segunda-feira, novembro 07, 2005

Sentidos

Have You Ever Feel Lost?

É uma frase que, não sei muito bem porquê, me acompanhou há uns tempos...
Sinto-me perdido dentro de mim mesmo, dentro de uma sociedade cheia de regras e exigências. Talvez seja esse um dos motivos. Mas é um sentimento de partilha também. Acho que já todos nos sentimos perdidos, de alguma forma estranha ou diferente do habitual. Faz parte um pouco do nosso modo de ser. Somos humanos. Somos complexos. Procuramos respostas para as nossas dúvidas existenciais.

Como dizia Jeff Buckley (na cover de Leonard Cohen):
Well your faith was strong but you needed proof
You saw her bathing on the roof
Her beauty and the moonlight overthrew you
She tied you to her kitchen chair
She broke your throne and she cut your hair
And from your lips she drew the Hallelujah
Hallelujah Hallelujah Hallelujah Hallelujah

quinta-feira, novembro 03, 2005

psicoses

24 anos 358 dias de vida.
Decisão: acabar com a vida quando completar 25.
Objectivo: nenhum em especial...

terça-feira, novembro 01, 2005

terça-feira, outubro 25, 2005

futuro em alta

120 escudos. Aquilo que não dava para comprar com 120 escudos há uns anos atrás. Hoje senti-me aquilo que sou, um rapaz nascido no século passado. Mas mais do que isso, senti-me um rapaz nascido há um século.
Fui a uma padaria aqui perto de casa comprar dois pães (ou papo-secos - que belo nome, vem assim na Infopédia) caseiros, pequenos, e o preço foi: míseros 60 cêntimos. Uma pechincha, para quem estaria a pensar em comprar um bolo ou um pão com queijo num café, mas numa padaria custar este preço é um ultraje.
Chamem-me antiquado, velho peidolas, senhor dos sete ventos (ok, acabei de inventar esta), ou mesmo bota pastilha (prefiro pastilha a elástico), mas com 60 cêntimos, há 10/15/20 anos atrás, eu comprava dois bolos! Faz confusão à mente frágil do jovem forreta ver preços deste tipo em dois bocados de massa (farinha acima de tudo) cozida. 120 escudos era muito dinheiro no meu tempo, naqueles saudosos anos 80 e 90. Ai que loucos, inspirados e baratos eram os anos 80 e 90... já lá vai tanto tempo, tantas pessoas que já nasceram desde então - o meu irmão, a minha irmã. Sinto-me como se tivesse nascido no princípio do século passado - falta-me a bengala, é certo, mas os preços parecem corresponder. Enfim, dizia o jasmim a mim.

Vivemos num futuro em crise. Depende da vida que vivemos, das coisas que fizémos e fazemos, tivémos e temos.


Local do crime: Rua Alves Torgo - Arroios (ATENÇÃO: local onde não se deve comprar pão)

domingo, outubro 23, 2005

notas a correr pela vida

[Procura-se: especialista de tipografia, que queira montar uma máquina de notas falsas. Ofere-ce 50% dos ganhos. Tudo com a máxima confidencialidade. Ganhos semelhantes ao Euromilhões. Mais informações ligar para 112, pedir para falar com responsável departamento de notas falsas da PJ.

Porque será que nenhum Estado se lembrou ainda de fabricar dinheiro falso. Agora que temos os Euros, não teria de ser propriamente falso, visto que se fabricam euros em Portugal. Bastaria o Estado português criar uma Casa da Moeda secreta e paralela à existente, e depois fazer uma pequena lavagem de dinheiro em Espanha, França, Alemanha, Suíça, Málaga, Bélgica, Holanda, tudo num sistema controlado e disseminado, para não levantar suspeitas. Seria uma forma fantástica de reduzir o défice, aumentar os salários ao nível europeu e ainda baixar considerávelmente os impostos. O que é que o Sócrates pensa que os outros grandes países europeus fazem???

