sábado, janeiro 28, 2006

quarta-feira, janeiro 25, 2006

ring of fire


"I Walk The Line"

I keep a close watch on this heart of mine
I keep my eyes wide open all the time
I keep the ends out for the tie that binds
Because you're mine, I walk the line

I find it very, very easy to be true
I find myself alone when each day is through
Yes, I'll admit that I'm a fool for you
Because you're mine, I walk the line

As sure as night is dark and day is light
I keep you on my mind both day and night
And happiness I've known proves that it's right
Because you're mine, I walk the line

You've got a way to keep me on your side
You give me cause for love that I can't hide
For you I know I'd even try to turn the tide
Because you're mine, I walk the line

I keep a close watch on this heart of mine
I keep my eyes wide open all the time
I keep the ends out for the tie that binds
Because you're mine, I walk the line
Johnny Cash

one thought

Johnny Cash escreveu, os U2 pegaram e celebrizaram o tema para a malta mais nova, como eu, e como fui ver hoje o filme sobre Johnny e June, coloco aqui esta letra. One é a palavra central e dedicada.

"One"
Is it getting better
Or do you feel the same
Will it make it easier on you now
If you've got someone to blame

You said one love
One life
When its oone need
In the night
One love we get to share it
It leaves you baby if you dont care for it

Did i disappoint you
Or leave a bad taste in your mouth
You act like you never had love
And you want me to go without

Well its too late
Tonight
To drag the past out
Into the light
We're one but we're not the same
We get to carry each other
Carry each other
One

Have you come here for forgivness
Have you come to raise the dead
Have you come here to play jesus
To the lepors in your head

Did i ask too much
More than a lot
You gave me nothing now
Its all i got
We're one but we're not the same
Well we hurt each other and we're doin it again

You said love is a temple
Love the higher law
Love is a temple
Love the higher law

You ask me to enter
But then you make me crawl
I cant be holdin on
To what youve got
When all youve got is hurt

One love
One blood
One life
Youve got to do what you should
One life with each other
Sister
Brothers
One life but we're not the same
We get to carry each other
Carry each other
One

quarta-feira, janeiro 18, 2006

be fresh

Frio. É uma sensação ambígua. Mas são tantas as vezes em que sabe bem. Senti o corpo fresco, as bochechas frias, a mente revitalizada. É curioso como existem semelhanças com a revitalização de um duche. O frio faz-me sentir mais confortável, de um modo estranho. Sou estranho. O frio é estranho.

domingo, janeiro 15, 2006

Sessão da meia-noite

Recentemente descobri um novo prazer. Já dura há alguns meses e dá pelo nome de código: cinema ao sábado, à meia-noite. É uma coisa simples, realmente. Consiste, normalmente, num cafézinho com amigos antes. Depois uma passagem sem pressas para o cinema e para um filme.
Infelizmente nem sempre são filmes bons, já que na minha cidade de fim-de-semana, de duas em duas semanas, Caldas da Rainha, apenas existem duas salas com pouca escolha. Recordo ter visto assim, há uns meses, o fantástico, Senhor da Guerra. Achei estranho ter encontrado na mesma sessão, o ex-ministro da Presidência, Morais Sarmento, que estava nas Caldas, não percebi bem porquê (ainda para mais num dos piores cinemas do país, os Delta). Enfim. Ontem, sábado, foi a vez de ver o mau, muito mau, The Fog. Uma tentativa de remake do filme de John Carpenter, de 1980, mas que falha em muitos sentidos.

sábado, janeiro 14, 2006

showering thoughts

A magia do duche. É uma forma não só de ficarmos limpinhos, como de refrescar, começar o dia de novo a vida de novo.

diálogos

4h25 - 14-01-2006
Cozinha. Frigorífico.

- Uhmm. Vou beber Coca Cola.
- Uhmm. Olha que não, isso faz mal especialmente a esta hora. Olha que não vais conseguir dormir depois.
- Se eu fosse a ligar a essas coisas todas...
- Mas olha que isto não é um mero capricho, é mesmo verdade. Está comprovado. Estou a falar verdade com base em coisas verdadeiras e, garanto-te, se beberes vais-te arrepender.
- Uhmmm...
- Depois não consegues dormir, isso tem cafeína, é melhor não beberes, vá.
- Vou beber.
- Porquê?
- Apenas porque tu me estás a dizer para não beber. Sinto que tens razão e sim, é provável que fique sem sono bebendo isto. Mas só pelo facto de me estares a dizer para não beber sinto uma vontade incontrolável de fazer o contrário.
- Espírito da contradição, hein. Isso é uma criancice.
- Pois é, e é tão bom praticá-lo, nem imaginas!! Isso e ter estes diálogos interiores.
- Agora cala-te, porque vou beber.
- Depois não digas...
- Que te não avisei.
-Yup.
- Adeus.

