Para quem quer descobrir e sentir. Quem quer conhecer outras formas de vida e de pensamento, melhor ou pior.
Quem = serEmot futuro.
O que interessa?
Tensões na mente de serEmot
sexta-feira, setembro 07, 2007
sábado, setembro 01, 2007
roteiro a não repetir... até porque a vida sem trabalho é espontânea, mesmo quando é secante
Relatório do dia
10h00. Mãe acorda-me para pedir a chave para ir tirar o meu carro (emprestado) do sitio, para o dela poder passar. Acabo por ser eu a lá ir de pijama e meio a dormir. Volto à cama com a pressa de um sonâmbulo.
10h59. Começo a espreguiçar-me violentamente na cama. Uma actividade perigosa e que não é aconselhada a pessoas não profissionais e sem formação só possível com anos de prática e talento natural, claro.
11h15. Uma mosca ataca-me com fervor o elo mais fraco do corpo quase todo protegido, o nariz! Falha a tentativa de penetração, e leva uma valente enchotadela, perturbando-me os sonhos que já fraquejavam em qualidade. A partir daqui foi só preguiça de levantar que impediu a manobra de içamento da cama.
11h28. A operação de içamento começa. O computador e a fome chamam. Levanto-me devagar, como é timbre de um dia de fim-de-semana ou quando há interrompimento abrupto de sonhos profundos, pela manhã. Segue-se uma ida ao wc, fazer o primeiro descarregamento liquído, motivo de grandes festejos ao mesmo tempo que o descarregamento é feito... os braços são erguidos no ar com o entusiasmo de uma vitória do Chelsea sobre o Liverpool.
11h30-12h28. O computador continua a trabalhar sozinho e eu a olhar para ele... vejo a revista de imprensa e sigo para a cozinha, onde os flocos me aguardam, quentes, achocolatados e açucarados, como se gosta. O arroto de bom apetite anuncia a chegada do despertar completo. É oficial! Já não estou a dormir! Começo a ver o primeiro episódio de uma série desconhecida que tirei durante a noite, chamada Greeks. São 40 minutos de boa disposição sobre um jovem geek e de origem greek (grega), que chega à faculdade e tenta entrar nas estilosas faternidades com algumas dificuldades. É uma série agradável e que foi uma bela surpresa (descobertas...)!
12h29-12h40. Mistura de actividades, em andar pelo computador sem fazer nada de útil para humanidade, muito menos para a minha pessoa (que, curiosamente, também pertenço à humanidade, embora seja contra a minha vontade... regimes fascistas opressores, brrk), e trocar umas bolas com o mano mais novo lá fora, no quintal. De pijama joga-se melhor, era o que deveriam de fazer todos os jogadores do Benfica (se bem que eles já têm uns pijamas cor-de-rosa).
12h45. Combina-se pelo telefone uma ida inevitável à praia. A excepção confirma a regra e, hoje esteve sol e calor, sem vento... perfeito para a playa. Tudo acontecimentos contrários a 90% de Agosto, um mês muito fraquito...
12h55. Cheira a almoço. O pai gourmet, chef especialista em especialidades (sempre desejei poder dizer esta expressão e agora encontrei a ocasião - oops, rimou) hoje chegou à conclusão que o almoço deveria ser frango. Então, os homens da casa (o meu pai e o meu irmão) foram comigo ao supermercado mais barato de Portugal (segundo a DECO), comprar o franguinho e batata frita. Claro que aproveitei para me abastecer de alguns mantimentos para a selva lisboeta, até porque não era eu a pagar.
13h35-14h20. Não sei quantas embalagens de bolachas que fazem mal que se farta depois, chegámos a casa com os sacos e o almoço começou a ficar em exposição na mesa. Um convite ao primo preferido para ir à praia (acabou por não poder ir para poder falar com o seu amor da Costa Rica, compreende-se) e uma passagem para ver o status do trabalho do computador, e siga para a barriga. O frango era tenro, mas não enchia muito. A meloa no final da refeição, ajudou definitivamente a compor as coisas (e também uma pequena sandes de queijo...).
