terça-feira, dezembro 26, 2006

fall

Idealization of life. Creation of barriers. Breakdown of thought.

magic candle

Quando nos dispersamos muito. Quando não nos concentramos mais em determinada área e andamos perdidos em várias... sem rumo definido corremos o risco de ser e fazer pouco do que gostamos, dar pouco de nós próprios. É preciso arriscar. Eu preciso de arriscar. Mas, para isso, é preciso começar e não parar. Não dispersar. Não quebrar. Eu não tenho o que é preciso... se calhar. Versão pessimista emotense.
Bem-vindos.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

ironia

"Ironia, verdadeira liberdade. És tu que me livras da ambição do poder, da escravidão dos partidos da veneração da rotina, do pedantismo das sciencias, da admiração das grandes personagens, das mistificações da política, do fanatismo dos reformadores, da superstição d'este grande universo, e da adoração de mim mesmo."

in As Farpas - citação de P.J. Proudhon

domingo, dezembro 24, 2006

incubus



7am...
The garbage truck beeps as it backs up
And I start my day thinking about what I’ve thrown away...
Could I push rewind?
All the credits rolled in signifying the end
But I missed the best part
Could we please go back to the start?
Forgive my indecision

Then again, then again, then again,
You’re always first when no one's on your side...
Then again, then again, then again,
The day will come when I want off that ride

11am
By now you would think that I would be up
But my bed sheets shade the heated choices I made....
What did I find?
I never thought I could want someone so much
Cause now you’re not here
And I’m knee deep in my own fear
Forgive my indecision...
I am only a man...

Then again, then again, then again,
You’re always first when no one’s on your side...
Then again, then again, then again,
The day will come when I want off that ride

12 pm and my dusty telephone rings...
Heavy head up from my pillow, who could it be?
I hope its you... there... ooooooohh....

Then again, then again, then again,
You’re always first when no one’s on your side...
Then again, then again, then again,
The day will come when I want off that ride

quarta-feira, dezembro 13, 2006

i see things [v.5]


I See Things [v.5]
Originally uploaded by shadowplay.

l. on the balcony overlooking the meadow....[v.2]


o ex-presente



Originally uploaded by shadowplay.

lunatic


lunatic
Originally uploaded by DrJoanne.

one girl's celluloid dream


one girl's celluloid dream
Originally uploaded by DrJoanne.

dangerous dreamer


dangerous dreamer
Originally uploaded by DrJoanne.

cervo


cervo
Originally uploaded by _delirium_.

o middle


o middle
Originally uploaded by espionage.

quem é?


espionage as enjoy
Originally uploaded by espionage.

quinta-feira, novembro 30, 2006

lembra-te

[É curioso e ao mesmo triste pensar que só comecei a procurar poemas de Mário Cesariny agora, que morreu há dias. Encontrei este que me pareceu fascinante e intenso. Tem alma.]



lembra-te

Lembra-te
que todos os momentos
que nos coroaram
todas as estradas
radiosas que abrimos
irão achando sem fim
seu ansioso lugar
seu botão de florir
o horizonte
e que dessa procura
extenuante e precisa
não teremos sinal
senão o de saber
que irá por onde fomos
um para o outro
vividos

Mário Cesariny

quarta-feira, novembro 29, 2006

lembrar dos pormenores

Às vezes apetece escrever aquilo que fazemos, especialmente de manhã (altura de maior anomia), que mais não seja para nos lembrarmos, agora ou depois, que o fizémos - e não me refiro, propriamente, a coisas importantes da nossa vida.

estes e aqueles dias

Por estes dias não me sinto. Tudo passa e eu não sinto. Faço muito e continuo a não sentir - salvo pequenas excepções. Sinto-me pequenino. Insignificante e preso. Agarrado e limitado. Perturbado e sem forças para sentir. Exprimir. Sair. Mudar. Viver.

sábado, novembro 25, 2006

so alone

I’m so alone
Nobody knows my passed
I’m so revolted
Nobody knows why
I’m so bored
Nobody sees me
Im reborn
Nobody’s there

quarta-feira, novembro 15, 2006

antigo e curioso



Ver a partir do minuto e 30 segundos.



1980.



Christmas Time.



This Time.



Don't you know that tears ar not enough.



It's a House Arrest.



Entrevista.



When the night comes.



Entrevista MTV 1994.

quarta-feira, novembro 08, 2006

tempo

O tempo passa mais depressa. É essa a sensação que tenho tido nos últimos dois anos. Torna-se difícil ver a vida passar assim, sem anunciar que vai passando. Sem fazer-se notar nem se explicando. Quero parar o tempo e a vida. Meditar e recomeçar. Gritar e revitalizar uma vida moribunda.


Trova do vento que passa

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.
Manuel Alegre

quinta-feira, novembro 02, 2006


rains drops keep falling on my head

Por mais inconveniente que seja apanhar uma "molha" - ser apanhado sem chapéu de chuva nem casaco protector numa situação de chuva intensa na rua -, também consigo de ver coisas boas, mesmo quando vou encharcado pelas ruas. É simples... uma "molha" é tão natural quanto a sua sede, tal como o anúncio dizia. Depois, é diferente e inesperado e, apesar de estarmos numa sociedade já muito civilizada (seja lá isso o que for), quando chove e estamos na rua todos estamos a ser afectados pela mesma coisa. Há alguns que correm, a fugir da chuva - desgraçados. Outros, normalmente rapazes e jovens, que andam descontraídamente a apanhar a valente chuvada com determinação e coragem. É puro e parece que lava muita coisa. Se viram alguém de casaco de ganga, com um poster enrolado por dentro do casaco, e um panfleto de um filme de animação por cima da cabeça... era eu. Não imaginas o que o braço me começou a doer, mas consegui evitar 5 grandes pingas de água...

domingo, outubro 29, 2006

scared

I´m scared of the window of death, of oldship.


A moment ago, i was breaching in a lonely dark place
where I can be sorry to belong to a force of energy

momento

FERNANDO PESSOA . BERNARDO SOARES - in livro do desassossego

"O coração, se pudesse pensar, pararia."

"Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo. Não sei onde me levará, porque não sei nada. Poderia considerar esta estalagem uma prisão, porque estou compelido a aguardar nela; poderia considerá-la um lugar de sociáveis, porque aqui me encontro com outros. Não sou, porém, nem impaciente nem comum. Deixo ao que são os que se fecham no quarto, deitados moles na cama onde esperam sem sono; deixo ao que fazem os que conversam nas salas, de onde as músicas e as vozes chegam cómodas até mim. Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.

Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência. Gozo a brisa que me dão e a alma que me deram para gozá-la, e não interrogo mais nem procuro. Se o que deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também." --- in
triplov
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sofá


Sofá

Parado no tempo
Parado no sofá
Perdido no imenso
Incompreendido por cá

Saído de um filme
Parido de um sonho
Achado num sofá

Entretido pelos sons,
Cativado pela imagem
Compreendido por lá

Comecei animado,
Desenvolvi-me inspirado
Morri no sofá

1.38 – 01-05-06

quadro


Quadro

Cresci num quadro pintado de azul
Inspirei-me num quarto com moldura dourada
Viajei por um avião preenchido por uma flor
Caminhei sobre uma mulher com a espinha trucidada
Voei sobre uma mulher pousada numa concha
Desdenhei outra mulher com um brinco de pérola
Sonhei com um mundo de relógios parados
Nasci sob o olhar de um espírito híbrido sentado

Vivi num quadro

pim - fórmula do dantas


Morra o Viegas, Pim!
Viveu, morreu. Lembrou-me o dia e a noite.
Actuou, declamou, cantou e ironizou. Deu a vida pela morte.
Inspirou, lembrou, criou vida das palavras.
Gesticulou, amou, viveu a vida pela arte.
Morreu, desiludiu, matou o espírito pela morte.
Parou. Cessou. Falou a vida pelos mortos.
Adeus, Viegas, sim.
Sim, Adeus, Viegas.
Adeus, Sim, Viegas.
Viegas, Sim, Adeus.
Sim, Viegas, Adeus.
Viegas, Adeus, Sim.
Quem foste tu?
O herói dos tristes mortos.
O que fizeste tu?
A comédia para os felizes vivos.
O que te desejo?
Nada. Estás morto. Morra o Viegas, Pim!

deitar

Anseio pelo leito
Sonho com os lençóis
Imagino o abraço à almofada
Recordo a protecção de estar coberto
Aspiro pelo momento do mundo dos sonhos
Vibro com o pensamento do carinho do tecido
Sorrio com a sensação de partir para outra vida
Caminho para a zona por que anseio, sonho, imagino, recordo, aspiro, vibro, sorrio
Vou-me deitar.

sábado, outubro 28, 2006

exprimir

00h15 – 01-05-2006
Sinto que tenho algo a dizer, a exprimir.
Por um lado, há sempre a teoria de que precisamos de deixar a nossa marca no mundo. É um pouco por isso que quase todas as mulheres querem ter um filho – umas admitem com veemência esse facto, outras negam em certa medida, mas no interior… querem tê-lo. Os homens também sentem isso, a necessidade de ter um filho, de modo mais recatado. É uma das formas mais primitivas de sentirmos que deixamos algo para trás no mundo. Desde há uns milénios para cá, no planeta Terra, os animais, ou muitos deles pelo menos, têm tentado impor-se. Fosse para conseguir comida, maior respeito pelos pares ou, no caso dos humanos, para se imortalizarem de alguma forma. Talvez seguindo essa génese humana, sinto várias vezes, a necessidade de escrever sobre mim e a minha vida. Primeiro, começou por ser apenas para mim, aliás, sempre foi apenas para mim, com uma condicionante paradoxal: no fundo, havia um objectivo secreto e só por vezes pensado, de que era para alguém, mais tarde. Que algo que escrevi sobre um momento meu teria a mesma importância que tinha para mim na altura para alguém num futuro próximo... Estranho? Sem dúvida. Complicado? Mais ainda. Mas era o que sentia. Hoje escrevo como forma de me libertar desses mesmos pensamentos.
Encontro uma comparação esquisita – normal em mim: A personagem de Dumbledore, no livro/filme de Harry Potter, utiliza algures uma espécie de recipiente para guardar os seus pensamentos/memórias, ao longo do tempo. Para ele, seria uma forma de libertação e ao mesmo tempo de recordação garantida. Com a escrita eu fui, de modo bastante moderado, o mesmo. Digo moderado porque há quem escreva muito mesmo. Eu sempre escrevi pouco, mas sempre foi libertador e sempre quis escrever muito mais do que o fiz na realidade.

Voltando ao facto de que tenho algo a exprimir. Actualmente considero-me um pouco limitado. Isto porque no que se trata a escrever a pensar num filme ou série de tv, as primeiras ideias que me surgem na cabeça, saltam mesmo com a maior das impulsões, são as minhas memórias. Mas ser criativo é poder adaptar e criar outras histórias e ideias. No entanto, encontro-me em fase de tentativa de explorar o meu lado criativo de escritor/argumentista/idiota. Preciso de arregaçar as mangas, e abraçar esta fase com prática, muita prática, algo que não tenho feito! As ideias ainda vão surgindo, a prática, essa, é que escapa. Mãos à obra, tu!

mitos (continuação I do post anterior)


Tornar-se um mito de uma época, por intermédio de conquistas, altos cargos, dinheiro, arte ou um qualquer tipo de feito repleto de grandeza foram esquemas nem sempre bem sucedidos ao longo dos tempos, inclusivamente nos últimos tempos, em que a televisão veio revolucionar alguns conceitos. A verdade, é que com televisão, os computadores, a Internet, e as revoluções culturais e de hábitos que vieram com estes meios recentes, a génese da humanidade mantém-se, em parte, bastante considerável, intacta. Tudo isto faz-me lembrar um livro recente do ensaísta português Eduardo Lourenço, que folheei hoje mesmo – dia em que escrevo. Com um nome estranho, acho que era Heterodoxia, aparentemente falava de como a humanidade se repete, como o passado é tão semelhante ao presente e ao futuro. O quanto repetimos a história sem nos apercebermos. Tratando-se de um homem que respeito e admiro (graças a um documentário que vi há uns tempo), fiquei curioso. Nesta minha parva dissertação caótica, talvez essas ideias de integrem bem.

