quinta-feira, abril 20, 2006

orações

"Não há nada que a sociedade nos possa ensinar que não tenha sido já experienciado. Isso não quer dizer que eu não experiencie tudo de maneira diferente de ti"

segunda-feira, abril 17, 2006

happiness

foto: serEmot

Pura felicidade e alegria!

manias

Por sugestão do Pedro, aqui ficam manias minhas:

- Sou forreta, com certificado internacional

- tenho a mania do cinema; e de quando começo a ver um filme não parar de o ver, mesmo quando não o deveria ver!

- Tiro sempre o relógio, quando me sento em qualquer lado; às vezes mesmo sem me sentar!

- Tal como tu, Pedro, também tenho a mania de inventar nomes para as iniciais das matrículas dos carros.

- Muitas outras...

sexta-feira, abril 14, 2006

dogs die in hot cars

Ora aí está uma banda que descobri hoje, com material dinâmico e agradável!

Paul Newman's Eyes
I wish I had Paul Newman's eyes
And every day came with some surprise
I wish I had Paul Newman's eyes
That would be nice

Look at those houses, big houses over there
Look at those suits spending money without a care
Here comes the stars with perks around their arms
Here comes the sports car that carries so much charm
But I'm just a nothing that doesn't have a lot
And I asked for your life but look at what I got

So sick of seeing, don't want to hear no more
And you can amputate my limbs
And starve me to death whilst I beg for freedom
Away from a life which is this

But I wish I had Paul Newman's eyes
And every day came with some surprise
I wish I had Paul Newman's eyes
That would be nice

Look at those setters, those setters of the trend
Look at that band, they act so confident
Here comes the movies with dialogue so cool
Why did they never tell me to speak like that in primary school

So sick of seeing, don't want to hear no more
And you can amputate my limbs
And starve me to death whilst I beg for freedom
Away from a life which is this

But still I wish I had Paul Newman's eyes
And every day came with some surprise
I wish I had Paul Newman's eyes
That would be nice

So sick of seeing
Can't stand to talk
And I've no compassion
Or thought
by Dogs Die In Hot Cars

quarta-feira, abril 12, 2006

regresso à escolinha

Iniciei recentemente um curso novo que me fez "regressar à escola". Surpreendentemente senti tantas saudades daquele ambiente de sala de aula, especialmente quando ouvia algo de interessante e que me cativava, em que sentia que aprendia algo útil para mim enquanto ser pensante. Foi o caso e o regresso soube muito bem, fez-me pensar que quero regressar mais vezes a este ambiente de aprendizagem.

his words

A breath of wind from the wings of madness.
Charles Baudelaire

domingo, abril 09, 2006

suicide is on

18h25. É a hora! Um quarto de século.
It's the end of the world as we know it, and i feel fine!! [REM]

adams e mcfly

ANALOGIA: Hoje, ao ver o filme Back to The Future, senti que a personagem de Marty Mcfly é muito semelhante no espirito, roupas e até fisicamente com Bryan Adams, especialmente nos seus primeiros anos, na sua primeira década e meia como músico profissional. Os vídeos de Summer of 69, Run to You e This Time são exemplos claros dessa postura de rapaz franzino, motivado e que adora música. A luta contra os matulões, a rapariga pelo meio. Até as letras e o estilo de música andam completamente pelo estilo de Marty Mcfly, dos anos 80. Semelhanças curiosas.

na na na na na na, na na

Nunca fui muito de acreditar muito em destino ou de que não há coincidências. No entanto, esta noite diferente e especial por motivos de calendário e de espiríto, para além de um dos filmes que mais me marcou nos últimos tempos, Donnie Darko, e outro que me marcou na minha infância/adolescência, Back in The Future, a RTP1 dá-me um presente maravilhoso, o meu músico preferido desde os meus 10 anos de idade, em concerto em Lisboa... no qual estive presente como... fotógrafo.

Coincidência ou não, tudo bateu certo! Dá que pensar, ou não fosse o serEmot um ser pensante.

Cut's like a knife, but it feels so right!
Na na na, na na na na, na na

strange world have found us

E se pudéssemos voltar atrás no tempo. E conseguissemos remediar tudo o que deve ser remediado na nossa vida. Espero que quando o mundo acabar possa suspirar de alívio. Porque haverá tanto por que esperar...
O mundo vai acabar dentro de algumas horas. Resta saber como sairei eu desse fim.

