Para quem quer descobrir e sentir. Quem quer conhecer outras formas de vida e de pensamento, melhor ou pior.
Quem = serEmot futuro.
O que interessa?
Tensões na mente de serEmot
segunda-feira, novembro 20, 2006
quarta-feira, novembro 15, 2006
antigo e curioso
Ver a partir do minuto e 30 segundos.
1980.
Christmas Time.
This Time.
Don't you know that tears ar not enough.
It's a House Arrest.
Entrevista.
When the night comes.
Entrevista MTV 1994.
quarta-feira, novembro 08, 2006
tempo
Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.
quinta-feira, novembro 02, 2006

rains drops keep falling on my head
Por mais inconveniente que seja apanhar uma "molha" - ser apanhado sem chapéu de chuva nem casaco protector numa situação de chuva intensa na rua -, também consigo de ver coisas boas, mesmo quando vou encharcado pelas ruas. É simples... uma "molha" é tão natural quanto a sua sede, tal como o anúncio dizia. Depois, é diferente e inesperado e, apesar de estarmos numa sociedade já muito civilizada (seja lá isso o que for), quando chove e estamos na rua todos estamos a ser afectados pela mesma coisa. Há alguns que correm, a fugir da chuva - desgraçados. Outros, normalmente rapazes e jovens, que andam descontraídamente a apanhar a valente chuvada com determinação e coragem. É puro e parece que lava muita coisa. Se viram alguém de casaco de ganga, com um poster enrolado por dentro do casaco, e um panfleto de um filme de animação por cima da cabeça... era eu. Não imaginas o que o braço me começou a doer, mas consegui evitar 5 grandes pingas de água...
domingo, outubro 29, 2006
scared
A moment ago, i was breaching in a lonely dark place
where I can be sorry to belong to a force of energy
momento
"O coração, se pudesse pensar, pararia."
"Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo. Não sei onde me levará, porque não sei nada. Poderia considerar esta estalagem uma prisão, porque estou compelido a aguardar nela; poderia considerá-la um lugar de sociáveis, porque aqui me encontro com outros. Não sou, porém, nem impaciente nem comum. Deixo ao que são os que se fecham no quarto, deitados moles na cama onde esperam sem sono; deixo ao que fazem os que conversam nas salas, de onde as músicas e as vozes chegam cómodas até mim. Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.
Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência. Gozo a brisa que me dão e a alma que me deram para gozá-la, e não interrogo mais nem procuro. Se o que deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também." --- in triplov
sofá
Sofá
Parado no tempo
Parado no sofá
Perdido no imenso
Incompreendido por cá
Saído de um filme
Parido de um sonho
Achado num sofá
Entretido pelos sons,
Cativado pela imagem
Compreendido por lá
Comecei animado,
Desenvolvi-me inspirado
Morri no sofá
1.38 – 01-05-06
quadro
Quadro
Cresci num quadro pintado de azul
Inspirei-me num quarto com moldura dourada
Viajei por um avião preenchido por uma flor
Caminhei sobre uma mulher com a espinha trucidada
Voei sobre uma mulher pousada numa concha
Desdenhei outra mulher com um brinco de pérola
Sonhei com um mundo de relógios parados
Nasci sob o olhar de um espírito híbrido sentado
Vivi num quadro
pim - fórmula do dantas
Morra o Viegas, Pim!
Viveu, morreu. Lembrou-me o dia e a noite.
Actuou, declamou, cantou e ironizou. Deu a vida pela morte.
Inspirou, lembrou, criou vida das palavras.
Gesticulou, amou, viveu a vida pela arte.
Morreu, desiludiu, matou o espírito pela morte.
Parou. Cessou. Falou a vida pelos mortos.
Adeus, Viegas, sim.
Sim, Adeus, Viegas.
Adeus, Sim, Viegas.
Viegas, Sim, Adeus.
Sim, Viegas, Adeus.
Viegas, Adeus, Sim.
Quem foste tu?