infância eu (continuação II - do post anterior)

Desde pequenos que a sociedade circundante nos dá a entender que é importante ser popular. É importante integrar-nos e ao mesmo tempo destacarmo-nos. Sempre me achei especial quando era pequeno. Era diferente dos outros pelo simples e estranho facto de que eu, era eu. Eu sentia-me. Os meus sentidos funcionavam para mim. As minhas emoções atingiam-me a mim. Havia coisas que só eu sabia. Só eu experienciava. Por isto, era especial. Tinha algo que os outros não tinham. Sim… eles tinham também, mas eu não sentia por eles, sentia por mim, só por isso, era especial na minha percepção sensorial e imaginativa. Foi um dos primeiros processos de adaptação a ser humano na minha actual sociedade, que me lembro de experienciar, com mais fervor. Talvez tenha experienciado com tanta força até tarde, comparativamente com outros, não sei… nunca discuti isto com ninguém. Lá está, é daquele tipo de coisas que só nos sai no pensamento íntimo, ou escrevendo, como é o caso.

sexta-feira, outubro 27, 2006

escrever

Descobri que não gosto de escrever. Quem não lê não pode gostar de escrever.

yeah... fuck us

this is my last chance


"For life is quite absurd
And death's the final word
You must always face the curtain with a bow.
Forget about your sin - give the audience a grin
Enjoy it - it's your last chance anyhow.

So always look on the bright side of death
Just before you draw your terminal breath

Life's a piece of shit
When you look at it
Life's a laugh and death's a joke, it's true.
You'll see it's all a show
Keep 'em laughing as you go
Just remember that the last laugh is on you.

in, Always Look on the Bright Side of Life, dos Monty Python




Last Chance

Well you take it all for granted
So it should come as no surprise
That your big balloon is gonna burst
Right before your eyes

Well you always call your mama
Just for sympathy
(...)

And it's your last chance
(...)

Well you call me up for favours
You say that it's my turn
Well I think I'll stand on Mulholland Drive
And watch you bridges burn

Well I saw your guardian angel
He said I can't refuse
Well I'd take the chance
But it's hard to dance
In size 8 concrete shoes

Yeah Fuck You...
por BA

sexta-feira, outubro 13, 2006

uma noite de cinema

Esta foi uma noite estranhamente invulgar. Entrevista a José Pedro Gomes/António Feio/José Sacramento (em pleno palco do Villaret, com os holofotes ligados) sobre o Filme da Treta.
Passagem pelo São Jorge para assistir ao último filme do rapaz de Residência Espanhola, Romain Duris e do rapaz francês dos Os Sonhadores Louis Garrel. Chama-se Dans Paris (2006) e é de Christophe Honoré. Surpreendeu-me pela positiva, especialmente depois de um princípio extremamente pouco promissor.
O filme passou no âmbito da Festa do Cinema Francês.

Achei extraordinário ver tanta gente numa sala de cinema tão grande e magnânime, numa iniciativa criativa e algo intelectual e, por isso, arriscada do ponto de vista de público. Curioso foi também ver tantos franceses numa sala de cinema portuguesa. Fantástico foi poder voltar ao São Jorge, depois de me ter estreado na sala a ver o poderoso Dia de Treino, há uns anos.

sexta-feira, setembro 29, 2006

inspirações de vida

Dead Poets Society
[Quoting Henry David Thoreau]
Neil: I went into the woods because I wanted to live deliberately. I wanted to live deep and suck out all the marrow of life... to put to rout all that was not life; and not, when I came to die, discover that I had not lived.

segunda-feira, setembro 25, 2006

tron


in Ugo

Um dos filmes da minha infância,
Tron (1982)...

acção II

Acordei já tarde (12h). Tomei banho na banheira de infância. Almocei na confusão familiar. Andei de carro para Lisboa, chovia pouco. Trabalhei no duro e sem correr particularmente bem. Estacionei o carro. Cheguei a casa, 00h. Desfiz a mala. Comi estrelitas. Escrevi isto. Dormi (em breve).

chegou a chuva

sexta-feira, setembro 22, 2006

momento do dia

Always Look on the Bright Side of Life

Some things in life are bad
They can really make you mad
Other things just make you swear and curse.
When you're chewing on life's gristle
Don't grumble, give a whistle
And this'll help things turn out for the best...

And...always look on the bright side of life...
Always look on the light side of life...

If life seems jolly rotten
There's something you've forgotten
And that's to laugh and smile and dance and sing.
When you're feeling in the dumps
Don't be silly chumps
Just purse your lips and whistle - that's the thing.

And...always look on the bright side of life...
Always look on the light side of life...

For life is quite absurd
And death's the final word
You must always face the curtain with a bow.
Forget about your sin - give the audience a grin
Enjoy it - it's your last chance anyhow.

So always look on the bright side of death
Just before you draw your terminal breath

Life's a piece of shit
When you look at it
Life's a laugh and death's a joke, it's true.
You'll see it's all a show
Keep 'em laughing as you go
Just remember that the last laugh is on you.

And always look on the bright side of life...
Always look on the right side of life...
(Come on guys, cheer up!)
Always look on the bright side of life...
Always look on the bright side of life...
(Worse things happen at sea, you know.)
Always look on the bright side of life...
(I mean - what have you got to lose?)
(You know, you come from nothing - you're going back to nothing.
What have you lost? Nothing!)
Always look on the right side of life...


Background: This song is from Life of Brian and later from The Meaning of Life both by Monty Python. From what I heard, they were filming the last scene of Life of Brian and were all bored and hot sitting up on their crucifixes. So Eric Idle started singing a little ditty. Everyone (but Eric) liked it so much that they decided to use it. It has sine become one of our most popular songs as well.
in The Bards

semelhanças

Não confundir com o Emot deste blog...

