terça-feira, fevereiro 28, 2012

realidades naturais

É curioso como, em idade adulta, temos menos consciência de que somos tão insignificantes, na grande ordem do Universo. Vivemos no minúsculo planeta Terra, num pequeno sistema solar, um cantinho de uma galáxia que é só mais uma em milhares.
Foi preciso ir a dois museus de história natural norte-americanos (de Harvard e o Museu de História Natural de Nova Iorque) para voltar a "sentir" isso de forma tão presente. E é mesmo sentir, porque é uma sensação que se tem, da pequenez dos nossos problemas, do que somos e do que significa a nossa vida.

Mesmo assim, não vejo esta "sensação" como algo triste ou que tire importância à vida e à forma como a vivemos. É pura e simplesmente um facto, uma realidade que nos circunda (tal como o universo). Na verdade é esse universo, essa coincidência que é a forma como o planeta Terra está constituído que nos permite ter aquela coisa a que chamamos vida. E, segundo o que sabemos, o ser humano é algo muito muito especial neste universo. Até agora ainda não encontrámos satélites artificiais, nem sinais de vida inteligente nesse amplo universo.

terça-feira, fevereiro 14, 2012

domingo, fevereiro 05, 2012

suck out all the marrow of life

Aqui fica um resumo dos principais arrependimentos das pessoas no leito de morte, tais como foram testemunhados por Bronnie Ware, uma enfermeira australiana.

Quem me dera ter tido a coragem de viver de acordo com as minhas convicções e não de acordo com as expectativas dos outros. «Este é o arrependimento mais comum. Quando as pessoas se apercebem de que a sua vida esta a chegar ao fim e olham para trás, percebem quantos sonhos ficaram por realizar. (…) A saúde traz consigo uma liberdade de que poucos se apercebem que têm, até a perderem».

Quem me dera não ter trabalhado tanto. «Este era um arrependimento comum em todos meus pacientes masculinos. Arrependiam-se de terem perdido a infância dos filhos e de não terem desfrutado da companhia das pessoas queridas. (…) Todas as pessoas que tratei se arrependiam de terem passado muita da sua existência nos ‘meandros’ do trabalho».

Quem me dera ter tido coragem de expressar os meus sentimentos. «Muitas pessoas suprimiram os seus sentimentos, para se manterem em paz com as outras pessoas. Como resultado disso, acostumaram-se a uma existência medíocre e nunca se transformaram nas pessoas que podiam ter sido. Muitos desenvolveram doenças cujas causas foram a amargura e ressentimento que carregavam como resultado dessa forma de viver».

Quem me dera ter mantido contacto com os meus amigos. «Muitas vezes as pessoas só se apercebem dos benefícios de ter velhos amigos quando estão perto da morte e já é impossível voltar a encontrá-los. (…) Muitos ficam profundamente amargurados por não terem dedicado às amizades o tempo e esforço que mereciam. Todos sentiam a falta dos amigos quando estavam às portas da morte».

Quem me dera ter-me permitido ser feliz. «Muitos só perceberam no fim que a felicidade era uma escolha. Mantiveram-se presos a velhos padrões e hábitos antigos. (…) O medo da mudança fê-los passarem a vida a fingirem aos outros e a si mesmos serem felizes, quando, bem lá no fundo, tinham dificuldade em rir como deve ser».
via Sol