por completo, devido a um crime... estou revoltado e bem deprimido...
Yamaha Cygnus X.

sábado, junho 25, 2005

Willy Mason

Uma recente descoberta proporcionada pela SIC Mulher. Willy Mason. É uma melodia diferente do habitual, uma voz melosa e calma, um forma de cantar original e uma letra deslumbrante.

Oxygen
I wanna be better than oxygen

So you can breathe when you're drowning and weak in the knees
I wanna speak louder than Ritalin
For all the children who think that they've got a disease
I wanna be cooler than t.v.
For all the kids that are wondering what they are going to be
We can be stronger than bombs
If you're singing along and you know that you really believe
We can be richer than industry
As long as we know that there's things that we don't really need
We can speak louder than ignorance
Cause we speak in silence every time our eyes meet.

On and on, and on, and on it goes
The world it just keeps spinning
Until i'm dizzy, time to breathe
So close my eyes and start again anew.


I wanna see through all the lies of society
To the reality, happiness is at stake
I wanna hold up my head with dignity
Proud of a life where to give means more than to take
I wan't to live beyond the modern mentality
Where paper is all that you're really taught to create
Do you remember the forgotten America?
Justice, equality, freedom to every race?
Just need to get past all the lies and hypocrisy
Make up and hair to the truth behind every face
That look around to all the people you see,
How many of them are happy and free?
I know it sounds like a dream
But it's the only thing that can get me to sleep at night
I know it's hard to believe
But it's easy to see that something here isn't right
I know the future looks dark
But it's there that the kids of today must carry the light.

On and on, and on, and on it goes
The world it just keeps spinning
Until i'm dizzy, time to breathe
So close my eyes and start again anew.


If i'm afraid to catch a dream
I weave your baskets and i'll float them down the river stream
Each one i weave with words i speak to carry love to your relief.

I wanna be better than oxygen
So you can breathe when you're drowning and weak in the knees
I wanna speak louder than Ritalin
For all the children who think that they've got a disease
I wanna be cooler than t.v.
For all the kids that are wondering what they are going to be
We can be stronger than bombs
If you're singing along and you know that you really believe
We can be richer than industry
As long as we know that there's things that we don't really need
We can speak louder than ignorance
Cause we speak in silence every time our eyes meet.

On and on, and on, and on it goes
The world it just keeps spinning
Until i'm dizzy, time to breathe
So close my eyes and start again anew

Willy Mason

sexta-feira, junho 24, 2005

spontaneous combustion



Pardon me while I burst.....

A decade ago, I never thought I would be,
At twenty three, on the verge of
spontaneous combustion
. Woe-is-me. But I
guess that it comes with the territory; an
ominous landscape of
never ending calamity
I need you to hear, I need you to see that I have
had all I can take and
exploding seems like a definite possibility
to me.
So pardon me while I burst into flames.
I've had enough of the world, and its people's mindless games.
So pardon me while I burn and rise above the flame.
Pardon me, Pardon me...Don't ever be the same.

Not two days ago, I was having a look in a book and
I saw a picture of a guy
fried up above his knees
I said, "I can relate," cause' lately I've been thinking
of combustication
as a welcomed vacation from
the burdens of the planet earth.
Like gravity hypocrisy and the perils of being in 3-D...
But thinking so much differently.
Pardon me while I burst into flames.
I've had enough of the world and its people's mindless games.
So pardon me while I burn and rise above the flame.
Pardon me, Pardon me...Don't ever be the same.

Pardon me while I burst into flames.
Pardon me, Pardon me, Pardon me.

So pardon me while I burst into flames.
I've had enough of the world and its people's mindless games.
So pardon me while I burn and rise above the flame.
Pardon me, Pardon me... Don't ever be the same.

sexta-feira, junho 10, 2005

todos diferentes, todos satisfeitos


A vida tem destas surpresas agradáveis. Sexta-feira é um bom dia para comprar o jornal Público porque temos o Y (por vezes demasiado exagerado nas bandas escolhidas) e ainda o Inimigo Público (que tem aparecido com uma publicidade da Frize a imitar artigos do jornal satírico algo exagerados).

Mas, ainda bem que há pessoas diferentes de mim. Esta hora de almoço, quando me dirigia para a banca dos jornais para comprar a Premiere (e estava a considerar comprar o Público, mas como ando em contenção de custos estava reticente), uma senhora na casa dos 40 anos comprou o Público mesmo à minha frente. Com muito cuidado abre o jornal antes de pagar, tira de lá o Y e o Inimigo Público e pede à empregada para mandar os suplementos para o lixo - um crime! Ora, aqui o "eu" sugere de imediato ficar com aqueles dois (empecilhos para a senhora) principais motivos para comprar o jornal à sexta-feira. A senhora deu-me os jornais com todo o gosto e ainda sorriu. Eu sorri ainda mais, sabendo agora que haver pessoas diferentes de mim pode ser MUITO POSITIVO. Há alegrias que não têm preço...