Engraçado, sem ter graça nenhuma, como aquilo pelo qual a maior parte de nós luta durante tantos meses, tantos anos na sua profissão é pelo dinheiro que ela dá, as notas e moedas que nos permitem comprar coisas, independentemente de fazermos aquilo que gostamos ou não, o dinheiro, bocados de papel e metal, são o nosso pão para a boca, água (menos a dos rios e a do mar), fruta, bolos, cama, luz... (menos a do sol). ]
living on a ritual

[Living on the edge. Armados com os seus carros recentes, com a bebida desinibidora e parte integrante do ritual - que lhes vai correndo nas veias -, os jovens mais avenços ao ritual nocturno vão pavonear-se, como um qualquer macho, em busca de uma fêmea que lhes dê auto-estima, de bons momentos com os colegas da matinha, na busca de experiências e poder.]

Os jovens do sexo masculino morrem ao domingo.

crenças

Funerais IV


Posso estar a ficar maluco, mas existem tantas coisas que não fazem o sentido, para mim, que era suposto fazerem para o resto da sociedade.
Estamos a entrar numa época de questionamento profundo. No entanto, continua a existir vários grupos de jovens católicos ou de outras religiões, crentes, com todas as suas forças de que irão para um espaço melhor, um "céu" à sua medida. Continuam a existir jovens muçulmanos, que viveram todas as suas vidas sob ensinamentos ocidentais, dentro das nossas culturas, mas por um qualquer motivo se viram na procura daquilo que lhes falta, nas suas vidas, na religião e até no extremismo, que leva ao terrorismo com muita facilidade. Por outro lado, existem várias pessoas, uma vaga que pensei ser bem maior do que por vezes parece, que se questionam sobre o que os rodeia, sobre as verdades avançadas como dogmas, como verdades tranquilizadoras.

Nada faz mais sentido do que ser verdadeiramente religioso. Somos devotos a uma causa que só nos traz satisfação e respostas.

Mas existem muitos que não se contentam com essas respostas, tão coladas a cuspo por uma história construída e adulterada conforme se queiram transformar as crenças. Engraçado como nunca se ouve padres, "pastores", de igrejas falarem da ciência quando falam do mundo. São pessoas viradas apenas para o ser humano. Falam do nosso papel no mundo, mas são incapazes de dizer que vivemos num planeta chamado Terra, num sistema de planetas a que chamamos sistema solar, numa galáxia a que démos - ou alguém deu por nós - o nome de Via Láctea.

domingo, outubro 09, 2005

sonhar


Foto de Floris Andrea

Sonhar. Sonhar. Sonhar. Não consigo parar de sonhar. Quero dormir mais para sonhar!

A Journey with No Past

To a Journey with no past
To a Wall without a future
We remain with sorrow souls
and without a window of hope

sábado, outubro 08, 2005

keating

size the day, boys

At the age of 29, he was determinated to suicide himself.

So he was obliged, in his own mind, to live life with passion and intensity, making is life extraordinary.

sexta-feira, outubro 07, 2005

frase do dia

"Tenho de ir comprar Hallibut para o rabo da minha filha"
Senhora com as compras na mão, comenta com amiga

segunda-feira, outubro 03, 2005

a new day



Morning (mourning) as broken.



Olhar ao espelho.



Banho para acordar.

O pequeno-almoço.

fly to the moon

Luar. Uma forma de olhar o luar
um modo de saborear e calar
sonhar e viajar, beijar e amar
formas de sentir o luar
cheirar a vida
viver o futuro e imaginar o passado
sem fronteiras, sem amarras
livres de olhar o luar
experienciar uma aventura
profunda e singular
onde nos perdemos sem nunca nos encontrar.

conselho da semana


Eu aconselho a todos terem cuidado com a mudança de temperatura que existe neste momento em Portugal. As noites e manhãs estão frias, os dias quentes,
CUIDADO COM AS CONSTIPAÇÕES!!

Um conselho patrocinado pelo genério, Coça Aqui o Meu Pézinho

___________


Segundo conselho:
Acordem cedo; 8h30, e ponham-se a olhar para o céu!! É o eclipse anular lunar!

Ver aqui em directo emissão na Internet.

domingo, outubro 02, 2005

direito à escolha

Filha (7 anos): Porque é que não podes ficar comigo?
Pai (Michael Douglas): O pai tem de ir trabalhar.
Filha: Porque é que tens de ir trabalhar?


