sábado, novembro 26, 2005

quedas de água dos sonhos

letra do dia

SOMETHING BEAUTIFUL
You can't manufacture a miracle
The silence was pitiful - that day
And love is getting too cynical
Passion's just physical - these days
You analyse everyone you meet
But get no sign - the loving kind
Every night you admit defeat
And cry yourself blind

If you can't wake up in the morning
'Cause your bed lies vacant at night
If you're lost, hurt, tired or lonely
Can't control it - try as you might
May you find that love that won't leave you
May you find it by the end of the day
You won't be lost, hurt, tired and lonely
Something beautiful will come your way

The DJ said on the radio
Life should be stereo - each day
And the past that cast the unsuitable
Instead of some kind of beautiful
You just couldn't wait
All your friends think you're satisfied
But they can't see your soul, no, no, no
Forgot the time feeling petrified
When they lived alone

If you can't wake up in the morning
'Cause your bed lies vacant at night
If you're lost, hurt, tired or lonely
Can't control it - try as you might
May you find that love that won't leave you
May you find it by the end of the day
You won't be lost, hurt, tired and lonely
Something beautiful will come your way

(It'll come your way)
(It'll come your way) Some kind of beautiful
(It'll come your way) Some kind of beautiful
(It'll come your way) Some kind of beautiful
(It'll come your way)

All your friends think you're satisfied
But they can't see your soul, no, no, no
Forgot the time feeling petrified
When they lived alone

If you can't wake up in the morning
'Cause your bed lies vacant at night
If you're lost, hurt, tired or lonely
Can't control it - try as you might
May you find that love that won't leave you
May you find it by the end of the day
You won't be lost, hurt, tired and lonely
Something beautiful will come your way
You won't be lost, hurt, tired and lonely
Something beautiful will come your way
Robbie Williams

adeus, não afastes os teus olhos dos meus

Rapariga a chorar no metro. Cabeça para baixo, encostada ao vidro. Sentada. Pessoas sentam-se mesmo em frente dela. Reparam que chora... tentam olhar para outro lado.
O que fazer? Numa aldeia - digo eu - alguém perguntaria de imediato se poderia ajudar, o que se passa... Na cidade a anomia social que as aulas de geografia ensinaram, e que eu me mostrei algo relutante em acreditar, parece tomar conta da maior parte das pessoas. Vejo isso acontecer todos os dias. Ou então o oposto, pessoas a meterem-se nos assuntos e na vida dos outros quando não devem: velhos nos autocarros da Carris. Parecemos cada vez mais desintegrados da nossa condição humana, à medida que ficamos cada vez mais integrados na vida urbana. Vamos ficando mais "embrulhados" na rotina morosa, nos tempos mortos imensos, que não sabemos já olhar à volta, ver as coisas boas e as coisas más.

As pessoas nas cidades parecem cada vez mais afastadas da realidade que circunda à sua volta, incapazes de ajudar alguém que precisa de ajuda. Claro que existem excepções, felizmente. Mas as desilusões vão fazendo com que as pessoas mais atentas e capazes de ajudar comecem a desistir. Ou porque ajudaram e ainda foram, depois, maltratadas verbalmente, ou porque foram assaltadas pela sua boa vontade ou distracção. Na cidade não convém sermos distraídos, especialmente com as nossas coisas. Corremos o sério risco, andando de transportes públicos, de ficarmos sem telemóveis, carteiras, entre outros objectos, que algum gatuno agarrou indevidamente. Ou pior: ficarmos sem o nosso transporte, se calhou estarmos no local errado à hora errada, como pode exemplo, motas... [it happen to me!].