Por falar nisso, só espero tornar-me excêntrico esta noite ao vencer o primeiro prémio do Euromilhões: cerca de 32 milhões de euros - 6 milhões e quatrocentos mil euros.

segunda-feira, junho 06, 2005

o amor e a tv



Porque é que esta posição não só é agradável como é muito recorrente para parte da humanidade, sempre com a companheira, tv, que durante horas nos faz passear pela vida dos outros e alheia da nossa própria vida, quando em demasia...

Novidade serEmot: Fotolog da Flickr, basta seguir o link - http://www.flickr.com/photos/seremot/

janela


De Edward Hopper.

domingo, junho 05, 2005

ao deitar


Foto: seremot; data: Abril.

Quando a noite pesa no olhar, e o pensamento fica nublado como o luar esta visão é das últimas antes de se entrar no mundo dos sonhos. A mesa de cabeceira é um conceito fascinante e incute um ritual cativante, no que diz respeito ao acto de dormir. Mas como o acto de dormir, quase sempre (menos na morte) pressupõe o acto de acordar, esta pequena mesa é também o objecto do ritual do acordar.


Elementos fundamentais na mesa de cabeceira:
- Luz.
- Um caderno e caneta (ideias, sonhos e imaginações devem ser registados ou serão para sempre perdidos).
- Um ou dois livros interessantes e, se possível, distintos.
- Mini-aparelhagem para nos poder acompanhar no caminho para os sonhos e dar a informação do dia ao acordar.
- Despertador: fundamental para acordar.
- Vela de cera: para poder dar um ambiente e cheiro muito agradável e também inspirador, no seu misticismo, para acompanhar a noite e os sonhos.


Lembrete para recordar a necessidade de acordar...

terça-feira, maio 31, 2005

sexta-feira, maio 27, 2005

bom dia?



O Garfield diz, está dito. Há manhãs que é mesmo assim! Hoje acordei cedo, não trabalho (trabalhei ontem, feriado). E depois de dois dias de sol fantástico e um dia de praia na Costa da Caparica - que nunca muda, continua com as más condições e agora está em obras constrangedoras - hoje está a chover, está frio e tempo nublado. Estranho. So be it.

quarta-feira, maio 25, 2005

praia



Praia sejas bem-vinda. É um sitio fantástico para se estar. Hoje em dia já podemos estar com relativa facilidade online em plena praia. Claro que é preciso ter dinheiro para tal, basta um Vodafone Mobile Connect Card e um bom portátil. A praia também é um meio muito agradável depois de não se estar há algum tempo a saborear areia, ondas e sol. Passado algum tempo também pode cansar.

domingo, maio 22, 2005

tv dependente


Não ter cabo (televisão) é uma desilusão. A televisão generalista está cada vez mais uma mistela pegajosa e mal cheirosa (m*rda), especialmente no prime time. Não se encontra nada de jeito. É impressionante. Ao fim de semana passam à tarde algumas séries que cativam, CSI, Perdidos, Alias, enfim. Mas por outro lado é costume apostar-se em filmes familiares/infantis que já passaram na tv dezenas de vezes. Podem funcionar para aquilo a que se propõe, mas quando se repete passado tão pouco tempo e de forma tão sistemática está-se a passar um atestado de "parvez" ao espectador. Não estamos propriamente a falar de filmes complexos, onde mais um visionamento pelo filme permite descobrir coisas totalmente novas. Não. São muito simples e servem um propósito limitado, daí repetir tão frequentemente é constrangedor.

Depois há a programação nocturna. Estamos perante uma bandeja de variedade muito limitada. Num sábado à noite, como é hoje e esta noite caímos na tristeza de ter uma novela, que eu considero um grande flop em vários níveis, na RTP1. Uma produção portuguesa e brasileira mas muito muito fraca. Na A Dois, temos a salvação, pelo menos para o meu tipo de gosto nesta altura da minha vida. Hoje fui presenteado com um documentário cativante e pertinente, totalmente espanhol e totalmente sobre Portugal. Desde a infância do Rei Juan Carlos em Cascais ao 25 de Abril. Uma perspectiva muito sóbria, correcta e interessante. Quase viciante, o que não é muito normal neste tipo de documentários. Na SIC temos uma programação que considero de qualidade, mas que atinge um determinado público onde eu não incluo. O K7 pirata escapa. Tem apontamentos engraçados o Francisco Menezes é muito cómico e o Nilton às vezes dá uma para a caixa. As telenovelas seguinte, parecem-me de qualidade, a qualidade Globo, mas dispenso. Na TVI temos outra novela, desta feita da vida irreal. Os breves instantes que passei pelo canal no meu habitual zapping - com quatro canais é frustrante - vi pedaços de uma discussão épicamente ridicula. Lili Caneças e uma figura assexuada, pseudo-social e pseudo-pessoa tinham uma discussão sobre protagonismo, como é óbvio. Sem pés nem cabeça. Enfim.
Numa noite como esta resta esperar pela madrugada, quando passam uns filmes aceitáveis e séries, às vezes, muito boas. Acabei de ver um anúncio do Six Feet Under. Segunda, na A Dois. Não posso esperar. Muito bom. Até o meu pai diz que gosta!

