sexta-feira, junho 08, 2007

is there any other thought out there?

Obsessões... não nos conseguimos livrar delas com facilidade. Tudo o que se passa à volta delas incomoda-nos.

Filho: Mãe, porque é que não tiro da cabeça um assunto? Como faço para tirá-lo dos pensa (mentos) melhor?

Mãe: É fácil filho, vai para a piscina...

domingo, junho 03, 2007

happy birthday rita

Faz hoje 19 anos que a minha maninha nasceu. Era 3 de Junho de 1988, tinha sete anos e deixei de ser filho único na altura. Foi durante a madrugada que nasceu. Na manhã seguinte, uma quinta-feira, se bem me recordo, fui informado que tinha deixado de ser filho único. Achei estranho e não foi das melhores sensações. Mas... ter irmãos é algo de muito especial. Tenho dois e, embora nem tudo tenham sido rosas, são pessoas "minhas".

Parabéns mana - ou como carinhosamente gosto de a chamar, Rita Parva!

sexta-feira, junho 01, 2007

perguntas com resposta

Porque é que quando alguém já de idade nos corta o cabelo, fica sempre com um estilo parecido com os anos 50?!









O que é que se diz a uma mãe, quando ela nos pede para a ajudarmos a fazer um blog??!!

quinta-feira, maio 31, 2007

um susto

Quando apanhamos um valente susto, nem que seja por instantes, o nosso mundo e perspectiva muda de imediato. Somos atirados para um estado de emergência e pressão incríveis. Hoje aconteceu-me isso, por cinco minutos, mas que pareceram muito mais. Felizmente tudo não passou disso mesmo, um susto.

freddie is in me


Após um dia longo de trabalho. A chegada a casa (23h40) só tem um aliciante: olho ao espelho e vejo, estou vestido à Freddie Krueger! E fui trabalhar assim (só um colega mencionou a roupa à la Freddie)! A minha vida voltou a fazer sentido. Existo.

uma bola a rolar na minha direcção

É uma sensação incrível, poder voltar a jogar futebol, depois de um longo período de paragem. Entra-se com mais garra, mais vontade. Curiosamente as forças esgotam-se depressa, os músculos também dão de si mais rapidamente. Perde-se depressa o fulgor inicial. Mesmo assim é uma experiência intensa que permite libertar energias e pensamentos, especialmente em alturas como esta, em que muitas mudanças parecem surgir e chatear-nos o pensa (mento) melhor.

sábado, maio 26, 2007

pregnant

Recentemente, uma amiga ficou grávida quando não o esperava. É estranho acompanharmos a mudança de perspectiva de uma pessoa neste tipo de situações.

sexta-feira, maio 25, 2007

exercício de observação

Um exercício curioso que se pode fazer é imaginar que vida, que empregos, que precupações as pessoas que vão ao nosso lado no trânsito terão. Outro mais completo, é imaginar que profissões têm pessoas com quem estamos a fazer um curso, ou algo em conjunto, antes mesmo de termos coragem de perguntar. Muitas pessoas têm trabalhos diferentes do que a sua cara e postura indica mas é curioso que não costumo acertar... nem fazer grande ideia das possíveis profissões... Especialmente quando são pessoas como aquelas do curso que estou a fazer actualmente.

quinta-feira, maio 10, 2007

silence

Silêncio puro. Sinto-me bem nele, neste momento. Nada de palavras faladas, as do cérebro e das teclas bastam, por agora.
Shiuuu. Aqui vem o papão. Escondido num alçapão.

sexta-feira, abril 27, 2007

o que se passa

biografia de joão frt:

nasci e ando por cá

ponto de paragem ou viragem

Dor que passas pesadamente
brutalmente e ruidosamente
Obrigado por fazeres parar a rotina
indicares o caminho para o meu olhar
mostrares-me o meu mundo passar
me deixares, finalmente, ir para a caminha, sem orar...

