Existem dias em que não chove. O tempo até está alegre e solarengo e parece convidar a passear-se. Até estamos com o dia livre, algo pouco comum. De qualquer forma, sentimo-nos perdidos. A desilusão tem dessas coisas. Uma sucessão de atitudes deprimem-nos, um acontecimento por telefone ajuda a aborrecer mais.
Paramos. Ficamos pensativos sem pensar propriamente em nada... em silêncio. A olhar para algo que numa outra situação seria apenas e só secante. Agora sentimos que poderiamos ficar a olhar para o vazio durante horas.
Apetece desistir. Dizemos para a nossa mente: DESISTO.
Não sabemos bem para onde ir, nem bem o que fazer a seguir. Tomei uma opção, ir dar uma volta sozinho pelo centro do comércio obcecado a que deram o nome de um explorador que é considerado o descobridor da América. No meio de milhares de desconhecidos, milhares de produtos, dos quais não comprei nenhum a desistência conformou-se e passou ligeiramente.
Vou para casa. Adeus.
Para quem quer descobrir e sentir. Quem quer conhecer outras formas de vida e de pensamento, melhor ou pior.
Quem = serEmot futuro.
O que interessa?
Tensões na mente de serEmot
sábado, março 11, 2006
domingo, março 05, 2006
e o meu campo de futebol...
[Um dos meus sonhos de infância era ter um campo de futebol em casa. Pelos vistos, Robbie Williams também o tinha...]
Robbie Williams quer campo de futebol em casa
O cantor britânico Robbie Williams comprou uma segunda casa em Los Angeles com o objectivo de ter um jardim suficientemente grande para um campo de futebol.
Robbie Williams quer campo de futebol em casa
O cantor britânico Robbie Williams comprou uma segunda casa em Los Angeles com o objectivo de ter um jardim suficientemente grande para um campo de futebol.
sábado à noite
3h29. Era tarde. Ele tinha grande relutância em deitar-se. Tinha acabado de assistir a um concerto inspirador na tv. Sentia-se bem pelo concerto, mal por achar que tinha muita criatividade e ideias para partilhar, mas não havia modo de sair de uma redoma limitadora que o perturbaria para o resto dos seus dias.
Exactamente 21 dias depois
Ele suicidou-se da forma mais fácil e original que encontrou: entrou num programa de tv, em directo e... premiu o gatilho. A despedida. Boa noite, e boa sorte.
Exactamente 21 dias depois
Ele suicidou-se da forma mais fácil e original que encontrou: entrou num programa de tv, em directo e... premiu o gatilho. A despedida. Boa noite, e boa sorte.
sexta-feira, março 03, 2006
os montes de beverly
[A lembrar os tempos da série Beverly Hills 90210...]
Where I come from isn't all that great
My automobile is a piece of crap
My fashion sense is a little whack
And my friends are just as screwy as me
I didn't go to boarding schools
Preppie girls never looked at me
Why should they?
I ain't nobody
Got nothing in my pocket
Beverly Hills
That's where I want to be
Livin' in Beverly Hills
Beverly Hills
Rolling like a celebrity
Livin' in Beverly Hills
Look at all those movie stars
They're all so beautiful and clean
When the housemaids scrub the floors
They get the spaces in between
I wanna live a life like that
I wanna be just like a king
Take my picture by the pool
'cause I'm the next big thing
Beverly Hills
That's where I want to be
Livin' in Beverly Hills
Beverly Hills
Rolling like a celebrity
Livin' in Beverly Hills
The truth is I don't stand a chance
It's something that you're born into
And I just don't belong
No I don't
I'm just a no-class beat down fool
And I will always be that way
I might as well enjoy my life
And watch the stars play
Beverly Hills
That's where I want to be
Livin' in Beverly Hills
Beverly Hills
Rolling like a celebrity
Livin' in Beverly Hills
Beverly Hills, Weeeeeezer
quarta-feira, março 01, 2006
the end of a time
Terminou o Carnaval e é curioso como me passou completamente ao lado. Actualmente, para sentir, verdadeiramente que era Carnaval, sem contar com as imagens do telejornal, só mesmo se algum miúdo entusiasmado me atirar com um balão de água. A verdade é que nenhum miúdo entusiasmado me atirou nada.
O excesso de trabalho, nomeadamente domingo e terça, a falta de amigos que liguem muito ao Carnaval, a falta de vontade de ir "curtir" a época, fazem com que as máscaras e brincadeiras mais atrevidas já não façam muito sentido para mim, pelo menos agora. Mas desde há uns 4 anos que é assim.
Já lá vai o tempo em que me mascarava, nem sempre de forma muito óbvia, e ia para as festas, em plenas Caldas da Rainha, na Columbófila, essencialmente, aproveitar bem a noite toda. Dançar, provocar, brincar, exagerar, sempre mascarado e com os amigos dos costume. Umas vezes mais outras vezes menos. Tenho saudades desses tempos. "We we're young, wild and free". O Carnaval, para mim, era isso mesmo, ir com os amigos, mascarados, curtir a noite à nossa maneira, com algumas brincadeiras malucas pelas ruas das Caldas. A fazer porcarias com caixotes de lixo. Atirar uns balões de água inocentes, ou nem por isso. A provocar algum amigo mais bêbedo, que andava a "atirar-se" a raparigas com o namorado ao lado.
Também se via, partes dos desfiles no Brasil, com as brasileiras semi-nuas, ou nuas mesmo, e comparávamos com os desfiles portugueses.
Recordo-me que, quando era mais novo, o cerne do Carnaval era mesmo as brincadeiras arriscadas, durante o dia, por toda a cidade. Na altura, todos se concentravam na Rua das Montras, para fazer os estragos habituais, apesar de existirem muitos que passavam das marcas, abrindo portas de carros, provocando às vezes bulhas perigosas. Era engraçada andar no meio disso, com amigos, de bisnaga em punho, sempre alerta para não ser apanhado, com algum receio de ir para o meio dos rufias mais velhos e agressivos. Por casa também se "fazia", não só pelas máscaras, mas pelos balões que atirava à minha irmã mais nova, Rita, à minha mãe e pai. A bisnaga era presença obrigatória, ao ponto das autoridades residentes a confiscarem das minhas mãos. A artilharia completa, que raramente tive e utilizei, incluia ainda as bombinhas de mau cheiro, os estalinhos (mais frequentes), entre outros.