O herói dos tristes mortos.
O que fizeste tu?
A comédia para os felizes vivos.
O que te desejo?
Nada. Estás morto. Morra o Viegas, Pim!
deitar
Sonho com os lençóis
Imagino o abraço à almofada
Recordo a protecção de estar coberto
Aspiro pelo momento do mundo dos sonhos
Vibro com o pensamento do carinho do tecido
Sorrio com a sensação de partir para outra vida
Caminho para a zona por que anseio, sonho, imagino, recordo, aspiro, vibro, sorrio
Vou-me deitar.
sábado, outubro 28, 2006
exprimir
Sinto que tenho algo a dizer, a exprimir.
Por um lado, há sempre a teoria de que precisamos de deixar a nossa marca no mundo. É um pouco por isso que quase todas as mulheres querem ter um filho – umas admitem com veemência esse facto, outras negam em certa medida, mas no interior… querem tê-lo. Os homens também sentem isso, a necessidade de ter um filho, de modo mais recatado. É uma das formas mais primitivas de sentirmos que deixamos algo para trás no mundo. Desde há uns milénios para cá, no planeta Terra, os animais, ou muitos deles pelo menos, têm tentado impor-se. Fosse para conseguir comida, maior respeito pelos pares ou, no caso dos humanos, para se imortalizarem de alguma forma. Talvez seguindo essa génese humana, sinto várias vezes, a necessidade de escrever sobre mim e a minha vida. Primeiro, começou por ser apenas para mim, aliás, sempre foi apenas para mim, com uma condicionante paradoxal: no fundo, havia um objectivo secreto e só por vezes pensado, de que era para alguém, mais tarde. Que algo que escrevi sobre um momento meu teria a mesma importância que tinha para mim na altura para alguém num futuro próximo... Estranho? Sem dúvida. Complicado? Mais ainda. Mas era o que sentia. Hoje escrevo como forma de me libertar desses mesmos pensamentos.
Encontro uma comparação esquisita – normal em mim: A personagem de Dumbledore, no livro/filme de Harry Potter, utiliza algures uma espécie de recipiente para guardar os seus pensamentos/memórias, ao longo do tempo. Para ele, seria uma forma de libertação e ao mesmo tempo de recordação garantida. Com a escrita eu fui, de modo bastante moderado, o mesmo. Digo moderado porque há quem escreva muito mesmo. Eu sempre escrevi pouco, mas sempre foi libertador e sempre quis escrever muito mais do que o fiz na realidade.
Voltando ao facto de que tenho algo a exprimir. Actualmente considero-me um pouco limitado. Isto porque no que se trata a escrever a pensar num filme ou série de tv, as primeiras ideias que me surgem na cabeça, saltam mesmo com a maior das impulsões, são as minhas memórias. Mas ser criativo é poder adaptar e criar outras histórias e ideias. No entanto, encontro-me em fase de tentativa de explorar o meu lado criativo de escritor/argumentista/idiota. Preciso de arregaçar as mangas, e abraçar esta fase com prática, muita prática, algo que não tenho feito! As ideias ainda vão surgindo, a prática, essa, é que escapa. Mãos à obra, tu!
mitos (continuação I do post anterior)
Tornar-se um mito de uma época, por intermédio de conquistas, altos cargos, dinheiro, arte ou um qualquer tipo de feito repleto de grandeza foram esquemas nem sempre bem sucedidos ao longo dos tempos, inclusivamente nos últimos tempos, em que a televisão veio revolucionar alguns conceitos. A verdade, é que com televisão, os computadores, a Internet, e as revoluções culturais e de hábitos que vieram com estes meios recentes, a génese da humanidade mantém-se, em parte, bastante considerável, intacta. Tudo isto faz-me lembrar um livro recente do ensaísta português Eduardo Lourenço, que folheei hoje mesmo – dia em que escrevo. Com um nome estranho, acho que era Heterodoxia, aparentemente falava de como a humanidade se repete, como o passado é tão semelhante ao presente e ao futuro. O quanto repetimos a história sem nos apercebermos. Tratando-se de um homem que respeito e admiro (graças a um documentário que vi há uns tempo), fiquei curioso. Nesta minha parva dissertação caótica, talvez essas ideias de integrem bem.
infância eu (continuação II - do post anterior)
sexta-feira, outubro 27, 2006
yeah... fuck us
"For life is quite absurd
And death's the final word
You must always face the curtain with a bow.