A anomia social parece tomar conta do mais resistente dos seres, se não for totalmente é parcialmente. Já não aceitamos com tanto bom grado, os folhetos publicitários, não damos esmolas - ou teriamos de dar de cinco em cinco minutos [há quem dê].
Somos um produto manipulado constantemente: Seja no valor especulativo que pagamos pelas casas no centro ou periferia de uma grande cidade - valores exorbitantes quando existem milhares de prédios vazios e abandonados em Lisboa; Seja naquilo que compramos e ao preço que compramos, tudo manipulado pelas máquinas de marketing das empresas, que procuram vender produtos a outros produtos, nós.
Somos produtos criados por um sistema caduco de democracia, de organização de cidades, de publicidade excessiva e agressiva. Para um qualquer lugar em que nos viramos numa cidade como Lisboa existem outdoors, publicidades enormes, que circundam tudo e todos. É-lhes impossível escapar. Não há nada para aprender neles... apenas tentativas de nos convencer a não esquecer uma determinada marca, que ganha tanto dinheiro com aquilo que compramos, que se dá ao luxo de gastar mais uns milhões em nos inundar com publicidade, na expectativa de nos fazer comprar em massa um produto - mesmo que não seja necessário para o nosso bem estar. O convencimento está feito. Cansa viver na cidade. Não admira que tantos saiam dela. Claro, as vantagens também são boas... a cultura, arte, as instituições, o movimento. O controlo político também está lá...

Banda sonora do post:
"We all live in this democracy
Th_ought
It's not that clear who's the enemy
There's nothing here to learn"
David Fonseca - Bu_urn


escuridão citadina

No Lado Escuro Da Rua
Um conto de Glauber Ramos de França Lima.

"Atravesso a rua. Ainda não é noite, mas os postes já começam a iluminar. As pessoas normais preferem a claridade, sentem-se mais seguras assim. Não eu. Para mim, a luz é uma incómoda visita, uma intrusa que, sem pedir licença, adentra a sala da minha consciência, mexe nas gavetas do velho armário de memórias e coloca à vista todos os meus defeitos e fraquezas.

O lado oposto é sombreado por um conjunto de fícus e mangubeiras irregularmente dispostos. As árvores deviam ser podadas com mais frequência, é verdade. Porém, mesmo que seja obrigado a inclinar-me para desviar dos galhos mais baixos, ainda acho que tal desleixo seja útil, pois evita que qualquer pessoa do lado oposto reconheça quem esteja passando por aqui.

O chão é assentado por um conjunto de pedras mal encaixadas, deixando perigosos espaços que não raro levam ao tropeço e à queda os novatos que por aqui transitam. Não corro esse perigo. Conheço cada buraco, cada fenda do tortuoso caminho, deixando-me conduzir diversas vezes com os olhos fechados. Contudo, respeito-o profundamente. E ele, a mim. Difere o lado claro pelo calçamento impecável, inclusive com aclives para deficientes físicos. No lado claro, comunhão. Lado escuro, solidão.

As pessoas que preferem o lado escuro pertencem a duas classes principais: os fotofóbicos e os noctívagos. Fotofóbicos são aqueles que por algum motivo de foro íntimo não suportam a luminescência natural e artificial. São os chamados vampíricos. Certa vez, ao passar pelo caminho, cruzei com uma jovem que me fitou profundamente por alguns segundos. Seu rosto era pálido e inexpressivo. Entretanto, sua áurea era de morte, e se a morte possui qualquer espécie de face, certamente assemelhar-se-á demasiadamente ao rosto daquela garota. Assim, fazem parte desse grupo as pessoas dotadas de extrema feiura - na maioria das vezes tal conceito reside somente na psique do indivíduo, mas encontra-se tão arraigado que acaba por levar essas pessoas a um estado extremo de reclusão - que encontram na escuridão o abrigo e o conforto contra um mundo o qual cada vez mais cultua a estética do corpo e celebra a ignorância da alma.