É o Carnaval. Foi o Carnaval. Ninguém leva a mal.
O excesso de trabalho, nomeadamente domingo e terça, a falta de amigos que liguem muito ao Carnaval, a falta de vontade de ir "curtir" a época, fazem com que as máscaras e brincadeiras mais atrevidas já não façam muito sentido para mim, pelo menos agora. Mas desde há uns 4 anos que é assim.
Já lá vai o tempo em que me mascarava, nem sempre de forma muito óbvia, e ia para as festas, em plenas Caldas da Rainha, na Columbófila, essencialmente, aproveitar bem a noite toda. Dançar, provocar, brincar, exagerar, sempre mascarado e com os amigos dos costume. Umas vezes mais outras vezes menos. Tenho saudades desses tempos. "We we're young, wild and free". O Carnaval, para mim, era isso mesmo, ir com os amigos, mascarados, curtir a noite à nossa maneira, com algumas brincadeiras malucas pelas ruas das Caldas. A fazer porcarias com caixotes de lixo. Atirar uns balões de água inocentes, ou nem por isso. A provocar algum amigo mais bêbedo, que andava a "atirar-se" a raparigas com o namorado ao lado.
Também se via, partes dos desfiles no Brasil, com as brasileiras semi-nuas, ou nuas mesmo, e comparávamos com os desfiles portugueses.
Recordo-me que, quando era mais novo, o cerne do Carnaval era mesmo as brincadeiras arriscadas, durante o dia, por toda a cidade. Na altura, todos se concentravam na Rua das Montras, para fazer os estragos habituais, apesar de existirem muitos que passavam das marcas, abrindo portas de carros, provocando às vezes bulhas perigosas. Era engraçada andar no meio disso, com amigos, de bisnaga em punho, sempre alerta para não ser apanhado, com algum receio de ir para o meio dos rufias mais velhos e agressivos. Por casa também se "fazia", não só pelas máscaras, mas pelos balões que atirava à minha irmã mais nova, Rita, à minha mãe e pai. A bisnaga era presença obrigatória, ao ponto das autoridades residentes a confiscarem das minhas mãos. A artilharia completa, que raramente tive e utilizei, incluia ainda as bombinhas de mau cheiro, os estalinhos (mais frequentes), entre outros.
É o Carnaval. Foi o Carnaval. Ninguém leva a mal.
terça-feira, fevereiro 28, 2006
communication breakdown
O poder da palavra. É incrível como palavras desencadeiam mal-entendidos. Palavras levam a amigos passaram a inimigos. Palavras podem enganar e defraudar. Palavras podem desiludir e fazer chorar. Palavras geram agressões físicas entre pessoas. Palavras geram guerra e fome. Palavras lavam à morte. Palavras podem também gerar o completo oposto.
No fundo somos nós, humanos, que geramos tudo isso, através da comunicação que temos uns com os outros. A verdade é que com as palavras podemos dizemos mentiras ou coisas que não queremos dizer, ou em que não acreditamos verdadeiramente. Se dissermos mentiras credíveis, estamos a enganar o outro sobre o que pensamos ou o que somos, na realidade. É incrível que, mesmo assim, isso possa desencadear... tanto sofrimento. Ou mesmo guerra e morte.
No fundo somos nós, humanos, que geramos tudo isso, através da comunicação que temos uns com os outros. A verdade é que com as palavras podemos dizemos mentiras ou coisas que não queremos dizer, ou em que não acreditamos verdadeiramente. Se dissermos mentiras credíveis, estamos a enganar o outro sobre o que pensamos ou o que somos, na realidade. É incrível que, mesmo assim, isso possa desencadear... tanto sofrimento. Ou mesmo guerra e morte.
o que será amanhã...
00h41. 28 Março de 2006. Só de pensar na data fico com arrepios. Estamos em 2006 e pergunto-me para onde vou. Foi tudo tão depressa. Imaginei-me em várias coisas, umas boas, outras más. Nunca me imaginei onde estou. O presente surpreendeu a minha imaginação. O que não era difícil. Em grande parte por motivos menos bons, noutras perspectivas existem motivos bons. Tudo reside no optimismo de cada um. "Melhor" é o meu pessimismo a disfarçar-se de optimismo. Mas "pior", muitas vezes, é também o meu optimismo, mais escasso, a disfarçar-se de pessimismo. Um dilema mental. Um dilema dos que pensam demasiado, ou seja, não é dilema nenhum.
Vejo várias pessoas, com vários cargos que a sociedade lhes "obriga" a ter. Umas escolheram com antecedência, outras foram escolhidas e sentem-se bem com o que desempenham. Outras nem por isso. Qual o meu caso? É tudo uma questão de perspectiva. Desilusão, frustração. Às vezes. Muitas vezes. Força. Profissionalismo. Dedicação. A maior parte do tempo. Nunca estamos satisfeitos, essa é a realidade. Mesmo quando estamos, existe sempre algo mais. A solução é simples e óbvia. Raios. Existem vários filmes e séries a ensinar-nos isso mesmo. Saber encontrar a felicidade com aquilo que temos. Sejam milhares no banco e um barco a beira-mar, ou apenas um empregozinho que paga mal, e pouco dinheiro para ir subsistindo; ou mesmo nada, apenas algum calor humano, se possível. Todos, como seres humanos, temos a força de nos saber adaptar ao que considerávamos pior. Muitas vezes preferimos não utilizar a força, e deixarmo-nos ir. Para mim, serEmot, a verdade é que é fácil saber a solução, é difícil concretizá-la. Aqui vamos andando, ano após ano. Ainda ontem era 2003, hoje é 2006. O que será amanhã?
