terça-feira, fevereiro 28, 2006

self motivation. when does it start.
self inspiration. when will it grow.
self domination. when did it stoped.

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

violence for free

life for free
air for free
happyness for free
love for free
friendship for free
food for free
home for free
luxuary for free
that would be a very nice society, i believe

o que vem a seguir

É curioso verificar que as pessoas têm tendência a comentar coisas que viram mal, ou que não gostaram, ou que as chocaram. Se alguém gostar de um texto, seja porque motivo for, só irá opinar sobre ele ou perder tempo para comentar em último caso, já se vir um erro ortográfico, ou algo que o choque, o comentário é muito provável mesmo. Teorias. Alegorias.

domingo, fevereiro 19, 2006

amor doce

O amor doce de Novembro. O filme que revi esta noite, pela terceira vez, Doce Novembro, é das histórias de amor mais intensas que tenho visto nos últimos anos no cinema. Não só pela história, mas essencialmente pela interpretação dos actores Charlize Theron e Keanu Reeves. Resulta, encanta.

Curioso como a primeira vez que vi o filme, no cinema, considerei algumas partes particularmente lamechas. As percepções mudam, nem sempre, mas que mudam, disso o serEmot não tem dúvidas e não raramente se engana.

one day in my life

Na passada sexta-feira, passei das 10h às 18h na rua. Em pleno ar livre.
O que tem isso de especial, perguntas tu, serEmot do futuro...
Isso já não acontecia há muito, muito tempo. Talvez anos mesmo! É impressionante, mas verdadeiro. Soube bem, embora não tenha feito nada de especial e ter perdido um dia. Mas pensando bem talvez tenha ganho um dia... enfim. Numa altura em que o tempo parece passar a correr... aquele dia passou-se muito bem. Com muito nada, muita conversa, com um bom amigo. Um belo dia. Foi 17 de Fevereiro, sexta-feira.

crescer

Tinha nove anos quando me apercebi que nada seria como dantes. E nada foi. Faço anos dia 9 e, por isso, atribui um grande significado ao facto de fazer 9 anos... uma questão de números. Uma questão de realidades e de infância, também. Mas tudo mudou mesmo quando fiz 14 anos. Esse foi o ano em que passei de crente, a não crente (agnóstico), para muita pena da minha avó e da minha bisavó, que me ensinaram tanto sobre religião.

sábado, fevereiro 18, 2006

Um grupo de amigas que se encontra constantemente. Vive a vida de cada uma muito intensamente, partilha de tudo um pouco. Duas das quatro amigas são solteiras.
o tempo passa. o tempo passa, passa, passa. não pára. corre e assusta, sem parar. inutilidade. passa por passar.

sábado, fevereiro 11, 2006

hanói

in perambulante.blogspot.com

wake up

what path to take. what decisions to make. too much confusion. too much disillusion...

tattoos


Tenho uma mania estranha, ou talvez não, de fazer inscrições estranhas e tortas, outras vezes apenas estranhas e direitas nos meus braços. É uma coisa muito parva, dirão alguns. A verdade é que às vezes faço também nos ombros, já fiz na barriga, no peito e pernas. Não sei bem porquê, mas nunca me senti em fazer uma tatuagem, pelo carácter de ser "para sempre", apesar de já poder ser retirada - se bem que sai caro. Mas desde criança que adorava aquelas tatuagens que duram uns dias e depois saem com alcool. Havia em pastilhas, mas também em revistas como a Bravo e acho que na Super Jovem (nos primórdios da revista).
Agora não coloco essas, primeiro porque não gosto da grande maioria delas, ou não fizessem promoção a um grupo qualquer fatela, depois porque uma bela caneta preta permite escrever aquilo que quero. As mensagens que posso colocar são assim pessoais, e muito mais agradáveis. Para quem são? Apenas e só para mim. São sempre em locais que não são visíveis facilmente. Nunca ninguém repara nelas, mas estão lá. É um pequeno segredo meu, que faço de vez em quando, sempre quando estou em casa, no meu quarto, a escrever qualquer coisa num caderno ou no computador. Quase sempre espontaneamente, pego na caneta e começo a escrever e escrivinhar. Já me aconteceu só reparar que "me escrevi" depois de o ter feito.