Este pequeno diálogo, acabei de visionar num filme na SIC. E, apesar de ser uma pergunta inocente coloca em causa algumas das regras da 'nossa' sociedade. Aquela que não escolhemos e temos de cumprir. Tal como no livro Admirável Mundo Novo, do visionário Aldous Huxley, deveriamos de ter ilhas para as pessoas que não queriam viver nesta sociedade, tal como ela é. E deveria de haver um direito à escolha.

quinta-feira, setembro 29, 2005

it´s a dog world

No mercado de trabalho, a competição é comum. Por isso, temos de saber não dar oportunidades para os outros tentarem a todo o custa desvalorizar a nossa competência ou o nosso trabalho. Por vezes, quando dizemos o que nos vai na mente, sem ponderar, há pessoas que aproveitam isso...

segunda-feira, setembro 26, 2005

bizarrias e encantos

Uma manhã na cidade. Uma chegada de fim-de-semana difícil. Uma hora no trânsito. Caos.

7h45. serEmot levanta-se da cama com o objectivo de apanhar o autocarro das 8h35 das Caldas da Rainha para Lisboa. 7h50, lava-se a cara, ouve-se a "madre" e arruma-se os últimos pormenores da mala. 8h. Toma-se o pequeno almoço. 8h05. Despede-se das crianças Pedro e Rita, e da "madresita". Off i go.


Jovem negro, autocarro 26. Roupas muito largas de uma qualquer equipa de basquetebol norte-americana, e um boné à moda. Cheiro nauseabundo a sémen, parece quase de cavalo.

Jovem negra com mamas de 30 kg cada. Uma enormidade. Encosta-se a mim, quase sufocando-me. Nunca pensei que uma situação destas pudesse ser, desagradável!


Passagem por rapaz, das obras, com o cú à mostra. Será que ele nunca ouviu as inumeras piadas sobre os homens das obras com o cú à mostra?? Ele é jovem, por isso menos desculpa tem.

Rapariga. Loura. Saia. Mocassins. Blusa azul bebé e bandelete a condizer. Encantos...

terça-feira, setembro 20, 2005

Pergunta da semana:
Porque é que o mau cheiro é superior ao cheiro perfumado???

Exemplo: autocarros da Carris. O mau cheiro abunda em muito. Será que os portugueses são mal cheirosos?

segunda-feira, setembro 12, 2005

sono

Quando estamos com algum problema físico a nossa mente começa a arranjar soluções ao desbarato, com esperança de que passe o problema. Por exemplo. Uma noite mal dormida, onde se morre de um profundo sono e se batalha para que as pálpebras se mantenham abertas, pode fazer com que comecemos a comer que nem alarves. A nossa mente explica ao corpo que falta alguma coisa; o corpo, por consequência, tenta arranjar solução. Quando não nos podemos deitar e dormir como o corpo exigia, ou porque temos que trabalhar ou porque temos que fazer alguma coisa estranhamente importante, o corpo começa a buscar outras fontes de se satisfazer. Por isso comemos que nem alarves. Estamos cheios e queremos comer MAIS e MAIS e MAIS. Tudo porque não podemos dormir, logo o corpo tenta-se 'encher' com outras coisa, na esperança secreta de que páre de ter sonoo oonnondsfidadosfodafnidnsdnf dsnifonfafofodsfasodfnodasnifoidasnf

Oops. A minha cabeça acabou de cair em cima do teclado. I wonder why.
Espreguiço-me de forma pronunciada e esticada para tentar afugentar o sono...

quarta-feira, setembro 07, 2005

locais e regressos

É perturbante voltar a um local em concreto onde perdemos alguma coisa importante para nós. O local onde nos foi roubado o nosso único meio de transporte (uma mota, por exemplo), que modificou por completo a vertente temporal da nossa vida nos últimos tempos é um exemplo de um bem material muito útil e que faz mesmo muita falta. Passar por esse local causa-nos um calafrio, um engolir em seco que nos perturba e irrita, especialmente nos primeiros tempos. Depois, mais tarde, quando passamos de autocarro, olhamos para o local com algum tristeza, com uma secreta esperança de ainda podermos recuperar o bem roubado, extropiado, levado de forma cruel e injusta. São sentimentos fortes, mas muito diferentes de quando perdemos num local, em particular, algo mais importante na vida, sentimentos e pessoas.