Na leitor de cd´s vou-me maravilhando com Josh Rouse, acho que estou viciado...

Na memória recordo-me perfeitamente, no que diz respeito à tv, da iniciativa das produções fictícias em inserir na RTP1 pedaços de poesia ao vivo lida por actores conhecidos em meios e de formas interessantes. Nuno Artur Silva é um dos meu heróis. Vi-o recentemente na festa do jornal Público, e estive para lhe apresentar algumas ideias. Se tivesse sozinho tinha ido. É ele um dos criadores do É Cultura, estúpido!, e é ele o criador desta deliciosa ideia de colocar apontamentos de poesia, durante alguns minutos, caídos de "pára-quedas" em prime-time. É uma ideia que já me tinha ocorrido, tenho de admitir. Vê-la na televisão causa-me muita satisfação, por achar um conceito maravilhoso, e alguma tristeza, por já me ter passado pela cabeça isso mesmo - não, ele não me copiou a ideia.
Há uns anos, tive um programa numa rádio local na minha cidade natal, que fazia todas as semanas à sexta-feira e vinha de propósito às Caldas para fazê-lo.
No inicio estava a substituir uma pessoa num programa já existente. Mas depois tive maior liberdade e criei o "60 minutos à abrir!". Era um programa de rádio, com muitas limitações, mas repleto de informação. Às 19h começava com uma entrada triunfal, uma música a abrir, já não me lembro qual era. Depois apresentava-me, dizia o conteúdo do programa e, se seguida punha uma música para desanuviar. Depois lia noticias nacionais, de seguida punha mais uma música e vinham as internacionais. Mais uma música e regressávamos com o Espaço Poesia, onde lia um poema de um autor português (na maioria das vezes), com musica inicial dos X-files, e depois uma mais suave. Vinha a publicidade, que não tinha nada a ver. Depois tinha as notícias locais, mais uma música - antes das músicas dava informações sobre bandas e concertos, e mais para o final vinha o espaço das sugestões para o fim-de-semana, incluindo cinema. Para terminar em beleza vinha o Espaço Poesia.
Nem sempre conseguia cumprir este programa tal e qual, fosse por problemas técnicos, demasiada publicidade da meia-hora, ou falta de tempo para organizar bem as coisas. Normalmente só tinha umas duas horas para preparar isto tudo antes, num computador muito lento... Foi uma experiência interessante, embora tenha melhorado muito mais a minha dicção na rádio quando estive na TSF. Memórias.

quinta-feira, maio 19, 2005

may the force be with me and mine



Será que lá chegaremos? As barreiras da imaginação sonhadora são tão altas que é totalmente impossível a qualquer humano realizá-las, que mais não seja por necessitar da multiplicação de uma pessoa noutras pessoas e, quem sabe, estar simultaneamente em vários locais.

"Cause I don´t wanna miss a thing". Diz a canção. Talvez seja por isso, todos estes anseios a saltitar de poiso em poiso e insatisfeitos. Mas dentro da impossibilidade existem metas alcançáveis, que tal chegar até elas? Dificil? Mas viável.

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Lembras a cor das árvores no Outuno. A cor do céu no fim do Verão. Recorda do cheiro das folhas a cair sobre o chão. Das milhares de folhas que divertem no parque da cidade, logo ali tão perto das Faianças de Bordallo Pinheiro. Folhas e mais folhas. Folhas sem parar. Correr dando chutos nelas, projectando-as para a frente, caminhando sobre o futuro, que morava logo ali. Pensa nas folhas, no sitio onde vêm as castanhas...

sábado, maio 14, 2005

o que falta...



Chega a um ponto da vida que estamos velhos demais para sermos o que queremos da forma como queriamos e novos demais para desistir de tudo. É um período difícil à espera de resolução evidente. Que tal ganhar o Euromilhões?

domingo, maio 08, 2005

à descoberta do universo, à descoberta de vida



This image released by NASA Thursday May 5, 2005 shows the Sombrero galaxy. The galaxy, called Messier 104, is commonly known as the Sombrero galaxy because in visible light it resembles a broad-brimmed Mexican hat called a sombrero. The new Sombrero picture combines a recent infrared observation from NASA's Spitzer Space Telescope with a well- known visible light image from NASA's Hubble Space Telescope. The Sombrero is one of the most massive objects at the southern edge of the Virgo cluster of galaxies. It is equal in size to 800 billion suns. This spiral galaxy is located 28 million light-years away and is 50,000 light-years across. Viewed from Earth, it is just six degrees away from its equatorial plane. (AP Photo/NASA)