Forget about your sin - give the audience a grin
Enjoy it - it's your last chance anyhow.
So always look on the bright side of death
Just before you draw your terminal breath
Life's a piece of shit
When you look at it
Life's a laugh and death's a joke, it's true.
You'll see it's all a show
Keep 'em laughing as you go
Just remember that the last laugh is on you.
in, Always Look on the Bright Side of Life, dos Monty Python
Last Chance
Well you take it all for granted
So it should come as no surprise
That your big balloon is gonna burst
Right before your eyes
Well you always call your mama
Just for sympathy
(...)
And it's your last chance
(...)
Well you call me up for favours
You say that it's my turn
Well I think I'll stand on Mulholland Drive
And watch you bridges burn
Well I saw your guardian angel
He said I can't refuse
Well I'd take the chance
But it's hard to dance
In size 8 concrete shoes
Yeah Fuck You...
sexta-feira, outubro 13, 2006
uma noite de cinema
Passagem pelo São Jorge para assistir ao último filme do rapaz de Residência Espanhola, Romain Duris e do rapaz francês dos Os Sonhadores Louis Garrel. Chama-se Dans Paris (2006) e é de Christophe Honoré. Surpreendeu-me pela positiva, especialmente depois de um princípio extremamente pouco promissor.
O filme passou no âmbito da Festa do Cinema Francês.
Achei extraordinário ver tanta gente numa sala de cinema tão grande e magnânime, numa iniciativa criativa e algo intelectual e, por isso, arriscada do ponto de vista de público. Curioso foi também ver tantos franceses numa sala de cinema portuguesa. Fantástico foi poder voltar ao São Jorge, depois de me ter estreado na sala a ver o poderoso Dia de Treino, há uns anos.
quarta-feira, outubro 11, 2006
sexta-feira, setembro 29, 2006
inspirações de vida
[Quoting Henry David Thoreau]
Neil: I went into the woods because I wanted to live deliberately. I wanted to live deep and suck out all the marrow of life... to put to rout all that was not life; and not, when I came to die, discover that I had not lived.
segunda-feira, setembro 25, 2006
acção II
sexta-feira, setembro 22, 2006
momento do dia
Some things in life are bad
They can really make you mad
Other things just make you swear and curse.
When you're chewing on life's gristle
Don't grumble, give a whistle
And this'll help things turn out for the best...
And...always look on the bright side of life...
Always look on the light side of life...
If life seems jolly rotten
There's something you've forgotten
And that's to laugh and smile and dance and sing.
When you're feeling in the dumps
Don't be silly chumps
Just purse your lips and whistle - that's the thing.
And...always look on the bright side of life...
Always look on the light side of life...
For life is quite absurd
And death's the final word
You must always face the curtain with a bow.
Forget about your sin - give the audience a grin
Enjoy it - it's your last chance anyhow.
So always look on the bright side of death
Just before you draw your terminal breath
Life's a piece of shit
When you look at it
Life's a laugh and death's a joke, it's true.
You'll see it's all a show
Keep 'em laughing as you go
Just remember that the last laugh is on you.
And always look on the bright side of life...
Always look on the right side of life...
(Come on guys, cheer up!)
Always look on the bright side of life...
Always look on the bright side of life...
(Worse things happen at sea, you know.)
Always look on the bright side of life...
(I mean - what have you got to lose?)
(You know, you come from nothing - you're going back to nothing.
What have you lost? Nothing!)
Always look on the right side of life...