Com relação aos noctívagos: estes sim são os verdadeiros donos da escuridão. Alimentam-se dos restos da noite. Ganham forma quando se fecham as lojas e diminui o ritmo do trânsito. Compreendem os mendigos de qualquer espécie, as prostitutas, os travestis, os artistas anónimos, como é o caso dos malabaristas de sinais, os ébrios eventuais e os poetas lunares. Dignamente, vendem suas misérias para sobreviver. A mãe nocturna é o seu abrigo, seu fundamento existencial. Sem ela, padecem à míngua. A prostituta e o travesti não poderiam vender o sexo senão sob o estigma da discrição e do anonimato. Os mendigos, principalmente as mulheres com crianças de colo ou grávidas, aproveitam a calma nocturna como meio de sensibilizar mais facilmente os motoristas. Assim também actuam os malabaristas e tantos outros artistas dessa qualidade, os quais aproveitam o poder de contemplação que a noite exerce. O ébrio quebra garrafas e grita loucamente sem ser censurado. E os poetas buscam no submundo a inspiração para seus versos existenciais de amor e solidão.

"A noite dissolve os homens...". A noite, a escuridão. Diluído, singro caminhos, passo desapercebido, sem qualquer espécie de incómodo. Um ou outro ainda me encaram nos olhos, mas logo caio no esquecimento. A própria existência é um grande esquecimento, um andar de alma sem corpo. Ainda ontem lembrei que precisava de sapatos novos. Para quê? Se os velhos apertam, paciência. A vida é isso, um imenso sacrifício."

sexta-feira, novembro 25, 2005

deserto



Uma árvore no deserto. Assim esperamos quase todos ser... destacados dos outros, diferentes...

hold still for a moment, till u find me

Desde que me conheço, desde que te conheço, serEmot, que tenho as mais mirambolantes ideias. Sempre adorei reflectir sobre a vida, e também assumi assim a minha tendência pessimista. Desde há alguns anos que me acompanha sempre - na minha mala de pseudo-reporter -, um pequeno caderno, quase sempre preto, que preencho com ideias que me surgem, poemas que acabo por fazer numa aula secante (nos tempos de faculdade) ou apenas arabescos que me saem do pulso e dedos, para o papel - muitas vezes a ouvir um album qualquer.

Neste momento, ora dia 24/25 de Novembro de 2005 (chiça, o ano está quase a terminar!!), tenho um belo caderno funcional, de argolas preto, claro está!

Ideias voam por aí...
Por isso mesmo (por elas voarem por aí), a maior parte das minhas ideias para posts mais originais/pessoais, comentários sobre o mundo que me rodeia e filosofias gratuitas surgem na rua, fora de casa. Infelizmente "apanho" ou passo para o papel muito poucas dessas ideias que me aparecem na mente nos momentos mais impróprios. Ou porque na altura não deu jeito escrever, ou porque deu preguiça...
Outra das deficiências que aponto a ti, serEmot, é pegares tão poucas vezes nesse mesmo caderno para o observares e passares para blogs ou para a tua vida algumas das ideias, conselhos, propostas de trabalho, que acabas por apontar lá. Escrevo bem mais no caderninho, do que leio o que escrevo - ou concretizo o que escrevo.
Só cerca de 15% do que anda pelo caderno conhece a luz do dia. Ora, é um desperdício de ideias!
Tenho ideias para programas de tv, sketches, para textos humorísticos, para textos de suícido (belo paradoxo, hein), para programas de rádio e para muitas outras coisas.
Ainda sobre o desperdício de ideias, convém esclarecer que as minhas ideias mais brilhantes, para tudo, desde a ciência à literatura, passaram na minha infância e adolescência.
Como na altura não escrevia praticamente nada do que pensava, perderam-se para TODO O SEMPRE! Restam pequenos pedaços desse serEmot júnior neste serEmot actual, resta-me aproveitar os pequenos bocados que ainda existem... [claro que esta ideia pode muito bem ser pouco real, visto que as ideias brilhantes que pareciam brilhantes em pequeno, podem valer pouco para mim agora].