[Diálogo da minha consciência A com a minha consciência B]

navegar

21h48
13-01-2006
Local: algures entre Lisboa e as Caldas da Rainha, no Expresso.

Navegamos num navio chamado sociedade, aquele em que vivemos concretamente e regemos as nossas acções visíveis aos outros. Percorremos as águas urbanas da forma que o navio quer que o façamos, ou não fizéssemos parte dele, umas vezes mais do que outras. Existem aqueles que vivem totalmente fora desse navio mesmo que estejam imediatamente ao lado das pessoas do navio, estão a rumar por águas com outros condicionamentos ou sem aparentes restrições sociais.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

a descobrir o sul

12-01-2006
2:47

Acabei de ler o livre Sul, de Miguel Sousa Tavares.
Não li o livro todo, infelizmente, 2 horas e 35 minutos não chegam. Mas li aquilo que me cativou, à primeira vista, mais. É um universo de descoberta, tudo o que ele cria. Como o próprio diz, é um contador de histórias, um bom contador de histórias, com uma cultura geral e especifíca enriquecida e ornamentada por uma educação, por uns pais, amigos e uma vontade própria imensa.
Ao ler não posso deixar de sentir uma pequena inveja. Ao mesmo tempo, sinto uma enorme alegria por poder saborear, mesmo apenas lendo, as aventuras. Sinto tristeza por ter a certeza que nunca poderei fazer tudo aquilo que ele fez, mesmo que passe por locais que ele passou, sinto que tudo estará diferente...
Existem muitas passagens fantásticas, mas uma das minhas preferidas é mesmo:


Marraquexe. Ver aqui belas fotos. Já hoje, dia 14 Janeiro 2006, encontrei esta reportagem sobre a cidade marroquina feita muito recentemente.

"Lá fora, sobretudo quando viajo sozinho, sou um homem novo, sem destino, sem passado nem futuro: apenas o tempo que passo. E assim, porque sou verdadeiramente livre e desconhecido, acontece-me frequentemente tornar-me amigo íntimo de pessoas que acabei de conhecer há meia dúzia de horas." (...) "Disse-me uma vez, numa dessas constrangentes despedidas, um amigo sarahui: "Os que não morrem, encontram-se." Mas aprendi que não era verdade, infelizmente. Quanto muito, poderia talvez acreditar que os que se encontraram nunca mais morrem na nossa memória. Mesmo que apareçam tão somente assim, esporádicamente, do fundo de uma gaveta, onde vive, arquivada, a luz dos dias felizes."

Falou e disse e viveu e explorou e aventurou-se. Sinto desejo de explorar apenas ao ler este livro. Vi passagens nele que fizeram recordar outro momento inspirado na minha vida.
Engraçado que foi com a mesma pessoa, Miguel Sousa Tavares. Entrevistei-o no final de 2003, para o suplemento do Público Y, para uma secção que já não existe intitulada FETICHE. O Fetiche de MST era mesmo: o deserto. "Ninguém deve morrer sem ver o deserto" disse-me ele em tom de conclusão de esperança, e não muito realista. MST não é uma pessoa fácil, ou melhor, não atura pessoas chatas, nem situações chatas apenas para aparecer. Deu-me a entrevista somente por se tratar do Público e porque eu soube cativá-lo para o assunto.


Não me esqueço do sitio onde estava, não poderia ser mais intimidante para mim: a sala de reuniões principal do jornal. Onde se fazem, todos os dias as grandes reuniões, as grandes entrevistas... O telefone estava no alta voz, o gravador com problemas, valeu o "salvador" Nuno Pacheco, que depressa se preocupou, como é seu timbre, e emprestou o dele. Expliquei a situação a MST, e ele acedeu à pequena entrevista. Valeu uns 4.800 caracteres, depois de uns cortes necessários. A verdade é que foi estupenda, como não pensava que pudesse ser. O assunto fascinava-o a ele e a mim. No início começou por contar, como quem já falou naquela história, como quem que já repetiu 1000 vezes a mesma coisa. Depois tentei espicaçá-lo, inquirir com curiosidade pura, aí começou ele a fluir pensamentos profundos.
O irónico é que ele fez tudo isto enquanto estava a sair de casa. Ouvi-o a sair de casa, falar com a esposa e a filha, entrar no carro, o bater das portas. Mais palavras à mulher. Continuava sempre a contar, a voltar ao lugar de onde me disse que queria voltar, sempre, o deserto.