9 de Abril de 1981. serEmot nasceu ao mundo quando passavam 18 horas e 25 minutos deste dia chuvoso de Abril. O sol espreitava de vez em quando por entre as nuvens. Quem o viu diz que era um bebé louro e desperto, com algum cabelo e igual a um qualquer bebé, como seria óbvio. Nasceu de cesariana e foi o primogénio de uma família de três irmãos: Puto Sinal, nascido em 1995 - Maio. RitAr, nascida em 1988 - Junho. Nasceu rodeado de amor e passado alguns dias de hospital conheceu a sua casa para a vida, no Casal do Lavradio. Uma casa pequena, com cozinha (muito diminuta), casa de banho, quarto de casal e uma sala. No quarto de casal, com pouco espaço, ficava num canto o seu berço de madeira. Um berço muito bonito e de pinho, feito com muito amor. Esse mesmo quarto, alguns anos mais tarde, quando a casa e a família cresceram, ficou para ele. Por nostalgia e teimosia manteve o papel de parece (repleto de flores azuis), incluindo uma flor amarela no mesmo lucal onde há 24 anos e dois dias atrás ele conheceu o seu novo reduto. 18 anos depois tornou-se apenas um local de passagem para ele, fim-de-semana sim, fim-de-semana não. No entanto, manteve-se como o seu canto preferido em todo o planeta.


9 de Abril de 2006. Hoje. Olhando para esse mesmo canto, onde já esteve o seu berço ele pensa nas horas que faltam para o fim do mundo. Do seu mundo. Falta pouco e apenas existe tranquilidade. Não teve tanto tempo e disponibilidade mental quando pensou ter para preparar o momento. No entanto, nada mudou, tudo se mantém a caminho do fim. São duas opções as que existem. A decisão está tomada. Qualquer uma delas é o fim do mundo. O principio da viagem no tempo. Na vida.


Qual era o nome dele?
ser Emot


"Mad World"

All around me are familiar faces
Worn out places, worn out faces
Bright and early for their daily races
Going nowhere, going nowhere
And their tears are filling up their glasses
No expression, no expression
Hide my head I want to drown my sorrow
No tomorrow, no tomorrow
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I'm dying
Are the best I've ever had

I find it hard to tell you
'Cos I find it hard to take
When people run in circles
It's a very, very
Mad World

Children waiting for the day they feel good
Happy Birthday, Happy Birthday
Made to feel the way that every child should
Sit and listen, sit and listen
Went to school and I was very nervous
No one knew me, no one knew me
Hello teacher tell me what's my lesson
Look right through me, look right through me
Tears for Fears

clarity is not an option

Confluência de factores.
Filosofia das Viagens do Tempo
Back in The Future
Laboratório de Humor

O jovem questiona o seu estado de espírito. O seu momento actual. A ideia pré-concebida do suícidio é o caminho mais certo. Mais fácil. Mais óbvio e forma de manifestação da sua expressão constante pela libertação da vida.

00h08. Donnie Darko dá na televisão. Uma coincidência estranha. Tal é o grau de identificação e sentimento intenso que o filme lhe transmite. O que fazer?

É o dia. Aquele que marca algo de anormal, um quarto de século, seja lá o que isso for. O dia da mudança ou da matança. Nada está perdido. Tudo pode ser encontrado. Ele encontrou algo mais a que se agarrar, considera em dar esperança a mais um capítulo. Arriscar mais e viver mais são os objectivos. Vamos ver o que o espera. Descontracção e nada a perder devem ser as directrizes. De capuz na cabeça, de mente vazia, aí vai ele para o desconhecido. Pé ante pé, à procura da loucura e da diversão!

Be ready. The changes are coming

sexta-feira, abril 07, 2006

descida

7 de Abril de 2006. Faltam dois dias e algumas horas.
Nuvens do nordeste aproximam-se. Mudanças no tempo podem pender para um ou outro lado. De uma ou de outra forma. Vou para casa.

terça-feira, abril 04, 2006

brinquedos

Comprei um brinquedo novo. Motivo de novidade e novas experiências, quem sabe. É uma coisa muito linda. Tem crinas prateadas de fazer inveja a muitas muitas crinas pretas, ruivas Ferrari e, até, louras burras. Tem os olhos azuis brilhantes mais lindos de todo o quarteirão de Arroios, e do Casal do Lavradio, nas Caldas, também. Por dentro é preto de uma forma sóbria e moderna. Todas as suas curvas voluptuosas são tão torneadas quanto repletas de estilo. O som que emite faz vibrar com intensidade os tímpanos mais requintados. A zona de saída de som, é discreta e pequena, de uma beleza simples.