Vi recentemente o filme Proof - Entre o Génio e a Loucura. Uma das perspectivas que mais me espantou no filme, foi a personagem de Anthony Hopkins, Robert, um velho matemático brilhante, que era também louco. No final da sua vida passou alguns anos a escrever 103 cadernos, repletos de teorias. Ele próprio achava as suas novas teorias geniais, um dos seus alunos achava que deveria haver ali qualquer coisa de genial e, por isso, pôs-se a pesquisar todos os cadernos, na esperança de encontrar uma teoria genial nos cadernos do velho professor. As milhares de teiorias e ideias que o velho matemático tinha escrito não passavam de ideias sem qualquer nexo: sobre o quotidiano, sem qualquer interesse matemático e muito, muito pouco interesse humano...
Conclusão: muitas vezes escrevemos ardentemente um qualquer assunto, apaixonados pelo que dizemos, que não vemos que talvez não seja nada de especial.
Já me aconteceu por diversas vezes - e a ti, serEmot - estar a rever um post antigo, ou uma ideia antiga num dos blocos, e sentir que aquilo que digo não tinha tanto interesse quanto pensava que tinha.
Mas também já me aconteceu o contrário, felizmente. Já li textos antigos que já nem me lembrava que existiam e sentir uma nostalgia emocionante, ou um sentimento de ter escrito algo com valor que na altura até nem dei tanto valor...
É engraçado pensar nisto, é também uma perda de tempo...
Mas o que é a vida? Não será uma perda de tempo bem grande? Estamos sempre a perder tempo, ou não estivéssemos a caminhar para o fim, momento a momento - diz o pessimista dentro de mim.

00h49. Marca o relógio do computador. 00h52, marca o relógio de pulso que removo sempre que chega a qualquer lugar - recordo que fiz isso mesmo, por instinto, numa entrevista com o David Fonsec. 00h51 marca o relógio do telemóvel (do principal). 1h22 marca o relógio da mesa de cabeceira, aquele com o qual raramente consigo acordar.

Isto quer dizer, bonita e singelamente, boa noite ao serEmot que há em ti! A cama por ti e por mim espera. Como será o dia de amanhã? Como será o acordar?

Banda sonora do post:
Who are you? Who are you?
Pergunta o David Fonseca na primeira música do novo album, que estou novamente a ouvir.

In this little town
Cars they don't slow down
The lonely people here
Into ther lonely hearts
Passa com uma melodia ternurenta e que é o mote para uma das minhas músicas preferidas, com um dueto impressionante entre o David e a Rita: Hold Still.

quinta-feira, novembro 24, 2005

o que estou a fazer

23h08. Fui a correr à cozinha buscar uma maçã. No lume aquece um instantâneo de bolognesa, a que considero acrescentar, entretanto, soja, para fazer de almoço para amanhã. No estomâgo jaz um belo resto de sopa que sobrou de um dia destes e que a mãezinha congelou para me puder durar algum tempo. A alimentação tem sido má, por isso, uma malga de sopa é o ponto alimentício alto do dia. Uma das minhas maiores curiosidades no período em que andei na faculdade - coisas de quem faz pouco da vida - era o que comiam as outras pessoas. Hoje foi um dia mau para mim, nesse aspecto e noutros. Pequeno almoço bom da l.. Almoço miserável: pão de milho com marmelada soberba. Pouco tempo depois complementado com uma sandes de "máquina" de rodelas de carne...

Dou mais uma dentada na bela da maça!

Continuo: Após a sandes (eu chamo assim, será sande? caguei), muito trabalho se seguiu, trabalho num novo blog do trabalho. Entro fora de horas e ainda como uma fatia de bolo de chocolate - também da "máquina". Eram 20h46, estava na hora de ir embora, depois de ter feito trabalho de outros. Para apanhar o inconstante autocarro tive de ir a correr. Vejo-o a chegar. não vou chegar a tempo!! [que significa mais uma hora de espera], corro que nem um desalmado... lá consegui chegar a tempo e entrar nos bus desvairado e quase sem fôlego. Alguma mal disposição da corrida inesperada... mais um dia triste nos 39 minutos que ainda demorei a chegar a casa. Uma passagem pelo Residence, para ver o que pairava no cinema serviu para animar um pouco. Já tinha visto todos os filmes, menos um... chegado a casa... net. Estúpido! diria a minha mãe... e não só. Sou viciado. Mas sabe bem poder conferenciar com amigos via messenger e expor a parva da minha vida aqui! Não sei bem porquê - ou sei mas não vou entrar por aí!