Vejo várias pessoas, com vários cargos que a sociedade lhes "obriga" a ter. Umas escolheram com antecedência, outras foram escolhidas e sentem-se bem com o que desempenham. Outras nem por isso. Qual o meu caso? É tudo uma questão de perspectiva. Desilusão, frustração. Às vezes. Muitas vezes. Força. Profissionalismo. Dedicação. A maior parte do tempo. Nunca estamos satisfeitos, essa é a realidade. Mesmo quando estamos, existe sempre algo mais. A solução é simples e óbvia. Raios. Existem vários filmes e séries a ensinar-nos isso mesmo. Saber encontrar a felicidade com aquilo que temos. Sejam milhares no banco e um barco a beira-mar, ou apenas um empregozinho que paga mal, e pouco dinheiro para ir subsistindo; ou mesmo nada, apenas algum calor humano, se possível. Todos, como seres humanos, temos a força de nos saber adaptar ao que considerávamos pior. Muitas vezes preferimos não utilizar a força, e deixarmo-nos ir. Para mim, serEmot, a verdade é que é fácil saber a solução, é difícil concretizá-la. Aqui vamos andando, ano após ano. Ainda ontem era 2003, hoje é 2006. O que será amanhã?
I was walking around, just a face in the crowd
Trying to keep myself out of the rain
Saw a vagabond king wear a styrofoam crown
Wondered if I might end up the same
There’s a man out on the corner
Singing old songs about change
Everybody got their cross to bare, these days
She came looking for some shelter with a suitcase full of dreams
To a motel room on the boulevard
Guess she’s trying to be james dean
She’s seen all the disciples and all the wanna be’s
No one wants to be themselves these days
Still there’s nothing to hold on to but these days
These days - the stars seem out of reach
These days - there ain’t a ladder on these streets
These days - are fast, love don’t last in this graceless age
There ain’t nobody left but us these days
Jimmy shoes busted both his legs, trying to learn to fly
From a second story window, he just jumped and closed his eyes
His momma said he was crazy - he said momma I’ve got to try
Don’t you know that all my heroes died
And I guess I’d rather die than fade away
These days - the stars seem out of reach
But these days - there ain’t a ladder on these streets
These days are fast, love don’t lasts-in this graceless age
Even innocence has caught the morning train
And there ain’t nobody left but us these days
I know rome’s still burning
Though the times have changed
This world keepd turning round and round and round and round
These days
These days - the stars seem out of reach
But these days - there ain’t a ladder on these streets
These days are fast, love don’t lasts-in this graceless age
Even innocence has caught the morning train
And there ain’t nobody left but us these days
These days - the stars seem out of reach
These days - there ain’t a ladder on these streets
These days - are fast, nothing lasts
There ain’t no time to waste
There ain’t nobody left to take the blame
There ain’t nobody left but us these days
These Days, Bon Jovi
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
violence for free
life for free
air for free
happyness for free
love for free
friendship for free
food for free
home for free
luxuary for free
that would be a very nice society, i believe
air for free
happyness for free
love for free
friendship for free
food for free
home for free
luxuary for free
that would be a very nice society, i believe
É curioso verificar que as pessoas têm tendência a comentar coisas que viram mal, ou que não gostaram, ou que as chocaram. Se alguém gostar de um texto, seja porque motivo for, só irá opinar sobre ele ou perder tempo para comentar em último caso, já se vir um erro ortográfico, ou algo que o choque, o comentário é muito provável mesmo. Teorias. Alegorias.
domingo, fevereiro 19, 2006
amor doce
O amor doce de Novembro. O filme que revi esta noite, pela terceira vez, Doce Novembro, é das histórias de amor mais intensas que tenho visto nos últimos anos no cinema. Não só pela história, mas essencialmente pela interpretação dos actores Charlize Theron e Keanu Reeves. Resulta, encanta.
Curioso como a primeira vez que vi o filme, no cinema, considerei algumas partes particularmente lamechas. As percepções mudam, nem sempre, mas que mudam, disso o serEmot não tem dúvidas e não raramente se engana.
Curioso como a primeira vez que vi o filme, no cinema, considerei algumas partes particularmente lamechas. As percepções mudam, nem sempre, mas que mudam, disso o serEmot não tem dúvidas e não raramente se engana.
one day in my life
Na passada sexta-feira, passei das 10h às 18h na rua. Em pleno ar livre.
O que tem isso de especial, perguntas tu, serEmot do futuro...
Isso já não acontecia há muito, muito tempo. Talvez anos mesmo! É impressionante, mas verdadeiro. Soube bem, embora não tenha feito nada de especial e ter perdido um dia. Mas pensando bem talvez tenha ganho um dia... enfim. Numa altura em que o tempo parece passar a correr... aquele dia passou-se muito bem. Com muito nada, muita conversa, com um bom amigo. Um belo dia. Foi 17 de Fevereiro, sexta-feira.
O que tem isso de especial, perguntas tu, serEmot do futuro...
Isso já não acontecia há muito, muito tempo. Talvez anos mesmo! É impressionante, mas verdadeiro. Soube bem, embora não tenha feito nada de especial e ter perdido um dia. Mas pensando bem talvez tenha ganho um dia... enfim. Numa altura em que o tempo parece passar a correr... aquele dia passou-se muito bem. Com muito nada, muita conversa, com um bom amigo. Um belo dia. Foi 17 de Fevereiro, sexta-feira.
crescer
Tinha nove anos quando me apercebi que nada seria como dantes. E nada foi. Faço anos dia 9 e, por isso, atribui um grande significado ao facto de fazer 9 anos... uma questão de números. Uma questão de realidades e de infância, também. Mas tudo mudou mesmo quando fiz 14 anos. Esse foi o ano em que passei de crente, a não crente (agnóstico), para muita pena da minha avó e da minha bisavó, que me ensinaram tanto sobre religião.
sábado, fevereiro 18, 2006
sábado, fevereiro 11, 2006
tattoos

Tenho uma mania estranha, ou talvez não, de fazer inscrições estranhas e tortas, outras vezes apenas estranhas e direitas nos meus braços. É uma coisa muito parva, dirão alguns. A verdade é que às vezes faço também nos ombros, já fiz na barriga, no peito e pernas. Não sei bem porquê, mas nunca me senti em fazer uma tatuagem, pelo carácter de ser "para sempre", apesar de já poder ser retirada - se bem que sai caro. Mas desde criança que adorava aquelas tatuagens que duram uns dias e depois saem com alcool. Havia em pastilhas, mas também em revistas como a Bravo e acho que na Super Jovem (nos primórdios da revista).