14h30-14h40. Finda a refeição global, mais computador para nada de interessante... mais umas notícias (ando viciado nelas) e mais trabalho do computador sozinho. Minutos depois, chega a companhia de playa num bólide azul escuro, colheita de 2001, mas comprado em terceira mão há uns meses por uma módica quantia, motivo de algumas conversas. A companhia de playa conversa com a minha mãe até demais (conversa habitual sobre o clima, claro, mas pormenorizada ou não fosse um especialista na coisa!), eu vou arrumando a mochila, com toalha, o livro que não vou ler (não me apetece muito) e o telemobile, tal como a carteira por motivos de carta.
14h55. Partida para a playa, Supertubos (ao lado de Peniche) é o destino como sempre nos últimos anos. Uns quilómetros de auto-estrada dão para testar o anjo branco (M3) em que viajamos. Vou a conduzir, claro. Na rádio ouve-se a habitual TSF (o cd-mix de Maximo Park e Arcade Fire vai a descansar). Entre a conversa, limpo os vidros que vão levando umas pequenas cagadelas de pássaro, os presentes de deus que nos ajudam a perceber que os carros são apenas um bem material.
15h25. Chegada a Supertubos. Felizmente estão poucas pessoas, como esperado. Fácil encontrar lugar para estacionar. Umas babes vão à nossa frente, e o companheiro de playa, vai indicando os motivos pelos quais elas deveriam preferi-lo a ele e não a mim (vem na sequência dos habituais comentários simpáticos da mãezinha sobre a forma como me visto, momentos antes). Claro que aos mais fracos não devemos contrariar (tal como aos malucos), por isso não respondi, tendo apenas a certeza que as babes me prefeririam a mim, mesmo com uns calções à nadador-salvador.
15h30-17h25. Finalmente o estacionamento de eleição. Aquele dos pés na areia, toalha estendida, t-shirt despida, e emot na vida (aquela que sabe bem). Sentado na toalha, observa-se quem está à volta e as cores do mar e do horizonte (onde jazem as belas e inesquecíveis Berlengas). A conversa começa. Sobre a vida actual, triunfos e desilusões. Compras recentes, compras a fazer. Nem sempre se concorda, estranha-se à vezes (conversa de metrossexual nunca fez o meu género), mas conversa-se pela tarde dentro, com o sol forte e a cabeça deitada, quase a dormitar que hoje sabe tão bem! Muda-se de posição, roda-se o corpo, vê-se quem anda ali por perto. Observam-se os hábitos, conversa-se, atira-se areia.
17h30-18h. A hora da verdade: o banho! Água fria, mas cristalina e apetecível. Poucas ondas (o que não é frequente no meu Oeste de eleição). Pé ante pé, entra-se no gelo da água. Atira-se água ao companheiro de playa, claro, e mergulha-se com estrondo. Que frio! Mas que bom! Umas braçadas, uns mergulhos, e o adeus à água fria (é pena), até porque o companheiro de playa aguenta pouco tempo.
18h05-18h50. Mais conversa e sol, na toalha. E descanso, até porque amanhã trabalha-se (o primeiro dia a sério desde o final de Julho).
19h. O gelado da praxe culmina o dia de praia jeitoso. Infelizmente o preço está inflaccionado por ser na praia, algo que é ilegal (onde andam as senhoras da ASAE [sim, são sempre senhoras inspectoras as chefonas], hein). Chegados ao carro, três grandes cagalhões (literalmente cagalhões) de pássaro enfeitam o unicórnio branco em que viajo. Regresso ao Lavradio, ao vale encantado, com o mesmo exercício de limpamento de vidros pelo caminho.
19h35. Não apetece ir tomar já banho. Uma das paredes de casa serve de baliza, enquanto eu me divirto a marcar golos memoráveis em estádios cheios. A corrida e fintas, os remates de longe e as viagens para ir buscar a bola a cascos de rolha fizeram-me transpirar (algo nada difícil).
20h-21h. Entre mais actividades sem qualquer utilidade pelo computador, olhar para a TV para ver algumas notícias dos noticiários e ver que começou a final do festival da dança europeu, a família acaba por escolher por mim a final da dança, à espera da representante lusa, Sónia Araújo. Irmã, irmão jazem pelo meu quarto, à minha volta, a ver o programa... vemos um pouco, damos a opinião sobre aspectos, vestimentas e formas esquisitas de dançar. Chegam os pais. O pai chef começa a janta. Antes disso, aproveita e fala na minha ideia para uma série de televisão sobre um grupo de jovens dos anos 70 que queria ter uma banda de rock. Dá mais algumas sugestões de músicas da época também para ouvir, os Genesis de Peter Gabriel, e o álbum Selling England by the Pound, ou os Black Sabbath.