AI o LUME!!! - fim do post

Banda sonora do post:
I got a love that no love can break. Diz o melodioso David Fonseca, na música Our Hearts Will Beat As One do novo album do David, que ouço na minha aparelhagem. Bom som! Animado e mexido.

So don't you go and be the best
there's no one running, this ain't a test
(...)
If this is the place to start
The go, follow your heart
Ouço na música seguinte do David: The Longest Road. Mais calma e também melodiosa.

terça-feira, novembro 22, 2005

mais nada por hoje

A aproximação ao período de Natal é tão peculiar. Entre contrasensos e hipocrisias, tradições e alegrias, existem tantas coisas, tantas pessoas, tantos sentimentos e emoções. Lembras-te serEmot, dos natais no quentinho da lareira, momentos antes do jantar animado, na tourné pela família, nas cantorias e boas refeições, nos doces e nas sensações novas e de descoberta. Lembras o sentido espiritual, na altura em que ainda acreditavas. Quem era Jesus Cristo? Lembras das prendas, as que já tinhas aberto sem autorização e as outras, bem escondidas, que eram verdadeiras surpresas. Lembras do prazer de rasgar com fervor o papel de embrulho, com tanta veemência! Não havia nada mais libertador do que rasgar com vigor aquele papel, rasgar para descobrir a preciosidade que existia dentro dele.

Lembras a chegada a casa, após uma noite repleta de intensidades, alegrias e desilusões, algumas também. Apilhar as prendas, uma a uma. Fazer o inventário mental e material. Ver em quanto estávamos mais enriquecidos, na mente de uma noite bem passada e inspirada, na maravilha que descobriste nas prendas e nos bens materiais e no que eles poderiam significar. Estava tudo a nascer, estava tudo a crescer. Naqueles momentos. As idades mudam e o espiríto torna-se diferente, as emoções diferentes, a forma como olham para ti é diferente e... nunca mais será a mesma.
Não há nada para aprender... será? Apenas para experienciar, saborear e... recordar com saudade.

Boa noite serEmot. Estamos contigo nesta noite, tentaremos estar contigo logo pela manhã, daqui a pouco. O vale dos lençóis espera por mim. Tu esperas por ele e... como se estivesses numa nuvem, vais dar risinhos de excitação de quem está num meio tão aconchegante, protegido de tudo o que é exterior, que nos afaga as memórias e os sentidos.

Mais um dia. Mais uma noite. Mais algumas palavras. Música no leitor. Computador ligado. Mais nada, por hoje - quem sabe... para sempre.

momentos... quentes

Corpos frios aquecem-se. Mentes vazias preenchem-se. Ideias vagas consolidam-se. As acções tomam conta dos momentos seguintes. O calor interior e exterior inunda corpos e espiritos, repletos de sensualidade, actividade. Com os sentidos à flor da pele viajamos no nosso interior, dois interiores juntos, em uníssono, movimentos em sintonia, alegria e magia, à espera de explodirem, naquele momento final. Depois? Nada conta, nada interessa...

quinta-feira, novembro 17, 2005

manhãs no campo

time isn´t on your side

slowly breaking

Amsterdam
Come on, oh my star is fading
And I swerve out of control
If I, if I'd only waited
I'd not be stuck here in this hole.