Agora não coloco essas, primeiro porque não gosto da grande maioria delas, ou não fizessem promoção a um grupo qualquer fatela, depois porque uma bela caneta preta permite escrever aquilo que quero. As mensagens que posso colocar são assim pessoais, e muito mais agradáveis. Para quem são? Apenas e só para mim. São sempre em locais que não são visíveis facilmente. Nunca ninguém repara nelas, mas estão lá. É um pequeno segredo meu, que faço de vez em quando, sempre quando estou em casa, no meu quarto, a escrever qualquer coisa num caderno ou no computador. Quase sempre espontaneamente, pego na caneta e começo a escrever e escrivinhar. Já me aconteceu só reparar que "me escrevi" depois de o ter feito.
Oh well.
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
pensa mentos
Há dias em que me irrito por motivos que fazem parte da minha forma de ser.
Eu explico. Tenho poucos amigos. Sou pouco sociável. Existe uma característica em todos os meus amigos que se deve a mim próprio. Nunca me ligam, tenho de ser sempre eu a ligar. Mandam-me mensagens de vez em quando, para combinarmos coisas e tudo mais, mas ligar, nunca. Eu ligo com frequência, mas não é por ligar com essa frequência que eles se sentem na obrigação de ligar. Não estou, com isto, a querer dizer que deveria de haver uma convensão social que obrigaria a responder a telefonemas com telefonemas, mas quando é já um hábito torna-se estranho. Por incrível que pareça, quando falo com eles ao telefone parecem não se calar com facilidade, sempre com muito para contar e, aparentemente, contentes com o telefonema. Mas ligar de volta é que... nada. Será isto um preciosismo?
Tenho uma teoria. Acho que não é dos amigos que tenho, não. É mesmo da minha pessoa. Não sou o tipo de amigo que valha a pena gastar dinheiro em ligar e também não sou gaja interessante, a essas vale sempre a pena ligar, mesmo que não possa existir um interesse sexual.
Aviso à tripulação de serEmot. Eu recebo telefonemas, sem ser profissionais. A verdade é que ou são quando os amigos em questão não pagam dinheiro por fazê-los, ou quando regresso às origens - Caldas da Rainha.
Sem querer estar a fazer uma declaração de ataque aos meus amigos, bem pelo contrário, gosto muito deles e daí serem meus amigos, sinto que nunca tive um grupo de amigos que me estimulasse completamente a nível criativo, de modo a criarmos projectos em conjunto. Alguém que ouvisse algumas das ideias mirambolantes que tenho, e se juntasse a mim, dando força, novas ideias e criando algo a partir daí. Dou um exemplo concreto, os Gato Fedorento. Invejo mais a felicidade criativa que os quatro têm uns com os outros, do que o sucesso que tiveram, nomeadamente o Ricardo Araújo Pereira. Mas existem casos desse tipo que não são conhecidos do público, mas que resultaram na perfeição. Amigos com gostos em comum, que se estimulam criativamente e criam coisas novas é uma óptima experiência. Infelizmente, dos poucos amgios que poderiam encaixar-se neste perfil, nunca houve força de vontade suficiente para ir para esses domínios, a não ser em trabalhos de faculdade.
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Eu explico. Tenho poucos amigos. Sou pouco sociável. Existe uma característica em todos os meus amigos que se deve a mim próprio. Nunca me ligam, tenho de ser sempre eu a ligar. Mandam-me mensagens de vez em quando, para combinarmos coisas e tudo mais, mas ligar, nunca. Eu ligo com frequência, mas não é por ligar com essa frequência que eles se sentem na obrigação de ligar. Não estou, com isto, a querer dizer que deveria de haver uma convensão social que obrigaria a responder a telefonemas com telefonemas, mas quando é já um hábito torna-se estranho. Por incrível que pareça, quando falo com eles ao telefone parecem não se calar com facilidade, sempre com muito para contar e, aparentemente, contentes com o telefonema. Mas ligar de volta é que... nada. Será isto um preciosismo?
Tenho uma teoria. Acho que não é dos amigos que tenho, não. É mesmo da minha pessoa. Não sou o tipo de amigo que valha a pena gastar dinheiro em ligar e também não sou gaja interessante, a essas vale sempre a pena ligar, mesmo que não possa existir um interesse sexual.
Aviso à tripulação de serEmot. Eu recebo telefonemas, sem ser profissionais. A verdade é que ou são quando os amigos em questão não pagam dinheiro por fazê-los, ou quando regresso às origens - Caldas da Rainha.
Sem querer estar a fazer uma declaração de ataque aos meus amigos, bem pelo contrário, gosto muito deles e daí serem meus amigos, sinto que nunca tive um grupo de amigos que me estimulasse completamente a nível criativo, de modo a criarmos projectos em conjunto. Alguém que ouvisse algumas das ideias mirambolantes que tenho, e se juntasse a mim, dando força, novas ideias e criando algo a partir daí. Dou um exemplo concreto, os Gato Fedorento. Invejo mais a felicidade criativa que os quatro têm uns com os outros, do que o sucesso que tiveram, nomeadamente o Ricardo Araújo Pereira. Mas existem casos desse tipo que não são conhecidos do público, mas que resultaram na perfeição. Amigos com gostos em comum, que se estimulam criativamente e criam coisas novas é uma óptima experiência. Infelizmente, dos poucos amgios que poderiam encaixar-se neste perfil, nunca houve força de vontade suficiente para ir para esses domínios, a não ser em trabalhos de faculdade.