21 GRAMAS
Neste filme de Alejandro González Iñárritu existe uma cena bastante perturbante [existem muitas, mas esta chamou a minha atenção, quando revi o filme esta noite na RTP1]. A personagem interpretada pela brilhante actriz Naomi Watts, Cristina Peck, vai ao local onde o marido e as duas filhas morreram atropelados por um carro há uns meses. O sofrimento de tanta perda numa vida que, antes, corria um certo rio alegre e feliz; o significado de um lugar tão especifíco e que trouxe tanto mal, mágoa e tristeza intensa é brutal. São sensações demasiado emotivas e significativas para serem banalizadas, e esse mesmo local torna-se num pequeno santuário da memória dor, da visualização mental da morte de pessoas tão importantes na vida de uma outra, que lhe davam um rumo e significado.
O ser humano dá o significado que a sua mente quer e necessita, a pessoas, locais e situações. Nesta cena do filme pessoas, locais e situações concentram-se em toda uma cena, em toda uma memória de dor e de perda.
A vida humana é feita destas pequenas grandes coisa, pequenas grandes mudanças de rumos de uma vida. Cada acontecimento desencadeia outros sucessivos, uns mais determinantes que o outro. Não nos podemos esquecer que, a qualquer momento, poderemos viver/atravessar um momento determinante, um oportunidade ou desgraça charneira na nossa vida; mas também não podemos viver obcecados com isso, senão é como não vivessemos verdadeiramente.

sexta-feira, setembro 02, 2005

Revolta do espírito, tristeza da mente

Sinto-me revoltado com a vida, com a forma com que a sociedade está organizada, como existe tanta incompetência de empresas e pessoas em Portugal, como tenho tido tanto AZAR - SE É QUE ISSO EXISTE -, como nada parece correr bem, como tudo é confuso e nublado.

Para onde vamos depois da morte, para onde se encaminha este universo longínquo, são questões mais existenciais e impossíveis de resposta objectiva e que, ultimamente, raramente têm pairado o ser de serEmot. Nada está provado nesse campo, no entanto, é claro que vamos morrer, o nosso corpo não aguenta os anos. Li algures que o cérebro humano aguenta mais os anos, por si próprio, que o resto do corpo. Qualquer dia, poderemos ter cérebros a serem retirados de corpos já moribundos e colocados em corpos sem vida clonados (exagero, sem dúvida), para pessoas ricas prolongarem a vida.

Remembrance die with the dead,
Hope die with lack of trust in ourselves
Saddness breads in uncertainty

quarta-feira, agosto 24, 2005

As primeiras sensações que um ser humano pensante tem quando entra pela primeira vez num metropolitano são intensas e confusas. Como é que estas pessoas todas andam aqui ao lado de carris assustadores como se nada fosse? Pergunta a mente frágil e ainda a tentar encaixar os mecanismos que a circundam...

segunda-feira, agosto 22, 2005

reticências

2005

Ora aí um ano em que, até agora, muito foi aquilo que correu mal. Entre o roubo de uma mota nova e a habitual frustração por não ver um futuro risonho, a vida parece nunca mais descolar... Como depois da tempestade vem a bonança, a esperança é que isso também aconteça na minha vida.

PS: Se alguém souber a chave do próximo Euromilhões, é favor enviar para seremot@gmail.com

William Blake, The Red Dragon.

sexta-feira, agosto 19, 2005

let it roll in the light of the night



Numa noite de Verão sobra tempo para a reflexão. Para as experiências e para ideias iluminadas e sonhos esperançados mas pouco reais. A vida corre, percorre as feridas da sobrevivência e da vivência social ocidental. Let it roll baby, all night long...

sexta-feira, agosto 12, 2005

10 anos, a mudança de amigos

serEmot aos 8 anos, acho eu...


Puto Sinal aos 9 anos.

O meu irmão mais novo tem agora 10 anos, está a iniciar um novo rumo na sua vida ao entrar para o 'ciclo' e ao ir para uma escola diferente onde irá estar numa turma nova.
Um percurso que atravessei com algumas dificuldades iniciais. Foi a primeira grande mudança que tive na minha vida. De amigos, escola, conhecimentos... enfim, de muita coisa. 10 anos é uma idade mítica, especialmente para esta sociedade em que, se tudo correr normalmente, se muda de ensino.