Oh well.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

pensa mentos

Há dias em que me irrito por motivos que fazem parte da minha forma de ser.
Eu explico. Tenho poucos amigos. Sou pouco sociável. Existe uma característica em todos os meus amigos que se deve a mim próprio. Nunca me ligam, tenho de ser sempre eu a ligar. Mandam-me mensagens de vez em quando, para combinarmos coisas e tudo mais, mas ligar, nunca. Eu ligo com frequência, mas não é por ligar com essa frequência que eles se sentem na obrigação de ligar. Não estou, com isto, a querer dizer que deveria de haver uma convensão social que obrigaria a responder a telefonemas com telefonemas, mas quando é já um hábito torna-se estranho. Por incrível que pareça, quando falo com eles ao telefone parecem não se calar com facilidade, sempre com muito para contar e, aparentemente, contentes com o telefonema. Mas ligar de volta é que... nada. Será isto um preciosismo?

Tenho uma teoria. Acho que não é dos amigos que tenho, não. É mesmo da minha pessoa. Não sou o tipo de amigo que valha a pena gastar dinheiro em ligar e também não sou gaja interessante, a essas vale sempre a pena ligar, mesmo que não possa existir um interesse sexual.

Aviso à tripulação de serEmot. Eu recebo telefonemas, sem ser profissionais. A verdade é que ou são quando os amigos em questão não pagam dinheiro por fazê-los, ou quando regresso às origens - Caldas da Rainha.

Sem querer estar a fazer uma declaração de ataque aos meus amigos, bem pelo contrário, gosto muito deles e daí serem meus amigos, sinto que nunca tive um grupo de amigos que me estimulasse completamente a nível criativo, de modo a criarmos projectos em conjunto. Alguém que ouvisse algumas das ideias mirambolantes que tenho, e se juntasse a mim, dando força, novas ideias e criando algo a partir daí. Dou um exemplo concreto, os Gato Fedorento. Invejo mais a felicidade criativa que os quatro têm uns com os outros, do que o sucesso que tiveram, nomeadamente o Ricardo Araújo Pereira. Mas existem casos desse tipo que não são conhecidos do público, mas que resultaram na perfeição. Amigos com gostos em comum, que se estimulam criativamente e criam coisas novas é uma óptima experiência. Infelizmente, dos poucos amgios que poderiam encaixar-se neste perfil, nunca houve força de vontade suficiente para ir para esses domínios, a não ser em trabalhos de faculdade.

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sábado, fevereiro 04, 2006

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

strange

People are strange

People are strange when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked when you're unwanted
Streets are uneven when you're down

When you're strange
Faces come out of the rain
When you're strange
No one remembers your name

When you're strange
When you're strange
When you're strange

People are strange when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked when you're unwanted
Streets are uneven when you're down

When you're strange
Faces come out of the rain
When you're strange
No one remembers your name