21h10-21h30. Com a janta pronta (espetadas com batata frita daquela larga e caseira, bem boa), decido: vou tomar banho! Primeiro problema grave, não há champô (outra vez). Umas palavras de reclamação com a resignada mãe, e parto para a outra casa de banho em busca de champôs perdidos. Trouxe três embalagens, todas quase sem nada. Consigo misturar água com os restos de uma das embalagens e ter espuma à campeão. Saído do banho todo nú (apeteceu-me realçar o facto, não é todos os dias que dizemos que andamos nús), apresso-me a vestir cuecas e pijama para poder comer o manjar e ver a prestação da portuga, como a família quer.
21h40-22h30. Os pontos dados a Portugal são festejados com braços no ar e berros de vitória, especialmente dos três 12 pontos que conseguimos (bem melhor que o festival da canção). Depois da família ameaçar bombardear Espanha se não dessem pontuação máxima, os vizinhos espanhóis lá nos deram os merecidos 12 pontos, motivo de grande regojizo, tal como nós lhes démos a eles (que até nem mereciam).
22h40. Fala-se em família. O mano mais novo impertinente e irrequieto, desejoso de sair de casa, tenta convencer-me com fervor a ir ao antigo Café Central comer um crepe com chocolate. Mas o pijama e a pouca vontade de sair (e o facto de mais ninguém alinhar) impede a saída.
23h-00h50. Computador. Escreve-se uns posts no blog depois de ver mais umas notícias. Pensa-se um pouco na série que se tenta imaginar. Vê-se TV. Fala-se. Escreve-se este post. Termina-se este mesmo post.
E a seguir? Provavelmente mais TV, vê-se uma série de TV guardada no computador, come-se mais qualquer coisa e espera-se pela manhã de domingo (dia de trabalho pela tarde), enquanto se fecha os olhos na cama e se sonha com um local remoto, ou aventuras por perto.
Nota mental do dia: olhando para o dia em retrospectiva reparo que hoje não caguei (serei normal?), mas por outro lado, os pássaros (do sul ou do raios que os partam) cagaram-me o carro todo... deus caga direito por pássaros tortos.
segunda-feira, agosto 27, 2007
em crescimento
Acontecimentos esporádicos desencadeiam pensamentos inquietantes na mente do jovem em crescimento.
A morte de um ex-professor que não o marcou propriamente (bem menos do que outros professores, de outras alturas, menos conhecidos mas igualmente apaixonados), um homem de ideias fixas, de argumentos sólidos e, aparentemente, de bem com a vida. O jovem em crescimento interroga-se das escolhas deste homem, na sua missão e dedicação ao seu trabalho, às suas leituras, às suas filosofias, opiniões e aulas. Na forma como a vida pessoal poderá ter sido condicionado pelo amor a esse trabalho, a essa missão, que fazia parte dele. Apesar de adorar mulheres (teve três ex-esposas), teve sempre no seu trabalho a prioridade (pelo que parece perceptível). Apesar disso, era positivo, acessível e bem disposto, não se afastando de desafios diferentes, apesar de estar num meio onde isso é pouco habitual e até, talvez, mal visto, o meio academista (tão elitistas por vezes). O jovem em crescimento questiona-se quais as escolhas que este homem tomou para chegar onde chegou... se foi tudo consciente... o que queria ele fazer com a sua a vida... o que o motivava. Quereria deixar marca? Distinguir-se? Acha que conseguiu? Era um homem fisicamente estranho (curioso como nunca se fala no aspecto fisico deste tipo de pessoas, mas isso também os faz, em parte), muito baixo, gordo, mas isso, apesar de lhe ter trazido dificuldades (especialmente as fisicas, que o jovem viu acontecer), não parecem ter afectado o seu positivismo e mesmo a confiança como falava e argumentava sobre aquilo em que acreditava. A pergunta permanece sem resposta: Quais as escolhas e porquê?