1991. Eu tive 10 anos em 1991. Foi um ano estupendo em que terminei a quarta classe com uma paixão por história, entrevistas e teatro, muito graças à Dona Esperança, minha professora durante quatro anos que, já em final de carreira, deu ânimo às aulas com várias iniciativas. A Dona Esperança, infelizmente, morreu há cerca de dois ou três anos, mas as memórias ficam. A meio do ano de 1991 aconteceu o impensável, mudei de escola. Era altura de ir para o 'ciclo', crescer mais um bocadinho e deixar amigos, histórias e memórias da primária para trás. Mas custou muito. Na altura não conseguia conceber a mudança de amigos, não sabia como conseguiria arranjar novos, tinha medo de perder os amigos, a professora e as memórias que tinha recolhido até ali, assim como as experiências boas. Recordo-me de chorar na cama, sem ninguém saber, por causa disto...
A verdade é que começando a escola, em Setembro de 1991, no 'ciclo' tudo isto se esquece um pouco. Também tive a sorte de ter seis (!!) pessoas da minha turma da primária no 5ºA, da Escola Preparatória das Caldas da Rainha - apesar de só me dar bem com algumas raparigas neste grupo de seis. Foi um período único e que não se volta a trás. Fiz novos amigos, senti-me bem, senti-me mal e aprendi que as mudanças são sempre mais difíceis antes de se concretizarem (depende um pouco).

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Uma pequena memória que surge com a entrada do meu irmão mais novo, Pedro (Puto Sinal) no 'ciclo'. Tanta coisa mudou no mundo desde há 14 anos atrás, mas as emoções são muito semelhantes...

sábado, agosto 06, 2005

fogo sem barreiras


ver fotos aqui.

[Os links para o FOTOLOG estavam incorrectos, já corrigi: www.flickr.com/photos/seremot]

É uma sensação de desolação, tristeza e impotência perante um fogo que não conhece limites.

Cheguei hoje a casa, nas Caldas da Rainha e deparei-me com um cenário que não imaginava. Isto apesar de já me terem contado vários pormenores do incêndio que aconteceu na quinta-feira, pouco depois das 13h e se prolongou durante algumas horas devastando a vegetação, pinhais, eucaliptais e mato que existem ao longo da zona do Casal do Lavradio, mesmo bem perto do centro da cidade das Caldas da Rainha. O hipermercado do Fonte Nova esteve em perigo, bem como restaurantes e, pelo menos, quatro fábricas e muitas moradias. Centenas de hectares foram reduzidos a cinzas.

A nível pessoal recordações guardadas numa Casa do Pinhal que era uma arrecadação foram queimadas e dizimadas pelo fogo, ficam agora apenas na memória.

Ontem a minha tia desmaiou com os nervos, tal foi a proximidade do fogo à minha casa e à casa dos meus tios. Os meus pais tiveram de fugir da sua própria casa, rodeada de chamas, e pensavam mesmo ter perdido a sua casa de sempre, onde eu vivi toda a minha vida, até aos 18 anos. As chamas e o fumo tapavam por completo a casa... mas, felizmente, a casa não foi queimada apesar do fogo ter estado a três metros da casa, salva em cima do momento pelos muito poucos e MUITO ATRASADOS bombeiros, familiares, amigos, vizinhos e desconhecidos.

Hoje o cenário era desolador, com tudo em cinzas. O que antes era uma vegetação rica, um ambiente puro e natural, passou para um ar repleto de cinza e destruição.

Perdi a Casa do Pinhal, onde mantinha uma bicicleta e livros da primário, bem como móveis antigos e louças antigas - que desapareceram por completa, dizimados pelo fogo. Ao lado dessa casa estava um barracão de madeira, totalmente destruído, onde viviam três rolas, até agora apenas uma foi encontrada.

Não tenho linha telefónica, visto ter sido queimada pelo fogo que circundou a casa em três lados, apenas um dos lados não teve frentes de fogo.

A vida continua, mas o memória não apaga um susto enorme e uma desolação imensa por um pinhal maravilhoso totalmente consumido pelo fogo. Foram vários os pinhais, na zona, dizimados pelo fogo que se julga ter sido fogo posto, por ter aparecido em quatro locais distintos, mais ou menos ao mesmo tempo.


Poderão ver no Fotolog SEREMOT fotos da tragédia nas Caldas da Rainha e, mais especificamente, nas imediações da minha casa.