When you're strange
When you're strange
When you're strange
Jim Morrison

Nos meus tempos de estudante tinha tempo para estar sozinho. Eram tempos de amizades fortes e desenvolvidas, ou não partilhássemos tantos espaços e aventuras juntos. Ou não gostássemos uns dos outros, pelo menos na altura. Com a entrada na "idade adulta", ou pelo menos na entrada no mercado de trabalho, para além da competição que se torna, em alguns casos, impiedosa, temos de lidar com a falta de liberdade. Nos tempos de faculdade era fácil ficar um dia inteiro sem ver pessoas, estando apenas comigo próprio. Ou então, haviam muitos dias em que passava 80% do tempo sem ter de ver ou trabalhar com pessoas. Hoje é impossível. Infelizmente. Era um prazer óptimo de disfrutar. Apesar de solidão a mais ser prejudicial, claro.
Por dia da semana, passo de 10 horas a 12/13 horas a trabalhar. E aí é impossível não ver pessoas, não contactar com elas, não ter de dar justificações, ter stresses em conjunto. As pessoas com quem trabalhar, dificilmente já são pessoas propriamente amigas - aliás, actualmente é o oposto mesmo. E além do mais, chega-se ao fim-de-semana, quando vou para a casa de origem (Caldas), tenho familía e amigos a que corresponder, em Lisboa outros amigos a corresponder - poucos, cada vez menos. Falta-me tempo para estar sozinho. Quando viajo com 60 pessoas no metro ou no autocarro estou sozinho, mas não é a mesma coisa, estou desconfortável com tantos "estranhos" à volta, eu sou um estranho para eles. No trabalho a situação não muda. Sou um estranho, não me conhecem, e eu não os conheço propriamente.

Sou estranho, sim. Mas quero estar sozinho. Mais. No momento exacto em que escrevo isto, estou, de facto sozinho.
No leitor toca: Riders On The Storm, do arrebatador Jim Morrison.
Na mente vão estes pensamentos.
Nas mãos vai a prática que faz com que estas palavras sejam escritas ao serem tecladas...
Ao lado está o caderninho preto.
Não está mais ninguém aqui.
Ninguém.
Só eu.
Que bom...

hut, hut, hut



The unknown soldier

Wait until the war is over
And we're both a little older
The unknown soldier

Breakfast where the news is read
Television children fed
Unborn living, living, dead
Bullet strikes the helmet's head

And it's all over
For the unknown soldier
It's all over
For the unknown soldier

Hut
Hut
Hut ho hee up
Hut
Hut
Hut ho hee up
Hut
Hut
Hut ho hee up
Comp'nee
Halt
Preeee-zent!
Arms!

Make a grave for the unknown soldier
Nestled in your hollow shoulder
The unknown soldier

Breakfast where the news is read
Television children fed
Bullet strikes the helmet's head

And, it's all over
The war is over
It's all over
The war is over
Well, all over, baby
All over, baby
Oh, over, yeah
All over, baby
Wooooo, hah-hah
All over
All over, baby
Oh, woa-yeah
All over
All over
Heeeeyyyy

momentos

22h15. [numa das semanas mais desastradas de que a memória se recorda, de 22 a 26]
Estou algures em Alfragide, no meio de muito nada. À espera do autocarro das ondulações constantes e perturbadoras, com insegurança preocupante que chegue. Estou revolta! Queria cometer uma loucura! Algo que não esperassem de mim. E depois sair deixando tudo pendurado. Regressaria só para agredir fisicamente e de forma brutal os responsáveis pela irritação. Quero explodir! Deixar-me ir, e ir, e ir. Abandonar tudo, começar de novo. Chegou o autocarro. Amanhã temos cenas dos próximos capítulos, pelas 10h, em ponto.

cat on the mat - miau

The fat cat on the mat
may seem to dream
of nice mice that suffice
for him, or cream;
but he free, maybe,
walks in thought
unbowed, proud, where loud
roared and fought
his kin, lean and slim,
or deep in den
in the East feasted on beasts
and tender men.
The giant lion with iron
claw in paw,
and huge ruthless tooth
in gory jaw;
the pard dark-starred,
fleet upon feet,
that oft soft from aloft
leaps upon his meat
where woods loom in gloom --
far now they be,
fierce and free,
and tamed is he;
but fat cat on the mat
kept as a pet
he does not forget.
-- J. R. R. Tolkien

Um dos grandes prazeres da vida: ESTRELITAS!
Sim, tenho quase 25 anos. Sim, sou pai de filhos e mariado responsável (Ah, isso não sou). A verdade é que gosto bastante dos cereais em si, são tão estaladiços.
Gosto ainda mais da surpresa que traz na maior parte das vezes dentro da embalagem. Existem sempre figuras coleccionáveis, ou nem por isso, que têm efeitado os meus quartos. Umas mais giras do que outras, mas é um bónus a ter em conta, ou não adorasse eu essas coisas! O acto de abrir o pacote, ver as estrelitas e, ao lado, como quem não quer dar nas vistas, um brinquedo! QUE BOM!