PC Notebook HP Pavilion dv5097EA - PCs notebook HP pavilion

sábado, abril 01, 2006

ahrte

Caravaggio

liberdade do campo


A maravilhosa aventura de abrir a porta de casa... às 20h30... altura em que o sol se está a por e a luz é já fraca... e podermos correr desvairados por uma estrada com algumas árvores à volta e, no meio do nosso isolamento, temos uma oportunidade que não está ao alcance de todos. Sim, sim, nem todos gostariam de cometer tamanha loucura... ou se calhar queriam mas não têm à vontade para isso, mas eu adoro poder fazer isto.

De manhã, de pijama, mal acordo e levanto-me da cama, posso abrir a porta de casa, espreguiçar-me para o sol. Olhar para o céu em toda a sua plenitude e gritar... cantar e rodopiar. É tão libertador quanto saudável para a minha mente. Enfim. Sabe bem!

sexta-feira, março 31, 2006

deprimente e ajustada :: world wide suicide

I felt the earth on Monday
It moved beneath my feet
In the form of a morning paper
Laid out for me to see
Saw his face in a color picture
I recognized the name
Could not stop staring at the
Face I'd never see again

It's a shame to awake in a world of pain
What does it mean when
the war is taking over?
It's the same every day
I heard my name
Why can't they say that
The world be left to hold her

The whole world
World over
It's World Wide Suicide

The whole world
World over
It's World Wide Suicide

Medals on a wooden mantle
Next to a handsome face
That the President took for granted
Writing checks that others pay
And in all the madness
Thought become numb and naive
So much to talk about
And nothing for us to say

It's the same every day
And the wave won't break
Tell you to pray while
the devil's on his shoulder
Laying claims to the tainted soldier said
I'm not a quitting
The truth's already out there

The whole world
World over
It's World Wide Suicide

The whole world
World over
It's World Wide Suicide

Looking in the eyes of the fallen
You've got to know there's another
Another
Another
Another
Another

waaaaayyyyyyyyyyy

It's a shame to awake in a world of pain
What does it mean when
the war is taking over
It's the same every day
And the wave won't break
Tell you to pray while
the devil's on his shoulder

The whole world
World over
It's World Wide Suicide

The whole world
World over
It's World Wide Suicide

The whole world
World over
It's World Wide Suicide

The whole world
World over
It's World Wide Suiciiiiiiiiiide
Pearl JAM

quarta-feira, março 29, 2006

tempo

O tempo passa a correr.
Hoje e amanhã. Depois de amanhã já é hoje. Estou à espera do nunca e a esgotar os momentos da minha vida.

vibration

When you’re feeling down, spread de suicide vibration.
Noone knows what I’m talking about
Creation, despair, content fixation.
I’m just going explode for a new vibration
New trends tend to spike up the world

think better

In a dim corner of my room for longer than my fance
thinks
in The Ballad of readind Gaol and Other Poems, de Oscar Wilde

segunda-feira, março 27, 2006

uma viagem

19 de Março – Dia do Pai – Domingo

17h42. Uma viagem. Mais uma. Regresso à cidade de trabalho. No 1.º andar do autocarro em que sigo a vista é privilegiada. A perspectiva do mundo é diferente. O lugar da frente, com olhar alargado está disponível. Já lá vão uns anos que não vou aqui. Decido experimentar novamente. Neste canto superior do autocarro sentimo-nos tão pequenos, somos remetidos de uma forma mais crua para a nossa pequenez. Um pequeno objecto transportado por este transporte tão grande ao pé de nós. Sentimos verdadeiramente a velocidade, os locais pelos quais passamos, todos os movimentos e aproximações de objectos desta parte da frente do autocarro… a primeira.
Somos os espectadores desta viagem e percebemos como é óbvia a nossa condição submissa. Não consigo deixar de fazer a analogia com a vida, a minha vida. Os trabalhos de responsabilidade quando se tornam rotineiros e não há uma paixão subjacente a eles, parece que com o hábito se fazem sozinhos. Quantas vezes não cheguei a casa sem me aperceber do que tinha sido feito, no que iria ver feito por mim no dia seguinte… muitos. Desligamos algo dentro de nós quando isso começa a acontecer. Neste canto sinto o paradoxo de protecção e vulnerabilidade. De um momento para o outro tudo pode mudar… é a fragilidade da vida.

