sexta-feira, junho 23, 2006

pergunta da tarde

Porque é que quando alguém nos quer perguntar algo de importante ou de "delicado" pergunta sempre se nos pode fazer uma pergunta, antes de perguntar aquilo que queria perguntar?

terça-feira, junho 20, 2006

não ler esta merda!



Não sou pessoa de chorar. É raro, já há muitos muitos anos. As poucas vezes que se sucederam foram, talvez, em situações menos compreensíveis para a maior parte das pessoas. Hoje aconteceu...

Não houve nada de especial neste meu dia de vida. Mais um. Algumas desilusões. Trabalho. Alguns risos e sorrisos, não muitos, pelo menos verdadeiramente sentidos.

A noite [já cheguei às 22h], dediquei-a a fazer uma coisa que gosto bastante. Um entretém que me cativa há já alguns anos, ver séries televisivas.

Pergunto-me a mim próprio, serEmot, o que foi então que me fez chorar intensamente e tão profundamente?
Uma mera série de televisão: Sete Palmos de Terra. Segunda-feira à noite é dia da série na :2. Não a acompanho directamente da televisão, vou tirando os episódios que estão a passar actualmente na televisão - normalmente adianto-me um ou dois - e vejo. Esta semana ainda não tinha visto o da semana passada. Por isso, em vez de ver o que deu na tv, vi o da semana passada (8) e, de seguida, o desta semana (9).

Confusão? Talvez. Sim! Porra! Caguei! Ela já me tinha avisado para o choque do episódio desta semana. Ele tem uma espécie de trombose, AVC, entra em coma, "ressuscita". Define novas e cruéis prioridades na sua vida, com o estilo simpático e descontraído que o caracteriza e... morre inesperadamente, quando já ninguém o esperava. Ele era a peça fulcral e que unia todas as outras vidas nesta série de Allan Ball... e, a três episódios do fim, morre. Morre. Assim. Morreu. Morre?

Para série de televisão de massas seria impossível conceber esta morte ou mesmo fazê-la deste modo, mas ainda bem que as massas ainda não são tudo.
A morte "caiu do céu" em surpresa total. Não houve tempo de ninguém se despedir, não houve mensagens últimas de esperança ou alegria. Nada! Foi ficcionalmente e dolorosamente real e selvática, triste e espontânea, tal como Nate. Nate Fisher.

Foi assim que terminou esse episódio, o de hoje. Colocou-se no fim a habitual morte que costuma aparecer no inicio e ser de um anonónimo, só que, neste caso era o próprio Nate e o episódio culmina com isso mesmo. Com a mesma "receita" de morte dos outros episódios.

Algo chocado e atarantado... (era 00:30) segui a sugestão dela e vi, na :2, a nova série, L Word, sobre casais de lésbicas - curioso, engraçado... muito lesbianismo... não foi má.

01:15. Nate. Nate. Nate. Nate. Nate. Nate... ... ... A curiosidade sobre o que vai acontecer a Nate fica a ruminar, ao de leve, mas de forma sentimental na minha cabeça...
será que morreu?
não quero que morra... detesto-o pelo que fez... mas não quero que morra...
vai haver um regresso... Ele não morreu assim. Não pode ser!



01:16. Aí estou eu a "matar" a curiosidade...
All Alone [is all we are] é o nome do episódio. Não faço questão de olhar ou pensar muito no nome. Não gosto de ir com expectativas ou ideias pré-concebidas, tanto para filmes como para experiências como esta. No decorrer dos cerca de 50 minutos que a experiência dura há toda uma história sentimental, em relação às pessoas da série e à vida em geral, que é reavivada.
Começa com a dor das pessoas próximas. Não há pormenores da morte nem mais imagens do hospital onde só o vimos, brevemente, a parar... de viver [não há ressuscitação médica... nada].
Parte-se logo para o sofrimento, no inicio do episódio (10). Não há preparação para o expectador sentir dor. Aparece logo nos primeiros frames, na nossa frente. Não deixo de magicar que quem não viu ambos os episódios de seguida não sentiu aquela dor inicial de forma tão clara como eu, mas esta é uma série que não é assim tão simples nos sentimentos.