Quando era miúdo e durante o inicio da adolescência foi o Nestum Mel, Figo e Chocolate que fez parte dos encantos dos cereais, depois as Estrelitas instalaram-se, não totalmente mas em parte.


Encontrei esta foto na net que espelha bem a paixão.

pensa mentos

Um assolou a minha mente, como se tivesse sido iluminada, de repente, ou uma nuvem tivesse desimpedido o céu num instante. Imaginei como uma pessoa que conheço de uma ou outra conversa me vê, a mim, serEmot. Como imagina que é a minha vida. Senti-me onstrangido porque me vi, como nunca me tiniha visto. Um jovem calmo, que vai esgravatando para tentar achar um canto, um lugar seu. Um jovem a quem custa sobreviver com o que ganha, a quem custa viver com a quantidade de trabalho em série, pouco estimulante, que tem de fazer e fica alegre com pequenos fogachos que coisas boa para fazer. Enfim. Acho que dói... A mento cujos pensamentos a minha mente imaginou foi a do veterano João Lopes.

sábado, janeiro 28, 2006

quarta-feira, janeiro 25, 2006

ring of fire


"I Walk The Line"

I keep a close watch on this heart of mine
I keep my eyes wide open all the time
I keep the ends out for the tie that binds
Because you're mine, I walk the line

I find it very, very easy to be true
I find myself alone when each day is through
Yes, I'll admit that I'm a fool for you
Because you're mine, I walk the line

As sure as night is dark and day is light
I keep you on my mind both day and night
And happiness I've known proves that it's right
Because you're mine, I walk the line

You've got a way to keep me on your side
You give me cause for love that I can't hide
For you I know I'd even try to turn the tide
Because you're mine, I walk the line

I keep a close watch on this heart of mine
I keep my eyes wide open all the time
I keep the ends out for the tie that binds
Because you're mine, I walk the line
Johnny Cash

one thought

Johnny Cash escreveu, os U2 pegaram e celebrizaram o tema para a malta mais nova, como eu, e como fui ver hoje o filme sobre Johnny e June, coloco aqui esta letra. One é a palavra central e dedicada.

"One"
Is it getting better
Or do you feel the same
Will it make it easier on you now
If you've got someone to blame

You said one love
One life
When its oone need
In the night
One love we get to share it
It leaves you baby if you dont care for it

Did i disappoint you
Or leave a bad taste in your mouth
You act like you never had love
And you want me to go without

Well its too late
Tonight
To drag the past out
Into the light
We're one but we're not the same
We get to carry each other
Carry each other
One

Have you come here for forgivness
Have you come to raise the dead
Have you come here to play jesus
To the lepors in your head

Did i ask too much
More than a lot
You gave me nothing now
Its all i got
We're one but we're not the same
Well we hurt each other and we're doin it again

You said love is a temple
Love the higher law
Love is a temple
Love the higher law

You ask me to enter
But then you make me crawl
I cant be holdin on
To what youve got
When all youve got is hurt

One love
One blood
One life
Youve got to do what you should
One life with each other
Sister
Brothers
One life but we're not the same
We get to carry each other
Carry each other
One

quarta-feira, janeiro 18, 2006

be fresh

Frio. É uma sensação ambígua. Mas são tantas as vezes em que sabe bem. Senti o corpo fresco, as bochechas frias, a mente revitalizada. É curioso como existem semelhanças com a revitalização de um duche. O frio faz-me sentir mais confortável, de um modo estranho. Sou estranho. O frio é estranho.