domingo, março 26, 2006

espelho meu, espelho meu. sabes para que caminho se dirige a minha felicidade?

quarta-feira, março 22, 2006

my dream world

o mundo dos sonhos é tão fascinante quanto estranho e sem sentido óbvio. Nas últimas três noites tenho sonhado intensamente. Durmo mais horas para sonhar... quero continuar os filmes bizarros que a minha mente cria inconscientemente. De domingo para segunda dormi cerca de 12 horas, e mesmo assim tive de interromper um sonho elaborado que misturava num mundo de aliegenas pessoas que eu conheço com personagens de séries de televisão, num mundo hibrido de autocarros fantasmas, medos contínuos e surpresas inesperadas. Possuia desafios e heroísmos ligeiros, entre outros pormenores que a mente foi apagando. Existe algo de extremamente retemperador nos sonhos. Por incrivel que pareça, no desencanto actual, encontro vida e entusiasmo nos sonhos, mesmo que não me lembre bem deles. Sei que os tive, que foram intensos, que me levaram por aventuras bizarras e... isso... faz sentir-me bem. Sinto que, de alguma forma, vivi mais com aqueles sonhos. Sou parte integrante de mim mesmo, da minha mente. Sei que não tenho muito, mas conto com os mistérios da minha mente e, isso, reconforta-me, um pouco.

Vou sonhar...


sexta-feira, março 17, 2006

sonhos. Hoje sonhei tanto. Estive dentro de um enredo estranho e impressionante...

olhares

Lembras-te dos olhares trocados, mais do que uma vez. A rotina do olhar, a certeza da cumplicidade. Tudo tinha encanto no jogo do olhar, ainda preocupado e puro. Procurando nunca exagerar. Passavas sempre naquela rua e lá estava sempre eu atento, sem ser em demasia. Era a parte boa do dia. O que é feito de ti agora, loura, ponto alto de alguns dos meus dias...

sábado, março 11, 2006

rainy days

Existem dias em que não chove. O tempo até está alegre e solarengo e parece convidar a passear-se. Até estamos com o dia livre, algo pouco comum. De qualquer forma, sentimo-nos perdidos. A desilusão tem dessas coisas. Uma sucessão de atitudes deprimem-nos, um acontecimento por telefone ajuda a aborrecer mais.


Paramos. Ficamos pensativos sem pensar propriamente em nada... em silêncio. A olhar para algo que numa outra situação seria apenas e só secante. Agora sentimos que poderiamos ficar a olhar para o vazio durante horas.
Apetece desistir. Dizemos para a nossa mente: DESISTO.
Não sabemos bem para onde ir, nem bem o que fazer a seguir. Tomei uma opção, ir dar uma volta sozinho pelo centro do comércio obcecado a que deram o nome de um explorador que é considerado o descobridor da América. No meio de milhares de desconhecidos, milhares de produtos, dos quais não comprei nenhum a desistência conformou-se e passou ligeiramente.

Vou para casa. Adeus.

domingo, março 05, 2006

musa



A minha nova musa... no Marquês de Pombal.

e o meu campo de futebol...

[Um dos meus sonhos de infância era ter um campo de futebol em casa. Pelos vistos, Robbie Williams também o tinha...]

Robbie Williams quer campo de futebol em casa
O cantor britânico Robbie Williams comprou uma segunda casa em Los Angeles com o objectivo de ter um jardim suficientemente grande para um campo de futebol.

sábado à noite

3h29. Era tarde. Ele tinha grande relutância em deitar-se. Tinha acabado de assistir a um concerto inspirador na tv. Sentia-se bem pelo concerto, mal por achar que tinha muita criatividade e ideias para partilhar, mas não havia modo de sair de uma redoma limitadora que o perturbaria para o resto dos seus dias.

Exactamente 21 dias depois
Ele suicidou-se da forma mais fácil e original que encontrou: entrou num programa de tv, em directo e... premiu o gatilho. A despedida. Boa noite, e boa sorte.

sexta-feira, março 03, 2006

os montes de beverly



[A lembrar os tempos da série Beverly Hills 90210...]