Um filme, muito conhecido entre os cinéfilos, um autor multifacetado e muito jovem no seu sucesso suscitam mais dúvidas no jovem em crescimento, em busca de respostas para a sua vida mas questionando quais terão outros feitos para chegarem onde chegaram... e será que tomaram as mais correctas... Noutro continente, noutro país, o homem brilhante e inteligente tinha o dom da palavra: escrita, radiofónica e cinematográfica (também sabia pintar muito bem). Conseguiu cedo o que muitos não sonhariam uma vida inteira... a promessa de muito mais acabou por perder-se, em projectos que nunca terminaram e não passaram disso mesmo, promessas. Pelo que é dado a ver ao jovem, este velho jovem que morreu em 1985, tinha essencialmente o dom do timing. Sabia provocar, inventar, contar histórias e imaginar mundos que não existiam, mas que poderiam muito bem ter existido. Celebrizou-se no cinema não com um filme sobre um homem rico e bem sucedido que ajudou quem precisava e não quis nada em troca com isso. Mas de um homem que o destino encarregou de dar uma grande fortuna e, partindo de ideias puras e minimamente solidárias, perdeu-se em vaidades e egocentrismos... um homem rico, mas que faliu os seus próprios sonhos iniciais, a pequena criança que foi (simbolizada através de um pequeno trenó da marca Rosebud), antes da riqueza vir na idade adulta.
Mais perguntas assolam a mente do jovem em crescimento. Por onde ir? Valerá a pena dar a volta à rotunda e seguir por outra estrada. Já todas foram tão viajadas, tudo é possível, onde jaz a decisão menos conflituosa com o seu espirito. Depois de tantos caminhos já escolhidos, ainda muitos estão por escolher. A frase que aparece noutro filme, inesquecível, "eu escolhi a estrada menos viajada" ficou na memória, só que já não há estradas menos viajadas...
Só que o jovem em crescimento já não seja um jovem, embora ainda esteja em crescimento.
o futuro é agora
tudo pode ser encontrado
A morte de um ex-professor que não o marcou propriamente (bem menos do que outros professores, de outras alturas, menos conhecidos mas igualmente apaixonados), um homem de ideias fixas, de argumentos sólidos e, aparentemente, de bem com a vida. O jovem em crescimento interroga-se das escolhas deste homem, na sua missão e dedicação ao seu trabalho, às suas leituras, às suas filosofias, opiniões e aulas. Na forma como a vida pessoal poderá ter sido condicionado pelo amor a esse trabalho, a essa missão, que fazia parte dele. Apesar de adorar mulheres (teve três ex-esposas), teve sempre no seu trabalho a prioridade (pelo que parece perceptível). Apesar disso, era positivo, acessível e bem disposto, não se afastando de desafios diferentes, apesar de estar num meio onde isso é pouco habitual e até, talvez, mal visto, o meio academista (tão elitistas por vezes). O jovem em crescimento questiona-se quais as escolhas que este homem tomou para chegar onde chegou... se foi tudo consciente... o que queria ele fazer com a sua a vida... o que o motivava. Quereria deixar marca? Distinguir-se? Acha que conseguiu? Era um homem fisicamente estranho (curioso como nunca se fala no aspecto fisico deste tipo de pessoas, mas isso também os faz, em parte), muito baixo, gordo, mas isso, apesar de lhe ter trazido dificuldades (especialmente as fisicas, que o jovem viu acontecer), não parecem ter afectado o seu positivismo e mesmo a confiança como falava e argumentava sobre aquilo em que acreditava. A pergunta permanece sem resposta: Quais as escolhas e porquê?
