Para quem quer descobrir e sentir. Quem quer conhecer outras formas de vida e de pensamento, melhor ou pior.
Quem = serEmot futuro.
O que interessa?
Tensões na mente de serEmot
domingo, setembro 14, 2008
aprender a crescer e a ceder
Com o aumento dos anos de vida existe mais responsabilidade e também mais poder. Quando temos uma família grande, com irmãos mais novos, basta sermos maiores de idade e ter algo importante como um computador, que nos pertence, para influenciarmos o estado de espiríto do nosso pequeno irmão, que quer jogar um jogo que adora. Existe uma clara fronteira entre a disciplina que é necessária e a irredutibilidade cruel e injusta. Quando temos um pouco de poder, não convém abusarmos dele e virarmos em pequenos déspotas, para nosso bem e daqueles que nos rodeiam.
quarta-feira, setembro 10, 2008
segunda-feira, setembro 01, 2008
quinta-feira, agosto 28, 2008
só se morre uma vez!!!
Morreu hoje a minha última bisavó. Chamava-se Augusta e nunca a esquecerei. Nos últimos anos foi internada num lar de 3ª idade e estava acamada há algum tempo. Dói-me saber que já não existe. Dói-me ainda mais saber que não a visitei quando devia. Facilitismo. Distância do lar. O facto de viver em Lisboa. Tudo desculpas que não pegam e que me custam. A verdade é que me sinto mal por isso. Foi culpa minha. Facilitismo de alma. Longe da vista, longe do coração. Ela já não estava muito bem, acamada, sem grande discernimento, e talvez tenha evitado vê-la assim, porque me custava. Sinto-me mal por ter optado pelo facilitismo e estou arrependido. Curioso como só nos arrependemos quando as pessoas morrem ou quando acontece alguma coisa grave. Na verdade, arrependi-me várias vezes de não ter ido visitá-la nestes últimos anos. Pensei sempre, hei-de ir. Tenho de ir. Nunca fui. Agora não há hipótese. Tenho hipótese de ir ao funeral dela. E isso não vou desperdiçar. Mesmo que custe, que custa. Vou!
Vou para honrar a memória de uma velhota simpática, alegre, bem disposta, que ficou viúva muito cedo. Vou, porque vou. Porque tenho de ir, não para os outros, mas para mim próprio. Tenho de ir, nem que caia o carmo e a trindade.
A minha bisavó Augusta era da religião Jeová, ou Testemunha de Jeová. Quando era puto, ela foi a minha catequese. Nunca fui baptizado nem frequentei a Igreja Católica, mas ela ensinou-me com a boa disposição e paciência que lhe eram intrínsecas, a história de Jesus Cristo e muitas outras histórias da bíblia. Apesar da minha renitência inicial, da minha gozação e brincadeira constantes, fui aprendendo algumas coisas com ela que fizeram de mim um apaixonado por história, história dos povos, das nações, da criação do planeta... E, curiosamente, fizeram de mim um agnóstico quase ateu, que sou. Só havia uma Testemunha de Jeová em toda a família, era ela. E tinha a força para manter as suas convicções intactas. Ao ponto de me levar a uma convenção Jeová em plena Mata das Caldas (no pavilhão da cidade)... que, confesso, foi uma seca descomunal.
Como viúva que era, conseguia levar a vida com um sorriso e sabia aligeirar as coisas sérias como poucos. Tinha uma tendência para gases que levava a outra tendência: punha a família toda a rir. Era pequenina, mas gostava de abraçar e tocar a cara das pessoas. Senti-las. Tomá-las como suas. Tenho saudades dela. Fez parte da minha infância e adolescência.
Adeus avó Augusta. Desculpa. Até um dia destes.
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Lembro-me de lhe ensinar a utilizar o telefone. "Modernices", dizia ela. Mas aprendeu. Lembro-me dos olhos pequenos e sorridentes e de como gostava de se aperaltar quando saia para algo especial. Lembro-me de dizer que havia lobos maus na rua, à noite, para evitar que eu fosse à procura dos meus pais, que me tinham deixado em casa da minha avó. Essa faceta (pregar sustos às crianças para não fugirem ou fazerem coisas que não deviam) era habitual ter-se no campo, de onde ela vinha, pelo que sempre lhe perdoei. Mais tarde dizia o mesmo e eu já não acreditava... e ela ria-se. Lembro-me de sempre a achar muita mais parecida com a minha tia Regina do que com a minha avó Graça. Lembro-me dela e isso é importante para mim. Faz-me pensar em mim mesmo, de onde vim e quem sou. Faz-me reavivar memórias que ainda estão em mim e que fizeram de mim quem sou, mesmo que isso não seja nada de especial.