A dor. A dor da perda.
Ele era tão apreciável, momentos antes de morrer vi-o como um sacaninha. Depois de morrer veio a dor da perda. Não há actores no que as imagens transmitiram. Aquelas pessoas têm tanta personalidade e vida própria, são pessoas, não personagens, é isso que senti verdadeiramente e mais do que nunca ontem à noite. Foi a dor da perda de Nate, a dor da perda desta experiência e familia tão intensa (os Fishers) - a série acaba em mais 2 episódios (12) -, a dor ambígua que é transmitida pelos próximos de Nate.
Nunca nenhuma série de televisão me tocou de forma tão intensa como esta. A forma como se lida com a morte e a vida é original, profunda e tocante (por ser tão cruelmente verosímil); mas estes episódios, especialmente o All Alone é o culminar de tudo isso. A morte do centro de todas aquelas histórias. Um centro, uma pessoa, Nate, que não era totalmente simpático, tornava-se irritante, e até termina sendo cruel. Mas as pessoas são assim, nós somos assim, eu sou assim.
A dor da perda mantém-se intensa e esta experiência de 50 minutos lida com isso de forma tão ridícula como profundamente triste e verdadeiramente sentimental.
Tanto nos podemos desatar a rir como desatar a chorar baba e ranho, com arrepios e tudo.

Escusado será dizer que eu desatei...
a chorar baba e ranho, com arrepios e tudo... e tudo...

Era só uma série de tv? Talvez. Não! Nunca! Merda! Foi uma experiência triste e memorável. Não foi directamente uma experiência de vida, mas é algo que pode e irá, muito provavelmente, fazer parte de mim. Porquê? Por tudo aquilo que senti e que não exprimi em todas estas palavras. No final, depois de ter a experiência:
All Alone is all we are [música dos Nirvana]
Tem um significado imensamente diferente. Tem uma expressão e ideologia inerente.
Porque no fim, desta experiência e da minha vida...




All Alone is all we are

quarta-feira, junho 14, 2006

god is in the rain

madrugadas poderosas

Ao triunfante e sonoro tremer dos trovões. Ao intenso, gotejante e repetitivo rápido cair da chuva.
Aos tiririririlantes momentos chuvosos combinados com a veemência estrondosa e luminosa dos raios.
Venham a mim.
É nestes momentos que me sinto verdadeiramente vivo. Parte integrante e impotente de uma natureza poderosa e superior. Sou. E sinto. Vou. E arrepio-me.
Não há nada como trovões e chuva a meio da noite. Adoro sentir a impresibillidade. Ver o céu iluminado. Deixar que a chuva me toque. Sentir o poder e o susto. A noite passada foi assim. Fez-me lembrar a infância. Outras tempestades passadas e inesquecíveis.

terça-feira, junho 13, 2006

tabaco na roupa

Faz-me uma confusão impressionante e irritante o facto de fumarem ao pé de mim. É uma actividade que deixa a roupa a tresandar a tabaco!!

segunda-feira, junho 12, 2006

vou dormir

Queria ainda fazer tanto da minha vida. Mas estou com tanto sono. Deito-me já ou não?!
Posso não acordar mais e perder a oportunidade de escrever, falar, libertar-me tanto quanto queria. A experiência diz-me que o mais provável é ser apenas mais uma noite e mais uma manhã em que vou acordar, vivo. Vou arriscar. Vou dormir. Virão mais dias, espero, para poder ter a oportunidade de fazer o que queria da minha vida.

quarta-feira, maio 31, 2006

hoje foi...


A hard day's night
(Lennon/McCartney)
It's been a hard day's night, and I been working like a dog
It's been a hard day's night, I should be sleeping like a log
But when I get home to you I'll find the things that you do
Will make me feel alright
You know I work all day to get you money to buy you things
And it's worth it just to hear you say you're going to give me
everything
So why on earth should I moan, 'cause when I get you alone
You know I feel ok
When I'm home everything seems to be right
When I'm home feeling you holding me tight, tight
Owww!
So why on earth should I moan, 'cause when I get you alone
You know I feel ok
You know I feel alright
You know I feel alright

terça-feira, maio 30, 2006

fui

Fui para o campo à procura de paz de espirito. Acho que encontrei. Vim-me embora.