Quem dói, sempre alcança

Existem dias em que chegamos a casa com dor de cabeça que nos esgota por completo. Só queremos dormir, mas não consigo. Só penso em descansar, mas estou irrequieto em pensamentos. Levanto-me. Vou à casa de banho. Atiro água fresca à cara, levanto a cabeça e.... pela primeira vez nuns dois anos, olho-me ao espelho. Olho-me, verdadeiramente, olhos nos olhos, sem hipótese de fuga, sem filtros nem indiferença, ao espelho. Estou mais velho, mas o mesmo. Os olhos estão cansados, talvez por ter sido um dia de trabalho complicado, mas são os mesmos. Não consigo tirar os olhos do espelho, de me olhar com atenção. Reparo nas rugas, na barba que poderia estar mais bem feita, e no que me vai pela alma... Passam-se 10 minutos.

Há alguns anos pensaria que poderia ser um ponto de viragem, que algo poderia mudar a partir dali. Hoje é apenas um momento mais lúcido, uma paragem no tempo para olhar... para mim. 26 anos e 18 dias depois.



PS: this one goes out to me, in the future. o meu pai fez ontem, dia 25 de Abril, 49 anos. parabéns pai. infelizmente foi um feriado de exploração, para mim.

terça-feira, abril 17, 2007

i can fly


i can fly
Originally uploaded by teclafuelleboton.

o pormenor

Tenho tantas canetas, lápis e afins, que três porta-canetas bem grandes (não sei qual o nome destas espécies de copos para guardar este material) estão a rebentar pelas costuras.

Só há um senão. Cada vez menos escrevo com canetas e faço-o mais ao computador.

quinta-feira, abril 12, 2007

magia na flor da idade

Na flor (murcha) da idade, aqui estou eu. Oficialmente tenho 26, o 25 morreu. Que interessa?


Ao ver um filme mágico esta manhã, não pude deixar de fazer uma analogia com a minha experiência de infância, em que cresci rodeado de um bosque que, muitas manhãs, tardes e noites era mágico.
Quando é que a magia deixa de existir na nossa vida? Quando deixamos de correr desvairadamente à noite, enquanto atravessamos um bosque escuro, com medo de criaturas que sentimos que existem ali.

domingo, abril 08, 2007

25 primaveras, quase 26

Aqui estou eu de novo, ainda com 25 anos. Tenho 25 anos. 25. Anos. Mas daqui a pouco essa idade foi-se para sempre. Parece que nem a saboriei. Não a gozei. Foi um ano perdido? Em parte.

Como ultimamente tenho sempre dito que tenho 26 anos, é como se já tivesse mesmo. Amanhã, dia especial, será muito ocupado com trabalho e preocupações. É pena porque sempre me lembro de ter tempo para estar introspectivo no meu dia de anos. Talvez seja para melhor ter muito para fazer e pouco (tempo) para pensar.

Waiting on the world to change

sábado, abril 07, 2007

26 primaveras

Há várias semanas que, sempre que me perguntam que idade é que tenho, a minha resposta imediata é: 26 anos. Na verdade, faço essa idade na próxima segunda-feira, pelas 18h25, de dia 9 de Abril. O que me leva a dizer essa idade é que desde há algum tempo que a mente pessimista emotense tem-se vindo a tentar habituar aos 26 e, inconscientemente, sempre que me perguntam, sai logo os 26 que ainda estão para vir.

Curiosamente, fui "obrigado" a fazer a festa da família dos meus 26 anos hoje, dois dias antes do dia de aniversário. O que demonstra uma clara tendência de antecipação. Será que algo vai mudar a partir de segunda-feira? Não sei. Muito provavelmente não, mas a esperança existe e custa, uns dolorosos, 750 euros.

segunda-feira, abril 02, 2007

fresh


Fresh
Originally uploaded by joshbailey.

parideiro de ideias

Sou mero parideiro de ideias ambulante.
Iludido pelas estrelas e violado nas travessas.
Sigo o meu alento, de momento em momento.
Até quando. Até quando.
Até quando o silêncio.
A ausência e tristeza e frieza. O ninho de cobras.
Nada mais atravessa a realidade,
a esperança ainda respira de ilusão.
Expectante pela mudança.
Avisado quanto à impotência.
MATA! ESFOLA! E SÊ ESFOLADO VIVO!
Vive! Respira e sente a vibração.
O momento e a transpiração.
O mérito e o valor da criação, sem desilusão.
Fui para o campo para me inspirar. Saí de lá sem terra nem ar.
Vim para a cidade para trabalhar. Saí de lá sem amor para dar.
Vou para a noite para sonhar. Vou para lá para amar e dar.
Morri na noite e na ilusão dos sonhos.
Não volto tão cedo ao vosso mundo.