É curioso como a minha "vó Augusta" está mais presente nas minhas memórias e no meu princípio de vida do que poderia pensar antes de começar a escrever este texto. Escrever liberta o pensamento das amarras do crescimento. E ainda bem.
Obrigado por tudo vó.
quarta-feira, agosto 27, 2008
long john silver
Cavaleiro da sorte (vulgo pirata), de seu nome Long John Silver, no livro de Björn Larsson, Long John Silver.
"Um capitão pode ser destituído, mas ninguém destitui John Silver."
idem
terça-feira, agosto 12, 2008
quarta-feira, agosto 06, 2008
crescer
quarta-feira, julho 30, 2008
sexta-feira, julho 25, 2008
se o sade o diz...
Marquês de Sade (1740 - 1814)
quarta-feira, julho 23, 2008
remember that day when everything has gone bad
O mais curioso neste dias é exactamente esse misto de azar e sorte. Tudo foi mau, mas faltou aquele bocadinho assim para ser péssimo.
Numa rotunda perto do Cacém (uma localidade onde espero nunca viver) com pouca visibilidade, travo a fundo quando vejo um pequeno Kia Picanto a vir na minha direcção, em contra-mão!!! Lá dentro uma velhota encolhia os ombros, sem saber o que fazer nem em como se meteu em tamanha alhada (a verdade é que já teria contornado em contra-mão uma bela parte da rotunda). A grande sorte foi que uma senhora que estava a entrar na rotunda e também teve de travar repentinamente, começou a apitar violentamente a fazer sinais com as mãos para a senhora para o carro e não continuar. Senão, o mais provável seria eu ter abalroado com violência o Picanto e não estar aqui, neste momento, a escrever este post. Enfim. Os dias de azar também são dias de sorte.
segunda-feira, julho 21, 2008
keep it to yourself
terça-feira, julho 01, 2008
onde estás tu?
Respira competição, em tudo. Vive e pensa competição. Não é que seja mau tipo por isso, longe disso. Mas chega, às vezes, no segredo do seu pensamento, a desejar mal a quem lhe passa à frente, justa ou injustamente. Mas não é mau tipo, até porque não deseja mesmo mal a alguém, é apenas um sentimento passageiro, até que depressa volta à razão.
Ele é como tu. Como ele e ela. Como nós. Sentes-te assim? Viveste assim? Foge, foge, bandido!
domingo, junho 15, 2008
ready, set... lift off to the skies of africa
Houston... I HAVE A PROBLEM!!
O cockpit é tudo aquilo que já vimos nas fotos. Só que mais pequeno, com mais botões ainda e um pouco mais velho. Na verdade, muito do cockpit assemelha-se a um carro pequeno, com estofos já um pouco idosos, muito pouco espaço para o que quer que seja, tudo muito ocupado e atolado, desde os biliões de botões e alavancas, que preenchem por completo a parte à frente dos pilotos, o espaço entre os pilotos e... o tecto. Eu vou uns centímetros atrás do comandante do avião e do co-piloto. Ambos homens que parecem experientes, pelo menos na idade (já evidenciam os seus vários cabelos brancos). O banco em que me sento é velho e com dimensões semelhantes a uma cadeira de bebé. Os meus joelhos, mesmo encolhidos, batem nos ferros onde está a consola entre piloto e co-piloto (imagino se fosse alto...). Coloco o cinto obrigatório, que tem uma segurança igual à de uma corda esfarrapada.
Comandante e co-piloto, ainda em frente à fachada principal do minúsculo aeroporto, fazem os checks. Têm uma lista do que é preciso verificar. Têm dados (coordenadas, altitudes, etc) para colocar no computador de bordo - vão falando em voz alta os valores que vão colocando para ficarem registados na caixa negra do avião (não me agrada pensar nisso). Quando entrei ninguém me disse nada.
O ambiente é tenso e profissional. Não há tempo a perder, nem para um bom dia (no dia anterior tinha estado no cockpit em plena viagem no ar e falou-se muito em ambiente descontraido). Mexem em botões, muitos. O avião começou a andar para a pista. Só existe uma, só existe um avião em movimento, tudo à volta da pista são ervas bem altas... nada disto inspira confiança. Piloto e co-piloto nunca descolaram deste aeroporto remoto... o que também não inspira confiança.