Emmott defende universidades de classe mundial
Bill Emmott, ex-director da revista The Economist, recomendou que Portugal deve apostar na educação e criar universidades de classe mundial. "É um objectivo prioritário", afirmou. Esta medida tem dois efeitos: garante competitividade do país e impede a fuga de cérebros. Emmott defendeu que o país "não pode escolher a barreira do proteccionismo por mais tempo". E criticou o facto de Portugal não ter antecipado, como deveria ter feito no âmbito da adesão ao euro, a aplicação de políticas orçamentais que permitissem fazer os ajustamentos necessários à libertação do controlo sobre as taxas de câmbio.
in Publico

quarta-feira, setembro 20, 2006

acção

Acordei. Tomei banho. Entrei numa sala cheia. Vi um filme. Sai. Andei de carro. Trabalhei. Cheguei a casa. Escrevi isto. Dormi.

terça-feira, setembro 12, 2006

Mudanças de pessoas. Em casa e no trabalho. Boa mudança e má, respectivamente.

domingo, setembro 10, 2006

remember the old days

10 09 2006

Acabei de percorrer fotos da minha infância e adolescência com a minha família. É incrível como vi tanto de mim naquelas fotos. Mais do que sou hoje, aquelas imagens do passado reflectem muito mais aquilo que sou na minha essência e aquilo que sempre serei. É quase terapêutico de tempos em tempos ver aquelas imagens, que significam tanto.
Durante as semanas, os meses, os anos, andamos submersos numa sociedade diferente, na idade adulta, nas responsabilidades inerentes, na profissão, no pouco tempo para viver a vida sem obrigações… é de tal forma um ritmo intenso e diferente que nos esquecemos do que fomos, do que somos verdadeiramente, do que sentimos, gostávamos e por aquilo e por quem vibrámos.
Ver fotos da minha vida passada faz reavivar esses sentimentos, essas experiências e quem sou verdadeiramente. Hoje sou algo mais (que não é necessariamente melhor), algo diferente. Mas não deixo de ser aquilo que fui, aquilo que vivi e senti em certas alturas da minha vida. A família esteve em grande parte das mais importantes, é curioso. Tenho dois irmãos e cada fase da infância e adolescência que atravessei foi condicionada e potenciada pelos meus irmãos. Aos sete nasceu a minha irmã. Deixei de ser filho único.
Queria ter deixado de o ser alguns anos antes, nessa altura já não queria ter irmãos, pensava. Aos meus 14 nasceu o meu irmão. Foi um sentimento diferente inerente a uma idade diferente, senti-me um pai… um Creator Of Life. As muitas mudanças ocorridas com o nascimento dos meus irmãos foram um aumento à família, que se manteve família… e deram-me uma perspectiva diferente da vida.

sexta-feira, setembro 08, 2006

vida que provoca

A vida às vezes parece brincar connosco. Provocar-nos e baralhar quanto possível. Ainda ontem pensava que os meus receios de ter dificuldades em estacionar dentro de Lisboa não andavam a materializar-se... e que, talvez não fosse mal pensado comprar um carro, em vez de uma mota (que se estacionar em qualquer lado). Já hoje saboreei a materialização desses receios... e vi a vida ser irónica comigo. Até tem a sua piada... se estivermos positivos em relação à vida.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Vivo e a viver. Nascido e a perder. Nascido e a crescer.

adeus, até breve...

Ausências. É triste e dói quando família tão chegada vai para longe... e sabemos que veremos pouco, que muito vai mudar na vida deles. Os locais de antigamente, que estiveram sempre ali, como fortalezas seguras e inabaláveis, já não são mais.

quinta-feira, agosto 24, 2006

férias a acabar

24-08-2006 :: 17h03

Férias a acabar

As minhas longas férias estão a acabar. Tinha planeado ir a Madrid e depois Barcelona, mas os habituais “cortes” da praxe por parte de amigos mudaram-me os planos, apesar de ainda ter considerado ir sozinho. Com as férias fim, posso dizer que os planos que tinha para elas saíram frustrados e por concretizar. Normalmente sinto-me mal por ter falhado nesse aspecto, desta vez não propriamente excepção, só que existem também momentos bem positivos que, embora não tenham contribuído para os blogs, nem para a minha situação financeira, ou médica – que era o plano inicial – foram bem gratificantes do ponto de vista pessoal e intimo até.

Quem é emot?
O questionamento sempre foi um dos meus pontos fortes, acho. Também foi uma das minhas grandes formas de perder tempo. Estas férias consegui, felizmente, deixar de ser todas as coisas que a sociedade fez de mim, a nível profissional acima de tudo. Vim para as Caldas, deixei os transportes públicos o stress diário, trabalho, preocupações e anomia social e voltei a lembrar do Emot dos velhos tempos. Com isso vieram as memórias da infância.

Aventureiro e imaginativo


O prazer verdadeiro das torradas com leite

sexta-feira, agosto 18, 2006

postar

16-08-06
O que não postamos não aconteceu mesmo

Recentemente um colega brincou comigo por colocar nos meus blogs coisas que me acontecem ou que me fascinam. A verdade é que o mundo dos blogs pode facilmente tornar-se num vício por esse desejo escondido, ou não, de partilhar o que pensamos ou gostamos. Não tem de ser uma partilha generalizada, muito menos para uma grande audiência, é uma partilha… um registo… uma prova do que se pensou, acima de tudo para nós próprios, para sentirmos que registámos num local que dura mesmo. O vicio tornar-se, muitas vezes, num desejo continuo de partilhar tudo o que nos acontece digno de nota, no nosso entender.
Ficamos com uma sensação clara de que, quando não postamos no blog, não aconteceu verdadeiramente. Começa a ser uma necessidade. Neste mês de Agosto e mesmo em Julho tenho-me dedicado muito pouco aos meus blogs, talvez como não acontecia há cerca de três anos, quando descobri e entrei neste mundo. A razão não é simples mas também não é complexa. Primeiro porque tenho tido um acesso precário à Internet durante estas minhas férias. Mas o principal motivo é mesmo alguma desmotivação provocada por vários factores de explicação improvável. Já não sinto tanto a necessidade de escrever no até porque acontece-me mesmo muita coisa e penso bem mais do que coloco no blog. Ele não me reflecte na totalidade, apenas numa pequena parte que pode muito bem ser mal interpretada, como acontece facilmente, o que não incomoda, ficará sempre alguma coisa do sentido inicial.