sexta-feira, março 30, 2007

dias

Volúvel

do Lat. volubile

adj. 2 gén.,
que gira;
inconstante;
instável;


Há dias que tanto podemos estar muito amargurados, desiludidos ou perdidos, como sorridentes e achados. Daí estarmos insconstantes, volúveis.

corte e costura

A senhora que me corta o cabelo está constantemente a falar no que se passa nas notícias. Curiosamente é de futebol. Sem pronunciar uma única palavra - ou não estivesse no meu estado zen de corte de cabelo e também não tivesse nada para lhe dizer - sorrio apenas, para tentar manter alguma simpatia (ou não estivesse com objectos cortantes colados à minha cabeça). "Estes portistas falam muito, mas deviam era de perder, para ver o que era bom para a tosse", diz a senhora sobre Jesualdo Ferreira, ignorando o facto de que ele até é um benfiquista. Mais uns momentos de silêncio dourado e volta à carga, sobre as claques portistas chegarem a Lisboa: "Deviam [a polícia] era de os matar todos quando eles chegassem cá abaixo, só estragam o futebol", disse, em mais uma tirada inspirada. Correspondi com mais um sorriso, este mais estrangulado, ou não estivesse com a faca de barbear (das antigas), junto às patilhas e orelha. Deve ter percebido que aquele rapaz quase sem cabelo não estava para aí virado, já que palavras foram coisas que não sairam de mim.

PS: porque é que quando começamos a perder cabelo, quem está no cabeleireiro ou barbeiro, especialmente algumas pessoas, olha sempre com uma certa pena? é um pouco irritante, devo dizer. Não me dói nada perder cabelo. Só tira autoconfiança, acho. Mas isso pode-se combater - uns conseguem-no bem melhor do que outro (são esses os carecas que elas gostam mais).

nas mãos de outros

Quando nos cortam o cabelo. Nos passam uma lâmina de barbear das antigas pelas patilhas, pelo pescoço. É uma sensação estranha. A nossa missão é ficar imóvel na cadeira. Mexendo a cabeça, correspondendo à indicação da pessoa que nos corta o cabelo, com a mão, empurrando para um lado ou para outro. Estamos vulneráveis, nas mãos de outra pessoa, e, ao mesmo tempo, sem necessidade de decisões. Todas elas são feitas por nós, como se fossemos um vegetal. Consegue ser uma experência tão boa, quanto má, depende.

where do i go from here?


where im from
Originally uploaded by avolare.

Porque é que existem dias, horas, minutos, segundos em que nos sentimos incapazes de tomar uma decisão? Incapazes de ser determinados?

quinta-feira, março 29, 2007

constrangimentos

Hoje, entrei no elevador quando alguém estava lá já a pensar que iria no elevador sozinho. Por isso mesmo, estava a começar a compor o penteado - algo que eu próprio costumo fazer em elevadores, só quando não está ninguém. Tal como eu faria, essa pessoa parou quando reparou de se pentear quando entrei no elevador. O que me colocou a pensar foi: se eu ou ele fossemos com amigos com quem temos muita confiança provavelmente fariamos aquilo em frente do espelho sem problemas, como é um desconhecido paramos. Porquê?



Curiosamente era alguém conhecido no mundo dos blogs e da escrita literária (e não só) num jornal diário.

quarta-feira, março 28, 2007

recordação

diz o roto ao nú.

Numa entrevista que traduzi e reduzi consideravelmente hoje, Rowan Atkinson, o Mr. Bean, dizia exactamente que Bean faz aquilo que não é socialmente bem visto, como correr nú pela rua fora. Mais vale nú do que roto?

conversa do engate... e do desenlace

O mais importante é o que o está no interior...



da tua roupa.

porque é que estás a ser mau para mim?

Alguém me perguntou como estava. Menti, disse mais ou menos. Na verdade, estou óptimamente bem, quando estou longe, bem longe, numa cama de plumas fofas e aconchegantes, quente e inocente.

sentidos II

Sentir-me nojo é
voltar a entrar na casa de banho do trabalho, duas horas depois, olhar para o tecto e olhando para baixo, sentir um mau cheiro impressionante dos "servicinhos" que alguém ali fez anteriormente.