Background: This song is from Life of Brian and later from The Meaning of Life both by Monty Python. From what I heard, they were filming the last scene of Life of Brian and were all bored and hot sitting up on their crucifixes. So Eric Idle started singing a little ditty. Everyone (but Eric) liked it so much that they decided to use it. It has sine become one of our most popular songs as well.
in The Bards
semelhanças
Emmott defende universidades de classe mundial
Bill Emmott, ex-director da revista The Economist, recomendou que Portugal deve apostar na educação e criar universidades de classe mundial. "É um objectivo prioritário", afirmou. Esta medida tem dois efeitos: garante competitividade do país e impede a fuga de cérebros. Emmott defendeu que o país "não pode escolher a barreira do proteccionismo por mais tempo". E criticou o facto de Portugal não ter antecipado, como deveria ter feito no âmbito da adesão ao euro, a aplicação de políticas orçamentais que permitissem fazer os ajustamentos necessários à libertação do controlo sobre as taxas de câmbio.
in Publico
quarta-feira, setembro 20, 2006
acção
terça-feira, setembro 19, 2006
terça-feira, setembro 12, 2006
domingo, setembro 10, 2006
remember the old days
Acabei de percorrer fotos da minha infância e adolescência com a minha família. É incrível como vi tanto de mim naquelas fotos. Mais do que sou hoje, aquelas imagens do passado reflectem muito mais aquilo que sou na minha essência e aquilo que sempre serei. É quase terapêutico de tempos em tempos ver aquelas imagens, que significam tanto.
Durante as semanas, os meses, os anos, andamos submersos numa sociedade diferente, na idade adulta, nas responsabilidades inerentes, na profissão, no pouco tempo para viver a vida sem obrigações… é de tal forma um ritmo intenso e diferente que nos esquecemos do que fomos, do que somos verdadeiramente, do que sentimos, gostávamos e por aquilo e por quem vibrámos.
Ver fotos da minha vida passada faz reavivar esses sentimentos, essas experiências e quem sou verdadeiramente. Hoje sou algo mais (que não é necessariamente melhor), algo diferente. Mas não deixo de ser aquilo que fui, aquilo que vivi e senti em certas alturas da minha vida. A família esteve em grande parte das mais importantes, é curioso. Tenho dois irmãos e cada fase da infância e adolescência que atravessei foi condicionada e potenciada pelos meus irmãos. Aos sete nasceu a minha irmã. Deixei de ser filho único.
Queria ter deixado de o ser alguns anos antes, nessa altura já não queria ter irmãos, pensava. Aos meus 14 nasceu o meu irmão. Foi um sentimento diferente inerente a uma idade diferente, senti-me um pai… um Creator Of Life. As muitas mudanças ocorridas com o nascimento dos meus irmãos foram um aumento à família, que se manteve família… e deram-me uma perspectiva diferente da vida.
sexta-feira, setembro 08, 2006
vida que provoca
quinta-feira, setembro 07, 2006
adeus, até breve...
quinta-feira, agosto 24, 2006
férias a acabar
Férias a acabar
As minhas longas férias estão a acabar. Tinha planeado ir a Madrid e depois Barcelona, mas os habituais “cortes” da praxe por parte de amigos mudaram-me os planos, apesar de ainda ter considerado ir sozinho. Com as férias fim, posso dizer que os planos que tinha para elas saíram frustrados e por concretizar. Normalmente sinto-me mal por ter falhado nesse aspecto, desta vez não propriamente excepção, só que existem também momentos bem positivos que, embora não tenham contribuído para os blogs, nem para a minha situação financeira, ou médica – que era o plano inicial – foram bem gratificantes do ponto de vista pessoal e intimo até.
Quem é emot?
O questionamento sempre foi um dos meus pontos fortes, acho. Também foi uma das minhas grandes formas de perder tempo. Estas férias consegui, felizmente, deixar de ser todas as coisas que a sociedade fez de mim, a nível profissional acima de tudo. Vim para as Caldas, deixei os transportes públicos o stress diário, trabalho, preocupações e anomia social e voltei a lembrar do Emot dos velhos tempos. Com isso vieram as memórias da infância.