Um filme, muito conhecido entre os cinéfilos, um autor multifacetado e muito jovem no seu sucesso suscitam mais dúvidas no jovem em crescimento, em busca de respostas para a sua vida mas questionando quais terão outros feitos para chegarem onde chegaram... e será que tomaram as mais correctas... Noutro continente, noutro país, o homem brilhante e inteligente tinha o dom da palavra: escrita, radiofónica e cinematográfica (também sabia pintar muito bem). Conseguiu cedo o que muitos não sonhariam uma vida inteira... a promessa de muito mais acabou por perder-se, em projectos que nunca terminaram e não passaram disso mesmo, promessas. Pelo que é dado a ver ao jovem, este velho jovem que morreu em 1985, tinha essencialmente o dom do timing. Sabia provocar, inventar, contar histórias e imaginar mundos que não existiam, mas que poderiam muito bem ter existido. Celebrizou-se no cinema não com um filme sobre um homem rico e bem sucedido que ajudou quem precisava e não quis nada em troca com isso. Mas de um homem que o destino encarregou de dar uma grande fortuna e, partindo de ideias puras e minimamente solidárias, perdeu-se em vaidades e egocentrismos... um homem rico, mas que faliu os seus próprios sonhos iniciais, a pequena criança que foi (simbolizada através de um pequeno trenó da marca Rosebud), antes da riqueza vir na idade adulta.
Mais perguntas assolam a mente do jovem em crescimento. Por onde ir? Valerá a pena dar a volta à rotunda e seguir por outra estrada. Já todas foram tão viajadas, tudo é possível, onde jaz a decisão menos conflituosa com o seu espirito. Depois de tantos caminhos já escolhidos, ainda muitos estão por escolher. A frase que aparece noutro filme, inesquecível, "eu escolhi a estrada menos viajada" ficou na memória, só que já não há estradas menos viajadas...
Só que o jovem em crescimento já não seja um jovem, embora ainda esteja em crescimento.
o futuro é agora
tudo pode ser encontrado
fea
Sinto a necessidade de voltar a tempos antigos, a mentalidades antigas, a liberdades de espiríto antigas, a imaginação antiga, a força antiga, a inquietações antigas, a filosofias antigas, a esperanças antigas.
o futuro é agora
tudo pode ser encontrado
o futuro é agora
tudo pode ser encontrado
regressar
Viajar para outro país, outra cultura, dá-nos uma sensação de alheamento da nossa realidade. Estamos noutra. Diferente. Longe do hábito. Da língua. Das pessoas do quotidiano. É bom e às vezes não apetece regressar.
quinta-feira, agosto 16, 2007
prego
Regressar de Itália de férias para os hábitos antigos é estranho mas reconfortante. Se não fosse sair muito mais caro, gostaria de ficar mais tempo por Itália. Ver as coisas com mais calma. Um mês inteiro não era nada mal pensado. A rotina voltou, mas a memória de uma viagem inesquecível dificilmente desaparece.
quarta-feira, agosto 08, 2007
holidays
De ida para Itália, as férias chamam. Para quem estiver a ler, aproveitem bem o Verão, já está no final. Mesmo a trabalhar, aproveitem o sossego desta altura. Até.
Voltar a andar de avião... de noite. Ui. Espero sobreviver. Se for esse o caso, cá nos vemos dia 15.
Voltar a andar de avião... de noite. Ui. Espero sobreviver. Se for esse o caso, cá nos vemos dia 15.
segunda-feira, agosto 06, 2007
liberdade das amarras
Domingo à noite. A sensação de não ter trabalhado hoje ou ter de trabalhar amanhã é simplesmente libertadora. Férias sabem bem por isto, especialmente quando estou na terrinha.
domingo, agosto 05, 2007
over there there's some friends of mine
"Well over there there's friends of mine
What can I say, I've known 'em for a long long time
And yeah they might overstep the line
But I just cannot get angry in the same way
Not, not in the same way
Not in the same way
Oh no, oh no no"
Arctic Monkeys, A Certain Romance
dias de praia
Dias de praia. De pensamentos longínquos. De água fresquinha. De limiar da terra. De proximidade com o mar. Dias de praia. De areia quentinha. De sol acolhedor. De suor em bica. De pouca roupa e muitas vistas, para o longínquo e particular.
dormir por dormir
O que é que os homens têm que têm o hábito de dormir, seja em que posição for, em qualquer lado?
É certo que não são todos. Mas conheço uns quantos, da família próxima, que o fazem com grande facilidade. O fenómeno faz-me sempre lembrar uma daquelas séries televisivas que ficam na memória, Cheers, Aquele Bar, com aquela música característica e um Woody Harrelson (que, curiosamente, na série tem o mesmo nome, Woody) que adormecia em serviço e mesmo em pé e tudo.