é triste

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Raposeira, Colmeias - LEIRIA.
[É uma das sensações piores... vermos a nossa casa a arder mesmo à nossa frente, sem podermos fazer nada para o impedir. Mangueiras, baldes, enchadas, tudo serve para ajudar, mas se o vento estiver desfavorável e o fogo forte não há hipótese. Hoje grande parte do país esteve em chamas. Inclusivé a minha zona, Caldas da Rainha. O fogo esteve a dois metros da casa onde vivi 18 anos da minha vida. Um dos barracões onde tinha brincado, andado a cavalo, guardado livros escolares antigos, recordações e vivências foi dizimado pelo fogo. Caiu o telhado, ardeu tudo, ficou tudo em cinzas. Restam as recordações. Pergunto-me... como??? Pode acontecer a qualquer um.]

Ponto de situação das 17h52
Mais de 3000 bombeiros combatem 31 incêndios em onze distritos
O Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) informa que, às 17h52, são 2794 os bombeiros que combatem os 31 incêndios activos em onze distritos.
Governo Civil de Leiria pede reforços para combater 18 incêndios

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Arderam 68 mil hectares
Mais de 52 mil hectares de floresta arderam em Portugal Continental em Julho, o pior mês desde o início do ano, elevando para 68 290 hectares a área destruída pelos incêndios nos primeiros sete meses de 2005.
Os dados constam do último relatório da Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF), segundo o qual se registaram 20 061 focos de incêndio desde o início do ano, 7 070 dos quais no mês de Julho.
Só no mês de Julho as chamas queimaram 52 538 hectares, o pior mês de 2005. Em Junho tinham já ardido 9 549 hectares e em Março 3.979.
Quanto ao número de ocorrências registadas, num total de 7 070 em Julho, 1 383 são incêndios florestais e 5.687 fogachos (menos de um hectare de área ardida).
Desde o início de 2005 esta entidade já registou 4 353 incêndios florestais e 15 708 fogachos.Relativamente a igual período do ano passado, a área ardida em 2005 diminui, visto que em 2004 a DGRF tinha registado 105 161 hectares de área ardida no final de Julho.
in Expresso


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Leiria.
Fotos: Lusa/Paulo Cunha

quinta-feira, agosto 04, 2005

Pensa mentos tristes. Quando pensamos que já nos aconteceu muito de mau, algo de pior acontece...

Ser humano é isso mesmo, às vezes.

Fogo. Cruel e impiedoso.

segunda-feira, agosto 01, 2005

noites da treta, na rtp

O que é que se passa com os programas da RTP? Esta noite voltaram a mostrar mais um programa imbecil de variedades com assuntos parvos e interesse nulo. Não entretém, de modo algum. Já ontem, sábado, voltou a dar um programa do qual nunca consegui ver mais do que 60 segundos de seguida - quando o comando teima em não mudar de canal com facilidade - com o Pedro Miguel Rameiro (Ramos) e a Merche Romerda (Romero) produzido pela Teresa Guilherme, mas com sem qualquer tipo de interesse, é mesmo parvo. Até as Cantigas da Rua, com um formato também e rua e produzido pela Teresa, era bem melhor...
Enfim, é a televisão generalista que nós temos...

domingo, julho 31, 2005

ser professor

A forma como um jovem se adequa, ou tenta adequar à sua profissão extravassa o dominío da maneira como desempenha a o trabalho. O jovem é impelido a vestir-se conforme a profissão que tem. Um professor, por exemplo - não sendo de educação física que têm modos muito especifícos - tem tendência a vestir-se de um modo clássico mas nã demasiado capitalista. Por isso, uma camisola beta, umas calças caqui betas e uns sapatos de vela são um bom tipo de roupa de professor. As meias devem ser sempre escuros e nunca brancas, um bom professor deve dar o exemplo...

segunda-feira, julho 25, 2005

diablo


The Voice of the Devil
All Bibles or sacred codes have been the causes of the following Errors:--
1. That Man has two real existing principles, viz. a Body and a Soul.
2. That Energy, call'd Evil, is alone from the Body; and that Reason, call'd Good, is alone from the Soul.
3. That God will torment Man in Eternity for following his Energies.
William Blake


