Para quem quer descobrir e sentir. Quem quer conhecer outras formas de vida e de pensamento, melhor ou pior.
Quem = serEmot futuro.
O que interessa?
Tensões na mente de serEmot
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
dói-me a alma
Hoje doeu-me a alma, motivada pela dor de dentes, mas em grande parte por um estado de espírito de alguém que simplesmente estava mal disposto...
terça-feira, fevereiro 20, 2007
diário da morte ao dentista VI
Melhorzito hoje. Continua a doer. O Benuron ajudou de manhã, quando acordei às 7h20 com dor de dentes insuportável e que não permitia continuar o sono de beleza. Desde daí não tomei mais - a dor não tem estado tão intensa. Enfim, relato de um jovem à beira de um ataque de dor de dentes.
diário da morte ao dentista V
Bendito Benerun, que vieste em meu auxílio, qual Anjo (Angel-A) que me retirou de tormentas que pareciam intermináveis e dignas de um inferno sem fim. Já não me dói tanto. Que dure para todo o sempre... assim espero. O Benerun é a maior criação da humanidade, benditos sejam! Melhor do que o whiskey, para a dor de dentes. Para a dor de cornos é capaz de ser melhor o whiskey. Obrigado senhores, vós que criaram este bemfeitos medicamente chamado Benerun. Torna tudo bene. Aleluia Benerun. Obrigado também à pessoa que me sugeriu o sagrado medicamento e ao outro benfeitor que me disponibilizou de imediato, neste final de noite, o bendito Benerun. Que o Benerun queira que o dente se mantenha sem grandes doses de dor durante muito tempo. Amén.
(assim pude ver o delicioso filme francês Angel-A, ou melhor, acabar de ver...)
(assim pude ver o delicioso filme francês Angel-A, ou melhor, acabar de ver...)
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
o cúmulo
Tentar alimentar-me com uma brutal dor de dentes e a rádio começa a passar Et Si Tu N'exist Pas, de Joe Dassin. Não. Não!!!!!!!!!!!!
diário da morte ao dentista II
Parece que estou, permanentemente, sentado na cadeira do dentista. Dói... não consigo comer... quase. Nem consigo saborear seja o que for já. Meto dentro da boca por obrigação.
diário da morte ao dentista
Dói!!! Ai! Mãezinha... dá porrada no dentista mau. Muito mau. Dói-me tanto. E depois de tanto whiskey para adormecer a dor, já estou com uma tosga das antigas. Ui.
dente doente
Poucas dores são tão chatas quanto a dor de dentes. Não estamos bem para fazer nada, para nos concentrarmos, para dormir, para comer, para ler, seja para o que for. Dói e mói. Dói e vai doendo. Rói e vai roendo a paciência. É por esta altura que fico com ódio ao simpático dentista que nunca mais termina o serviço, que vai adiando o sofrimento final. Questiono-me mesmo se haveria necessidade de maltratar tanto o meu dente, ao ponto de trazer sofrimento onde não existia sofrimento. E nunca mais termina o serviço. Dói e remói. Vou buchechar com whiskey para ver se a adormece a dor (soluções da infância que pareciam resultar).
sábado, fevereiro 17, 2007
sábado, fevereiro 10, 2007
o coveiro dentista
Idas ao dentista podem ser tão dolorosas quanto introspectivas. É uma forma estranha de nos colocar em contacto com a realidade, aquela que nos mostra o quão humanos e mortais somos. Ter alguém a perfurar uma das nossas cavidades dentais pode facilmente colocar a nossa vida em perspectiva. Uma broca num dente mostra-nos que aquele dente e cavidade respectiva não vai durar para sempre. Em breve não seremos nada mais do que uma carcaça velha e à espera da terra. Incrível como uma ida ao dentista pode suscitar esta consciência estranha e que parece estar apagada a maior parte do tempo.
Para a semana vão colocar-me um parafuso pelo dente adentro. Ui. Até me já está a doer!!
Para a semana vão colocar-me um parafuso pelo dente adentro. Ui. Até me já está a doer!!
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
chamar nomes
Um jogo de futebol serve para bem mais do que ver um jogo de futebol. Um jogo de futebol visto no estádio serve bem mais do que sentir o calor humano, a energia de milhares de pessoas concentrados e torcedoras, o cheiro do relvado e a competição à sua superifície. Um jogo de futebol no estádio serve para dar aso à imaginação que mais não seja para soltar o mojo acumulado e inventar novos nomes, para chamar a quem está no campo, só pelo gozo disso mesmo.
voU nasceR de novO
Vou gritar até não poder mais, aos ouvidos de quem não queira ouvir. Vou pregar partidas cruéis e maquiavélicas, a todos os que se atravessarem no meu caminho - e àqueles que não se atravessarem também. Vou insultar e espezinhar um amigo. Vou lamber e morder um teu gato, e o meu também. Vou fritar o teu cão, o meu não. Vou fornicar a tua avó, e a minha também. Vou cagar no teu ouvido, e no meu também. Vou criar um mar de chamas, a consumir a humanidade. Vou chacinar um grupo de cães humanos. Vou. Vou. Vou. Vou criar um novo blogue digno de um diabo, o verdadeiro. Shiu, é segredo.
sábado, fevereiro 03, 2007
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
nome próprio
Cresci e comecei a trabalhar numa empresa. Passei de ser chamado pelo meu nome próprio ou por uma alcunha inventada durante a faculdade, para começar a ser chamado pelo meu último nome. Agora, quando não me conhecem dizem o meu nome profissional completo - que até é pequeno -, quando me conhecem têm tendência a tratar-me pelo meu último nome.