PS: a paz durou o tempo da viagem de regresso

sábado, maio 27, 2006

morangos

de Photonut (Mr. Dave)

Esta é uma altura perfeita para morangos. Hoje comi imensos. Muito bom!

deslumbrante | desejo de provar

foto de seventytw0dpi

Um desejo tão natural quanto a sua sede, consumir. Tal como o bolo, na foto, olhamos para certos produtos criados e escrupulosamente pensados para nos convencer a comprá-los, com sede e ânsia de os provar. Estão ali, tão perto, bonitos, impecáveis, prontos para podermos tomá-los como nossos. São atractivos, têm aspecto bem apetitoso, e quase que damos tudo para lhes podermos tocar, mesmo quando não precisamos dele ou não temos fome. Vivemos assim, em sociedade consumista, para o que de bom e mau ela tem. Só um apontamento, no caso das pessoas minimamente inteligentes, depois de provarem um produto que falha as expectativas, não voltam a ele, com certeza... Tão natural como a minha sede.

tornei-me

Era pequeno e forte
Com energia e sem sorte
Gostava de imaginar o meu futuro
Queria ser corajoso sem ser duro
Como vivo em Portugal
O país em que ninguém leva a mal
Tornei-me: jornalista com desejos de fantasista.

mundo dos sonhos

Há um sentimento intenso e perturbante nos sonhos. Ocorre em situações diversas e sob formas diferentes. É uma espécie de impotência.


O que é, de facto?

- É quando estamos nús, sentimos que estão a observar-nos com desdém, e não encontramos nada, para nos cobrir, nem mesmo as próprias mãos!
- Ou quando nos acusam de termos feito algo de muito grave e não nos sabemos defender porque não sabemos mesmo se o fizémos. Mais comum é não nos conseguirmos defender, dizer as palavras certas, a verdade, por alguma impotência típica dos sonhos.
- Há situações de não nos conseguirmos mexer, ou fugir de um sítio, mesmo por impossibilidade de controlarmos o nosso corpo.
- Momentos de corrermos sem conseguir parar, ou estar a tocar uma música, algures, que não sabemos de onde vem, nem conseguimos, de modo algum, parar, cada vez mais alto e irritante.

Acordei, era o despertador!

sexta-feira, maio 26, 2006

quinta-feira, maio 25, 2006

banho & frio








por Christichka

Inverno. Um bom banho quente pela manhã. Sair para a rua bem agasalhado para a protecção do frio do ar que nos circunda. Já tenho saudades...

sábado, maio 20, 2006

does he...


The Winner Takes It All Lyrics - Abba
I don’t wanna talk
About the things we’ve gone through
Though it’s hurting me
Now it’s history
I’ve played all my cards
And that’s what you’ve done too
Nothing more to say
No more ace to play

The winner takes it all
The loser standing small
Beside the victory
That’s her destiny

I was in your arms
Thinking I belonged there
I figured it made sense
Building me a fence
Building me a home
Thinking I’d be strong there
But I was a fool
Playing by the rules

The gods may throw a dice
Their minds as cold as ice
And someone way down here
Loses someone dear
The winner takes it all
The loser has to fall
It’s simple and it’s plain
Why should I complain.