Definition: Devil

Diabo
do Lat. diabolu

fig.,
pessoa má, de mau génio;
pessoa muito feia;
indivíduo desordeiro;
turbulento;
pessoa travessa (nas acepções figurativas grafa-se com inicial minúscula).
fazer o - a quatro: praticar desatinos;
dar ao -: maldizer de;
pobre -: homem inofensivo, que não faz bem nem mal;
trazer o - no ventre: ser origem de desgraças.

até sempre



É muito estranho quando nos habituamos às pessoas, mesmo quando pensávamos não criar qualquer tipo de hábito. Quando se mora com alguém, facilmente isso acontece. Mas há pessoas que marca mais do que outras. Recentemente alguém que com quem partilhava casa e que não conhecia antes de ele vir para o apartamento foi-se embora. Terminou um doutoramento em Química. Hoje cheguei bem tarde a casa, como se costume em dias de fecho, e senti a falta das conversas pelo noite dentro. Conversas interessantes, onde se aprendia bastante e animadas. Enfim. A vida continua, mas as memórias ficam.

Normalmente dizemos sempre, até à próxima. Combinamos depois qualquer coisa... a verdade é que nunca mais se costuma ver estas pessoas. É muito raro e, quando acontece, é tão furtuito.

A imaginação sem limites

Admirável Mundo Novo
Romance

Aldous Huxley

Uma daquelas obras marcantes. Que nos guia por uma sociedade única e misteriosa. Original e interessante. E se o último propósito do ser humano fosse condicionar-se ao máximo para ser feliz? E se a sociedade decidisse no papel e nas leis que, afinal, de facto, não somos todos iguais perante as regras impostas pela comunidade? E se nenhum de nós nascesse do ventre de uma mãe, aliás, a palavra mãe era nojenta e pornográfica, e a de pai apenas muito inconveniente?

E se todos os seres humanos tivessem de ter vários parceiros sexuais (poligamia obrigatória) – não haveria casamento (algo considerado ridículo)? Aliás, ter apenas um mesmo parceiro durante algum tempo seria muito mal visto e condenado, especialmente para pessoas com menos de 30 anos.

E se houvesse regras específicas na sociedade para criar seres humanos diferentes, alguns até que se chamariam semi-abortos? Haveriam divisões na constituição desses seres humanos, com divisões de inteligência, altura, cor de pele – tudo isso era realizado com pormenor cientifico em gigantescos edifícios. As pessoas seriam criadas em provetas, e teriam uma certa ternura por esses tubos de ensaio.

E se a solidão fosse proibida? E quem se sentisse só visto com desdém.

E se houvesse uma espécie de droga e medicamento, chamado soma, que colocaria as pessoas sempre felizes, quando algo de problemático acontecia?

Este é o mundo criado por Aldous Huxley, pouco antes de 1932, altura em que o livro foi publicado. Este mundo de inspiração serviu de força motora para pessoas como Jim Morrison. Mas neste mundo estas são as premissas, a história e enredo vai mostrar as falhas das várias sociedades, a nossa, vista com uma longitude difícil de imaginar, e a construção da sociedade do Nosso Ford, uma espécie de criador, humano e inspirado. Huxley vai ao ponto de imaginar os pormenores de criação cientifica em diversas castas e da fabulosa educação por hipnopedia, que traz a todos estes seres humanos diferentes de nós, condicionamentos que lhes ficam marcados para sempre. Uma educação impressionante e imaginativa, a fazer lembrar que o mundo mais evoluído pode ser como nunca o imaginámos, em vários aspectos.

Golfe de obstáculos
Cinema Sensorial

"Havia umas coisas chamadas pirâmides, por exemplo. E um homem chamado Shakespeare. Nunca ouviram falar dele, naturalmente… Tais são as vantagens de uma educação verdadeiramente cientifica. Havia, como já disse, uma coisa chamada cristianismo…»"

«Por amor de Ford!» ... «Ford me ajude».

ler o livro online aqui.
www.huxley.net
Huxley no Wikipédia
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Citações do autor
Artigo sobre Huxley
Site português
A obra completa
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Conhecer Aldous Huxley
Aldous Leonard Huxley (July 26, 1894November 22, 1963) was a British writer who emigrated to the United States. He was a member of the famous Huxley family who produced a number of brilliant scientific minds. Best known for his novels and wide-ranging output of essays, he also published short stories, poetry, and travel writing. Through his novels and essays, Huxley functioned as an examiner and sometimes critic of social morés, societal norms and ideals, and possible misapplications of science in human life. While his earlier concerns might be called "humanist," ultimately, he became quite interested in "spiritual" subjects like parapsychology and mystically based philosophy, which he also wrote about. By the end of his life, Huxley was considered, in certain learned circles, a 'leader of modern thought'.