Come here, oh my star is fading
And I swerve out of control
And I swear I waited and waited,
I've got to get out of this hole

But time is on your side
It's on your side now
Not pushing you down and all around
It's no cause for concern
Coldplay

Fun

Life's more fun if you take it lying down
Garfield

ironia

ain´t no mountain high enough... for suicide


Now if you need me
Call me
No matter where you are
No matter how far
Don't worry baby
Just call out my name
I'll be there in a hurry
You don't have to worry

'Cause baby, there ain't no mountain high enough
Ain't no valley low enough
Ain't no river wide enough
To keep me from getting to you, babe

Remember the day
I set you free
I told you, you could always count on me, darling
And from that day on
I made a vow
I'll be there when you want me
Some way, some how
Supremes

cidade: local de tensões

terça-feira, novembro 15, 2005

revolta

Quando é que chegámos a este ponto? Quando é que criámos uma sociedade baseada em margem de lucro, tanto humano como financeiro. Como é que nos podemos libertar deste lixo actual... não podemos, aparentemente... mas existem cada vez mais repercussões de quem vive nas margens do lixo actual que nos rodeia - mascarado de beleza intrínseca -, desde o terrorismo, às manifestações de violência e ataques em França, para não falar em tantas outras menos mediáticas. A cidade é o meio priviligiado para estas tensões e pressões fortes, injustiças e desilusões crónicas, afastamento e anonimato, atenuamento das emoções e resignação perante as explorações e frustrações que fazemos de todos os modos e feitios uns aos outros. Meio urbano. Meio sujo e articial. Meio privilegiado para a sociedade se desenvolver nos seus extremos mais intensos e menos bem conseguidos.

Adeus mundo que me viste crescer desde os 18 anos! Olá mundo que sempre desejei conhecer e que sempre me fascinou pela impossibilidade de lhe fugir.

domingo, novembro 13, 2005

profundezas da vida

TheMarkR

Angule of life. Creator of Life brings creation to the world. Creator of Life isn't willingly do prolongue is own life. What gives life?

con fusion

Confusion... no connection
hurt. no sorrow. no mercy.
creator of life on the move to a life breakdown
he's not nervous. he's just disappointed.
in pain. in sorrow.
god!!! why have you left me
why you don't seem to exist to me
why nobody cares
why nothing makes sense
this society; this life; this pain,
this way of being.
BeingEmot sucks as it never sucked before.
There's no returning to the early years,
there's no return to the time
where all was made possible

Sorrow. No erection
Resignation. so much sorrow, so much hurt.
Nothing is, Nothing was, Nothing will be...
Is Death a way of expression?
All is well, says the young boy inside of him.
He was young, got a big will,
a big flame that was on
the verge of running out forever
or fadding away... slowly
Deeply. Not willingly
Goodbye...

descanso

portrait photography

O descanso do guerreiro...
Descansar é uma das formas mais usuais de não fazer nada. Também pode ser uma satisfação ou prazer bem intenso e relaxante. Mas sem trabalho suficiente é apenas preguiça e pode mesmo tornar-se parvoíce completa.

segunda-feira, novembro 07, 2005

Bons sonhos


Finalmente comecei a limpar o meu quarto. Uma tarefa árdua e que me parece impossível de forma a que fique bem limpo. Já há tanto tempo que não limpava nada que o pó era bastante, embora não fosse tanto como esperava. Parece um assunto frívolo, e é! Mas é um assunto muito importante.

Desde pequeno que as cores que me rodeavam, dos lençóis, das paredes, dos posters, parecem ter influência no meu estado de espiríto. Sempre me convenci disso. Especialmente por altura de determinados testes do secundário. Os de Geografia e História eram os que mais nervoso me punham. Por isso mesmo era necessário, na noite da véspera do grande teste, ter os lençóis preferidos, aqueles mais suaves, mas com as cores mais agradáveis também. Mesmo que os lençóis não fossem esses [não era assim tão chato para a minha mãe], tinha de ir buscar a fronha da almofada [que bela palavra para o sítio onde colocamos a cara para dormir] preferida. Recordo-me de uma fronha verde e amarela, com uma espécie de flores, que embora não fosse muito bonita, era bastante agradável para mim. Outras noites era aquela azul bebé, com umas riscas pequenas brancas. Enfim, havia várias, mas as cores claras sempre foram das minhas preferidas.