Where I come from isn't all that great
My automobile is a piece of crap
My fashion sense is a little whack
And my friends are just as screwy as me

I didn't go to boarding schools
Preppie girls never looked at me
Why should they?
I ain't nobody
Got nothing in my pocket

Beverly Hills
That's where I want to be
Livin' in Beverly Hills
Beverly Hills
Rolling like a celebrity
Livin' in Beverly Hills

Look at all those movie stars
They're all so beautiful and clean
When the housemaids scrub the floors
They get the spaces in between

I wanna live a life like that
I wanna be just like a king
Take my picture by the pool
'cause I'm the next big thing

Beverly Hills
That's where I want to be
Livin' in Beverly Hills
Beverly Hills
Rolling like a celebrity
Livin' in Beverly Hills

The truth is I don't stand a chance
It's something that you're born into
And I just don't belong

No I don't
I'm just a no-class beat down fool
And I will always be that way
I might as well enjoy my life
And watch the stars play

Beverly Hills
That's where I want to be
Livin' in Beverly Hills
Beverly Hills
Rolling like a celebrity
Livin' in Beverly Hills

Beverly Hills, Weeeeeezer

quarta-feira, março 01, 2006

the end of a time

Terminou o Carnaval e é curioso como me passou completamente ao lado. Actualmente, para sentir, verdadeiramente que era Carnaval, sem contar com as imagens do telejornal, só mesmo se algum miúdo entusiasmado me atirar com um balão de água. A verdade é que nenhum miúdo entusiasmado me atirou nada.

O excesso de trabalho, nomeadamente domingo e terça, a falta de amigos que liguem muito ao Carnaval, a falta de vontade de ir "curtir" a época, fazem com que as máscaras e brincadeiras mais atrevidas já não façam muito sentido para mim, pelo menos agora. Mas desde há uns 4 anos que é assim.

Já lá vai o tempo em que me mascarava, nem sempre de forma muito óbvia, e ia para as festas, em plenas Caldas da Rainha, na Columbófila, essencialmente, aproveitar bem a noite toda. Dançar, provocar, brincar, exagerar, sempre mascarado e com os amigos dos costume. Umas vezes mais outras vezes menos. Tenho saudades desses tempos. "We we're young, wild and free". O Carnaval, para mim, era isso mesmo, ir com os amigos, mascarados, curtir a noite à nossa maneira, com algumas brincadeiras malucas pelas ruas das Caldas. A fazer porcarias com caixotes de lixo. Atirar uns balões de água inocentes, ou nem por isso. A provocar algum amigo mais bêbedo, que andava a "atirar-se" a raparigas com o namorado ao lado.

Também se via, partes dos desfiles no Brasil, com as brasileiras semi-nuas, ou nuas mesmo, e comparávamos com os desfiles portugueses.

Recordo-me que, quando era mais novo, o cerne do Carnaval era mesmo as brincadeiras arriscadas, durante o dia, por toda a cidade. Na altura, todos se concentravam na Rua das Montras, para fazer os estragos habituais, apesar de existirem muitos que passavam das marcas, abrindo portas de carros, provocando às vezes bulhas perigosas. Era engraçada andar no meio disso, com amigos, de bisnaga em punho, sempre alerta para não ser apanhado, com algum receio de ir para o meio dos rufias mais velhos e agressivos. Por casa também se "fazia", não só pelas máscaras, mas pelos balões que atirava à minha irmã mais nova, Rita, à minha mãe e pai. A bisnaga era presença obrigatória, ao ponto das autoridades residentes a confiscarem das minhas mãos. A artilharia completa, que raramente tive e utilizei, incluia ainda as bombinhas de mau cheiro, os estalinhos (mais frequentes), entre outros.

É o Carnaval. Foi o Carnaval. Ninguém leva a mal.

terça-feira, fevereiro 28, 2006

communication breakdown

O poder da palavra. É incrível como palavras desencadeiam mal-entendidos. Palavras levam a amigos passaram a inimigos. Palavras podem enganar e defraudar. Palavras podem desiludir e fazer chorar. Palavras geram agressões físicas entre pessoas. Palavras geram guerra e fome. Palavras lavam à morte. Palavras podem também gerar o completo oposto.

No fundo somos nós, humanos, que geramos tudo isso, através da comunicação que temos uns com os outros. A verdade é que com as palavras podemos dizemos mentiras ou coisas que não queremos dizer, ou em que não acreditamos verdadeiramente. Se dissermos mentiras credíveis, estamos a enganar o outro sobre o que pensamos ou o que somos, na realidade. É incrível que, mesmo assim, isso possa desencadear... tanto sofrimento. Ou mesmo guerra e morte.

o que será amanhã...