terça-feira, agosto 15, 2006

dreams, dreams, dreams

15-08-2006

Sonhar cinema

Esta noite, das 5h50 às 13h, feriado, terça-feira, sonhei bastante.
Sonhei que era o dono de uma sala de cinema em Lisboa. Uma sala diferente. Uma que já tinha aparecido num outro sonho, não sei bem em que contexto. Uma sala com cadeiras antigas a fazer lembrar o cinema Londres, mas com um grau de inclinação sobre o ecrã muito grande… e estranho – típico de sonho. Estava a dar um filme antigo, não sei qual. Era a inauguração da sala, que não era muito grande. No entanto, no canto inferior esquerdo da tela aparecia o número de espectadores que estava constantemente a aumentar… o estranho era que ia no número 13 mil e qualquer coisa – aparentemente impossível para a dimensão da sala. O meu pensamento na altura, sentado numa das cadeiras, sem companhia, era de que ia ganhar bom dinheiro com a receita. Na tela passava uma placa de nome de rua de dizia Cinecittá. No mesmo momento lembrei-me que há entrada da sala havia a venda de material ligado ao cinema, que dizia respeito a uma loja de um ex-colega com o nome Cinecittá. Enfim… estranho… algo que me deu que pensar após acordar.

domingo, agosto 13, 2006

uma noite, vários momentos


3h27.
Sábado de madrugada (na verdade é domingo, mas digo sábado…). Está a dar um filme da Marilyn Monroe na televisão. Acabei de ver Where The Truth Lies
, um filme curioso sobre um crime, dois cómicos dos anos 70, amigos e que fazem uma dupla célebre. Que se separam após a morte de uma jovem num quarto de hotel onde estavam. O filme faz lembrar as histórias de Agatha Christie, sobre o modo de descobrir o assassino, as voltas, as mortes. Curioso. Mas o filme acabou.

O que fazer?
O senso mais ajuizado diz que é melhor deitar, para amanhã acordar cedo e ir à praia “fresco”. O senso mais ajuizado é engraçado. Fala muito mas é pouco influente nestas decisões em particular. A vontade de fazer mais alguma coisa prevaleceu, como costuma prevalecer em algumas noites, não todas, felizmente. Passando os olhos pelos filmes ainda a ver, deparo-me com Colour Me Kubrick.
Tenho curiosidade em ver, é com um dos teus actores preferidos serEmot, John Malkovitch. Quando abro o ficheiro percebo que é dobrado naquilo que julgo ser checo, ou jugoslavo, ou mesmo ucraniano (não, este último não parece). O curioso nesta dobragem é que se ouve os actores reais falarem em inglês, e depois, por cima, os checo, ou outra coisa qualquer. Ainda dá para perceber, mas torna-se demasiado estranho para ver mesmo como filme.
Por isso mesmo, faço uma passagem, nuns 10 minutos, pelos muitos mais do filme. Pareceu-me engraçado, com uma certa ironia e sentido humano em todo o engodo. Gostei particularmente do genérico final. Porquê? Pela música. Num tom muito calmo, com uma voz e estilo quase irreconhecível e brilhantemente agradável e adequado ao filme, o cantautor Bryan Adams aparece com duas belas canções. Tal como Man on the Moon, dos REM, sobre o filme homónimo dedicado ao surpreendente Andy Kaufman.
As personagens de ambos os filmes, pensando bem, até tem um ou outro ponto em comum: viverem à margem da maior parte dos humanos e podem ser consideradas estranhamente diferentes.

Anita Ekberg

Posto isto, perguntas-me, serEmot do futuro, o que fizeste mais tu?
Ainda espreitei outro filme que queria ver,
La Dolce Vita (de Fellini, 1960). Mais uns 10/15 minutos de passagem pelos mais de 160 minutos de filme que, há de dizê-lo, parecem apetecíveis. A cena da fonte é, de facto, muito bem conseguida. Marcello Mastroianni está estupendo no filme e a senhora sueca a passar por norte-americana mamalhuda, Anita Ekberg, não lhe fica atrás, pelo menos no peito…

E mais… ui. Ai vem a parte da liberdade, da loucura, insanidade e muito suor.
Coloquei no Winamp a minha nova descoberta dos Orson, No Tomorrow. Sempre aos saltos e a cantar ocasionalmente, assim senti, vibrei e me diverti à grande com a mesma música a tocar umas 15 vezes.

As partes preferidas são simples:
“Just look at me, silly me, I am happy as I can be, I got a girl who thinks I rock / and tomorrow there’s no school, so let’s drink some more Red Bull, so I get home to about six o’clock.”
I see your twinkle in your eye, You shake you ass and I just die, let’s check our coats, and move out to the flour… oh… oh... oh… When I need to easy, tomorrow doesn’t matter, turn that music on…


As últimas duas vezes foi à luz das velas… na televisão continua a dar o filme de Marilyn Monroe. Continua encantadora, no filme. Ainda passei os olhos por uma série (mais uma de Aaron Spelling – recentemente falecido), passada na praia sobre uma família de três jovens órfãos criados pelas tia e respectivos amigos - Summerland.

A minha noite foi assim, desde as 00h, já são 4h, está na hora do vale dos lençóis. Até sempre e que a deusa da noite te acompanhe com água limpa e cristalina a refrescar os lábios e a boca.

quinta-feira, agosto 10, 2006

visões nocturnas


Marilyn & Scarlett. Estou a ver um filme com Marilyn Monroe, o segundo da noite. O primeiro na :2 o segundo na RTP1. Ao olhar para ela, na sua beleza, o cabelo louro, o aspecto apetecível numa beleza peculiar e pouco magricelas… só me consigo lembrar nas semelhanças com Scarlett Johansson, até no fascínio que tenho por ambas, e no fascínio que Hollywood e uma boa parte de público parece ter pelas duas. Coincidências ou talvez não. Felizmente o tipo de papéis que Scarlett tem desempenhado são bem diferentes dos de Marilyn, também um sinal dos tempos e dos filmes, assim como o papel de jovens e belas actrizes.


terça-feira, agosto 08, 2006

A altura de férias é particularmente estranha para mim. Este ano ainda mais, talvez.

terça-feira, julho 25, 2006

segunda-feira, julho 24, 2006

reencontros. reminiscências. regressos.

Quando não temos muitos amigos e nem sempre conseguimos partilhar nas alturas certas determinados pensa (mentos), descobertas viramo-nos para nós próprios, como é, aqui, o caso.