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quarta-feira, fevereiro 01, 2006
strange
People are strange
People are strange when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked when you're unwanted
Streets are uneven when you're down
When you're strange
Faces come out of the rain
When you're strange
No one remembers your name
When you're strange
When you're strange
When you're strange
People are strange when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked when you're unwanted
Streets are uneven when you're down
When you're strange
Faces come out of the rain
When you're strange
No one remembers your name
When you're strange
When you're strange
When you're strange
People are strange when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked when you're unwanted
Streets are uneven when you're down
When you're strange
Faces come out of the rain
When you're strange
No one remembers your name
When you're strange
When you're strange
When you're strange
People are strange when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked when you're unwanted
Streets are uneven when you're down
When you're strange
Faces come out of the rain
When you're strange
No one remembers your name
When you're strange
When you're strange
When you're strange
Jim Morrison
Nos meus tempos de estudante tinha tempo para estar sozinho. Eram tempos de amizades fortes e desenvolvidas, ou não partilhássemos tantos espaços e aventuras juntos. Ou não gostássemos uns dos outros, pelo menos na altura. Com a entrada na "idade adulta", ou pelo menos na entrada no mercado de trabalho, para além da competição que se torna, em alguns casos, impiedosa, temos de lidar com a falta de liberdade. Nos tempos de faculdade era fácil ficar um dia inteiro sem ver pessoas, estando apenas comigo próprio. Ou então, haviam muitos dias em que passava 80% do tempo sem ter de ver ou trabalhar com pessoas. Hoje é impossível. Infelizmente. Era um prazer óptimo de disfrutar. Apesar de solidão a mais ser prejudicial, claro.
Por dia da semana, passo de 10 horas a 12/13 horas a trabalhar. E aí é impossível não ver pessoas, não contactar com elas, não ter de dar justificações, ter stresses em conjunto. As pessoas com quem trabalhar, dificilmente já são pessoas propriamente amigas - aliás, actualmente é o oposto mesmo. E além do mais, chega-se ao fim-de-semana, quando vou para a casa de origem (Caldas), tenho familía e amigos a que corresponder, em Lisboa outros amigos a corresponder - poucos, cada vez menos. Falta-me tempo para estar sozinho. Quando viajo com 60 pessoas no metro ou no autocarro estou sozinho, mas não é a mesma coisa, estou desconfortável com tantos "estranhos" à volta, eu sou um estranho para eles. No trabalho a situação não muda. Sou um estranho, não me conhecem, e eu não os conheço propriamente.
Sou estranho, sim. Mas quero estar sozinho. Mais. No momento exacto em que escrevo isto, estou, de facto sozinho.
No leitor toca: Riders On The Storm, do arrebatador Jim Morrison.
Na mente vão estes pensamentos.
Nas mãos vai a prática que faz com que estas palavras sejam escritas ao serem tecladas...
Ao lado está o caderninho preto.
Não está mais ninguém aqui.
Ninguém.
Só eu.
Que bom...
hut, hut, hut

The unknown soldier
Wait until the war is over
And we're both a little older
The unknown soldier
Breakfast where the news is read
Television children fed
Unborn living, living, dead
Bullet strikes the helmet's head
And it's all over
For the unknown soldier
It's all over
For the unknown soldier
Hut
Hut
Hut ho hee up
Hut
Hut
Hut ho hee up
Hut
Hut
Hut ho hee up
Comp'nee
Halt
Preeee-zent!
Arms!
Make a grave for the unknown soldier
Nestled in your hollow shoulder
The unknown soldier
Breakfast where the news is read
Television children fed
Bullet strikes the helmet's head
And, it's all over
The war is over
It's all over
The war is over
Well, all over, baby
All over, baby
Oh, over, yeah
All over, baby
Wooooo, hah-hah
All over
All over, baby
Oh, woa-yeah
All over
All over
Heeeeyyyy
momentos
22h15. [numa das semanas mais desastradas de que a memória se recorda, de 22 a 26]
Estou algures em Alfragide, no meio de muito nada. À espera do autocarro das ondulações constantes e perturbadoras, com insegurança preocupante que chegue. Estou revolta! Queria cometer uma loucura! Algo que não esperassem de mim. E depois sair deixando tudo pendurado. Regressaria só para agredir fisicamente e de forma brutal os responsáveis pela irritação. Quero explodir! Deixar-me ir, e ir, e ir. Abandonar tudo, começar de novo. Chegou o autocarro. Amanhã temos cenas dos próximos capítulos, pelas 10h, em ponto.
Estou algures em Alfragide, no meio de muito nada. À espera do autocarro das ondulações constantes e perturbadoras, com insegurança preocupante que chegue. Estou revolta! Queria cometer uma loucura! Algo que não esperassem de mim. E depois sair deixando tudo pendurado. Regressaria só para agredir fisicamente e de forma brutal os responsáveis pela irritação. Quero explodir! Deixar-me ir, e ir, e ir. Abandonar tudo, começar de novo. Chegou o autocarro. Amanhã temos cenas dos próximos capítulos, pelas 10h, em ponto.
cat on the mat - miau
The fat cat on the mat
may seem to dream
of nice mice that suffice
for him, or cream;
but he free, maybe,
walks in thought
unbowed, proud, where loud
roared and fought
his kin, lean and slim,
or deep in den
in the East feasted on beasts
and tender men.
The giant lion with iron
claw in paw,
and huge ruthless tooth
in gory jaw;
the pard dark-starred,
fleet upon feet,
that oft soft from aloft
leaps upon his meat
where woods loom in gloom --
far now they be,
fierce and free,
and tamed is he;
but fat cat on the mat
kept as a pet
he does not forget.
-- J. R. R. Tolkien
may seem to dream
of nice mice that suffice
for him, or cream;
but he free, maybe,
walks in thought
unbowed, proud, where loud
roared and fought
his kin, lean and slim,
or deep in den
in the East feasted on beasts
and tender men.
The giant lion with iron
claw in paw,
and huge ruthless tooth
in gory jaw;
the pard dark-starred,
fleet upon feet,
that oft soft from aloft
leaps upon his meat
where woods loom in gloom --
far now they be,
fierce and free,
and tamed is he;
but fat cat on the mat
kept as a pet
he does not forget.
-- J. R. R. Tolkien

Um dos grandes prazeres da vida: ESTRELITAS!
Sim, tenho quase 25 anos. Sim, sou pai de filhos e mariado responsável (Ah, isso não sou). A verdade é que gosto bastante dos cereais em si, são tão estaladiços.