Aventureiro e imaginativo
O prazer verdadeiro das torradas com leite
sexta-feira, agosto 18, 2006
postar
O que não postamos não aconteceu mesmo
Recentemente um colega brincou comigo por colocar nos meus blogs coisas que me acontecem ou que me fascinam. A verdade é que o mundo dos blogs pode facilmente tornar-se num vício por esse desejo escondido, ou não, de partilhar o que pensamos ou gostamos. Não tem de ser uma partilha generalizada, muito menos para uma grande audiência, é uma partilha… um registo… uma prova do que se pensou, acima de tudo para nós próprios, para sentirmos que registámos num local que dura mesmo. O vicio tornar-se, muitas vezes, num desejo continuo de partilhar tudo o que nos acontece digno de nota, no nosso entender.
Ficamos com uma sensação clara de que, quando não postamos no blog, não aconteceu verdadeiramente. Começa a ser uma necessidade. Neste mês de Agosto e mesmo em Julho tenho-me dedicado muito pouco aos meus blogs, talvez como não acontecia há cerca de três anos, quando descobri e entrei neste mundo. A razão não é simples mas também não é complexa. Primeiro porque tenho tido um acesso precário à Internet durante estas minhas férias. Mas o principal motivo é mesmo alguma desmotivação provocada por vários factores de explicação improvável. Já não sinto tanto a necessidade de escrever no até porque acontece-me mesmo muita coisa e penso bem mais do que coloco no blog. Ele não me reflecte na totalidade, apenas numa pequena parte que pode muito bem ser mal interpretada, como acontece facilmente, o que não incomoda, ficará sempre alguma coisa do sentido inicial.
terça-feira, agosto 15, 2006
dreams, dreams, dreams
Sonhar cinema
Esta noite, das 5h50 às 13h, feriado, terça-feira, sonhei bastante.
Sonhei que era o dono de uma sala de cinema em Lisboa. Uma sala diferente. Uma que já tinha aparecido num outro sonho, não sei bem em que contexto. Uma sala com cadeiras antigas a fazer lembrar o cinema Londres, mas com um grau de inclinação sobre o ecrã muito grande… e estranho – típico de sonho. Estava a dar um filme antigo, não sei qual. Era a inauguração da sala, que não era muito grande. No entanto, no canto inferior esquerdo da tela aparecia o número de espectadores que estava constantemente a aumentar… o estranho era que ia no número 13 mil e qualquer coisa – aparentemente impossível para a dimensão da sala. O meu pensamento na altura, sentado numa das cadeiras, sem companhia, era de que ia ganhar bom dinheiro com a receita. Na tela passava uma placa de nome de rua de dizia Cinecittá. No mesmo momento lembrei-me que há entrada da sala havia a venda de material ligado ao cinema, que dizia respeito a uma loja de um ex-colega com o nome Cinecittá. Enfim… estranho… algo que me deu que pensar após acordar.
domingo, agosto 13, 2006
uma noite, vários momentos

3h27.
Sábado de madrugada (na verdade é domingo, mas digo sábado…). Está a dar um filme da Marilyn Monroe na televisão. Acabei de ver Where The Truth Lies, um filme curioso sobre um crime, dois cómicos dos anos 70, amigos e que fazem uma dupla célebre. Que se separam após a morte de uma jovem num quarto de hotel onde estavam. O filme faz lembrar as histórias de Agatha Christie, sobre o modo de descobrir o assassino, as voltas, as mortes. Curioso. Mas o filme acabou.
O que fazer?
O senso mais ajuizado diz que é melhor deitar, para amanhã acordar cedo e ir à praia “fresco”. O senso mais ajuizado é engraçado. Fala muito mas é pouco influente nestas decisões em particular. A vontade de fazer mais alguma coisa prevaleceu, como costuma prevalecer em algumas noites, não todas, felizmente. Passando os olhos pelos filmes ainda a ver, deparo-me com Colour Me Kubrick.