Later years

He started meditating and became a vegetarian. Thereafter, his works were strongly influenced by mysticism and his experiences with the hallucinogenic drug mescaline, to which he was introduced by the psychiatrist Humphry Osmond in 1953. Huxley's psychedelic drug experiences are described in the essays The Doors of Perception (the title deriving from some lines in a poem by William Blake) and Heaven and Hell. The title of the former became the inspiration for the naming of the rock band, The Doors. Some of his writings on psychedelics became frequent reading among early hippies.


Foto de 1960. Huxley nasceu em 1864 e morreu em 1963. Foto1 ; 2 ; 3 ; 4 ; 5 ;

The Doors of Perception is a 1954 book by Aldous Huxley detailing his hallucinatory experiences when taking mescaline. The title comes from a quote from William Blake:

"If the doors of perception were cleansed everything would appear to man as it is, infinite."
Based on this quotation, Huxley assumes that the human brain filters reality in order not to let pass all impressions and images, which would be unbearable to process. According to his view, drugs can reduce this filter, or "open these doors of perception," as he puts it metaphorically. In order to verify his theory, Huxley takes mescaline and writes down his thoughts and feelings. What he notices is that everyday objects lose their functionality and suddenly exist "as such." Space and dimension become irrelevant and the perception seems to be enlarged, overwhelming and at times even offending because the person is unable to cope with the enormous amount of impressions.

Huxley, Aldous, "The Doors of Perception". (HTML file format).

Site sobre o livro


Aldous Huxley

segunda-feira, julho 18, 2005

janela aberta para a reflexão



Foto de Gordon Mitchell.

reminiscências recentes

Justiça. O mundo é, de facto, um local injusto e que nos perturba em vários aspectos. Mesmo as coisas mais materiais podem perturbar-nos bastante. No meu caso perturbam mais quando são muito utilitárias, e a minha vida muda considerávelmente com a falta de determinado bem material. É frustrante, revoltante e mete nojo mesmo. Agora, sempre que venho de viagem da minha base central, Caldas da Rainha, para minha base emprestada, Lisboa, não consigo deixar de pensar no dia em que alguém me roubou e minha pequena mota. Um investimento grande que significou sacrificios. Não consigo deixar de pensar nesta injustiça que me fizeram, sem motivo que eu considere válido.

quinta-feira, julho 14, 2005

where are the feast we were promised



O descanso para a vida. A paragem cria tiva. O desespero mental. Quem se sente a parar, a estagnar, só pode estar a passar ao lado da vida. Tudo pode ser encontrado, mas a adversidade é um inimigo poderoso. Encosta-nos à cadeira de embalar da vida. Aquela que não se importa, nos ignora e é lenta. Aquela que mata a vivacidade. Momento a momento estamos a envelhecer. Porque não aproveitar o tutano da vida, se não temos mais nenhuma?
A feast of friends.

domingo, julho 10, 2005

mudanças emotenses

O template deste blog já estava muito ultrapassado e até criava alguns problemas, por isso, mudei definitivamente o aspecto gráfico do dito cujo. Os temas continuam a ser os mesmos: assuntos e pensamentos introspectivos ou de inspiração celeste. Será? Talvez.

Os objectivos do blog mantêm-se, uma forma do seremot expor algumas ideias pessoais, neste cantinho que pretende manter-se bem sossegado e introspectivo...

sábado, julho 09, 2005

moon of sorrow

in a night of warmth, i seek the sleep, that langly gets far away from me. Moon of sorrow, please let me find the way to dreams. make them strong, make them inspired. i seem to know you. it´s all right. all your pain is here. let go. sorrow. no connection. please chase me to the valley of sheets, but make them comfort my lose mind. go to dreams. go to death. moon of sorrow, lead me now, and i will follow.

the beginning of something as peaceful as mutated. the change of a lifeline...
moon... the morning is near