domingo, janeiro 15, 2006

Sessão da meia-noite

Recentemente descobri um novo prazer. Já dura há alguns meses e dá pelo nome de código: cinema ao sábado, à meia-noite. É uma coisa simples, realmente. Consiste, normalmente, num cafézinho com amigos antes. Depois uma passagem sem pressas para o cinema e para um filme.
Infelizmente nem sempre são filmes bons, já que na minha cidade de fim-de-semana, de duas em duas semanas, Caldas da Rainha, apenas existem duas salas com pouca escolha. Recordo ter visto assim, há uns meses, o fantástico, Senhor da Guerra. Achei estranho ter encontrado na mesma sessão, o ex-ministro da Presidência, Morais Sarmento, que estava nas Caldas, não percebi bem porquê (ainda para mais num dos piores cinemas do país, os Delta). Enfim. Ontem, sábado, foi a vez de ver o mau, muito mau, The Fog. Uma tentativa de remake do filme de John Carpenter, de 1980, mas que falha em muitos sentidos.

sábado, janeiro 14, 2006

showering thoughts

A magia do duche. É uma forma não só de ficarmos limpinhos, como de refrescar, começar o dia de novo a vida de novo.

diálogos

4h25 - 14-01-2006
Cozinha. Frigorífico.

- Uhmm. Vou beber Coca Cola.
- Uhmm. Olha que não, isso faz mal especialmente a esta hora. Olha que não vais conseguir dormir depois.
- Se eu fosse a ligar a essas coisas todas...
- Mas olha que isto não é um mero capricho, é mesmo verdade. Está comprovado. Estou a falar verdade com base em coisas verdadeiras e, garanto-te, se beberes vais-te arrepender.
- Uhmmm...
- Depois não consegues dormir, isso tem cafeína, é melhor não beberes, vá.
- Vou beber.
- Porquê?
- Apenas porque tu me estás a dizer para não beber. Sinto que tens razão e sim, é provável que fique sem sono bebendo isto. Mas só pelo facto de me estares a dizer para não beber sinto uma vontade incontrolável de fazer o contrário.
- Espírito da contradição, hein. Isso é uma criancice.
- Pois é, e é tão bom praticá-lo, nem imaginas!! Isso e ter estes diálogos interiores.
- Agora cala-te, porque vou beber.
- Depois não digas...
- Que te não avisei.
-Yup.
- Adeus.

[Diálogo da minha consciência A com a minha consciência B]

navegar

21h48
13-01-2006
Local: algures entre Lisboa e as Caldas da Rainha, no Expresso.

Navegamos num navio chamado sociedade, aquele em que vivemos concretamente e regemos as nossas acções visíveis aos outros. Percorremos as águas urbanas da forma que o navio quer que o façamos, ou não fizéssemos parte dele, umas vezes mais do que outras. Existem aqueles que vivem totalmente fora desse navio mesmo que estejam imediatamente ao lado das pessoas do navio, estão a rumar por águas com outros condicionamentos ou sem aparentes restrições sociais.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

a descobrir o sul

12-01-2006
2:47

Acabei de ler o livre Sul, de Miguel Sousa Tavares.
Não li o livro todo, infelizmente, 2 horas e 35 minutos não chegam. Mas li aquilo que me cativou, à primeira vista, mais. É um universo de descoberta, tudo o que ele cria. Como o próprio diz, é um contador de histórias, um bom contador de histórias, com uma cultura geral e especifíca enriquecida e ornamentada por uma educação, por uns pais, amigos e uma vontade própria imensa.
Ao ler não posso deixar de sentir uma pequena inveja. Ao mesmo tempo, sinto uma enorme alegria por poder saborear, mesmo apenas lendo, as aventuras. Sinto tristeza por ter a certeza que nunca poderei fazer tudo aquilo que ele fez, mesmo que passe por locais que ele passou, sinto que tudo estará diferente...
Existem muitas passagens fantásticas, mas uma das minhas preferidas é mesmo:


Marraquexe. Ver aqui belas fotos. Já hoje, dia 14 Janeiro 2006, encontrei esta reportagem sobre a cidade marroquina feita muito recentemente.