Tenho curiosidade em ver, é com um dos teus actores preferidos serEmot, John Malkovitch. Quando abro o ficheiro percebo que é dobrado naquilo que julgo ser checo, ou jugoslavo, ou mesmo ucraniano (não, este último não parece). O curioso nesta dobragem é que se ouve os actores reais falarem em inglês, e depois, por cima, os checo, ou outra coisa qualquer. Ainda dá para perceber, mas torna-se demasiado estranho para ver mesmo como filme.
Por isso mesmo, faço uma passagem, nuns 10 minutos, pelos muitos mais do filme. Pareceu-me engraçado, com uma certa ironia e sentido humano em todo o engodo. Gostei particularmente do genérico final. Porquê? Pela música. Num tom muito calmo, com uma voz e estilo quase irreconhecível e brilhantemente agradável e adequado ao filme, o cantautor Bryan Adams aparece com duas belas canções. Tal como Man on the Moon, dos REM, sobre o filme homónimo dedicado ao surpreendente Andy Kaufman.
As personagens de ambos os filmes, pensando bem, até tem um ou outro ponto em comum: viverem à margem da maior parte dos humanos e podem ser consideradas estranhamente diferentes.

Anita Ekberg
Posto isto, perguntas-me, serEmot do futuro, o que fizeste mais tu?
Ainda espreitei outro filme que queria ver, La Dolce Vita (de Fellini, 1960). Mais uns 10/15 minutos de passagem pelos mais de 160 minutos de filme que, há de dizê-lo, parecem apetecíveis. A cena da fonte é, de facto, muito bem conseguida. Marcello Mastroianni está estupendo no filme e a senhora sueca a passar por norte-americana mamalhuda, Anita Ekberg, não lhe fica atrás, pelo menos no peito…
E mais… ui. Ai vem a parte da liberdade, da loucura, insanidade e muito suor.
Coloquei no Winamp a minha nova descoberta dos Orson, No Tomorrow. Sempre aos saltos e a cantar ocasionalmente, assim senti, vibrei e me diverti à grande com a mesma música a tocar umas 15 vezes.
As partes preferidas são simples:
“Just look at me, silly me, I am happy as I can be, I got a girl who thinks I rock / and tomorrow there’s no school, so let’s drink some more Red Bull, so I get home to about six o’clock.”
I see your twinkle in your eye, You shake you ass and I just die, let’s check our coats, and move out to the flour… oh… oh... oh… When I need to easy, tomorrow doesn’t matter, turn that music on…
As últimas duas vezes foi à luz das velas… na televisão continua a dar o filme de Marilyn Monroe. Continua encantadora, no filme. Ainda passei os olhos por uma série (mais uma de Aaron Spelling – recentemente falecido), passada na praia sobre uma família de três jovens órfãos criados pelas tia e respectivos amigos - Summerland.
A minha noite foi assim, desde as 00h, já são 4h, está na hora do vale dos lençóis. Até sempre e que a deusa da noite te acompanhe com água limpa e cristalina a refrescar os lábios e a boca.
quinta-feira, agosto 10, 2006
visões nocturnas

Marilyn & Scarlett. Estou a ver um filme com Marilyn Monroe, o segundo da noite. O primeiro na :2 o segundo na RTP1. Ao olhar para ela, na sua beleza, o cabelo louro, o aspecto apetecível numa beleza peculiar e pouco magricelas… só me consigo lembrar nas semelhanças com Scarlett Johansson, até no fascínio que tenho por ambas, e no fascínio que Hollywood e uma boa parte de público parece ter pelas duas. Coincidências ou talvez não. Felizmente o tipo de papéis que Scarlett tem desempenhado são bem diferentes dos de Marilyn, também um sinal dos tempos e dos filmes, assim como o papel de jovens e belas actrizes.