Neste preciso momento vejo um homem de 48 anos, sentado num cadeira bem dura, com os braços dobrados e debruçado sobre uma mesa, com a cabeça estendida sobre eles e a dormir profundamente. Inicialmente, estava a dormir sentado e com a cabeça completamente torta. À sua frente uma revista chamada Visão e uma bolsa de tabaco, do tipo de enrolar. Quando o chamei e disse para ir dormir para a cama, a cabeça foi projectada para frente da revista que lia anteriormente e sairam uns múrmurios imperceptíveis.
Há 26 anos que conheço este homem, e desde essa altura que ele tem esta tendência de adormecer em tudo o que é sítio, especialmente pelo sofá e a ver tv. Conheço mais uns quantos que o fazem.
Actualmente não sou assim, mas será que vou ser? Assusta-me a ideia... espero não ser, até porque acordar com dores de costas ou de pescoço não é das coisas mais agradáveis. E prezo muito o conforto do vale dos lençóis, o um, o dois ou o três. Prefiro o um e o três. Também tenho apetência para deitar tarde, ficar a ver tv ou pelo sofá, mas para já não tenho qualquer apetência para dormir no sofá, até porque quando começo a ver um filme raramente consigo parar de vê-lo, seja para sair ou para adormecer mesmo ali, vejo mesmo até ao fim. É o poder das histórias... algumas até nem são nada de jeito.
Uma das imagens mais curiosas da minha infância/adolescência é ver uma cabeça de um homem ir caindo à medida que o sono o preenchia, num sofá. No segundo seguinte levantava-a novamente, para voltar a cair de imediato, devagar... repetidamente. Pensava: aqui está o cérebro de um ser vivo, em plena actividade, no entanto, a dormir, insconsciente do que se passa à sua volta. Causava-me estranheza e alguma introspecção.
Claro que um dos passatempos preferidos era mesmo perturbar este sono profundo de um local pouco próprio. Papéis na boca eram um clássico, tal como passar suavemente com um papel na orelha ou mesmo soprar. As reacções nem sempre eram imediatas, mas quando aconteciam eram ligeiras e despercebidas. Depois exagerava, um papelito a perturbar a pelosidade nasal costumava dar reacções mais energéticas, que se tornavam até em ameaças, e em bastante riso da minha parte. Criancices belas.
É certo que não são todos. Mas conheço uns quantos, da família próxima, que o fazem com grande facilidade. O fenómeno faz-me sempre lembrar uma daquelas séries televisivas que ficam na memória, Cheers, Aquele Bar, com aquela música característica e um Woody Harrelson (que, curiosamente, na série tem o mesmo nome, Woody) que adormecia em serviço e mesmo em pé e tudo.
Neste preciso momento vejo um homem de 48 anos, sentado num cadeira bem dura, com os braços dobrados e debruçado sobre uma mesa, com a cabeça estendida sobre eles e a dormir profundamente. Inicialmente, estava a dormir sentado e com a cabeça completamente torta. À sua frente uma revista chamada Visão e uma bolsa de tabaco, do tipo de enrolar. Quando o chamei e disse para ir dormir para a cama, a cabeça foi projectada para frente da revista que lia anteriormente e sairam uns múrmurios imperceptíveis.
Há 26 anos que conheço este homem, e desde essa altura que ele tem esta tendência de adormecer em tudo o que é sítio, especialmente pelo sofá e a ver tv. Conheço mais uns quantos que o fazem.
Actualmente não sou assim, mas será que vou ser? Assusta-me a ideia... espero não ser, até porque acordar com dores de costas ou de pescoço não é das coisas mais agradáveis. E prezo muito o conforto do vale dos lençóis, o um, o dois ou o três. Prefiro o um e o três. Também tenho apetência para deitar tarde, ficar a ver tv ou pelo sofá, mas para já não tenho qualquer apetência para dormir no sofá, até porque quando começo a ver um filme raramente consigo parar de vê-lo, seja para sair ou para adormecer mesmo ali, vejo mesmo até ao fim. É o poder das histórias... algumas até nem são nada de jeito.