"Lá fora, sobretudo quando viajo sozinho, sou um homem novo, sem destino, sem passado nem futuro: apenas o tempo que passo. E assim, porque sou verdadeiramente livre e desconhecido, acontece-me frequentemente tornar-me amigo íntimo de pessoas que acabei de conhecer há meia dúzia de horas." (...) "Disse-me uma vez, numa dessas constrangentes despedidas, um amigo sarahui: "Os que não morrem, encontram-se." Mas aprendi que não era verdade, infelizmente. Quanto muito, poderia talvez acreditar que os que se encontraram nunca mais morrem na nossa memória. Mesmo que apareçam tão somente assim, esporádicamente, do fundo de uma gaveta, onde vive, arquivada, a luz dos dias felizes."

Falou e disse e viveu e explorou e aventurou-se. Sinto desejo de explorar apenas ao ler este livro. Vi passagens nele que fizeram recordar outro momento inspirado na minha vida.
Engraçado que foi com a mesma pessoa, Miguel Sousa Tavares. Entrevistei-o no final de 2003, para o suplemento do Público Y, para uma secção que já não existe intitulada FETICHE. O Fetiche de MST era mesmo: o deserto. "Ninguém deve morrer sem ver o deserto" disse-me ele em tom de conclusão de esperança, e não muito realista. MST não é uma pessoa fácil, ou melhor, não atura pessoas chatas, nem situações chatas apenas para aparecer. Deu-me a entrevista somente por se tratar do Público e porque eu soube cativá-lo para o assunto.


Não me esqueço do sitio onde estava, não poderia ser mais intimidante para mim: a sala de reuniões principal do jornal. Onde se fazem, todos os dias as grandes reuniões, as grandes entrevistas... O telefone estava no alta voz, o gravador com problemas, valeu o "salvador" Nuno Pacheco, que depressa se preocupou, como é seu timbre, e emprestou o dele. Expliquei a situação a MST, e ele acedeu à pequena entrevista. Valeu uns 4.800 caracteres, depois de uns cortes necessários. A verdade é que foi estupenda, como não pensava que pudesse ser. O assunto fascinava-o a ele e a mim. No início começou por contar, como quem já falou naquela história, como quem que já repetiu 1000 vezes a mesma coisa. Depois tentei espicaçá-lo, inquirir com curiosidade pura, aí começou ele a fluir pensamentos profundos.
O irónico é que ele fez tudo isto enquanto estava a sair de casa. Ouvi-o a sair de casa, falar com a esposa e a filha, entrar no carro, o bater das portas. Mais palavras à mulher. Continuava sempre a contar, a voltar ao lugar de onde me disse que queria voltar, sempre, o deserto.

Para um jovem de 22 anos, acabado de sair da faculdade, vindo das Caldas da Rainha, sentia-me em combustão criativa, a ouvir alguém tão interessante, a poder descobrir mais, a inquirir mais. No final já tinha material para sobrar, em muito, e havia a sensação que poderia ter prolongado o telefonema por mais umas horas, mas ele não podia, eu não podia, e desvirtuaria o contexto, uma entrevista para o jornal Público.
Foi um bom momento, numa altura, ainda por cima, em que TODOS, sem excepção, me diziam que o MST não gostava de dar entrevista, ainda para mais a pessoas que não conhecia, ainda para mais a jovens pirralhos acabados de sair da redacção. Enfim, enganaram-se, ainda bem. Da inspiração provinda desse momento, saiu um artigo do qual me orgulho, onde penso que incuti um cunho literário, e algo pessoal. Saiu também a experiência, que não concretizei em nada em concreto, mas quem sabe, talvez um dia tenha oportunidade de concretizar. Falta-me uma coisa, procurar com maior veemência essa oportunidade.

SUL é assim, inspirador de frustrante. Limitado e cativante. É limitado porque é aquilo, é tanto, mas poderia ser tanto mais, poderia ser a aventura em si, claro, mas queriamos tanto ver mais fotos, ver mais videos, ler mais coisas...