A tensão cresce à medida que nos aproximamos da pista. Vejo tudo, desde a vista total do que se passa lá fora até ao que se passa cá dentro. Vejo como giram as rodas do avião, como o co-piloto está a suar e visivelmente atrapalhado e o comandante está mais tranquilo mas também muito concentrado.
Ambos ajeitam com pormenor e cuidado os seus bancos para terem a distância ideal para os pedais. O co-piloto faz o movimento de puxar o banco para a frente e para trás umas dez vezes (bate nos meus joelhos várias vezes, mas já ignoro isso, entre as minhas pernas estão mais uns comandos, penso em mexer nos botões... vontades infantis que controlo, naturalmente, o nervosismo é grande)... não inspira confiança... sente-se muita tensão.
O avião está na posição certa. Vão falando com a torre de controlo (não há torre propriamente, mas pronto). O inglês dos pilotos está longe do perfeito, mas da torre de controlo parece ser pior, pelo que consigo ouvir.
A linguagem utilizada só não me põe a rir às gargalhadas porque muito nervoso. Charlie Eco Alfa Romeu são algumas das palavras que vão deambulando pelo ar, em tom tenso, para confirmar as coordenadas utilizadas... Começo a imaginar as palavras engraçadas que o co-piloto vai dizendo com todas aquelas letras com palavras associadas. Chega a dizer coisas com sentido, no meio de tantas expressões...
Está tudo a postos. O avião começa a fazer mais barulho. O co-piloto ajusta outra vez o banco. O nervosismo cresce. Ambos pegam com intensidade nos comandos do avião. O avião parte a grande velocidade. O piloto vai carregando em botões e alavancas muito rapidamente e à pressa... O meu corpo tenso é empurrado contra o banco minúsculo. Os comandos do avião começam a ser puxados para trás rapidamente e o avião começa a levantar-se do chão...
A ADRENALINA é impressionante e a vista também. Estamos a voar. Há alguma trepidação. O ponteiro da altitude dá voltas de 360º contínuas e frenéticas. Estamos cada vez mais alto. A vista do céu começa a ser também de terra. É deslumbrante. A tranquilidade e os suspiros de alívio estão a instalar-se. Uffa! O comandante sugere-me que me sente no outro banco atrás dele, mais junto à janela esquerda e com vista mais a pique. Um bom conselho. A vista é incrível e muito mais "real", preenchida e completa do que nos lugares normais do avião. A sensação é mais autêntica. Estamos mesmo a voar. Não se trata de imagem que está do lado de fora e nos engana... é mesmo real. A altitude. A sensação.
Lamento para com os meus botões não ter trazido a máquina fotográfica (não era permitido). Encosto a minha cabeça ao vidro. Sinto o ar a passar a grande velocidade do lado de fora. É impressionante. Aproveito e interiorizo a experiência... a decorrer. Sempre acompanhado pela vista incrível sob a planície e as montanhas do Atlas africano.
Em poucos minutos que mais parecem poucos segundos chega a vista sobre as grandes cidades... como Tânger... e as praias. A linha da costa junto ao mediterrâneo é incrivelmente direita com, aparentemente, poucas encostas e praias a perder de vista (são km e km e km sem ausência de areia). A costa começa a ficar cada vez mais para trás e já só vemos mar (junção entre Atlântico e Mediterrâneo)... e nuvens.
Em poucos minutos começamos a ver o que parece ser a costa algarvia. É aí que um dos assistentes de bordo bate à porta. Entra. E convida-me a sair. De saída do cockpit, há algo diferente. Há a forma como me sinto... mais "cheio" de qualquer coisa nova e intensa. E há o sorriso nos lábios que não consigo evitar nem esconder e que não é indiferente aos outros passageiros que estranham ver-me a sair daquela zona.
Sobrevivi e experienciei. Para recordar.
quinta-feira, junho 05, 2008
africa, africa, africa, africa
viajar no tempo e no espaço *
* Marrocos :: Fes
quarta-feira, maio 28, 2008
o corpo é que paga... por isso há que massajá-lo
O corpo é composto por toda uma complexidade incrível. Quando não temos problemas de saúde, somos novos e embrulhados na rotina de um trabalho e de uma vida temos a tendência de ligar pouco ao corpo na sua essência.
Uma longa e bela massagem serve, por isso mesmo, para relaxar completamente e nos voltar a colocar em contacto com o nosso corpo, dos dedos dos pés, passando pelos gémeos, coxas, dedos, mãos, braços, barriga, costas (de um ponta à outra, ombros...). O mais curioso numa massagem por um profissional é que existem uma espécie de regras implícitas que não nos são explicadas.