Voltando à limpeza do quarto. Coloquei a roupa a lavar, inclusivé os lençóis que já não eram mudados há nem sem quanto tempo [muito mesmo... mas não cheiravam mal!]. A música esteve sempre presente. Rush of Blood to the Head, dos Coldplay foi uma companhia perfeita para as tarefas caseiras. Seguiu-se o jantar, e a preparação para o almoço de amanhã, que fiz ao mesmo tempo que ia espreitando o miserável jogo do Benfica com o Rio Ave (2-2). Jantar feito e comido - já depois de ter atacada nas Estrelitas - seguiu-se então a limpeza do pó...
Limpei com pouca profundidade, chamemos-lhe assim, porque senão não saia do quarto. Aproveitei para arrumar alguns dos montes de jornais e revistas (entre outros papéis) que vinha amontoando há já algum tempo. Diminuindo uns montes e aumentando outros de uma forma um pouco mais organizada. Houve outros montes (enormes), que não tive coragem de mexer - senão não dormia...
Às vezes fico parvo comigo próprio [o que é uma coisa muito bonita de se ficar], com a quantidade de jornais e revistas que guardo. É praticamente tudo... não consigo desfazer-me daquilo. É impressionante! Tenho de arranjar uma organização decente. Depois aspirei o chão do quarto, passei com uma esfregona húmida e já sentia o quarto bem mais "aliviado" e limpo. Fiz a cama, com lençóis de flanela, que o frio está aí... mais um motivo de satisfação, ver a cama feita de lavado, e acabei por dedicar-me a ver tv... e falar assuntos parvos com o meu colega de apartamento e senhorio, El Armando... uma personagem digna de uma série televisiva cómica... Enfim.

Jeff Buckley toca no leitor, músicas agradáveis para o meu contentamento... escrevo isto. 3h33, vou-me deitar. Amanhã tenho visionamento (ver filme) de um filme português, Mano. Há tarde tenho de entrevistar o seleccionador nacional de futebol dos sub-21, Agostinho Oliveira. Enfim... muito trabalho, é o que se espera... e tudo farei para conseguir sair a horas (19h). Talvez volte a jogar à bola à noite, passados tantos meses desde última vez - sinto saudades!!

A noite vai longa.
"My kingdom for a kiss uppon her shoulder", diz Jeff Buckley, com a voz doce e melódica que inspira e faz recordar outros momentos, outros sentimentos, pessoas e melancolias.

Bons sonhos... serEmot; serL

Sentidos

Have You Ever Feel Lost?

É uma frase que, não sei muito bem porquê, me acompanhou há uns tempos...
Sinto-me perdido dentro de mim mesmo, dentro de uma sociedade cheia de regras e exigências. Talvez seja esse um dos motivos. Mas é um sentimento de partilha também. Acho que já todos nos sentimos perdidos, de alguma forma estranha ou diferente do habitual. Faz parte um pouco do nosso modo de ser. Somos humanos. Somos complexos. Procuramos respostas para as nossas dúvidas existenciais.

Como dizia Jeff Buckley (na cover de Leonard Cohen):
Well your faith was strong but you needed proof
You saw her bathing on the roof
Her beauty and the moonlight overthrew you
She tied you to her kitchen chair
She broke your throne and she cut your hair
And from your lips she drew the Hallelujah
Hallelujah Hallelujah Hallelujah Hallelujah

quinta-feira, novembro 03, 2005

psicoses

24 anos 358 dias de vida.
Decisão: acabar com a vida quando completar 25.
Objectivo: nenhum em especial...

terça-feira, novembro 01, 2005