Por isso, conto-te a ti, serEmot, por este blog, que hoje fiquei estupefacto quando ouvi o nome de uma amiga antiga, dos tempos de faculdade, com quem não falo há anos, na rádio. Era o nome da jornalista que efectuou uma reportagem sobre um português a chegar do Libano, na TSF, edição da meia noite. Fiquei sem palavras, apenas a ouvir, atento, a apreciar a evolução e tentar reconhecer a voz, claramente adequada para os domínios da rádio, algo que ela sempre quis fazer.

Fiquei num misto de alegria, por reparar que ela tem jeito para a coisa e, ao mesmo tempo, de algum ciúme, por eu ter passado pela mesma rádio, noutro tempo, sem conseguir ficar - algo que me deixaria muito feliz. A parte de alegria prevaleceu, felizmente, senão nem me dignaria a escrever isto, a partilhar contigo, comigo, a sensação estranha.

Na vida, na minha vida, uma das situações mais caricatas são os reencontros. Nem todos são bons, é certo, muitos são ligeiros pesadelos, mas outros são frutos suculentos, silvestres e apanhados de forma espontânea, a melhor! Os reencontros não necessitam de ser pessoalmente, podem ser assim mesmo, de ouvir falar, recordar de forma próxima.

A curiosidade motivou uma investigação, pouco foi encontrado. Apenas isto, uma pequena prova.
Os dias passam, vamos conhecendo pessoas novas, tendo experiências novas, trabalhos novos, uma vida nova. Mas os reencontros abalam-nos um pouco. Fazem-nos recordar outros tempos, outras vidas, tão próximas da memória mas, no entanto, tãooooo longe da vida.
--- Maria Miguel Cabo

Reencontros. Reminiscências. Regressos.
I'm waiting for me.

sábado, julho 15, 2006

Click Mr Destiny


Esta noite vi a comédia Click (2006). A história é tão semelhante a uma comédia que me encantou durante a adolescência, Mr. Destiny (1990), com James Belushi. Como filme peca numa fórmula usada e óbvia. Percebe-se, de caras, onde o filme vai terminar... demasiado óbvio mesmo. Mesmo assim, existem conceitos curiosos que me fizeram aqueles que me encantaram em Mr. Destiny (1990). Dar mais valor à família e às pessoas que nos rodeiam é o principal, claro. Mas há ali mais conceitos curiosos, a forma como podemos controlar o nosso destino é uma delas e comum a ambos os filmes. O mais curioso é como podemos estragar o nosso destino quando tentamos tomar controlo dele... claro que o exemplo de Mr. Destiny (1990) é bem melhor do que Click (2006), mas ambos são bem conseguidos, embora um muito mais criativo.

casamento

1h21. É tarde. Amanhã de manhã vou para Torres Novas de comboio, partida do Oriente (a gare). Podia ser apenas mais uma manhã, mais uma viagem. É sempre mais uma manhã, mais uma viagem. Mais um dia. Mas... esta tem um significado em particular. Porquê? Vou passar o fim-de-semana com um amigo que se vai casar dentro de uma semana. É uma altura especial, não só porque é o meu primeiro grande amigo a casar-se (também não tenho assim tantos) e, depois, porque é um dos meus melhores amigos, alguém próximo, e isso faz-me ainda pensar mais. Vou-te contar a quantos casamentos fui recentemente: Nenhum. Vou-te contar a quanto casamentos fui há uns tempos: Nenhum.

Aliás, não me recordo da última vez que fui a um casamento. Indo bem atrás nas minhas memórias recordo-me de ir aquele que julgo ter sido o meu último, não foi nada por aí além. Foi de um colega de trabalho do meu pai, recordo-me de ficar espantado com o dinheiro que o meu pai lhe deu como prenda. Era alguém que conhecia, tinha o nome cativante de Zé Foz, e que até gostava, embora não o conhecesse assim tão bem. Lembro-me perfeitamente de pensar que era estranho como conhecia aquele senhor simpático do local onde ele trabalhava, mas que não conhecia nada da vida que estava ali a testemunhar... a outra vida.
Que idade tinha? Simples, não sei! Talvez 15/16, por aí. Acho que em toda a minha vida, 25 anos, fui a dois casamentos. Um, foi este que falei, outro foi quando tinha uns 10 anos. Era um primo franzino que se casou com uma senhora de peso considerável. Achei todo o ritual estranho, e fiz questão de o demonstrar. Aliás, não me esqueço da minha revolta em ter de comprar roupa para o casamento. PIOR: ter de levar umas calças (espécie de fato) que ficavam ligeiramente abaixo do joelho. Uma espécie de calças de pescador. Curioso como não gostava porque achava incómodo, especialmente para correr, actividade predilecta mesmo em espaços pequenos. Curioso como, agora, é moda e a criaçada gosta do estilo, embora sem ser de fato, claro.
Contas feitas, foram dois casamentos. Ui.
Para este lá fui eu recordar todos esses momentos. Mas houve um problema. Tive de ser eu a ir comprar a roupa que não queria. Pior, um fato. Claro que mãezinha e xojinha tiveram de insistir... "porque um fato é sempre uma coisa que fica e dá jeito"... curioso como em 25 anos de vida nunca me deu jeito, até porque não tinha.

O casamento de alguém próximo costuma ser um momento de felicidade. No meu caso também é, embora não dê grande importância à instituição e acto do casamento. Mas custa tanto ver que estamos a crescer, que nada será como dantes, para o bem e para o menos bem. Custa ver que estamos a passar por um processo usado por outros, por diferentes gerações que, no fundo, foram tão iguais, mesmo com as suas diferenças. Este tipo de coisas causa-me algum receio interior. É daquelas alturas que me questiono, mais uma vez, das escolhas que tenho feito na minha vida. O que quero fazer e para onde quero ir. Noto que a idade vai passando. O casamento é uma etapa que a sociedade nos criou. Juntamo-nos com alguém, que nos ajuda e que nós ajudamos, que nos acarinha e nós acarinhamos, e... casamos. Nem todos passam pelo processo e talvez sejam mais autonómos e felizes assim, mesmo que não tenha sido por escolha própria, mas, no entanto, vão existir muitos momentos em que vão querer tanto ter tido alguém. Dizem-me que temos é dar valor ao que temos. Digo o mesmo.
Sempre que olho para a pilha de jornais do meu quarto (ou a pilha que é actualizada com novos jornais), percebo que o tempo está a passar como um foguetão tenta chegar à Lua. Rápido e de forma amorfa. A vida é para se viver, mas acho que deveria começar tentar vivê-la de outra forma, algo diferente. Talvez em Janeiro tenha eliminado a pilha anterior e fui amontoanda uma pilha de jornais nova. O que é certo é que, mesmo sem exagerar nos jornais colocados, hoje ela quase chega ao tecto. E o que mais dói é que eu nem dei pelo tempo passar. Tenho feito muita coisa, talvez pouca coisa que interesse verdadeiramente.