Para ser sincero irrita-me um pouco. Sempre pensei que só o meu pai era conhecido pelo seu último nome, nunca pensei que me viessem a tratar apenas por isso, mesmo quando já há confiança de trabalho. Foi algo que me surpreendeu quando passei a trabalhar numa empresa.
Por tudo isto, cheguei à conclusão que o melhor é ter um último nome profissional composto - com mais do que uma palavra. Se me chamasse Ricardo Araújo de Pereira, por exemplo, dificilmente haveria alguém que já me conhecia e me trataria por Araújo de Pereira. Por exemplo: "Ó Araújo de Pereira, como vai isso?" Não. Não me parece muito provável, até porque seria um desperdício de palavras bastante significativo - a verificar pela quantidade de vezes que, nos últimos tempos, chamam pelo meu nome.
Para ser sincero irrita-me um pouco. Sempre pensei que só o meu pai era conhecido pelo seu último nome, nunca pensei que me viessem a tratar apenas por isso, mesmo quando já há confiança de trabalho. Foi algo que me surpreendeu quando passei a trabalhar numa empresa.
Por tudo isto, cheguei à conclusão que o melhor é ter um último nome profissional composto - com mais do que uma palavra. Se me chamasse Ricardo Araújo de Pereira, por exemplo, dificilmente haveria alguém que já me conhecia e me trataria por Araújo de Pereira. Por exemplo: "Ó Araújo de Pereira, como vai isso?" Não. Não me parece muito provável, até porque seria um desperdício de palavras bastante significativo - a verificar pela quantidade de vezes que, nos últimos tempos, chamam pelo meu nome.
xpto zzdo
"Boa tarde, era possível falar com XPTO ZZDO?"
"Bom dia, daqui fala XPTO ZZDO, do OOPDO, para falar com..."
"Boa tarde, fala XPTO ZZDO, queria saber se..."
"Olá, é XPTO ZZDO, do OOPDO. Tenho algumas perguntar para lhe fazer sobre..."
"- Era possível falar com JHOP? - Quem devo anunciar? - É XPTO ZZDO. - E de que empresa? - Da OOPDO. - Vou passar... ah, e qual é o assunto? - Fazer marcação de..."
Estou farto do meu nome. É definitivo. Pretendo vendê-lo ou dá-lo a uma instituição de caridade - se o quiserem. Estão constantemente a chamar-me por ele - o primeiro e o último - e estou constantemente e ter de o utilizar para me identificar. Dezenas de vezes todos os dias. Há alguns em que acho que chegam a ser centenas de vezes em que ou eu utilizo o nome ou alguém o utiliza por mim. É angustiante. Só de pensar que houve uma altura da minha vida em que até gostava do raio do nome. Tem dias.
"Bom dia, daqui fala XPTO ZZDO, do OOPDO, para falar com..."
"Boa tarde, fala XPTO ZZDO, queria saber se..."
"Olá, é XPTO ZZDO, do OOPDO. Tenho algumas perguntar para lhe fazer sobre..."
"- Era possível falar com JHOP? - Quem devo anunciar? - É XPTO ZZDO. - E de que empresa? - Da OOPDO. - Vou passar... ah, e qual é o assunto? - Fazer marcação de..."
Estou farto do meu nome. É definitivo. Pretendo vendê-lo ou dá-lo a uma instituição de caridade - se o quiserem. Estão constantemente a chamar-me por ele - o primeiro e o último - e estou constantemente e ter de o utilizar para me identificar. Dezenas de vezes todos os dias. Há alguns em que acho que chegam a ser centenas de vezes em que ou eu utilizo o nome ou alguém o utiliza por mim. É angustiante. Só de pensar que houve uma altura da minha vida em que até gostava do raio do nome. Tem dias.
sábado, janeiro 27, 2007
pressa
Quando estamos cheios de pressa os segundos parecem ter um espaçamento temporal diferente à medida que vão passando, lentamente. Somos incapazes de estar em paz. Se formos a correr, tentamos correr um pouco mais para poupar segundos. De transportes públicos, olhamos pela janela fazendo força mental para que o semáforo fique verde. Para que o velhote da frente se despache ou vire na próxima à direita. Para que o peão se despache a passar a passadeira. Para que o condutor do autocarro esteja com pressa de ir para casa e abuse na condução.
São pormenores que contam na mente de quem vai com pressa. Quem vai de carro tem a mesma sensação, só que possivelmente tem tendência a chatiar-se ainda mais. Acelerar com veemência, fazer sinais de luzes (se for parvo).