O que não encontramos aqui, vamos encontrando espalhado pelos outros livros de MST. NÃO TE DEIXAREI MORRER DAVID CROCKET, o primeiro que li de MST, faz-me chegar à conclusão simples, que mesmo uma pessoa com vivências tão distintas e intensas como MST também limita aquilo que o marcou. Notam-se as ideias semelhantes, ou não fosse ele, ele próprio, com as suas características intrínsecas. Embora, como ele diz, quando viaja é mais livre dele próprio, e ainda bem.

A minha ex-chefe e amiga, Cristiana, viaja neste preciso momento pelo mundo fora. Neste momento está na Austrália. Serão três meses de aventura, com o marido e o mundo. Curioso como não senti qualquer tipo de ciúme quando ela partiu. Aliás, ouvi comentários de colegas a dizer que tinham inveja (positiva). Engraçado como agora, que tenho lido o blog dela, que acabei de ter estas reminiscências pessoais, sinto estava vontade de viajar, escrever e registar, abraçar e explorar o planeta.

O que fazer? Sonhar e morrer na insignificância de "vidinha". Adeus!

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PROMESSA: faltam 3 meses 3 semanas e 4 dias para cumprir o suícidio. Uma semana antes de fazer 25 anos. O quarto de século com que os irreverentes e os mitos morrem.



quarta-feira, janeiro 11, 2006

exploradores


Adoro ir ao Google Earth e explorar o mundo daquela forma. Podem ser breves os minutos que passo lá, mas descobrem-se sempre coisas novas, apetece ficar e ir lá, aos locais - algo que a Cristiana tem tido o privilégio de fazer. As ilhas são os meus locais favoritos, apesar da resolução nesses sítios ser bem pior. Os Estados Unidos é o país que permite ver melhor as cidades, carros e pessoas. É uma maravilha da tecnologia e permite alargar o imaginário.

zits

segunda-feira, janeiro 09, 2006

chama-me

La-main-dElisa - renoux
Madrugadas acordadas. Uma manhã fresca. Uma mão conhecida. Uma ternura sentida. Um sorriso sincero. Ondas de vida preenchem o acordar. Dia. Luz.

contentamentos

Estar feliz pelos outros!
Quando atravessamos fases complicadas a nível de expectativas, sonhos e ambições nem sempre ficamos felizes quando os outros têm mais sucesso do que nós. Hoje fiquei a saber que o meu primo conseguiu um bom emprego, que pretendia há já algum tempo, que conseguiu finalmente vir trabalhar para Lisboa (ou para a zona de Lisboa) e que está muito feliz. Mesmo que quisesse, apenas conseguiria ficar imensamente feliz por ele, um contentamento gratificante e inequívoco. Há pessoas que merecem e não passa só por aí, há pessoas especiais nas nossas vidas, mesmo que não contactemos constantemente com elas. GO GO GO! www.inova-design.com

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Horas breves de meu contentamento
Viver é caminhar para a morte

terça-feira, janeiro 03, 2006

morte

[Por vezes deparo-me com um sentimento, o da morte. Mais tarde ou mais cedo ela acontece, de uma forma ou outra. O que mais me espanta, por vezes, é a forma como as pessoas vêem a morte, como a relativizam quando não é próxima. A dor só existe quando há ausência. Apesar de ficar espantado não poderia ser de outra forma, senão teriamos de andar sempre deprimidos ou estupidamente de luto, já que a morte é tão natural como o nascimento, acontece. Como seres humanos viventes numa sociedade altamente mediatizada, sempre que a morte dá o fim de vida a alguém "conhecido do público" alguns costumam ter sentimentos muito semelhantes àqueles que teria se fosse alguém seu amigo. Existem, porém, outros casos menos mediatizados mas que existe tristeza não só pelo mero facto de uma vida ter deixado de existir, mas por ter sido uma vida cheia de coisas boas, marcos importantes, coisas que se leram. Enfim, é a vida e a morte... hoje morreu o repórter, ex-director e fundador da Visão, o conhecido de alguns, amigo de outros, pai, filho e marido, Carlos Cáceres Monteiro. ]