"This is my last goodbye", ouço no leitor o Jeff Buckley cantar. "Life's too short...", volta a dizer este senhor. Ele já morreu, de uma forma tão normal e assustadora que até custa pensar nisso. A nadar. Era ainda jovem. Tudo o que ele fez, enquanto músico, enquanto pessoa, só valeu até aquele dia, da sua morte. Apesar da sua música ter perdurado, isso não interessa absolutamente, nada. O que interessa mesmo é ele ter vivido como queria, até onde podia, e ter feito aquilo que, naquela altura, mais lhe pareceu certo e lhe deu prazer. Isso conta, ou contou, para ele.
Este é o meu último Adeus.

terça-feira, julho 11, 2006

hearts on fire



A sentir velhos tempos. Hearts On Fire. Bryan Adams.

adeus


E o ecrã ficou branco...

"All we have is this moment, right here, right now. The future is just a fucking concept that we use to avoid being alive today. So, be here now."


"You can´t take a picture of this, is already gone". - Nate, to Claire



nathaniel samuel fisher, jr. 1965 - 2002

go and dance nate!

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I Just Want To Celebrate... Life

terça-feira, julho 04, 2006

boa caminhada para a morte.


This one goes to the one I love. This one goes to the one I left behind.
Eles morreram todos, e eu morri, em parte, com eles. Entre a vida e as suas intensidades, a intensidade final e absoluta é a morte. Daí, Sete Palmos de Terra significar tanto. Significa a morte, e a vida que a ela guia.

Desde muito cedo recordo-me de ter pesadelos sobre a morte. Pesadelos intensos e que, embora sem muito sentido, eram o que de mais real e aterrador parecia existir. Porque a nossa vida tem um fim. Quando somos pequenos e percebemos que um dia, a morte chegará até nós, entramos em pânico. Eu entrei. A solução mais clara, a minha foi, acabou por ser recorrer a alguém mais velho, mais experiente, para partilhar a sua visão da matéria. A minha mãe. A minha querida e paciente mãe. Aquela que me falava da família, a história da minha família, das gerações anteriores, de tudo aquilo que passou e que ela conhecia, de perto, ou de ouvir a mãe dela contar. Não sei bem porquê, aperceber-me de tanto que se passou para trás, tantas pessoas, tanta vida, ajudava-me ligeiramente. Não era só eu. Acontecia. Era a morte. Era natural. Mesmo assim não me tranquilizava totalmente ou não fosse o fim, aparentemente absoluto. Era daquelas questões que logo à primeira pergunta intranquilizava os adultos.

A minha mãe tinha o cuidado de me tranquilizar, naquelas noites de Outubro, Novembro, Dezembro, Janeiro. O Inverno tinha sempre o condão de me tornar mais sensível à vida, ao que se passava à minha volta. Era profícuo em sonhos, pesadelos e introspecção. Descoberta do novo mundo em que me encontrava. Sim, já tinha vários anos neste mundo, neste corpo, neste planeta. Mesmo assim é a partir de certa idade que percebemos determinadas coisas, como por exemplo, a morte.

Como é que alguém tão estimado em vida é colocado debaixo de terra por tempo indeterminado? Uma pergunta legitíma a que poucos pareciam querer responder. Sim, deixou de ter vida, mas não compreendia como é que o corpo poderia deixar de ter vida ou como ao morrer, tratavam-no tão mal. Era por isso que insistia, 'Eu não quero ser enterrado... o meu corpo é para ficar intacto', dizia eu insistentemente para quem queria ouvir, a minha mãe.

A morte é intrinseca a todos nós, neste planeta.
Agora, um quarto de século depois de ter nascido. 25 anos de 'mundo'. Passam-se dias, semanas, meses, anos, sem pensar verdadeiramente na morte. Muito ocupado, pouco tempo para pensar nisso, pouca vontade, comodismo à vida que levo, mesmo que não seja preenchida.
Pensar nisso talvez não ajude ninguém, ou talvez ajude.

Esta noite a série Sete Palmos de Terra fez-me pensar nisso de uma forma intensa e como não pensava há muitos muitos anos. Como nunca nada que tenha sido produzido, para televisão, teatro, cinema, ou outra qualquer forma de expressão artística tinha conseguido.
O último episódio desta série é também o último momento de vida de todas estas personagens tão maravilhosamente belas, irritantes e cheias de vida, tristeza e alegria. É também o meu último momento de vida. Ver a morte e funeral de cada um dos membros daquela amálgama de família fez-me ver, ao mesmo tempo, a minha família e o meu futuro, a minha morte e a minha essência. Aquela que desaparecerá para todo o sempre. Fez-me ver em como é isto que mais nos une e iguala, nós, seres humanos.
Recordo-me de crescer e pensar como seria ver morrer os meus pais, ou os meus irmãos, ou os meus primos, os meus amigos. Ou então morrer primeiro que todos eles, e sentir que deixei tanto.
Façamos o que fizermos, o mais importante que deixamos por cá são as pessoas, aquelas que nos afectaram e afectámos. Não numa perspectiva grandiosa ou de fãs - algo que faz com que tantos se queiram destacar e ter milhares de seguidores - mas na forma de aqueles que tocámos com o nosso verdadeiro ser, esses que são poucos pela ordem natural da vida.
Esta noite chorei compulsivamente, com arrepios, baba e ranho, de beicinho e livremente mais do que na morte de Nate porque, esta noite, morri e vi os meus morrerem, mesmo que fosse durante dois ou três minutos.