Ter pressa é uma das condições da vida para que nos sintamos mais vivos. Se estamos com pressa só podemos estar mesmo vivos.
São pormenores que contam na mente de quem vai com pressa. Quem vai de carro tem a mesma sensação, só que possivelmente tem tendência a chatiar-se ainda mais. Acelerar com veemência, fazer sinais de luzes (se for parvo).
Ter pressa é uma das condições da vida para que nos sintamos mais vivos. Se estamos com pressa só podemos estar mesmo vivos.
sexta-feira, janeiro 26, 2007
terça-feira, janeiro 23, 2007
papo-seco com maminho
Benfica, Capital do Papo-Seco com Maminha.
comentário a este post:
O BA (aka Bryan Adams) também é grande fã dos papo-secos com maminha portugueses. Diz que adorava na infância, quando viveu cá uns quantos anos - era Cascais e não Benfica (se calhar havia por lá também).
Lá pelas Caldas da Rainha city também já não vejo os fantásticos papo-secos com maminha (a maminha dupla é o trunfo maior) há vários anos. Enfim. Ao menos o Nestum continua bem vivo e num mercado, supermercado e hipermercado ao pé de si...
Acabei de comer Nestum Figo (o fruto, não o jogador de futebol, felizmente!). Antes de deitar até que sabe bem. Até porque está muuuuito frio.
Prazeres. Amanhã de manhã são os belos dos cereais estaladiços. Ainda sou homem de Estrelitas! Com muito gosto.
comentário a este post:
O BA (aka Bryan Adams) também é grande fã dos papo-secos com maminha portugueses. Diz que adorava na infância, quando viveu cá uns quantos anos - era Cascais e não Benfica (se calhar havia por lá também).
Lá pelas Caldas da Rainha city também já não vejo os fantásticos papo-secos com maminha (a maminha dupla é o trunfo maior) há vários anos. Enfim. Ao menos o Nestum continua bem vivo e num mercado, supermercado e hipermercado ao pé de si...
Acabei de comer Nestum Figo (o fruto, não o jogador de futebol, felizmente!). Antes de deitar até que sabe bem. Até porque está muuuuito frio.
Prazeres. Amanhã de manhã são os belos dos cereais estaladiços. Ainda sou homem de Estrelitas! Com muito gosto.
domingo, janeiro 14, 2007
inferno
Recordo-me de ter feito numa aula de português, algures no 8º ou 9º ano, uma pequena representação do Auto da Barca do Inferno. Coube-me o papel de Parvo - não poderia ser mais apropriado. Embora fosse muito difícil, adorei decorar aquele diálogo, especialmente o calão ofensivo e antigo. Tinha um certo encanto e graciosidade. Memórias literárias.
domingo, janeiro 07, 2007
sexta-feira, janeiro 05, 2007
deus
O ano de 2007 já começou e custa a acreditar que o tempo tenha passado tão depressa. Era só para avisar o planeta que 2007 é o meu ano. Todos os outros que queriam ficar com ele vão ter de esperar por um ano seguinte - que os anteriores já estão esgotados.
sábado, dezembro 30, 2006
terça-feira, dezembro 26, 2006
magic candle
Quando nos dispersamos muito. Quando não nos concentramos mais em determinada área e andamos perdidos em várias... sem rumo definido corremos o risco de ser e fazer pouco do que gostamos, dar pouco de nós próprios. É preciso arriscar. Eu preciso de arriscar. Mas, para isso, é preciso começar e não parar. Não dispersar. Não quebrar. Eu não tenho o que é preciso... se calhar. Versão pessimista emotense.
Bem-vindos.
Bem-vindos.
segunda-feira, dezembro 25, 2006
ironia
"Ironia, verdadeira liberdade. És tu que me livras da ambição do poder, da escravidão dos partidos da veneração da rotina, do pedantismo das sciencias, da admiração das grandes personagens, das mistificações da política, do fanatismo dos reformadores, da superstição d'este grande universo, e da adoração de mim mesmo."
in As Farpas - citação de P.J. Proudhon
in As Farpas - citação de P.J. Proudhon
domingo, dezembro 24, 2006
incubus
7am...
The garbage truck beeps as it backs up
And I start my day thinking about what I’ve thrown away...
Could I push rewind?
All the credits rolled in signifying the end
But I missed the best part
Could we please go back to the start?
Forgive my indecision
Then again, then again, then again,
You’re always first when no one's on your side...
Then again, then again, then again,
The day will come when I want off that ride
11am
By now you would think that I would be up
But my bed sheets shade the heated choices I made....
What did I find?
I never thought I could want someone so much
Cause now you’re not here
And I’m knee deep in my own fear
Forgive my indecision...
I am only a man...
Then again, then again, then again,
You’re always first when no one’s on your side...
Then again, then again, then again,
The day will come when I want off that ride
12 pm and my dusty telephone rings...
Heavy head up from my pillow, who could it be?
I hope its you... there... ooooooohh....
Then again, then again, then again,
You’re always first when no one’s on your side...
Then again, then again, then again,
The day will come when I want off that ride
quarta-feira, dezembro 13, 2006
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