Entramos numa sala com luz de intensidade reduzida, com uma mesa, música ambiente e decoração a condizer com o ambiente zen. Dizem para nos despirmos completamente e colocarmos roupa interior fornecida por eles (uma cueca descartável muito fina) e saem da sala. Depois de nos colocarmos em cima da mesa naqueles trajes e com umas toalhas por cima, a massagista entra e inicia a massagem. É mais de uma hora de muitos movimentos para libertar toda a tensão em cada um dos nossos músculos e articulações. Brilhante e relaxante! A regra é ficar quieto e deixar-nos ir... naquele momento. Olhos abertos ou olhos fechados? Não faço ideia, só sei que a massagem vai pedindo aos olhos que se fechem e gozem o momento.
Depois a massagista sai e toca a limpar do óleo que percorreu o nosso corpo e vestir. Ainda há tempo para beber um cházinho oferecido, sem açucar e que amantes de açucar como eu não conseguem acabar de beber - curiosamente o chá de gengibre colocou a voz muito grave, de forma estranhamente agradável!
Ter alguém a mexer no nosso corpo é estranho, mas ao mesmo tempo natural. Estamos expostos e, por isso, existe uma preocupação em manter a privacidade, o distanciamento e o ambiente seguro para que consigamos relaxar completamente. É uma bela experiência!
quinta-feira, maio 22, 2008
sexta-feira, maio 16, 2008
warum?
incomensuravelmente*
É com isto que sonho todas as noites, quero ser este homem.
Quem sabe um dia, um dos putos não se torna o Cristiano Ronaldo e eu possa compensar com muito dinheiro todos os vizinhos que incomodei com a minha estupidez bronca e incomensuravelmente cretina e parva.
Resta-me dormir, ou pelo menos tentar, e sonhar, ou pelo menos tentar, em ser um senhor assim.
* PS: acho que há manifesta falta de tacos de beisebol (pelos vistos em português escreve-se assim) em Portugal! Há pessoas que têm atitudes, seja comandando apenas os seus corpos ou um carro, que revelam clara impunidade no dia-a-dia. Se todo o português, mesmo o pacífico, tivesse um taco de beisebol no carro ou em casa e o usasse, uma vez por outra, num destes indivíduos cretinos talvez esses mesmos sujeitos pensassem duas vezes antes de serem exteriorizarem toda a sua parvoíce. Pelo menos iria passar-lhe pela cabeça:
"Bem, se o semáforo fica vermelho e este gajo tem um taco no carro, estou f*did*!!!"
incomensuravelmente*
É com isto que sonho todas as noites, quero ser este homem.
Quem sabe um dia, um dos putos não se torna o Cristiano Ronaldo e eu possa compensar com muito dinheiro todos os vizinhos que incomodei com a minha estupidez bronca e incomensuravelmente cretina e parva.
Resta-me dormir, ou pelo menos tentar, e sonhar, ou pelo menos tentar, em ser um senhor assim.
* PS: acho que há manifesta falta de tacos de beisebol (pelos vistos em português escreve-se assim) em Portugal! Há pessoas que têm atitudes, seja comandando apenas os seus corpos ou um carro, que revelam clara impunidade no dia-a-dia. Se todo o português, mesmo o pacífico, tivesse um taco de beisebol no carro ou em casa e o usasse, uma vez por outra, num destes indivíduos cretinos talvez esses mesmos sujeitos pensassem duas vezes antes de serem exteriorizarem toda a sua parvoíce. Pelo menos iria passar-lhe pela cabeça:
"Bem, se o semáforo fica vermelho e este gajo tem um taco no carro, estou f*did*!!!"
quarta-feira, maio 14, 2008
massa dorida
O excesso de trabalho tem destas coisas. Só é pena quando estamos a ser explorados.
sábado, maio 10, 2008
olha para mim
Somos assim, como nós. Respira fundo.
sexta-feira, maio 09, 2008
domingo, maio 04, 2008
saber dar
Exemplo disso é a iniciativa do Banco Alimentar Contra a Fome, liderado há seis anos por Isabel Jonet. Ontem e hoje ao passar-se por um hipermercado ou supermercado era fácil encontrar várias mulheres a comprarem coisas apenas e só para o Banco Alimentar, colocando num saco dado à entrada. Curiosamente nos voluntários do Banco Alimentar já se vê mais rapazes ou homens.
sábado, abril 19, 2008
quarta-feira, abril 09, 2008
o ponto de partida :: i need the feeling touch
Este post foi agendado pelo novo serviço do Blogger, pelo que não estou aqui, frente ao computador a partir do momento em que este texto aparece aqui pelo blog (18h25). Estou longe, muito longe, de ecrãs e da vida cibernética. Estarei impregnado em vida, na minha vida. De preferência que não seja enquanto procuro as hortaliças num hipermercado qualquer do nosso país, mas sim numa qualquer ilha paradísiaca e remota como, por exemplo, as Berlengas.