Boa noite e... boa caminhada para a morte.

"All we have is this moment, right here, right now. The future is just a fucking concept that we use to avoid being alive today. So, be here now."

sexta-feira, junho 23, 2006

pergunta da tarde

Porque é que quando alguém nos quer perguntar algo de importante ou de "delicado" pergunta sempre se nos pode fazer uma pergunta, antes de perguntar aquilo que queria perguntar?

terça-feira, junho 20, 2006

não ler esta merda!



Não sou pessoa de chorar. É raro, já há muitos muitos anos. As poucas vezes que se sucederam foram, talvez, em situações menos compreensíveis para a maior parte das pessoas. Hoje aconteceu...

Não houve nada de especial neste meu dia de vida. Mais um. Algumas desilusões. Trabalho. Alguns risos e sorrisos, não muitos, pelo menos verdadeiramente sentidos.

A noite [já cheguei às 22h], dediquei-a a fazer uma coisa que gosto bastante. Um entretém que me cativa há já alguns anos, ver séries televisivas.

Pergunto-me a mim próprio, serEmot, o que foi então que me fez chorar intensamente e tão profundamente?
Uma mera série de televisão: Sete Palmos de Terra. Segunda-feira à noite é dia da série na :2. Não a acompanho directamente da televisão, vou tirando os episódios que estão a passar actualmente na televisão - normalmente adianto-me um ou dois - e vejo. Esta semana ainda não tinha visto o da semana passada. Por isso, em vez de ver o que deu na tv, vi o da semana passada (8) e, de seguida, o desta semana (9).

Confusão? Talvez. Sim! Porra! Caguei! Ela já me tinha avisado para o choque do episódio desta semana. Ele tem uma espécie de trombose, AVC, entra em coma, "ressuscita". Define novas e cruéis prioridades na sua vida, com o estilo simpático e descontraído que o caracteriza e... morre inesperadamente, quando já ninguém o esperava. Ele era a peça fulcral e que unia todas as outras vidas nesta série de Allan Ball... e, a três episódios do fim, morre. Morre. Assim. Morreu. Morre?

Para série de televisão de massas seria impossível conceber esta morte ou mesmo fazê-la deste modo, mas ainda bem que as massas ainda não são tudo.
A morte "caiu do céu" em surpresa total. Não houve tempo de ninguém se despedir, não houve mensagens últimas de esperança ou alegria. Nada! Foi ficcionalmente e dolorosamente real e selvática, triste e espontânea, tal como Nate. Nate Fisher.

Foi assim que terminou esse episódio, o de hoje. Colocou-se no fim a habitual morte que costuma aparecer no inicio e ser de um anonónimo, só que, neste caso era o próprio Nate e o episódio culmina com isso mesmo. Com a mesma "receita" de morte dos outros episódios.

Algo chocado e atarantado... (era 00:30) segui a sugestão dela e vi, na :2, a nova série, L Word, sobre casais de lésbicas - curioso, engraçado... muito lesbianismo... não foi má.

01:15. Nate. Nate. Nate. Nate. Nate. Nate... ... ... A curiosidade sobre o que vai acontecer a Nate fica a ruminar, ao de leve, mas de forma sentimental na minha cabeça...
será que morreu?
não quero que morra... detesto-o pelo que fez... mas não quero que morra...
vai haver um regresso... Ele não morreu assim. Não pode ser!



01:16. Aí estou eu a "matar" a curiosidade...
All Alone [is all we are] é o nome do episódio. Não faço questão de olhar ou pensar muito no nome. Não gosto de ir com expectativas ou ideias pré-concebidas, tanto para filmes como para experiências como esta. No decorrer dos cerca de 50 minutos que a experiência dura há toda uma história sentimental, em relação às pessoas da série e à vida em geral, que é reavivada.
Começa com a dor das pessoas próximas. Não há pormenores da morte nem mais imagens do hospital onde só o vimos, brevemente, a parar... de viver [não há ressuscitação médica... nada].
Parte-se logo para o sofrimento, no inicio do episódio (10). Não há preparação para o expectador sentir dor. Aparece logo nos primeiros frames, na nossa frente. Não deixo de magicar que quem não viu ambos os episódios de seguida não sentiu aquela dor inicial de forma tão clara como eu, mas esta é uma série que não é assim tão simples nos sentimentos.


A dor. A dor da perda.
Ele era tão apreciável, momentos antes de morrer vi-o como um sacaninha. Depois de morrer veio a dor da perda. Não há actores no que as imagens transmitiram. Aquelas pessoas têm tanta personalidade e vida própria, são pessoas, não personagens, é isso que senti verdadeiramente e mais do que nunca ontem à noite. Foi a dor da perda de Nate, a dor da perda desta experiência e familia tão intensa (os Fishers) - a série acaba em mais 2 episódios (12) -, a dor ambígua que é transmitida pelos próximos de Nate.
Nunca nenhuma série de televisão me tocou de forma tão intensa como esta. A forma como se lida com a morte e a vida é original, profunda e tocante (por ser tão cruelmente verosímil); mas estes episódios, especialmente o All Alone é o culminar de tudo isso. A morte do centro de todas aquelas histórias. Um centro, uma pessoa, Nate, que não era totalmente simpático, tornava-se irritante, e até termina sendo cruel. Mas as pessoas são assim, nós somos assim, eu sou assim.
A dor da perda mantém-se intensa e esta experiência de 50 minutos lida com isso de forma tão ridícula como profundamente triste e verdadeiramente sentimental.
Tanto nos podemos desatar a rir como desatar a chorar baba e ranho, com arrepios e tudo.

Escusado será dizer que eu desatei...
a chorar baba e ranho, com arrepios e tudo... e tudo...

Era só uma série de tv? Talvez. Não! Nunca! Merda! Foi uma experiência triste e memorável. Não foi directamente uma experiência de vida, mas é algo que pode e irá, muito provavelmente, fazer parte de mim. Porquê? Por tudo aquilo que senti e que não exprimi em todas estas palavras. No final, depois de ter a experiência:
All Alone is all we are [música dos Nirvana]
Tem um significado imensamente diferente. Tem uma expressão e ideologia inerente.
Porque no fim, desta experiência e da minha vida...




All Alone is all we are