Gosto ainda mais da surpresa que traz na maior parte das vezes dentro da embalagem. Existem sempre figuras coleccionáveis, ou nem por isso, que têm efeitado os meus quartos. Umas mais giras do que outras, mas é um bónus a ter em conta, ou não adorasse eu essas coisas! O acto de abrir o pacote, ver as estrelitas e, ao lado, como quem não quer dar nas vistas, um brinquedo! QUE BOM!
Quando era miúdo e durante o inicio da adolescência foi o Nestum Mel, Figo e Chocolate que fez parte dos encantos dos cereais, depois as Estrelitas instalaram-se, não totalmente mas em parte.

Encontrei esta foto na net que espelha bem a paixão.
pensa mentos
Um assolou a minha mente, como se tivesse sido iluminada, de repente, ou uma nuvem tivesse desimpedido o céu num instante. Imaginei como uma pessoa que conheço de uma ou outra conversa me vê, a mim, serEmot. Como imagina que é a minha vida. Senti-me onstrangido porque me vi, como nunca me tiniha visto. Um jovem calmo, que vai esgravatando para tentar achar um canto, um lugar seu. Um jovem a quem custa sobreviver com o que ganha, a quem custa viver com a quantidade de trabalho em série, pouco estimulante, que tem de fazer e fica alegre com pequenos fogachos que coisas boa para fazer. Enfim. Acho que dói... A mento cujos pensamentos a minha mente imaginou foi a do veterano João Lopes.
domingo, janeiro 29, 2006
sábado, janeiro 28, 2006
poema decrescente
Pessoas grandes, meninas lentas, vidas deslocadas.
Pernas abertas, vontade de navegar.
Músicas mexidas.
Ovos alegres.
Olhos.
Arte.
Ar.
A.
Pernas abertas, vontade de navegar.
Músicas mexidas.
Ovos alegres.
Olhos.
Arte.
Ar.
A.
quarta-feira, janeiro 25, 2006
ring of fire

"I Walk The Line"
I keep a close watch on this heart of mine
I keep my eyes wide open all the time
I keep the ends out for the tie that binds
Because you're mine, I walk the line
I find it very, very easy to be true
I find myself alone when each day is through
Yes, I'll admit that I'm a fool for you
Because you're mine, I walk the line
As sure as night is dark and day is light
I keep you on my mind both day and night
And happiness I've known proves that it's right
Because you're mine, I walk the line
You've got a way to keep me on your side
You give me cause for love that I can't hide
For you I know I'd even try to turn the tide
Because you're mine, I walk the line
I keep a close watch on this heart of mine
I keep my eyes wide open all the time
I keep the ends out for the tie that binds
Because you're mine, I walk the line
Johnny Cash
one thought
Johnny Cash escreveu, os U2 pegaram e celebrizaram o tema para a malta mais nova, como eu, e como fui ver hoje o filme sobre Johnny e June, coloco aqui esta letra. One é a palavra central e dedicada.
"One"
Is it getting better
Or do you feel the same
Will it make it easier on you now
If you've got someone to blame
You said one love
One life
When its oone need
In the night
One love we get to share it
It leaves you baby if you dont care for it
Did i disappoint you
Or leave a bad taste in your mouth
You act like you never had love
And you want me to go without
Well its too late
Tonight
To drag the past out
Into the light
We're one but we're not the same
We get to carry each other
Carry each other
One
Have you come here for forgivness
Have you come to raise the dead
Have you come here to play jesus
To the lepors in your head
Did i ask too much
More than a lot
You gave me nothing now
Its all i got
We're one but we're not the same
Well we hurt each other and we're doin it again
You said love is a temple
Love the higher law
Love is a temple
Love the higher law
You ask me to enter
But then you make me crawl
I cant be holdin on
To what youve got
When all youve got is hurt
One love
One blood
One life
Youve got to do what you should
One life with each other
Sister
Brothers
One life but we're not the same
We get to carry each other
Carry each other
One
Is it getting better
Or do you feel the same
Will it make it easier on you now
If you've got someone to blame
You said one love
One life
When its oone need
In the night
One love we get to share it
It leaves you baby if you dont care for it
Did i disappoint you
Or leave a bad taste in your mouth
You act like you never had love
And you want me to go without
Well its too late
Tonight
To drag the past out
Into the light
We're one but we're not the same
We get to carry each other
Carry each other
One
Have you come here for forgivness
Have you come to raise the dead
Have you come here to play jesus
To the lepors in your head
Did i ask too much
More than a lot
You gave me nothing now
Its all i got
We're one but we're not the same
Well we hurt each other and we're doin it again
You said love is a temple
Love the higher law
Love is a temple
Love the higher law
You ask me to enter
But then you make me crawl
I cant be holdin on
To what youve got
When all youve got is hurt
One love
One blood
One life
Youve got to do what you should
One life with each other
Sister
Brothers
One life but we're not the same
We get to carry each other
Carry each other
One
quarta-feira, janeiro 18, 2006
be fresh
Frio. É uma sensação ambígua. Mas são tantas as vezes em que sabe bem. Senti o corpo fresco, as bochechas frias, a mente revitalizada. É curioso como existem semelhanças com a revitalização de um duche. O frio faz-me sentir mais confortável, de um modo estranho. Sou estranho. O frio é estranho.

domingo, janeiro 15, 2006
Sessão da meia-noite
Recentemente descobri um novo prazer. Já dura há alguns meses e dá pelo nome de código: cinema ao sábado, à meia-noite. É uma coisa simples, realmente. Consiste, normalmente, num cafézinho com amigos antes. Depois uma passagem sem pressas para o cinema e para um filme.
Infelizmente nem sempre são filmes bons, já que na minha cidade de fim-de-semana, de duas em duas semanas, Caldas da Rainha, apenas existem duas salas com pouca escolha. Recordo ter visto assim, há uns meses, o fantástico, Senhor da Guerra. Achei estranho ter encontrado na mesma sessão, o ex-ministro da Presidência, Morais Sarmento, que estava nas Caldas, não percebi bem porquê (ainda para mais num dos piores cinemas do país, os Delta). Enfim. Ontem, sábado, foi a vez de ver o mau, muito mau, The Fog. Uma tentativa de remake do filme de John Carpenter, de 1980, mas que falha em muitos sentidos.