Uma das imagens mais curiosas da minha infância/adolescência é ver uma cabeça de um homem ir caindo à medida que o sono o preenchia, num sofá. No segundo seguinte levantava-a novamente, para voltar a cair de imediato, devagar... repetidamente. Pensava: aqui está o cérebro de um ser vivo, em plena actividade, no entanto, a dormir, insconsciente do que se passa à sua volta. Causava-me estranheza e alguma introspecção.
Claro que um dos passatempos preferidos era mesmo perturbar este sono profundo de um local pouco próprio. Papéis na boca eram um clássico, tal como passar suavemente com um papel na orelha ou mesmo soprar. As reacções nem sempre eram imediatas, mas quando aconteciam eram ligeiras e despercebidas. Depois exagerava, um papelito a perturbar a pelosidade nasal costumava dar reacções mais energéticas, que se tornavam até em ameaças, e em bastante riso da minha parte. Criancices belas.
sábado, agosto 04, 2007
terça-feira, julho 31, 2007
domingo, julho 29, 2007
tardes de verão
Depois de uma tarde de praia uma das sensações mais especiais é fechar os olhos no banho, enquanto o sal sai do corpo, e ver o azul do céu, o azul do mar, sentir o cheiro da praia. Apetecível.
Incrível é também estar deitado na toalha, na praia, e sentir tudo o que se passa à nossa volta, desde o sol e o vento, até às pessoas e as suas conversas curiosas.
PS: esta tarde foi na praia de São Julião, perto da Ericeira
Incrível é também estar deitado na toalha, na praia, e sentir tudo o que se passa à nossa volta, desde o sol e o vento, até às pessoas e as suas conversas curiosas.
PS: esta tarde foi na praia de São Julião, perto da Ericeira
sexta-feira, julho 27, 2007
falar de tudo, quase
Há algumas coisas que se ouvem falar pouco pela Internet e pelo mundo dos blogs, e o os impostos e finanças é uma delas. Poucos falam nas suas declarações de IRS. Curioso.
terça-feira, julho 24, 2007
sábado, julho 21, 2007
sexta-feira, julho 20, 2007
quarta-feira, julho 18, 2007
terça-feira, julho 17, 2007
ecoar
Estou cansado. Quero ir dormir. Mas as palavras ecoam da minha mente para o teclado com algum fervor. Tantas palavras que deixei fugir, tantos sentidos que acabaram para sempre, as palavras escritas poderão ser o último refúgio do homem pensante, o meu é de certeza.
noite, vento, música
Pela noite dentro vagueamos em velocidade pela cidade calma, deserta, escura, misteriosa e intensa. O pé no acelerador diz-nos que somos livres, que não temos limites, fazemos as nossas próprias leis. O vento a passar pelo carro, o rosnar do motor, mostra-nos que somos velozes, ágeis e poderosos. A curva que fazemos a deslizar, rápida e suave, insiste que somos habilidosos e funcionamos por instinto, mesmo sem olhar. Os carros pelos quais passamos, ou não passamos, consoante a nossa vontade, mostram-nos que podemos ser melhores, ir mais além, mas só se quisermos… A música rápida no carro é acompanhada pela nossa voz, entusiasmada, ritmada e com garra. Nós somos como queremos ser e estamos ali, naquele momento, naquela batida, naquele arranque, naquelas palavras, naquela estrada, rua e cidade.
A noite é amiga, protege-nos do supérfluo, traz-nos de volta a nossa essência, quem somos, o que queremos e o que podemos fazer. Indica-nos o caminho para casa, para o pensamento e para a nossa mente. Nada está perdido, nós podemos ser encontrados. Numa música, numa estrada, numa rua ou numa casa. Normalmente somos encontrados sozinhos, vivos ou mortos.
A noite é amiga, protege-nos do supérfluo, traz-nos de volta a nossa essência, quem somos, o que queremos e o que podemos fazer. Indica-nos o caminho para casa, para o pensamento e para a nossa mente. Nada está perdido, nós podemos ser encontrados. Numa música, numa estrada, numa rua ou numa casa. Normalmente somos encontrados sozinhos, vivos ou mortos.
viverrrr
Nada como fazer amor e levar uma bolada nos testículos para nos sentirmos vivos.
Estou vivo! Vou viver!
Estou vivo! Vou viver!
a vela
A vela arde incandescente
Brilha e ilumina a minha mente
Chega a encandear mas não é para sempre
Vela, vela, o que vais fazer a seguir?