But tell me does she kiss
Like I used to kiss you?
Does it feel the same
When she calls your name?
Somewhere deep inside
You must know I miss you
But what can I say
Rules must be obeyed

The judges will decide
The likes of me abide
Spectators of the show
Always staying low
The game is on again
A lover or a friend
A big thing or a small
The winner takes it all

I don’t wanna talk
If it makes you feel sad
And I understand
You’ve come to shake my hand
I apologize
If it makes you feel bad
Seeing me so tense
No self-confidence
But you see
The winner takes it all
The winner takes it all......

segunda-feira, maio 15, 2006

exposure

"Expose yourself to your deepest fear; after that, fear has no power, and the fear of freedom shrinks and vanishes. You are free."

terça-feira, maio 09, 2006

não me encontrei

Estou à espera de me encontrar. Estive à espera de me encontrar. Morri à espera de me encontrar. Não me encontrei.

segunda-feira, maio 08, 2006

ideias

foto de SEXY K.

durmo ou não? passam juntas em minha alma


Durmo ou não? Passam juntas em minha alma
Coisas da alma e da vida em confusão,
Nesta mistura atribulada e calma
Em que não sei se durmo ou não.

Sou dois seres e duas consciências
Como dois homens indo braço-dado.
Sonolento revolvo omnisciências,
Turbulentamente estagnado.

Mas, lento, vago, emerjo de meu dois.
Disperto. Enfim: sou um, na realidade.
Espreguiço-me. Estou bem... Porquê depois,
De quê, esta vaga saudade?
Fernando Pessoa

sábado, abril 22, 2006

Um rapaz faz uma entrevista a um jogador de futebol que está sentado numa marquesa, onde fez fisioterapia a um joelho operado. O rapaz dirige uma pergunta e ouve a resposta atentamente, mas sentindo-se algo zonzo e a precisar de se sentar. O rapaz sente-se entrar num sonho repentino. Abre os olhos e vê quatro pessoas com cara preocupada a olhar para ele.

quinta-feira, abril 20, 2006

ir e ir, fugir e cair

água a cair
folhas a fluir
sonhos a fugir
águas que sabem fingir

orações

"Não há nada que a sociedade nos possa ensinar que não tenha sido já experienciado. Isso não quer dizer que eu não experiencie tudo de maneira diferente de ti"

segunda-feira, abril 17, 2006

happiness

foto: serEmot

Pura felicidade e alegria!

manias

Por sugestão do Pedro, aqui ficam manias minhas:

- Sou forreta, com certificado internacional

- tenho a mania do cinema; e de quando começo a ver um filme não parar de o ver, mesmo quando não o deveria ver!

- Tiro sempre o relógio, quando me sento em qualquer lado; às vezes mesmo sem me sentar!

- Tal como tu, Pedro, também tenho a mania de inventar nomes para as iniciais das matrículas dos carros.

- Muitas outras...

sexta-feira, abril 14, 2006

dogs die in hot cars

Ora aí está uma banda que descobri hoje, com material dinâmico e agradável!

Paul Newman's Eyes
I wish I had Paul Newman's eyes
And every day came with some surprise
I wish I had Paul Newman's eyes
That would be nice

Look at those houses, big houses over there
Look at those suits spending money without a care
Here comes the stars with perks around their arms
Here comes the sports car that carries so much charm
But I'm just a nothing that doesn't have a lot
And I asked for your life but look at what I got

So sick of seeing, don't want to hear no more
And you can amputate my limbs
And starve me to death whilst I beg for freedom
Away from a life which is this

But I wish I had Paul Newman's eyes
And every day came with some surprise
I wish I had Paul Newman's eyes
That would be nice

Look at those setters, those setters of the trend
Look at that band, they act so confident
Here comes the movies with dialogue so cool
Why did they never tell me to speak like that in primary school

So sick of seeing, don't want to hear no more
And you can amputate my limbs
And starve me to death whilst I beg for freedom
Away from a life which is this

But still I wish I had Paul Newman's eyes
And every day came with some surprise
I wish I had Paul Newman's eyes
That would be nice

So sick of seeing
Can't stand to talk
And I've no compassion
Or thought
by Dogs Die In Hot Cars

quarta-feira, abril 12, 2006

regresso à escolinha

Iniciei recentemente um curso novo que me fez "regressar à escola". Surpreendentemente senti tantas saudades daquele ambiente de sala de aula, especialmente quando ouvia algo de interessante e que me cativava, em que sentia que aprendia algo útil para mim enquanto ser pensante. Foi o caso e o regresso soube muito bem, fez-me pensar que quero regressar mais vezes a este ambiente de aprendizagem.