Nestes momentos gosto de me recostar para trás na cadeira da vida e pensar. Pensar no que vou fazer a seguir e porque não cheguei onde queria até ali, àquele momento que não significa nada para mim, mas ao mesmo tempo significa tudo. Esse momento significa que o mundo não pára por nós e os anos também. O fim do meu ano é hoje. O princípio de um novo ano é às 18h25 desta quarta-feira que, por acaso ou nem por isso, é o dia 9 de Abril.
Estou a escrever estas palavras recostado na cama. A lutar com os olhos para se manterem abertos (custa!). Daqui a pouco é uma da manhã do meu dia. A nível legal os 27 já ninguém mos tira, nem que venha agora aqui um carjacker qualquer com uma bela e lustrosa catana e me atire desta para (provalmente ou nem por isso) melhor. Já do ponto de vista teórico só chego aos 27 (que idade tão feia) às 18h25. A essa hora tudo me pode ter acontecido... tudo menos estar aqui, a olhar para isto.
emot,
Pensa (mentos) melhor para mais um ano de vida.
É caso para dizer, hoje é o primeiro dia do resto da tua vida.
PS: Parabéns e obrigado mãezinha por me teres colocado no planeta Terra. Quem sabe se ainda não faço alguma coisa de jeito com os minutos e horas que me restam por aqui.
sábado, abril 05, 2008
i choose the last travelled road
terça-feira, abril 01, 2008
i'm only happy when i'm dancing
Na verdade, o que fizer com os últimos 90 dias do meu fôlego e do meu corpo irão definir a minha pessoa para sempre.
* pergunta de uma vida
remember the days of the old school yard?
Quem me dera ser um optimista. Quanto muito, contento-me com algum positivismo ocasional.
let's make a bite to remember, from january to december
segunda-feira, março 31, 2008
mundos urbanos cruéis e duros
Foi preciso para Lisboa para sentir essa injustiça ignóbil e revoltante na pele. Foram precisos seis anos a viver na capital do país para experienciar isso mesmo de forma directa. Roubaram-me uma scooter nova em 2005. Nunca apareceu. A polícia nunca disse nada a propósito da queixa. Dúvido muito que tenham, sequer, tentado procurar. Foi uma perda que me marcou. Que evitou que me metesse noutra tão cedo. Que me revoltou profundamente contra alguém que não conheço, contra um modo de vida que não compreendo de maneira nenhuma.
Desde então já senti outros efeitos criminosos. Foram desagradáveis e irritantes só não foram mais chatos porque aconteceram em viaturas que não eram minhas. Partiram o vidro de uma porta lateral de um carro que estava a testar numa madrugada em 2007, para roubarem o rádio. Agradeço a todos os santos, se é que existem, pelos sacanas não se terem lembrado (ou não terem tido tempo) para irem à bagageira, onde estava a minha mala cheia de objectos pessoais e ainda o meu computador portátil, onde estava grande parte da minha vida. Acatei o aviso e aprendi a lição. Desde então nunca mais deixei nada de valioso num carro, nem por uma hora sequer. É um alvo fácil para os nojentos que habitam o planeta. Recentemente partiram um vidro pequeno de mais um carro que não era meu junto ao Colombo, enquanto fui lá com a minha irmã (umas duas horas longe do carro). Tentaram espreitar a ver se havia alguma coisa na bagageira... mas não havia nada. Não roubaram absolutamente nada.
Hoje de madrugada foi uma amiga minha que chegou ao carro e deparou-se com o seu Renault Clio já antigo vítima de tentativa de arrombamento da porta. Provavelmente por pé de cabra. Agora não consegue abrir a porta por fora e tem a porta danificada. O que roubaram? Absolutamente nada, até porque não havia nada para roubar.
Mas qual é a motivação de escumalha que faz isto? O que ganha? Porquê perturbar tanto a vida de quem não se conhece?