Infelizmente nem sempre são filmes bons, já que na minha cidade de fim-de-semana, de duas em duas semanas, Caldas da Rainha, apenas existem duas salas com pouca escolha. Recordo ter visto assim, há uns meses, o fantástico, Senhor da Guerra. Achei estranho ter encontrado na mesma sessão, o ex-ministro da Presidência, Morais Sarmento, que estava nas Caldas, não percebi bem porquê (ainda para mais num dos piores cinemas do país, os Delta). Enfim. Ontem, sábado, foi a vez de ver o mau, muito mau, The Fog. Uma tentativa de remake do filme de John Carpenter, de 1980, mas que falha em muitos sentidos.
sábado, janeiro 14, 2006
showering thoughts
A magia do duche. É uma forma não só de ficarmos limpinhos, como de refrescar, começar o dia de novo a vida de novo.
diálogos
4h25 - 14-01-2006
Cozinha. Frigorífico.
- Uhmm. Vou beber Coca Cola.
- Uhmm. Olha que não, isso faz mal especialmente a esta hora. Olha que não vais conseguir dormir depois.
- Se eu fosse a ligar a essas coisas todas...
- Mas olha que isto não é um mero capricho, é mesmo verdade. Está comprovado. Estou a falar verdade com base em coisas verdadeiras e, garanto-te, se beberes vais-te arrepender.
- Uhmmm...
- Depois não consegues dormir, isso tem cafeína, é melhor não beberes, vá.
- Vou beber.
- Porquê?
- Apenas porque tu me estás a dizer para não beber. Sinto que tens razão e sim, é provável que fique sem sono bebendo isto. Mas só pelo facto de me estares a dizer para não beber sinto uma vontade incontrolável de fazer o contrário.
- Espírito da contradição, hein. Isso é uma criancice.
- Pois é, e é tão bom praticá-lo, nem imaginas!! Isso e ter estes diálogos interiores.
- Agora cala-te, porque vou beber.
- Depois não digas...
- Que te não avisei.
-Yup.
- Adeus.
[Diálogo da minha consciência A com a minha consciência B]
Cozinha. Frigorífico.
- Uhmm. Vou beber Coca Cola.
- Uhmm. Olha que não, isso faz mal especialmente a esta hora. Olha que não vais conseguir dormir depois.
- Se eu fosse a ligar a essas coisas todas...
- Mas olha que isto não é um mero capricho, é mesmo verdade. Está comprovado. Estou a falar verdade com base em coisas verdadeiras e, garanto-te, se beberes vais-te arrepender.
- Uhmmm...
- Depois não consegues dormir, isso tem cafeína, é melhor não beberes, vá.
- Vou beber.
- Porquê?
- Apenas porque tu me estás a dizer para não beber. Sinto que tens razão e sim, é provável que fique sem sono bebendo isto. Mas só pelo facto de me estares a dizer para não beber sinto uma vontade incontrolável de fazer o contrário.
- Espírito da contradição, hein. Isso é uma criancice.
- Pois é, e é tão bom praticá-lo, nem imaginas!! Isso e ter estes diálogos interiores.
- Agora cala-te, porque vou beber.
- Depois não digas...
- Que te não avisei.
-Yup.
- Adeus.
[Diálogo da minha consciência A com a minha consciência B]
navegar
21h48
13-01-2006
Local: algures entre Lisboa e as Caldas da Rainha, no Expresso.
Navegamos num navio chamado sociedade, aquele em que vivemos concretamente e regemos as nossas acções visíveis aos outros. Percorremos as águas urbanas da forma que o navio quer que o façamos, ou não fizéssemos parte dele, umas vezes mais do que outras. Existem aqueles que vivem totalmente fora desse navio mesmo que estejam imediatamente ao lado das pessoas do navio, estão a rumar por águas com outros condicionamentos ou sem aparentes restrições sociais.
13-01-2006
Local: algures entre Lisboa e as Caldas da Rainha, no Expresso.
Navegamos num navio chamado sociedade, aquele em que vivemos concretamente e regemos as nossas acções visíveis aos outros. Percorremos as águas urbanas da forma que o navio quer que o façamos, ou não fizéssemos parte dele, umas vezes mais do que outras. Existem aqueles que vivem totalmente fora desse navio mesmo que estejam imediatamente ao lado das pessoas do navio, estão a rumar por águas com outros condicionamentos ou sem aparentes restrições sociais.
quinta-feira, janeiro 12, 2006
a descobrir o sul
12-01-2006
2:47
Acabei de ler o livre Sul, de Miguel Sousa Tavares.
Não li o livro todo, infelizmente, 2 horas e 35 minutos não chegam. Mas li aquilo que me cativou, à primeira vista, mais. É um universo de descoberta, tudo o que ele cria. Como o próprio diz, é um contador de histórias, um bom contador de histórias, com uma cultura geral e especifíca enriquecida e ornamentada por uma educação, por uns pais, amigos e uma vontade própria imensa.
Ao ler não posso deixar de sentir uma pequena inveja. Ao mesmo tempo, sinto uma enorme alegria por poder saborear, mesmo apenas lendo, as aventuras. Sinto tristeza por ter a certeza que nunca poderei fazer tudo aquilo que ele fez, mesmo que passe por locais que ele passou, sinto que tudo estará diferente...
Existem muitas passagens fantásticas, mas uma das minhas preferidas é mesmo:
2:47
Acabei de ler o livre Sul, de Miguel Sousa Tavares. Não li o livro todo, infelizmente, 2 horas e 35 minutos não chegam. Mas li aquilo que me cativou, à primeira vista, mais. É um universo de descoberta, tudo o que ele cria. Como o próprio diz, é um contador de histórias, um bom contador de histórias, com uma cultura geral e especifíca enriquecida e ornamentada por uma educação, por uns pais, amigos e uma vontade própria imensa.
Ao ler não posso deixar de sentir uma pequena inveja. Ao mesmo tempo, sinto uma enorme alegria por poder saborear, mesmo apenas lendo, as aventuras. Sinto tristeza por ter a certeza que nunca poderei fazer tudo aquilo que ele fez, mesmo que passe por locais que ele passou, sinto que tudo estará diferente...