Para um jovem de 22 anos, acabado de sair da faculdade, vindo das Caldas da Rainha, sentia-me em combustão criativa, a ouvir alguém tão interessante, a poder descobrir mais, a inquirir mais. No final já tinha material para sobrar, em muito, e havia a sensação que poderia ter prolongado o telefonema por mais umas horas, mas ele não podia, eu não podia, e desvirtuaria o contexto, uma entrevista para o jornal Público.
Foi um bom momento, numa altura, ainda por cima, em que TODOS, sem excepção, me diziam que o MST não gostava de dar entrevista, ainda para mais a pessoas que não conhecia, ainda para mais a jovens pirralhos acabados de sair da redacção. Enfim, enganaram-se, ainda bem. Da inspiração provinda desse momento, saiu um artigo do qual me orgulho, onde penso que incuti um cunho literário, e algo pessoal. Saiu também a experiência, que não concretizei em nada em concreto, mas quem sabe, talvez um dia tenha oportunidade de concretizar. Falta-me uma coisa, procurar com maior veemência essa oportunidade.

SUL é assim, inspirador de frustrante. Limitado e cativante. É limitado porque é aquilo, é tanto, mas poderia ser tanto mais, poderia ser a aventura em si, claro, mas queriamos tanto ver mais fotos, ver mais videos, ler mais coisas...

O que não encontramos aqui, vamos encontrando espalhado pelos outros livros de MST. NÃO TE DEIXAREI MORRER DAVID CROCKET, o primeiro que li de MST, faz-me chegar à conclusão simples, que mesmo uma pessoa com vivências tão distintas e intensas como MST também limita aquilo que o marcou. Notam-se as ideias semelhantes, ou não fosse ele, ele próprio, com as suas características intrínsecas. Embora, como ele diz, quando viaja é mais livre dele próprio, e ainda bem.

A minha ex-chefe e amiga, Cristiana, viaja neste preciso momento pelo mundo fora. Neste momento está na Austrália. Serão três meses de aventura, com o marido e o mundo. Curioso como não senti qualquer tipo de ciúme quando ela partiu. Aliás, ouvi comentários de colegas a dizer que tinham inveja (positiva). Engraçado como agora, que tenho lido o blog dela, que acabei de ter estas reminiscências pessoais, sinto estava vontade de viajar, escrever e registar, abraçar e explorar o planeta.

O que fazer? Sonhar e morrer na insignificância de "vidinha". Adeus!

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PROMESSA: faltam 3 meses 3 semanas e 4 dias para cumprir o suícidio. Uma semana antes de fazer 25 anos. O quarto de século com que os irreverentes e os mitos morrem.



quarta-feira, janeiro 11, 2006

exploradores


Adoro ir ao Google Earth e explorar o mundo daquela forma. Podem ser breves os minutos que passo lá, mas descobrem-se sempre coisas novas, apetece ficar e ir lá, aos locais - algo que a Cristiana tem tido o privilégio de fazer. As ilhas são os meus locais favoritos, apesar da resolução nesses sítios ser bem pior. Os Estados Unidos é o país que permite ver melhor as cidades, carros e pessoas. É uma maravilha da tecnologia e permite alargar o imaginário.

zits

segunda-feira, janeiro 09, 2006

chama-me

La-main-dElisa - renoux
Madrugadas acordadas. Uma manhã fresca. Uma mão conhecida. Uma ternura sentida. Um sorriso sincero. Ondas de vida preenchem o acordar. Dia. Luz.

contentamentos

Estar feliz pelos outros!
Quando atravessamos fases complicadas a nível de expectativas, sonhos e ambições nem sempre ficamos felizes quando os outros têm mais sucesso do que nós. Hoje fiquei a saber que o meu primo conseguiu um bom emprego, que pretendia há já algum tempo, que conseguiu finalmente vir trabalhar para Lisboa (ou para a zona de Lisboa) e que está muito feliz. Mesmo que quisesse, apenas conseguiria ficar imensamente feliz por ele, um contentamento gratificante e inequívoco. Há pessoas que merecem e não passa só por aí, há pessoas especiais nas nossas vidas, mesmo que não contactemos constantemente com elas. GO GO GO! www.inova-design.com

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Horas breves de meu contentamento
Viver é caminhar para a morte

terça-feira, janeiro 03, 2006

morte

[Por vezes deparo-me com um sentimento, o da morte. Mais tarde ou mais cedo ela acontece, de uma forma ou outra. O que mais me espanta, por vezes, é a forma como as pessoas vêem a morte, como a relativizam quando não é próxima. A dor só existe quando há ausência. Apesar de ficar espantado não poderia ser de outra forma, senão teriamos de andar sempre deprimidos ou estupidamente de luto, já que a morte é tão natural como o nascimento, acontece. Como seres humanos viventes numa sociedade altamente mediatizada, sempre que a morte dá o fim de vida a alguém "conhecido do público" alguns costumam ter sentimentos muito semelhantes àqueles que teria se fosse alguém seu amigo. Existem, porém, outros casos menos mediatizados mas que existe tristeza não só pelo mero facto de uma vida ter deixado de existir, mas por ter sido uma vida cheia de coisas boas, marcos importantes, coisas que se leram. Enfim, é a vida e a morte... hoje morreu o repórter, ex-director e fundador da Visão, o conhecido de alguns, amigo de outros, pai, filho e marido, Carlos Cáceres Monteiro. ]