O destino está traçado
A vela irá estar acesa um bocado
Até que o fio chegue a pavio
O destino está traçado
Vela, vela, e se tiveres uma ajuda?
Balança, balança pela mão (cantando)
Até que tomba pelo chão
A boneca pintada dá-lhe a mão
E tudo resulta numa explosão
Fogo, fogo até mais não
Arde, arde, sem emoção
Até que desfaz uma criação
Vela, vela, quem te usou?
Foi o fogo e o João.
sábado, julho 14, 2007
praia
Ir à praia é das experiências mais libertadoras e encantadoras da minha vida. Sempre foi um privilégio fácil de ter e que aproveitei minimamente bem.
sol. areia. mar. jogos. raparigas. pouca roupa. longe da rotina. longe da "terra". perto da água.
sol. areia. mar. jogos. raparigas. pouca roupa. longe da rotina. longe da "terra". perto da água.
aos 74 anos todos os santos ajudam, menos na estrada
Hoje um senhor, simpático e simples por sinal, bateu-me no carro (emprestado). Tem 74 anos e a sua carta caduca no próximo ano. Fui apenas um raspão, mas ele acabou por preencher a declaração do seguro, visto haver danos. Acabou por ser ele o culpado e nem argumentou, foi correcto, afável e disponível. Depois de batermos, ele parou um pouco à frente, quando poderia facilmente ter fugido. Foi a primeira vez que preencheu a declaração e a mim foi a primeira vez que ajudei a preenchê-la.
Não demorou muito (uns 30 minutos) e poderia ter demorado menos, não fosse algo lento a escrever, o que é normal aos 74 anos. Comigo no carro e a assistir a isto tudo ia o Gonçalo Sá, que comentou depois comigo "isto é assunto para o teu blogue". Pelos vistos é mesmo!
PS: hoje dei o meu caso pessoal e opinião sobre eleições, para um programa de rádio nacional, pela tarde. Usei um pseudónimo (meramente como precaução, dada a minha profissão). Acabou por ser um favor a um amigo que por lá trabalha, caso contrário dificilmente o faria.
Não demorou muito (uns 30 minutos) e poderia ter demorado menos, não fosse algo lento a escrever, o que é normal aos 74 anos. Comigo no carro e a assistir a isto tudo ia o Gonçalo Sá, que comentou depois comigo "isto é assunto para o teu blogue". Pelos vistos é mesmo!
PS: hoje dei o meu caso pessoal e opinião sobre eleições, para um programa de rádio nacional, pela tarde. Usei um pseudónimo (meramente como precaução, dada a minha profissão). Acabou por ser um favor a um amigo que por lá trabalha, caso contrário dificilmente o faria.
sexta-feira, julho 13, 2007
testes e baldrocas
No secundário, os testes que me corriam melhor eram aqueles em que tinha pior nota. Pergunto-me a mim próprio se acontece o mesmo agora, nos tempos de trabalho...
Acho que, um pouquinho, sim.
Acho que, um pouquinho, sim.
terça-feira, julho 10, 2007
voar
Uma semana e uns dias depois da minha primeira viagem de avião, posso dizer:
SENTI-MEEEEE VIVOOOOOOOO!
Mesmo uma viagem pequena, sem grandes sobressaltos, permite sentir a adrenalina e o medo de fazer algo que não é normal para o ser humano, voar.
SENTI-MEEEEE VIVOOOOOOOO!
Mesmo uma viagem pequena, sem grandes sobressaltos, permite sentir a adrenalina e o medo de fazer algo que não é normal para o ser humano, voar.
usurpador ou não usurpador
Quem pensa em estar com uma mulher só pela relação física, mesmo que não tenha continuado por não se sentir bem com isso, é um usurpador (e existem vários tipos)!
Eu já fui um usurpador, mas daqueles que foi durante muito pouco tempo.
Eu já fui um usurpador, mas daqueles que foi durante muito pouco tempo.
duro regresso à realidade virtual
O tempo volta a passar a correr. Depois de uma viagem em que cada hora era mesmo vivida e parecia um dia, voltei ao tempo e espaço onde cada dia parece uma hora. Onde é que está o botão PAUSE?!
sábado, julho 07, 2007
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