Existem muitas passagens fantásticas, mas uma das minhas preferidas é mesmo:

Marraquexe. Ver aqui belas fotos. Já hoje, dia 14 Janeiro 2006, encontrei esta reportagem sobre a cidade marroquina feita muito recentemente.
"Lá fora, sobretudo quando viajo sozinho, sou um homem novo, sem destino, sem passado nem futuro: apenas o tempo que passo. E assim, porque sou verdadeiramente livre e desconhecido, acontece-me frequentemente tornar-me amigo íntimo de pessoas que acabei de conhecer há meia dúzia de horas." (...) "Disse-me uma vez, numa dessas constrangentes despedidas, um amigo sarahui: "Os que não morrem, encontram-se." Mas aprendi que não era verdade, infelizmente. Quanto muito, poderia talvez acreditar que os que se encontraram nunca mais morrem na nossa memória. Mesmo que apareçam tão somente assim, esporádicamente, do fundo de uma gaveta, onde vive, arquivada, a luz dos dias felizes."
Falou e disse e viveu e explorou e aventurou-se. Sinto desejo de explorar apenas ao ler este livro. Vi passagens nele que fizeram recordar outro momento inspirado na minha vida.
Engraçado que foi com a mesma pessoa, Miguel Sousa Tavares. Entrevistei-o no final de 2003, para o suplemento do Público Y, para uma secção que já não existe intitulada FETICHE. O Fetiche de MST era mesmo: o deserto. "Ninguém deve morrer sem ver o deserto" disse-me ele em tom de conclusão de esperança, e não muito realista. MST não é uma pessoa fácil, ou melhor, não atura pessoas chatas, nem situações chatas apenas para aparecer. Deu-me a entrevista somente por se tratar do Público e porque eu soube cativá-lo para o assunto.
Não me esqueço do sitio onde estava, não poderia ser mais intimidante para mim: a sala de reuniões principal do jornal. Onde se fazem, todos os dias as grandes reuniões, as grandes entrevistas... O telefone estava no alta voz, o gravador com problemas, valeu o "salvador" Nuno Pacheco, que depressa se preocupou, como é seu timbre, e emprestou o dele. Expliquei a situação a MST, e ele acedeu à pequena entrevista. Valeu uns 4.800 caracteres, depois de uns cortes necessários. A verdade é que foi estupenda, como não pensava que pudesse ser. O assunto fascinava-o a ele e a mim. No início começou por contar, como quem já falou naquela história, como quem que já repetiu 1000 vezes a mesma coisa. Depois tentei espicaçá-lo, inquirir com curiosidade pura, aí começou ele a fluir pensamentos profundos.
O irónico é que ele fez tudo isto enquanto estava a sair de casa. Ouvi-o a sair de casa, falar com a esposa e a filha, entrar no carro, o bater das portas. Mais palavras à mulher. Continuava sempre a contar, a voltar ao lugar de onde me disse que queria voltar, sempre, o deserto.
Para um jovem de 22 anos, acabado de sair da faculdade, vindo das Caldas da Rainha, sentia-me em combustão criativa, a ouvir alguém tão interessante, a poder descobrir mais, a inquirir mais. No final já tinha material para sobrar, em muito, e havia a sensação que poderia ter prolongado o telefonema por mais umas horas, mas ele não podia, eu não podia, e desvirtuaria o contexto, uma entrevista para o jornal Público.
Foi um bom momento, numa altura, ainda por cima, em que TODOS, sem excepção, me diziam que o MST não gostava de dar entrevista, ainda para mais a pessoas que não conhecia, ainda para mais a jovens pirralhos acabados de sair da redacção. Enfim, enganaram-se, ainda bem. Da inspiração provinda desse momento, saiu um artigo do qual me orgulho, onde penso que incuti um cunho literário, e algo pessoal. Saiu também a experiência, que não concretizei em nada em concreto, mas quem sabe, talvez um dia tenha oportunidade de concretizar. Falta-me uma coisa, procurar com maior veemência essa oportunidade.
SUL é assim, inspirador de frustrante. Limitado e cativante. É limitado porque é aquilo, é tanto, mas poderia ser tanto mais, poderia ser a aventura em si, claro, mas queriamos tanto ver mais fotos, ver mais videos, ler mais coisas...
O que não encontramos aqui, vamos encontrando espalhado pelos outros livros de MST. NÃO TE DEIXAREI MORRER DAVID CROCKET, o primeiro que li de MST, faz-me chegar à conclusão simples, que mesmo uma pessoa com vivências tão distintas e intensas como MST também limita aquilo que o marcou. Notam-se as ideias semelhantes, ou não fosse ele, ele próprio, com as suas características intrínsecas. Embora, como ele diz, quando viaja é mais livre dele próprio, e ainda bem.
A minha ex-chefe e amiga, Cristiana, viaja neste preciso momento pelo mundo fora. Neste momento está na Austrália. Serão três meses de aventura, com o marido e o mundo. Curioso como não senti qualquer tipo de ciúme quando ela partiu. Aliás, ouvi comentários de colegas a dizer que tinham inveja (positiva). Engraçado como agora, que tenho lido o blog dela, que acabei de ter estas reminiscências pessoais, sinto estava vontade de viajar, escrever e registar, abraçar e explorar o planeta.
O que fazer? Sonhar e morrer na insignificância de "vidinha". Adeus!
---
PROMESSA: faltam 3 meses 3 semanas e 4 dias para cumprir o suícidio. Uma semana antes de fazer 25 anos. O quarto de século com que os irreverentes e os mitos morrem.
quarta-feira, janeiro 11, 2006
exploradores

Adoro ir ao Google Earth e explorar o mundo daquela forma. Podem ser breves os minutos que passo lá, mas descobrem-se sempre coisas novas, apetece ficar e ir lá, aos locais - algo que a Cristiana tem tido o privilégio de fazer. As ilhas são os meus locais favoritos, apesar da resolução nesses sítios ser bem pior. Os Estados Unidos é o país que permite ver melhor as cidades, carros e pessoas. É uma maravilha da tecnologia e permite alargar o imaginário.
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