00h41. 28 Março de 2006. Só de pensar na data fico com arrepios. Estamos em 2006 e pergunto-me para onde vou. Foi tudo tão depressa. Imaginei-me em várias coisas, umas boas, outras más. Nunca me imaginei onde estou. O presente surpreendeu a minha imaginação. O que não era difícil. Em grande parte por motivos menos bons, noutras perspectivas existem motivos bons. Tudo reside no optimismo de cada um. "Melhor" é o meu pessimismo a disfarçar-se de optimismo. Mas "pior", muitas vezes, é também o meu optimismo, mais escasso, a disfarçar-se de pessimismo. Um dilema mental. Um dilema dos que pensam demasiado, ou seja, não é dilema nenhum.

Vejo várias pessoas, com vários cargos que a sociedade lhes "obriga" a ter. Umas escolheram com antecedência, outras foram escolhidas e sentem-se bem com o que desempenham. Outras nem por isso. Qual o meu caso? É tudo uma questão de perspectiva. Desilusão, frustração. Às vezes. Muitas vezes. Força. Profissionalismo. Dedicação. A maior parte do tempo. Nunca estamos satisfeitos, essa é a realidade. Mesmo quando estamos, existe sempre algo mais. A solução é simples e óbvia. Raios. Existem vários filmes e séries a ensinar-nos isso mesmo. Saber encontrar a felicidade com aquilo que temos. Sejam milhares no banco e um barco a beira-mar, ou apenas um empregozinho que paga mal, e pouco dinheiro para ir subsistindo; ou mesmo nada, apenas algum calor humano, se possível. Todos, como seres humanos, temos a força de nos saber adaptar ao que considerávamos pior. Muitas vezes preferimos não utilizar a força, e deixarmo-nos ir. Para mim, serEmot, a verdade é que é fácil saber a solução, é difícil concretizá-la. Aqui vamos andando, ano após ano. Ainda ontem era 2003, hoje é 2006. O que será amanhã?



I was walking around, just a face in the crowd
Trying to keep myself out of the rain
Saw a vagabond king wear a styrofoam crown
Wondered if I might end up the same
There’s a man out on the corner
Singing old songs about change
Everybody got their cross to bare, these days

She came looking for some shelter with a suitcase full of dreams
To a motel room on the boulevard
Guess she’s trying to be james dean
She’s seen all the disciples and all the wanna be’s
No one wants to be themselves these days
Still there’s nothing to hold on to but these days

These days - the stars seem out of reach
These days - there ain’t a ladder on these streets
These days - are fast, love don’t last in this graceless age
There ain’t nobody left but us these days

Jimmy shoes busted both his legs, trying to learn to fly
From a second story window, he just jumped and closed his eyes
His momma said he was crazy - he said momma I’ve got to try
Don’t you know that all my heroes died
And I guess I’d rather die than fade away

These days - the stars seem out of reach
But these days - there ain’t a ladder on these streets
These days are fast, love don’t lasts-in this graceless age
Even innocence has caught the morning train
And there ain’t nobody left but us these days

I know rome’s still burning
Though the times have changed
This world keepd turning round and round and round and round
These days

These days - the stars seem out of reach
But these days - there ain’t a ladder on these streets
These days are fast, love don’t lasts-in this graceless age
Even innocence has caught the morning train
And there ain’t nobody left but us these days

These days - the stars seem out of reach
These days - there ain’t a ladder on these streets

These days - are fast, nothing lasts
There ain’t no time to waste
There ain’t nobody left to take the blame
There ain’t nobody left but us these days

These Days, Bon Jovi
self motivation. when does it start.
self inspiration. when will it grow.
self domination. when did it stoped.

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

violence for free

life for free
air for free
happyness for free
love for free
friendship for free
food for free
home for free
luxuary for free
that would be a very nice society, i believe

o que vem a seguir

É curioso verificar que as pessoas têm tendência a comentar coisas que viram mal, ou que não gostaram, ou que as chocaram. Se alguém gostar de um texto, seja porque motivo for, só irá opinar sobre ele ou perder tempo para comentar em último caso, já se vir um erro ortográfico, ou algo que o choque, o comentário é muito provável mesmo. Teorias. Alegorias.